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65 anos de Freddie Mercury!

Parece mentira, mas há apoximadamente 20 anos atrás o mundo perdia a maior voz que já existiu.
20 anos de decadência no cenário musical que nunca mais ousou encontrar alguém melhor para o posto dele, o vocalista da banda inglesa Queen, Freddie Mercury!
Talvez o seu jeito ousado, suas performances marcantes, o bigode caricata, sua voz que perambula na maciez de um canto lírico com a agressividade acompanhada de guitarras alucinantes fizeram de Freddie um ícone.
Eu diria um gênio!

Hoje, no dia 5 de setembro de 2011, Freddie Mercury faria 65 anos. E como ele faz falta!
Filho de indianos, Freddie Mercury nasceu na ilha de Zanzibar em 1946 e só foi morar na Inglaterra em 1964. Já sabia tocar piano e ensaiava canto.
Pouca gente sabe, mas Freddie se formou em Design Gráfico e Artístico na Ealing Art College. Tanto que anos depois iria criar o símbolo do Queen.

Em 1970, foi criada a imortal banda citada acima. Nascia o Queen!
No mesmo ano, conheceu Mary Austin, sua namorada, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu sua orientação sexual, já que Freddie era bissexual e os dois, mesmo separados, mantiveram forte laço de amizade até o fim de sua vida. Mary inspirou Freddie na música “Love of My Life”.
Afirmava então que Mary era o grande amor de sua vida, pois nunca mais foi capaz de amar ou ser amado da forma na qual ele sempre quis.

Compôs verdadeiros hinos, canções que representam muito mais do que a própria música, como as mostradas a seguir:

Em 1991, o mundo receberia a triste notícia da partida eterna de Freddie. Vítima da AIDS, faleceu em 24 de novembro em sua mansão.

Para alguém ficar imortalizado mesmo após seu óbito é porque alguma coisa muito genial fez em vida.
Freddie ERA genial.
Ninguem ousava imitar os movimentos de Mercury nos palcos, comandar as multidões dos estádio lotados e ter o carisma que era sua marca registrada, ao lado de seu inseparável bigode adotado na década de 80.

Se estivesse vivo, Freddie Mercury talvez se envorgonhasse do que acontece nos dias atuais. O cenário musical anda cada dia mais padronizado e pobre de ousadia.
Mesmo assim, ainda existem os fãs de gênios como ele, por isso seu aniversário está sendo tão lembrado.
Hoje, o Google lançou um Doodle musical com “Don’t stop me now”, visível em todo o mundo. Basta clicar na imagem no site de busca para ouvir a música e ver o vídeo. O Google traz também um blogue especial “Happy birttday, Freddie Mercury”, dedicado ao aniversário do cantor, com texto de autoria do guitarrista da imrotal banda Queen, Brian May.
Aqui você pode conferir esse Doodle especial:

O Youtube também homenagea o líder da banda Queen com o show completo “Queen – Live At Wembley Stadium” realizado em 1986, sendo considerado um dos melhores de toda a história da música.
Confira aqui:

Freddie Mercury é também homenageado no Brasil, com o lançamento da campanha “Freddie for a Day”, organizada pela Sociedade Viva Cazuza, ONG brasileira de luta contra a AIDS.

Talvez tenha sido essa a grande missão de Freddie Mercury em vida.
Ser um gênio, um ícone musical, ser idolatrado em todo o mundo e morrer deixando um alerta dessa terrível doença que assola o universo dos abusos.
Freddie foi um dos escolhidos para partir no topo e mostrar ao mundo que ninguem está imune à AIDS e que ser feliz não depende de fama, e sim de saúde, pois apesar de ser rico, famoso e invejado, ele sofria do pior mau de todos: solidão!

Aonde quer que esteja, Freddie, obrigado por ter existido!
A vida é assim mesmo, ganhamos e perdemos pessoas, mas temos de seguir sempre em frente, afinal, The Show Must Go On!

Créditos e fontes: http://www.wikipedia.com / http://aeiou.expresso.pt / “queenoficial” – canal oficial do Queen no Youtube.

Cover digno

Sabe aquela música que você ouve sem parar, daquela banda que você adora e de repente vê um cover no Youtube e sente vontade de morrer por ouvir algo tão ruim?
Pois é, acontece direto!
Poor outro lado, não é gratificante quando você vê um cover maravilhoso, totalmente digno da música original?

É exatamente por isso que o Chico Louco (que anda muito musical ultimamente), separou algumas boas tentativas de imitar grandes canções!

1) Adele – Rolling in the Deep

Adele é uma das sensações do momento e a música Rolling in the Deep é, talvez, a mais famosa de seu pequeno repertório. Um cover dessa música por Boyce Avenue me chamou muito a atenção pela qualidade da voz do intérprete e da instrumentação. Vale a pena ser visto:

ORIGINAL

COVER

2) Kings of Leon – Use Somebody

Use Somebody foi o maior sucesso da banda Kings of Leon e também alvo fácil de péssimas imitações no youtube. Porém, um grande cantor resolveu deixar sua versão desse hino atual do rock, na sua versão acústica, com direito à um épico final com Beatbox. O judeu que canta reggae, Matisyahu!

ORIGINAL

COVER

3) Queen – Who Wants to Live Forever

Queen é uma daquelas bandas que 99% dos covers feitos são uma droga, pois chegar perto de Freddie Mercury é missão impossível. Por isso a banda Breaking Benjamin resolveu não imitar, mas sim, fazer a sua própria versão dessa música, que foi tema do filme Highlander.

ORIGINAL

COVER

4) The Smiths – Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me

Por último, mas não menos importante, temos um cover feito pela banda Weeping Willows, de uma das mais lindas músicas da banda The Smiths! Nem é preciso falar muita coisa, apenas ouçam!

ORIGINAL

COVER

Esses foram só alguns exemplos de que com seriedade e qualidade é possível fazer ótimas versões de grandes músicas. O cover não é uma ofensa, muito menos uma comparação, o cover é apenas uma homenagem!

Sentimento musical

Qualquer ser humano com um entendimento musical apurado sabe que são poucos os intérpretes que conseguem transmitir verdade, emoção e desabafos pessoais em suas canções.
Isso também não é fácil para grandes compositores, afinal, não são muitos que conseguem abrir sua intimidade ou expressar o sentimento que o corrói em um esboço de canção.
Porém, existem aqueles ícones musicais, que de forma sutil e impecável conseguem adicionar todos esses elementos complicados e puros em uma música.
Vou citar, mostrar e tentar explicar algumas situações dessa “arte” de sentir, emocionar e compartilhar.

Começaremos com talvez, o maior cantor e compositor que já pisou nesse mundo, Freddie Mercury.
O vocalista da banda Queen teve uma vida não tão feliz quanto sua carreira profissional.
Assumidamente bissexual, Freddie possuía excentricidades excessivas, que o afastava de relacionamentos verdadeiros. Passou toda uma vida buscando Somebody to Love (alguém para amar), como diz o título de uma de suas memoráveis canções, mas nunca conseguiu encontrar. O que ele tinha era uma vida de relacionamentos curtos sentimentalmente vazios.
Dizia ser uma pessoa triste, mas um certo dia entristeceu ainda mais. Freddie foi acometido pelo cruel vírus da AIDS. Já esperava pelo pior, sua legião de fãs ficou chocada, sua carreira se escondeu atrás dos muros de sua mansão. Freddie viveu uma reclusão da sociedade. Se escondeu, talvez tentando encontrar dentro de si uma força que o levasse adiante, que lhe trouxesse esperança de ainda conhecer o amor de sua vida.
Infelizmente não foi possível, uma broncopneumonia impulsionada pelo HIV o levou a óbito.
Um mês antes de sua morte, presenteou o mundo com uma das mais belas canções já feitas. Uma música com melodia forte e letra emocionante retratando sua vida após a descoberta da doença e talvez, trazendo ao líder da banda Queen, um resto de esperança que ainda existia dentro daquele coração que nunca foi amado.
Freddie Mercury já sabia, The Show Must Go On!

Outra canção de um grande gênio, talvez nem tão aclamado quanto Freddie, retrata o sofrimento vivido durante toda a vida por Morrissey.
O ex-vocalista da banda The Smiths, que desde 1988 segue em carreira solo, escreveu uma canção em 2004 relatando a dificuldade que passou durante toda sua vida por ser Assexual. Seria um indivíduo que não sente atração, tanto pelo sexo oposto quanto pelo sexo igual, devido à uma disfunção sexual.
Muito se fala sobre a assexualidade, mas Morrissey sempre deixou muito claro que sofreu e ainda sofre por ser assim. Na música I Have Forgiven Jesus ele consegue expressar de uma forma magnífica toda a sua dor e angústia por não conseguir aceitar muito bem esse problema.
Na verdade, a música acaba sendo seu desabafo, de uma vida preconceituosa, confusa e complicada.

A tradução da música:

Eu Perdoei Jesus

Eu fui um bom garoto
Eu não te faria nenhum dano
Eu fui um garoto legal
Com uma rota legal de entrega de jornais
Perdoe-me qualquer dor
Que eu possa ter te trazido
Com ajuda de Deus, eu sei
Sempre estarei perto de você

Mas Jesus me magoou
Quando me abandonou, mas
Eu perdoei Jesus
Por todo o desejo
Que ele colocou em mim
Quando não há nada que eu possa fazer
Com esse desejo

Eu fui um bom garoto
Através do granizo e da neve
Eu iria apenas para te ultrajar
Eu carreguei meu coração em minhas mãos
Você compreende?
Você compreende?

Mas Jesus me magoou
Quando me abandonou, mas
Eu perdoei Jesus
Por todo o amor
Que ele colocou em mim
Quando não há ninguém para quem eu possa me voltar
Com este amor

Segunda – humilhação
Terça – sufocamento
Quarta – condescendência
Quinta – é patético
Lá pela sexta – a vida me matou
Lá pela sexta – a vida me matou
(Oh, lindo,
Oh, lindo)

Por que você me deu tanto desejo?
Quando não tenho aonde ir
Para descarregar este desejo?
E por que você me deu tanto amor
Num mundo sem amor
Quando não há ninguém para quem eu possa voltar
Para liberar todo esse amor?

E por que você me mutila
Com ossos e pele auto-depreciativos?
Jesus, você me odeia?
Por que você me mutila
Com ossos e pele auto-depreciativos?
Você me odeia?
Você me odeia?
Você me odeia?
Você me odeia?
Você me odeia?

Quando ele diz “Eu perdoei Jesus por todo o desejo que ele colocou em mim, quando não há nada que eu possa fazer com esse desejo” ele cita o fato de não sentir atração por ninguem, e assim, guardar dentro de si o afeto amoroso que nunca conseguiu compartilhar com uma pessoa que poderia passar o resto da vida.

O último caso citado nesse post será de uma interpretação de uma música.
Elvis Presley foi outro impressionante cantor que se perdeu no mundo por conta de problemas de saúde derivados ao excesso. O eterno Rei do Rock possui uma infinidade de músicas compostas por ele mesmo, mas sempre disse em entrevistas que a música que ele mais gostava de cantar, era My Way de Frank Sinatra. Nunca se soube o motivo, mas anos depois de sua morte, Ginger Alden, a ex-namorada de Elvis disse a uma emissora de televisão que ele se identificava muito com a letra pois ele já sofria muito com o vício do alcool quando cantou a canção pela primeira vez em um show, em 1973, no Hawaii.
Logo na primeira frase, a música diz “E agora o fim está próximo”, como se Elvis já soubesse do fim que levaria. Ao decorrer da canção, a letra fala de coisas erradas feitas pelo caminho até então percorrido e termina com uma frase que caracteriza de forma completa a trajetória de Elvis na Terra: “Os registros mostram que eu apanhei muito, mas eu fiz do meu jeito!”

Se alguém se lembrar de mais uma grande canção que tranpasse toda emoção e significados sinceros, compartilhem conosco nos comentários!

As 3 melhores “tentativas” de imitar Queen

Todos sabem que Freddie Mercury é inigualável.
E todos também sabem que as músicas do Queen são intocáveis.
Nunca ninguém conseguirá passar a mesma emoção que Freddie ao interpretá-las.
Mas vasculhando pela internet, achei algumas versões “interessantes”.
Claro, não tão boas quanto as originais, mas fazem pelo menos “respeito” ao Queen.

Confiram:

Homenagem à Freddie Mercury

Homenagem ao grande intérprete de canções épicas da história musical mundial!
Emocionante!

Freddie Mercury terá um filme biográfico

Após longos e tristes 19 anos sem a ilustre presença de Freddie Mercury, ex-vocalista da banda inglesa Queen, Robert De Niro produzirá um filme sobre o grande músico e pianista.
Inicialmente, Freddie seria interpretado por Johnny Depp, mas o comediante inglês Sacha Baron Cohen, o protagonista de “Borat”, surpreendeu aos produtores devido à sua semelhança e idolatria à Freddie Mercury(Borat foi inspirado no mesmo) e à sua versatilidade, e estava muito cotado para ser o ator principal.

Vejam a semelhança entre os dois:

Porém, uma notícia recente confirmou que Sacha Baron Cohen NÃO será mais o protagonista. Nada se sabe sobre o caso, mas parece que Johnny Depp voltou a ser o preferido.

O filme focará no show do Queen no festival Live Aid, de 1985, uma das apresentações mais marcantes do grupo.

Brian May e Roger Taylor cuidarão da trilha sonora, incluindo canções do Queen e da carreira solo de Mercury.

As filmagens devem ser realizadas no ano que vem, segundo o diretor Graham King, que está associado nesse projeto à Tribeca Productions, de Robert De Niro e Jane Rosenthal, e a Jim Beach, empresário do Queen

Mercury nasceu em Zanzibar, na Tanzânia, em 1946 e morreu aos 45 anos, em novembro de 1991, um dia depois de anunciar que tinha aids.
Ainda não se sabe se o filme falará de casos particulares, como a própria doença que o levou à morte ou até mesmo sua homossexualidade

Opinião do autor: Bom, apesar de achar Johnny Depp um ótimo ator, Sacha seria muito mais interessante. A semelhança é realmente incrível. Não acho Depp parecido com Mercury. Espero que o filme seja fiel tanto à semelhança quanto à história. Se fosse para escolher um ator brasileiro ao papel de Freddie Mercury, com certeza seria Cauã Reymond. Não sei porque, mas vejo o Mercury nele. Um bigode e uma ajeitada no visual faria dele o próprio Freddie. Mas vamos aguardar esse filme, para depois darmos uma opinião coerente. Confesso estar ansioso, já que sou um grande fã de Freddie Mercury, melhor cantor e pianista que já vi.

Arte de João Figueiredo