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The Last of Us

O que é preciso para se fazer um grande game? Ao que parece, a Naughty Dog havia respondido a essa pergunta com a sua trilogia “Uncharted”. Partindo do princípio já estabelecido, a empresa virou o mesmo do avesso e desenvolveu “The Last of Us”, que acaba de chegar para o PlayStation 3.

A trama do novo game da desenvolvedora americana roda em torno do carpinteiro Joel, que vive com sua filha Sarah  próximo a Austin, no Texas. Pai solteiro que sonha em abrir seu próprio negócio, é na noite de seu aniversário que o inferno sobe à Terra; quando casos relatados de uma epidemia provinda de uma forma mutante de Cordyceps se espalha pelos Estados Unidos, atingindo o status de pandemia. A partir daí a história avança 20 anos no tempo.

Cordyceps é uma espécie de fungo. No caso do game, o nome deste Cordyceps é Ophiocordyceps unilateralis, que ataca apenas animais e passa a viver como neuroparasita, se espalhando pelos orgãos e consequentemente matando o hospedeiro. No game, o mesmo fungo é o responsável por toda a tragédia que acomete os EUA. Enquanto que sua versão no vida real não afeta seres humanos, na trama de “The Last of Us” uma versão mutante deste mesmo fungo torna as pessoas o seu principal alvo, a contaminação primária se dando através da inalação de esporos. O hospedeiro se torna uma espécie de zumbi, e como portador da doença também passa a espalhar o contágio através de mordidas. A ideia para o game veio após a equipe da Naughty Dog assistir um documentário sobre o Ophiocordyceps unilateralis na BBC.

“E aí, rola?”

Com o país do Tio Sam completamente devastado, o governo foi posto abaixo e os militares tomaram o poder, mantendo as pessoas em cidades usadas como zonas de quarentena e os infectados do lado de fora. Lutando contra essa ditadura militar está o grupo conhecido como os Vaga-lumes, que busca a reestruturação do governo. É neste futuro pós-pandêmico que um Joel envelhecido, taciturno e mais barbudo do que nunca toma a tela.

Agora Joel atua como contrabandista em Boston, onde passou a viver. Em uma destas transações de mercado negro, Joel e sua amiga Tess pagam por um grande número de armas. Acontece que a mercadoria é extraviada e os dois resolvem ir atrás do fornecedor e acabam descobrindo que as armas foram entregues aos Vaga-lumes. É nesta tentativa de reaver a mercadoria que o caminho de Joel cruza com o de Marlene, a líder dos rebeldes, que propôe um acordo a ele e a Tess: levar Ellie, uma jovem de 14 anos até um grupo de Vaga-lumes pronto para recebê-los no Congresso da cidade, e em troca eles teriam suas armas de volta. Relutantes, Joel e Tess aceitam o serviço. O motivo da entrega não importa, afinal a garota é apenas mais um trabalho.

Dois dos maiores fatores que fazem de “The Last of Us” um grande game são o roteiro de Neil Druckmann e a trilha sonora composta por Gustavo Santaolalla. Também atuando como diretor criativo do game, Druckmann concebeu um script excelente. Com uma trama linear, reintroduzindo os clássicos dissabores de parceiros que não se suportam à princípio, “The Last of Us” apresenta um roteiro tão sólido, que o que realmente sustenta o novo título da Naughty Dog é a relação gradativa de pai e filha que se desenvolve entre Joel e Ellie, pincelada de modo visceral (literalmente) por Druckmann. Claro que isso só é obtido através da performance dedicada de Troy Baker (“Metal Gear Solid V The Phantom Pain”) como Joel e Ashley Johnson (“Os Vingadores”) como Ellie, através do processo de motion capture.

Ashley Johnson (Ellie), Troy Baker (Joel), Neil Druckmann e Annie Wersching (Tess)

Já a trilha do argentino Santaolalla pode facilmente ser comparada ao mar, não sabendo onde começa ou termina, mas o sentindo a cada nova onda; você pode tentar pular, mas nunca sabe para onde elas vão te levar. Isso tudo com um quê de música clássica e algumas batucadas. O maestro já compôs para grandes sucessos do cinema, tais como “O Segredo de Brokeback Muntain” (2005), pelo qual ganhou o Oscar de melhor trilha original, e para a Trilogia da Morte do premiado diretor mexicano Alejandro González Iñárritu. “O Informante” (1999), “Diários de Motocicleta” (2004), “Na Natureza Selvagem” (2007) e “Biutiful” (2010) também tiveram suas trilhas compostas por Santaolalla.

Mas “The Last of Us” não é um filme, e não pode ser avaliado somente por um bom roteiro e trilha sonora espirituosa! E quanto ao gameplay? Ao contrário das acrobacias de Nathan Drake e seus golpes desvairados que representavam o suprassumo da aventura, em “The Last of Us” o principal objetivo é representar a mais pura tensão. Sendo assim, os movimentos de Joel e Ellie são mais limitados, com a câmera acompanhando os protagonistas da cintura para cima. Com este plano de câmera devidamente centrado no jogador, a tensão do que pode acontecer ao redor se torna muito maior. Enquanto a câmera se torna um tanto quanto restrita, a liberdade cresce no quesito de customização de armas. Joel pode melhorar suas pistolas, revólveres, espingardas, rifles e até um arco e flecha. Mas o arsenal do jogador não se resume a essas armas básicas. Em “The Last of Us” Joel pode montar bombas de pregos, facas e coquetéis molotov. O interessante é que os mesmos ingressos que formam os molotovs, por exemplo, também podem ser usados para preparar curativos; a escolha ficando inteiramente nas mãos do jogador que pode e será, constantemente, pego em situações inesperadas.

 O game não apresenta mais de um caminho para que se chegue ao seu final, porém a Naughty Dog criou vastos cenários que podem ser explorados antes que o caminho a se seguir seja encontrado. E acredite, revirar cada centímetro dos ambientes é mais do que necessário, é algo vital. As balas e itens são escaços, principalmente no modo “sobrevivente”. A fala “Faça cada bala contar”, repetida constantemente no jogo não deve nunca sair da mente do jogador.

Aqui se faz…

O game também traz um nível alto de violência, com uma quantidade de sangue de fazer inveja a Quentin Tarantino, mas menos estilizada. Tiros de espingarda que arrebentam cabeças, granadas que destroçam corpos inteiros, golpes de tijolos, canos de ferro, facadas, a coisa é gore mesmo! Tanta groselha e violência fazem parte dos gráficos espetaculares de “The Last of Us”, que apresenta sem a menor sombra de dúvida, uma das representação mais realista desta sétima geração de consoles. A odisseia de Joel e Ellie atinge um grau incomparável de realismo, dando uma grande atenção a todos os detalhes de ambiente, roupas e feições. O perfeccionismo empregado é tanto que nas cenas de combate corpo a corpo, onde Joel ataca seus inimigos com as armas brancas já citadas, ou até mesmo esfarelando suas mãos no queixo de um infectado qualquer, a tensão que é transmitida faz a adrenalina do jogador explodir dentro do organismo tão feroz quanto o vírus que assola o universo do game. Nem em títulos de guerra como “Call of Duty” e “Battlefield” que costumam apresentar um visual sem precedentes, são capazes de fazer as pontas dos dedos formigarem com tanta tensão como “The Last of Us” é capaz de fazer.

…aqui se paga

Sendo um dos últimos títulos a ser lançado para o PlayStation 3 antes da chegada do seu sucessor no final do ano, “The Last of Us” se consolida como um marco dos videogames. Não apenas por ser um dos games mais bem acabados desta geração, mas também por deixar evidente a atenção que a industria de jogos eletrônicos está dando ao Brasil. Exemplo disso é a dublagem em português do Brasil que “The Last of Us” traz, encabeçada pelo dublador veterano Luiz Carlos Persy que faz a voz de Joel e estabelece o tom do game em sua versão brasuca, causando inveja no áudio original inglês. No currículo do brasileiro estão Lord Voldemort dos filmes de “Harry Potter” e Marte de “Os Cavaleiros do Zodíaco”.

Em suma, o novo game da Naughty Dog redefine o gênero survival horror tão bem quanto “Resident Evil” fez quando foi lançado para o PlayStation em 1996. O Novo título também prova que a Naughty Dog pode ir fundo e entregar jogos menos “Sessão da Tarde” ao seus seguidores. “The Last of Us” simplesmente não pode faltar na coleção dos gamers mais hardcore.

Trailer

Trilha sonora

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Captain America: Super Soldier

Aproveitando que o filme de Os Vingadores está bombando mundo afora (eu já vi três vezes), o Chico Louco vos traz a crítica, um tanto atrasada na verdade, do game do Sentinela da Liberdade que foi lançado ano passado junto com o filme Capitão América: O Primeiro Vingador.

Na história do game, Captain America: Super Soldier, acompanhamos o Bandeiroso Steve Rogers em eventos que se passam durante a história do filme do ano passado. Na trama o Capitão América tem de invadir o castelo centenário da família do Barão Zemo na Bavária que serve de base nazista para pesquisas onde o Dr. Zola a mando do Caveira Vermelha tenta recriar o Soro do Super Soldado que tranformou o nosso corajoso Capitão no vingador que é até hoje.

Passando por inimigos clássico do cânone do personagem como Madame Hydra (Víbora), Barão von Strucker e Iron Cross, os eventos totalmente originais mas ao mesmo tempo fiéis às HQs também tem a presença dos Invaders. A reunião de personagens clássicos do herói somados a linha narrativa simples dá aquela nostagia agradável de quando líamos as histórias originais do Capitão ainda pela pena de Joe Simon e pelo traço de Jack Kirby, mas com um diferencial: aqui nós somos o Capitão América.

Chris Evans, Hayley Atwell entre outos reprisam seus papeis dos cinemas no game. Curiosamente, na época de lançamente do jogo acreditava-se que a atriz Natalie Dormer de The Tudors dublaria Madame Hydra, o que não ocorreu de fato. Porém a informação deu margem para o rumor de que a personagem estaria no filme, já que Natalie também está, mas não foi o caso.

Natalie Dormer

Natalie Dormer

Lançado há quase um ano, o jogo feito pela empresa independete Next Level Games e distribuido pela japonesa Sega é livremente baseado no super-sucesso Batman Arkham Asylum desde a engine de combate até o mundo aberto em ambientes labirínticos e segredos escondidos. Porém o estilo se encaixou tão bem para o Capitão quanto para o Cavaleiro das Trevas e não pode ser considerado como uma cópia embalada na produção da Rocksteady.

Visualmente o game surpreende, carregado de brilho e detalhes tanto nos três uniformes do Capitão quanto nos de seus inimigos que são minuciosamente trabalhados, porém quando se trata de sombras e texturas de paredes por exemplo, olhando atentamente a qualidade tende a cair ao ponto de se tornarem nódoas embaçadas.

O game não chega a ser repetitivo, porém os combates contra ordas de soldados da Hydra são intermináveis, o que é bastante envolvente para ver os movimentos fluidos do Capitão e as infinitas façanhas de seu escudo, mas fora isso não há nada de novo.

Capitão América fazendo mingau de seus inimigos

Mais dois elementos vindos direto de Arkham Asylum são as fitas de gravações das sessões psiquiátricas com os internos que em Super Soldier foram substituídas pelo diário do Barão Zemo que é coletado página por página ao decorrer do jogo e ajudam no desenvolver da trama. O outro ponto semelhante são os desafios oferecidos fora da narrativa principal que são bastante fáceis de conquistar a pontuação máxima. Em suma não é nada difícil alcançar os 100% de troféus ou achievements oferecidos pelo jogo.

Barão Zemo por Steve Epting

Quando os estúdios Marvel lançaram Homem de Ferro, seu primeiro filme, em 2008, um game veio acompanhando a estreia do Vingador Dourado no cinema. O título para consoles desenvolvido sob a marca da Sega era mais uma adaptação mal acabada que pegava carona em um blockbuster. Com os filmes seguintes dos heróis da Marvel chegando as telonas nos anos posteriores, mais adaptações furrecas também surgiram, mas esse não é o caso de Captain America: Super Soldier.

O game merece fácil uma continuação, mas fica a dúvida: aparentemente a Sega não possui mais os direitos para produzir games com os personagens Marvel já que o game dos Vingadores foi cancelado em um ano e um novo título será lançado ano que vem pelas mãos da Ubisoft. Quem sabe a francesa não faz novamente uso da Next Level Games para a continuação do Bandeiroso.

História: 7,5

Gráficos: 8,0

Jogabilidade: 8,0

Som: 6,0

Replay: 8,0

Nota Final: 7,5

O melhor: Vestir o uniforme clássico desenhado por Jack Kirby

O pior: Não poder usar o uniforme clássico desde o New Game

Trailer

Os Vingadores

Os Vingadores nos mostra o ápice de uma evolução cinematográfica que começou em 2008 quando os estúdios Marvel lançaram o seu primeiro filme, Homem de Ferro. Aparentemente o filme parecia apenas mais uma adaptação de quadrinhos para a telona, mas depois da cena pós-créditos onde Nick Fury surge na morada de Tony Stark para discutir sobre a chamada Iniciativa Vingadores a humanidade pode ter o primeiro vislumbre de um novo universo que se formava. Era como se tudo o que viera antes em adaptações do gênero tivesse sido apenas uma catapulta, como a peça de um foguete que se solta no espaço.

Os integrantes deste foguete mais que cinematográfico se apresentaram nos anos subsequentes; O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América – O Primeiro Vingador. Combinados os filmes servem como uma ponte onde sua sustentação é sempre as cenas pós-créditos de cada um. Do outro lado da ponte, os heróis mais poderosos da Terra.

Na trama de Os Vingadores, Loki, considerado morto após a batalha contra Thor é resgatado pela raça alienígena Chitauri que lhe concede o direito de liderar seu exército contra a Terra e recuperar o Cubo Cósmico. Em retribuição Loki estaria livre para dominar os humanos e se tornar rei de Midgard (Terra).

Após chegar causando destruição e morte, somos reapresentar a cada um dos Vingadores, primeiramente com o filme focando-se na discordância e na lavação de roupa suja de cada um, afinal todo mundo sabe que todo super-herói antes de se dar bem com o outro tem que ter um belo arranca rabo.

Finalmente em posse do Cubo Cósmico, Loki abre o portal para a outra dimensão onde o exército extraterrestre espera para dar início a guerra contra a humanidade.

Misto da aventura que deu origem ao grupo de Stan Lee e Jack Kirby lá em 1963 com elementos retirados de Os Supremos de Mark Millar e Bryan Hitch mais a escrita original e meticulosa de Joss Whedon, o mesmo do não tão bem sucedido Serenity – A Luta pelo Amanhã, Os Vingadores simplesmente é um filme sem falhas. Whedon também foi o criador do seriado Buffy e com  certeza foi sua destreza em conseguir conciliar a quantidade exagerada de personagens de um roteiro de duas horas como estes sem que um personagem se sobreponha ao outro que o trouxeram para a Iniciativa Vingadores de Kevin Feige, presidente dos estúdios Marvel.

Os Supremos

O maior medo dos fãs era que uma produção com tantos personagens acabasse simplesmente não dando certo e alguns deles não tivessem o verdadeiro destaque que merecem, esse medo imperou principalmente em relação a Viúva Negra e ao Gavião Arqueiro que não tiveram seus filmes solo (ainda) e apareceram somente nas produções dos outros Vingadores, a Viúva em Homem de Ferro 2 onde a personagem apenas fez sucesso por ser interpretada por Scarlett Johansson, pois no filme do Vingador Dourado a espiã não trazia quase nenhuma referência das HQs. Já o Gavião fez uma ponta em Thor. Mas tal medo não se concretizou e ambos os personagens se mostram relevantes para a trama quanto qualquer outro, tendo seu valor e peso dentro de suas próprias narrativas quanto na principal.

Outro que não fez feio, ou melhor, fez muito bonito foi o Hulk na pele verde de Mark Ruffalo que também deu vida ao monstrengo na captura de movimentos. O Gigante Esmeralda é tão fiel em personalidade quanto em aparência, o que deixa a dúvida, será que Mark Ruffalo é mesmo o Hulk? Brincadeiras à parte, a construção e interpretação do Hulk e de seu alter ego Bruce Banner conquistam fácil, mas apagar da memoria as lembranças enjoativas da versão de Ang Lee interpretada por Eric Bana de 2003 é algo que ainda vai levar algum tempo. Mesmo o Hulk de 2008 da Marvel tinha algo faltando que no Hulk de Ruffalo e Whedon tem em sobra, talvez seja a união de verdadeira mostruosidade com humor, já que o personagem é o maior resposável pelas cenas engraçadas do filme que permeiam toda a produção mas sem perder o tom característico alcançado por Whedon.

Viúva Negra e Hulk em Os Vingadores

Com o Capitão América, Homem de Ferro e Thor não há muito o que inventar, apenas a excitação de os ver novamente em ação. Chris Evans aqui é tão Capitão América quanto foi no filme do ano passado, se mostrando menos sentimental e mais bruto, principalmente com Tony Stark que como sempre não para quieto, acabando com a paciência do Bandeiroso.

Robert Downey Jr. E Chris Hemsworth reprisam seus papeis como Homem de Ferro e Thor respectivamente. Ao lado deles está Tom Hiddleston, o Loki, tão perverso e elegante quanto esteve no filme de seu irmão em 2011. Samuel L. Jackson e Clark Gregg também estão de volta reprisando seus papeis como Nick Fury, diretor da SHIELD e Gregg como o carismático agente Coulson. Junto da dupla se junta Colbie Smulder encarnando Maria Hill, a braço direito de Fury.

Os Vingadores conclui a primeira etapa dos planos da Marvel de criar seu próprio universo cinematográfico totalmente interligado em uma espécie de cronologia quase orgânica, tão viva que se tornou. Enquanto que o primeiro Homem de Ferro pode ser considerado o marco zero que culminou com Os Vingadores, Homem de Ferro 3 que sai ano vem marca o início de uma segunda etapa que seguirá até Os Vingadores 2.

Os Vingadores foi um dos eventos mais aguardados de 2012, o outro é o fim do mundo no final do ano. Pura balela, é claro, mas mesmo que seja verdade a humanidade pode se acabar mais do que satisfeita, pois acaba de realizar o seu maior feito, o feito para a qual milênios e milênios de evolução se destinaram. Se bem que se o mundo acabar não vai haver a continuação… E agora, quem poderá nos salvar? Avante Vingadores!

Trailer

Trailer: Os Vingadores

 

Enfim chegou o trailer do esperadíssimo filme de Os Vingadores. A película que reúne os maiores super-heróis do universo Marve lnas telonas tem estreia marcada para 4 de maio de 2012. Na trama, Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro devem enfrentar Loki, o deus da travessura, filho de Odin e irmão de Thor. Na cola do vilão um exército de… até o momento ninguém sabe quem serão os seguidores do vilão. Muitos especulam pelos Skrulls. O jeito é esperar para ver.

No elenco estão Chris Evans, Robert Downey jr, Chris Hensworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Clark Gregg, Colbie Smulders, Amanda Riguetti e Samuel L. Jackson.

Trailer
Os Vingadores

 

Crítica: Capitão América: O Primeiro Vingador

O cinema desde seus primórdios sempre cativou com fantasia e a possibilidade de por cerca de duas horas esquecer da própria vida e mergulhar de cabeça na vida de outra pessoa. Fazer parte de uma intriga internacional, sobreviver a caçada contra um vampiro até o nascer do sol, viver um grande romance, daquele tipo que na vida real são raros de acontecer. Viajar pelo mundo, viver bem… a lista de possibilidades não tem fim. Os filmes sempre foram usados como instrumentos de influência e manipulação desde sabe-se lá quando, mas o mais importante é que é através deles que podemos sonhar.

Sabe aqueles filmes dos anos 40 cheios de efeitos que ressaltavam os mais importantes ideais do homem, dizendo ser as massas a força motriz que fazia girar a nação, chamando-os para se alistar nas Forças Armadas e juntos expurgarem do mundo o mal do nazismo? Isso! Aqueles filmes de campanha militar que fazia a todos se sentirem “Super Soldados” e que eram usados também pelos inimigos do Eixo, filmes estes que eram transmitidos pelo rádio ou exibidos nas sessões de cinema. Capitão América: O Primeiro Vingador e como esses filmes, pois depois que você deixa a sala escura o sentimento de euforia continua a se espalhar dentro de você, fazendo-o se achar invencível, capaz de sair pela rua usando um colante azul royal, proteger os oprimidos e até mesmo conquistar aquela ruiva bonita da recepção.

A trama de Capitão América mostra o clássico e o básico da mitologia do herói criado nos anos 40 por Joe Simon e Jack Kirby com elementos da repaginação feita por Stan Lee duas décadas depois. Em plena Segunda Guerra Mundial o franzino Steve Rogers na pele de Chris Evans tem a ambição de se alistar e ir servir no exterior trazendo novamente a paz para as vidas dos homens. Após ser rejeitado inúmeras vezes ele recebe do dr. Abraham Erskine a chance de se tornar o primeiro de uma nova linha de combatentes, os chamados Super Soldados. Após receber o soro que amplifica suas condições físicas e agilidade ele presencia a morte do dr. Erskine por um agente da Hydra. Depois disso o Capitão América se torna uma atração dos palcos incentivando o recrutamento militar e somente depois de resgatar cerca de 400 prisionaieros de guerra é que seu valor é reconhecido e ele passa a ver visto como o futuro da nação.

Ao contrário do filme de Thor o romance entre Steve Rogers e a agente Peggy Carter interpretada pela britânica Hayley Atwell é moldado sutilmente como costuma acontecer na vida real, um sorriso, uma frase a mais, tudo muito romântico mas sempre baseado nas qualidades tanto de um como de outro. Em determinada passagem do filme, você saberá qual, fica evidente que Peggy não se apaixonou pelo homem musculoso e viril que se tornou Steve, mas sim pelo rapaz franzinho com alma de guerreiro, pelo homem bom que havia dentro dele.

Em contra posição está o ganacioso Johann Schmidt, o terrível Caveira Vermelha vivido com naturalidade por Hugo Weaving. O sotaque é excelente. De posse de um tesseract carregado de um poder inimaginável que um dia enfeitou a sala de tesouros de Odin, o chefe da Hydra, divisão científica do Terceiro Reich, pretende passar por cima do próprio führer e dominar o mundo.

O que vem depois é o clássico de qualquer filme de super-herói: mocinho contra bandido, disputa essa que culmina em um final digno de qualquer romance dos anos 40 capaz de comover até o mais durão dos fãs, tudo embalado pela trilha harmoniosa de Alan Silvestri que consegue junto ao diretor Jon Johnston e aos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely realizar um dos melhores filmes de super-herói já feitos até hoje. Um filme no estilo do primeiro Homem-Aranha lá de 2002, uma produção fiel ao que conta e que apesar das fantasias faz questão de mostrar as histórias de seres humanos e a luta ferrenha que nasceu junto com a racionalidade humana: o bem contra o mal… o azul contra o vermelho.

Capítão América: O Primeiro Vingador foi escrito com calma para correr exatamente desse modo, calmamente. Vemos todas a s fases do herói, desde o pequeno rejeitado, até a atração dos palcos para animar os soldados nos campos de batalha (usando o mais clássico de seus uniformes), depois o Vingador, entao o homem apaixonado e por fim o herói altruísta.

Assim como a cineasta alemã Leni Riefenstahl revolucionou a linguagem do cinema em 1934 com o documentário O Triunfo da Vontade que servia de propaganda nazista acompanhando os acontecimentos do Sexto Congresso de Nuremberg e contava histórias de como Adolf Hitler conseguiu mover multidões de acordo com suas ideias desvairadas de poder e loucura, Capitão América: O Primeiro Vingador estabelece uma nova visão sobre os filmes de super-heróis e também sobre os sonhos e de que o impossível não existe perante a perseverança.

Trailer: Capitão América: O Primeiro Vingador

Super, super, super!!!

Esse ano já tivemos o impressionante show de cores de Thor, a crise sessentista dos mísseis de Cuba em X-Men: Primeira Classe, o conflito mais marcante da história, a Segunda Guerra Mundial em Capitão América: O Primeiro Vingador, uma invasão alienígena em Lanterna Verde… ufa! Mas a coisa não pára por aí não. Assim como 2011 Hollywood está repleta de super-heróis 2012 não vai ser diferente.

Os filmes de Homem de Ferro, Capitão América e Thor não passaram de introduções para o aguardado Os Vingadores, filme que reúne a equipe lutando em favor da humanidade e da paz entre os homens. O reboot de Homem-Aranha e a terceira parte da trilogia de Christopher Nolan sobre o Cavaleiro das Trevas também chegam ano que vem, já o retorno do Homem de Aço foi adiado em seis meses e o kriptoniano só dará as caras nos cinemas em meados de 2013.

Como avançar no tempo é coisa de histórias em quadrinhos somente nos resta esperar e matar aos poucos a curiosidade e ansiedade que nos sufoca com fotos de sets, descrições de cenas e depoimentos dos envolvidos nas produções.

Nos últimos dias foram divulgadas as imagens oficiais de Anne Hathaway como Mulher Gato e Henry Cavill no uniforme de Superman. A nova vestimenta da gatuna porém está gerando controvérsias, já que nada tem de felino. “É muito frustrante, acho que todo mundo aqui se sente um pouco assim, porque essas fotos minam o trabalho que está sendo feito. Mas ninguém está preocupado. Digo, honestamente, espere até ver o filme. Chris [Nolan] está fazendo coisas insanas. Mesmo a foto da Mulher-Gato que ele soltou não é tudo. Aquilo é um décimo do que a roupa representa”, disse a atriz intérprete da vilã.

Anne Hathaway veste o figurino da ladra que rouba o coração do Homem Morcego

 

Henry Cavill na versão live-action do Superman musculoso de Jim Lee

 

O fato faz lembrar de quando a primeira foto de Michael Fassbender usando o elmo de Magneto caiu na rede e fez muita gente torcer o nariz e sair pelas redes sociais a fora reclamando. E quantos não meteram a língua quando Robert Downey Jr foi escalado para fazer o Homen de Ferro, usando de nomes que eu nem me atrevo a escrever aqui, tudo devido ao passado conturbado do ator. E agora onde estão essas pessoas? Ninguém sabe. Será que morderam a língua com tanta força quando mudaram de opinião ao assistir os filmes que hoje não conseguem mais falar?

Michael Fassbender como Magneto

 

Robert Downey Jr. veste a armadura do Homem de Ferro

Gwyneth Paltrow pode estar fora de Os Vingadores e Hulk seria o vilão

Gwyneth Paltrow que interpreta Pepper Potts, a secretária e também interesse romântico de Tony Stark, o Homem de Ferro, vivido por Robert Downey Jr pode não aparecer em Os Vingadores, filme que reúne a maior parte dos heróis da editora Marvel.

Quando foi questionada a respeito, Paltrow disse: “Eles começarão a filmar em breve e provavelmente já teriam entrado em contato comigo.”

A informação porém não é oficial, apenas mais um dos rumores que assombram as produções cinematográficas.

Outro faot interessante sobre o filme dos Vingadores é a participação do Incrível Hulk que desta vez será interpretado pelo ator Mark Ruffalo que disse em entrevista à MTV que o gigante verde pode assim como pode não ser o vilão do filme e maior causar dos problemas do grupo de super-heróis.

O rumor começou devido ao final do filme do Hulk de 2008 dirigido por Louis Leterrier e protagonizado por Edward Norton onde o final ambíguo pode sugerir que o verdão venha mesmo a se tornar ainda mais perigoso do que já é.

O filme dos Vingadores será dirigido por Joss Whedon e tem previsão de lançamento para 2012.