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The Last of Us

O que é preciso para se fazer um grande game? Ao que parece, a Naughty Dog havia respondido a essa pergunta com a sua trilogia “Uncharted”. Partindo do princípio já estabelecido, a empresa virou o mesmo do avesso e desenvolveu “The Last of Us”, que acaba de chegar para o PlayStation 3.

A trama do novo game da desenvolvedora americana roda em torno do carpinteiro Joel, que vive com sua filha Sarah  próximo a Austin, no Texas. Pai solteiro que sonha em abrir seu próprio negócio, é na noite de seu aniversário que o inferno sobe à Terra; quando casos relatados de uma epidemia provinda de uma forma mutante de Cordyceps se espalha pelos Estados Unidos, atingindo o status de pandemia. A partir daí a história avança 20 anos no tempo.

Cordyceps é uma espécie de fungo. No caso do game, o nome deste Cordyceps é Ophiocordyceps unilateralis, que ataca apenas animais e passa a viver como neuroparasita, se espalhando pelos orgãos e consequentemente matando o hospedeiro. No game, o mesmo fungo é o responsável por toda a tragédia que acomete os EUA. Enquanto que sua versão no vida real não afeta seres humanos, na trama de “The Last of Us” uma versão mutante deste mesmo fungo torna as pessoas o seu principal alvo, a contaminação primária se dando através da inalação de esporos. O hospedeiro se torna uma espécie de zumbi, e como portador da doença também passa a espalhar o contágio através de mordidas. A ideia para o game veio após a equipe da Naughty Dog assistir um documentário sobre o Ophiocordyceps unilateralis na BBC.

“E aí, rola?”

Com o país do Tio Sam completamente devastado, o governo foi posto abaixo e os militares tomaram o poder, mantendo as pessoas em cidades usadas como zonas de quarentena e os infectados do lado de fora. Lutando contra essa ditadura militar está o grupo conhecido como os Vaga-lumes, que busca a reestruturação do governo. É neste futuro pós-pandêmico que um Joel envelhecido, taciturno e mais barbudo do que nunca toma a tela.

Agora Joel atua como contrabandista em Boston, onde passou a viver. Em uma destas transações de mercado negro, Joel e sua amiga Tess pagam por um grande número de armas. Acontece que a mercadoria é extraviada e os dois resolvem ir atrás do fornecedor e acabam descobrindo que as armas foram entregues aos Vaga-lumes. É nesta tentativa de reaver a mercadoria que o caminho de Joel cruza com o de Marlene, a líder dos rebeldes, que propôe um acordo a ele e a Tess: levar Ellie, uma jovem de 14 anos até um grupo de Vaga-lumes pronto para recebê-los no Congresso da cidade, e em troca eles teriam suas armas de volta. Relutantes, Joel e Tess aceitam o serviço. O motivo da entrega não importa, afinal a garota é apenas mais um trabalho.

Dois dos maiores fatores que fazem de “The Last of Us” um grande game são o roteiro de Neil Druckmann e a trilha sonora composta por Gustavo Santaolalla. Também atuando como diretor criativo do game, Druckmann concebeu um script excelente. Com uma trama linear, reintroduzindo os clássicos dissabores de parceiros que não se suportam à princípio, “The Last of Us” apresenta um roteiro tão sólido, que o que realmente sustenta o novo título da Naughty Dog é a relação gradativa de pai e filha que se desenvolve entre Joel e Ellie, pincelada de modo visceral (literalmente) por Druckmann. Claro que isso só é obtido através da performance dedicada de Troy Baker (“Metal Gear Solid V The Phantom Pain”) como Joel e Ashley Johnson (“Os Vingadores”) como Ellie, através do processo de motion capture.

Ashley Johnson (Ellie), Troy Baker (Joel), Neil Druckmann e Annie Wersching (Tess)

Já a trilha do argentino Santaolalla pode facilmente ser comparada ao mar, não sabendo onde começa ou termina, mas o sentindo a cada nova onda; você pode tentar pular, mas nunca sabe para onde elas vão te levar. Isso tudo com um quê de música clássica e algumas batucadas. O maestro já compôs para grandes sucessos do cinema, tais como “O Segredo de Brokeback Muntain” (2005), pelo qual ganhou o Oscar de melhor trilha original, e para a Trilogia da Morte do premiado diretor mexicano Alejandro González Iñárritu. “O Informante” (1999), “Diários de Motocicleta” (2004), “Na Natureza Selvagem” (2007) e “Biutiful” (2010) também tiveram suas trilhas compostas por Santaolalla.

Mas “The Last of Us” não é um filme, e não pode ser avaliado somente por um bom roteiro e trilha sonora espirituosa! E quanto ao gameplay? Ao contrário das acrobacias de Nathan Drake e seus golpes desvairados que representavam o suprassumo da aventura, em “The Last of Us” o principal objetivo é representar a mais pura tensão. Sendo assim, os movimentos de Joel e Ellie são mais limitados, com a câmera acompanhando os protagonistas da cintura para cima. Com este plano de câmera devidamente centrado no jogador, a tensão do que pode acontecer ao redor se torna muito maior. Enquanto a câmera se torna um tanto quanto restrita, a liberdade cresce no quesito de customização de armas. Joel pode melhorar suas pistolas, revólveres, espingardas, rifles e até um arco e flecha. Mas o arsenal do jogador não se resume a essas armas básicas. Em “The Last of Us” Joel pode montar bombas de pregos, facas e coquetéis molotov. O interessante é que os mesmos ingressos que formam os molotovs, por exemplo, também podem ser usados para preparar curativos; a escolha ficando inteiramente nas mãos do jogador que pode e será, constantemente, pego em situações inesperadas.

 O game não apresenta mais de um caminho para que se chegue ao seu final, porém a Naughty Dog criou vastos cenários que podem ser explorados antes que o caminho a se seguir seja encontrado. E acredite, revirar cada centímetro dos ambientes é mais do que necessário, é algo vital. As balas e itens são escaços, principalmente no modo “sobrevivente”. A fala “Faça cada bala contar”, repetida constantemente no jogo não deve nunca sair da mente do jogador.

Aqui se faz…

O game também traz um nível alto de violência, com uma quantidade de sangue de fazer inveja a Quentin Tarantino, mas menos estilizada. Tiros de espingarda que arrebentam cabeças, granadas que destroçam corpos inteiros, golpes de tijolos, canos de ferro, facadas, a coisa é gore mesmo! Tanta groselha e violência fazem parte dos gráficos espetaculares de “The Last of Us”, que apresenta sem a menor sombra de dúvida, uma das representação mais realista desta sétima geração de consoles. A odisseia de Joel e Ellie atinge um grau incomparável de realismo, dando uma grande atenção a todos os detalhes de ambiente, roupas e feições. O perfeccionismo empregado é tanto que nas cenas de combate corpo a corpo, onde Joel ataca seus inimigos com as armas brancas já citadas, ou até mesmo esfarelando suas mãos no queixo de um infectado qualquer, a tensão que é transmitida faz a adrenalina do jogador explodir dentro do organismo tão feroz quanto o vírus que assola o universo do game. Nem em títulos de guerra como “Call of Duty” e “Battlefield” que costumam apresentar um visual sem precedentes, são capazes de fazer as pontas dos dedos formigarem com tanta tensão como “The Last of Us” é capaz de fazer.

…aqui se paga

Sendo um dos últimos títulos a ser lançado para o PlayStation 3 antes da chegada do seu sucessor no final do ano, “The Last of Us” se consolida como um marco dos videogames. Não apenas por ser um dos games mais bem acabados desta geração, mas também por deixar evidente a atenção que a industria de jogos eletrônicos está dando ao Brasil. Exemplo disso é a dublagem em português do Brasil que “The Last of Us” traz, encabeçada pelo dublador veterano Luiz Carlos Persy que faz a voz de Joel e estabelece o tom do game em sua versão brasuca, causando inveja no áudio original inglês. No currículo do brasileiro estão Lord Voldemort dos filmes de “Harry Potter” e Marte de “Os Cavaleiros do Zodíaco”.

Em suma, o novo game da Naughty Dog redefine o gênero survival horror tão bem quanto “Resident Evil” fez quando foi lançado para o PlayStation em 1996. O Novo título também prova que a Naughty Dog pode ir fundo e entregar jogos menos “Sessão da Tarde” ao seus seguidores. “The Last of Us” simplesmente não pode faltar na coleção dos gamers mais hardcore.

Trailer

Trilha sonora

Resident Evil 6

Pois é, muita gente puxa o saco da Capcom pelo grande sucesso que foi Resident Evil 5, lançado em 2009, mas a verdade é que o game revoltou os verdadeiros fãs da série, isso mesmo, aqueles saudosistas que esperam há anos que a franquia volte as origens. Resident Evil 5 foi na verdade um jogo sem imaginação, podre, com tantas partes iguais e tantos tiros a esmo que de Resident Evil mesmo só tinha o nome.

Após uma promessa da Capcom que o próximo game ficaria pronto entre 4 e 8 anos depois do lançamento de Resident Evil 5, muitos fãs não sabiam se ficavam tristes ou felizes com a notícia, temerosos em ver o que podia ser outra mancha negra nas costas de sua adorada franquia; na verdade, morta há anos, já que os filmes também não contam.

De repente tudo aconteceu de uma vez, como uma epidemia de alguma arma biológica que se espalha por uma cidade inteira. No começo de 2012 a Capcom anunciou e lançou um teaser de Resident Evil 6, com data de lançamento para novembro. O ano foi passando e vários trailers e walkthroughs caíram na rede e para melhorar, a data de lançamento foi antecipada para 2 de outubro. Mas será que o novo Resident Evil pode ser a tal mancha negra?

A trama de Resident Evil 6 se passa em meados de 2013, onde o presidente dos Estados Unidos em visita a Universidade Ivy, na cidade de Tall Oaks, está preparado para revelar ao mundo a verdade sobre o incidente em Raccoon City, 15 anos antes. Leon Kennedy o adverte que tal ação pode vir a causar mais problemas do que trazer soluções para a crise global de ataques bio-terrosristas que assola o planeta.

No dia em que a revelação seria feita, um novo experimento chamado de C-Virus é liberado na cidade, infectando ninguém mais, ninguém menos que o próprio presidente. Para proteger a si e a Helena Harper, agente do Serviço Secreto, Leon dispara contra o presidente e parte em busca do responsável pela liberação do novo virus em uma cruzada que nos leva dos Estados Unidos, leste europeu e China.

Para romper com a linearidade do game anterior, os desenvolvedores criaram quatro histórias que juntas formam uma só. Em determinados momentos as narrativas de Leon, Chris, Jake e Ada se cruzam, dando respostas a fatos e lacunas sem respostas durante uma campanha e outra, fora que a grande reunião de alguns dos mais clássicos personagens da franquia é um atrativo à parte, justamente para revitalizar o ânimo dos fãs mais saudosistas. Mas o roteiro também apresenta falhas, como ter personagens que ninguém sabe quem são, de onde vieram e nem para onde vão(cova), fora um vilão mal trabalhado que não chega aos pés de Albert Wesker.

A novidade é o personagem Jake Muller, filho de Albert Wesker e a única esperança da humanidade, já que seu sangue possui anticorpos contra a nova ameaça biológica. Porém, esse tipo trama soa asiática demais para uma história que até esse ponto conseguia se manter plausível. O filho de Wesker, no entanto, não possui o carisma necessário para cativar os gamers, já que nem em personalidade e em aparência possui algum traço ou característica originais que favoreça a si ao o próprio enredo.

Jake Muller

Inicialmente os produtores haviam dito que Resident Evil 6 traria de volta os elementos de survivor horror que o consagraram nos anos 90. Bom, isso é mentira. O que Resident Evil 6 traz do passado é apenas uma tentativa porca de enganar os gamers. Nas demos da campanha de Leon, tudo estava lá, escuridão, silêncio, os zumbis, mortos vivos mesmo e não a macacada hiperativa com lança foguetes que começou a dar as caras em Resident Evil 4. Porém, essas lembranças que, acredite, dão medo e fazem palpitar o coração, só existem no início do primeiro capítulo da campanha de Leon. Depois é tiroteio e ação para todo lado com um inimigo que apresenta tantas formas que a lembrança de Resident Evil 5 logo volta a surgir, em especial o puzzle da sala dos espelhos e seus vários níveis para ocupar espaço no Blu-Ray.

Na campanha de Chris Redfield, talvez a melhor das quatro, e isso porque a Capcom assume de vez que a franquia não é mais do gênero terror mas sim ação, ação, ação!!! A história de Chris é o que dá o carisma necessário que o personagem nunca teve, isso se dá também pela atuação de Roger Craig Smith, intérprete também de Ezio Auditore de Assassin’s Creed. Aqui, Chris é de todos o personagem com a maior carga dramática de todo o game. Não seria nada mal se ele fosse o único personagem jogável em uma trama única, que no caso teria de ser estendida.

Chris e Leon se enfrentam na China

Com Jake, a jogatina já começa a se dar por osmose, já que rever algumas partes que já foram vistas nas campanhas de Leon e Chris podem vir a ser bem entediantes, fora os fatores já ditos acima sobre o novo personagem que simplesmente sabe lutar como ninguém com as criaturas mais bizarras imagináveis, e inclusive tem uma espécie de novo Nemesis querendo brincar de pega-pega.

A melhor campanha ainda pode ser a de Chris, mas é na cronologia de Ada, que só é liberada depois de se terminar o game com os três outros protagonistas que aquelas velhas raízes mencionadas pelos produtores dão as caras, mas não do jeito que havia sido prometido. Em sua campanha Ada tem que resolver Puzzles, nada muito cerebral, mas nada além disso mostra qualquer associação com os games originais.

Enquanto as histórias de Leon, Chris e Jake se cruzam, mostrando como cada um deles chegou a determinado ponto a de Ada além de cruzar com os três machões, tem sua própria história que revela muito sobre a trama principal do game, fora que Ada sempre foi uma das personagens mais cobiçadas da franquia, nunca aproveitada como perosnagem jogável, com excessão de um especial em Resident Evil 4.

Em termos de jogabilidade o game evoluiu, mas ainda fica para trás. A câmera não é mais fixa, agora é possível andar atirando e escolher o sitema de mira entre mira laser e uma cruz, ao todo são comandos demais para poucos botões, apesar de a mecânica de combate corporal ter sido aprimorada.

Outra novidade é que cada protagonista tem seu parceiro, assim como Chris tinha Sheva em Resident Evil 5, aqui Leon tem Helena Harper, Chris faz parceria com Piers Nivans da BSAA, Jake anda para cima e para baixo com Sherry Birkin, e Ada, bom, a gata sempre soube se virar muito bem sozinha para falar a verdade.

Ao todo Resident Evil 6 é um bom game, tem sim suas falhas mas não decepciona. Para aqueles que estavam preocupados com a tal mancha negra, esse novo capítulo da saga de terror mais cultuada do planeta parece estar querendo acertar as contas com seus fiéis seguidores, tão desapontados nos últimos anos.

Trailer

Resumo da E3 2011

A E3, maior feira de videogames das Américas aconteceu esta semana no Los Angeles Convention Center entre o dia 7 e 9. Nas linhas abaixo você confere muitas das novidades que as maiores desenvolvedoras de games apresentaram no evento que atraiu milhares gamers de todo o mundo totalizando um número de 46.800 pessoas.

Durante a feira a Nintendo apresentou o seu novo console que deve substituir o Wii à partir do ano que vem. A nova plataforma se chama Wii U e nele o jogador pode interferir diretamente do console com a televisão e navegar livremente pela internet. O controle do Wii U possui uma tela sensível ao toque que permite o jogador de continuar a jogar mesmo que seus pais mudem o canal da televisão na hora da novela.

A Sony também deu mais detalhes do seu novo portátil que atende pelo nome PS Vita. O portátil tem conxão 3G, mas para obtê-la o jogador terá de desembolsar cerca de cinqüenta dólales à mais. O aparelho também possui tela sensível ao toque e terá um preço médio de U$250.

Novos games também foram anunciados assim como muitas novidades de games que já estavam na lista de compra de vários gamers. Uma adaptação do novo filme de Steven Spielberg baseado nas aventuras de Tintin, criação do belga Hergé está em desenvolvimento pelas mãos da Ubisoft. Um novo trailer para Assassin’s Creed Revelations foi mostrado além de novidades de jogabilidade. O trailer custou à Ubisoft uma bagatela de U$2 milhões de dólares. Um vídeo de jogabilidade do novo Tomb Raider, o reboot da série causou alvoroço entre os fãs. Hideo Kojima, criador de Metal Gear Solid anunciou que uma coletânea contendo Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, Metal Gear Solid 3: Snake Eater e Metal Gear Solid: Peace Walker será lançada em novembro para PlayStation 3 e Xbox 360.

A seguir você confere diversos trailers de futuros lançamentos mostrados na E3. Afinal uma imagem vale mais que mil palavras.

 

Assassin’s Creed Revelations

 

Mass Effect 3

 

Star Wars Kinect

 

Final Fantasy XIII 2

 

Luigi’s Mansion 2

 

Kid Icarus Uprising


Super Mario 3D

 

Wii U

 

The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn

 

Tomb Raider jogabilidade

 

Resident Evil: Operation Raccoon City

 

Soul Calibur V

 

Ninja Gaiden III

 

Batman: Arkham City

Recordar é viver!

Com o sucesso da retrospectiva Tomb Raider entre os seguidores do Chico mais duas retrospectivas de grandes séries dos videogames serão publicadas. A primeira é sobre a saga Metal Gear desde os seus primórdios e a outra será sobre a série de games de survival horror Resident Evil. A retrospectiva sobre os games de Metal Gear serão divididas em duas partes, pois como sabem os fãs dos games de Solid Snake o universo criado por Hideo Kojima é muito abrangente. Aguardem!

Shadows of the Damned tem novo trailer

Shadows of the Damned é um dos títulos da Electronic Arts prometidos para o ano que vem. Com parceria entre dois gigantes do mundo dos vídeo-games, Goichi Suda, responsável por No More Heroes e Killer 7 e Shinji Mikami, criador da série Resident Evil.

O game conta a história do protagonista Garcia que vaja aé os confins do inferno, literalmente, para resgatar a mulher que ama, Paula.

O título é descrito como “um thriller de ação psicológico com um estilo punk-rock”.


CRÍTICA: Resident Evil 4: Recomeço

No último dia 17 estreiou aqui no Brasil o novo Resident Evil, quarto filme da cinesérie inspirada nos famosos games de survival horror da desenvolvedora japonesa Capcom. O novo filme, entitulado Resident Evil 4: Recomeço, como já se era de se esperar não é nem um pouco fiel aos video-games, a não ser é claro,  pelo título. O filme de Paul W. S. Anderson apresenta uma história diferente das vistas nos jogos, com personagens e locações novas. No quesito ação nada deixa a desejar, o que Já não acontece com os diálogo entre os personagens onde tudo é muito genérico, inverso dos video-games, onde haviam horas de conversação. Na trama Alice(Milla Jovovich), protagonista dos filmes anteriores, voa até o Alasca em busca da terra prometida, a cidade de Arcadia, onde se acredita haver a promessa de segurança, livre das criaturas infectadas pelo T Vítus. O que Alice encontra não passa de um campo com uma praia e uma desmemorizada Claire Redfield(Ali Larter). As duas então viajam para Los Angeles onde encontram outros sobreviventes, entre eles o irmão de Claire, Chris, vivido por Wentworth Miller(Prison Break). Depois disso a história torna-se fraca e repetitiva, dando a impressão que tudo aquilo que está acontecendo na tela já foi visto em outros filmes não só da série Resident Evil. Apesar de apresentar uma narrativa confusa no começo onde o espectador não sabe o que aconteceu ou deixou de acontecer depois da queda do helicóptero(tipo de cena que fiacaria bem para o final do filme, o que fecharia a história com uma dúvida que seria respondida no filme seguinte), Resident Evil 4 se mantém focado em seus protagonistas, mas não dando a mínima para a história de cada um, como é o caso de Claire e Chris. Outro fato para se assustar, e não se enganem por que não são os zumbis, já que esses mal são mostrados como deveriam na tela à não ser como uma massa de pessoas sem rosto que gostam muito de correr(todos sabemos que zumbis não correm), é o erro de continuação da sala de banhos do presídio onde os sobreviventes estão confinados. Em um take o chuveiro é aberto para no seguinte estar fechado, apesar de o barulho de água corrente permanecer. Isso se repete durante vários cortes da cena. Quem leva o filme nas costas é o trio protagonista vivido pelos três atores mencionados acima. Talvez se o filme levasse outro nome e seus personagens também a sensação de decepção fosse menor. Apesar de um quinto filme já ter sido prometido vamos torcer para que haja um reboot da franquia, dessa vez fiel ao que ela realamente é e voltada para o terror, não para a ação sem pé nem cabeça. Quando for ver Resident Evil 4: Recomeço no cinema não esqueça de deixar o seu cérebro em casa. Você não vai precisar dele, e não é por causa dos mortos-vivos.