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A Camarada Kim vai Voar

Atraído pelo título nada convencional de “A Camarada Kim vai Voar”, pude ficar mais tranquilo quando vi que o filme que começava a se desenrolar na tela diante de mim era de origem coreana. Já era motivo suficiente para me entregar à experiência que ia tomando forma, este sendo o primeiro filme a ser rodado no país esquerdista com financiamento estrangeiro, no caso uma coprodução entre o país de Kim Jong-un com Bélgica e do Reino Unido.

Dirigido por pelo trio Anja Daelemans, Kim Gwang Hun e Nicholas Bonner, “A Camarada Kim vai Voar” acompanha a vida da jovem Kim Yong Mi desde sua infância e o seu fascínio em voar. Encorajada pela mãe, o desejo de viver com os pés fora do chão faz com que Kim se apaixone pelo mundo das acrobacias. Porém, após a morte da mãe, Kim passa a viver para o trabalho na mina de carvão da cidade de onde mora com o pai e sua avó. Quando tem a oportunidade de passar um ano na capital Pyongyang trabalhando na construção civil, Kim tem a chance de conhecer sua heroína acrobata e tomar e entrar para o circo, mas não sem passar por alguns altos e baixos.

A produção assume desde o início um tom leve e otimista. Mesmo com os dramas apresentados, a mensagem de que a força de vontade nunca deve ser perdida se mantém durante todo o filme, culminando nos momentos completamente inesperados que este traz. É claro que por traz de todo esse positivismo fica clara a mensagem favorável à visão governamental da Coreia do Norte, uma espécie de utopia proletária.

Misturando pinturas tradicionais asiáticas nos créditos e passagens específicas de tempo durante o decorrer do filme, “A camarada Kim vai Voar” tem um bom equilíbrio na fotografia bem colorida com as animações campestres e os sorrisos incontáveis que permeiam toda a película. A mensagem de que qualquer um pode realizar seu sonho é passada de modo claro e satisfatório, como se fôssemos crianças assistindo a nosso desenho animado favorito onde o herói sempre triunfa no final.

Trailer

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