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“Os Miseráveis” – A maior obra-prima da história dos musicais

Hoje escreverei minha primeira crítica sobre cinema para o Chico Louco, tarefa essa sempre designada ao ilustríssimo senhor João Figueiredo. A pergunta é: “Por que resolvi escrever essa crítica?”. A resposta é simples. Nenhum filme, de todos que já assisti, me causou tanta empolgação como o que vi a pouco nas telonas.

Minha paixão por essa história surgiu ainda na adolescência, após achar perdido em casa uma adaptação da história original de Victor Hugo traduzida e compactada por Walcyr Carrasco. Foi amor à primeira lida. Envolvi-me demais com o drama dos personagens e das histórias que mesclam amor, carinho, opressão e luta. Procurei pela história na íntegra, mas nunca consegui encontrar os 5 volumes originais.

Em meio ao cenário da Revolução Francesa, o destaque da história está sempre focado em nosso herói, Jean Valjean (Hugh Jackman), com toda uma vida oprimida pela justiça insaciável do Inspetor Javert (Russel Crowe), após roubar um pão para saciar a fome de sua família, quando ainda muito jovem. 19 anos preso, tem sua condicional, mas decide se entregar às mãos de Deus e começar uma vida nova, com outro nome e outro destino selado. Após muitas reviravoltas, Valjean se torna o prefeito e industrial Madeleine, que cruza seu destino com Fantine (Anne Hathaway). Puts, acho que vou desistir de resumir essa história, é muito longa!

Vamos ao que interessa, o filme em si! Les Miserablés é a adaptação do musical da Broadway de mesmo nome, que por sua vez é uma adaptação do romance de Victor Hugo. O musical feito para as telonas, além de fantástico, com imagens alucinantes, efeitos de câmera maravilhosos e atuações impecáveis, contou com a emoção em sua plenitude, presente em cada cena cantada (que ocupa 90% do tempo do filme). É impossível não sentir a angústia e a melancolia presente em Fantine durante sua interpretação de “I Dreamed a Dream” – esqueça Susan Boyle, Hathaway na cabeça -, assim como também é impossível não se emocionar com a atuação musical de Éponine (Samantha Barks), cantando seu amor não correspondido em meio um cenário shakespeariano de Paris. Também não há quem não tenha se arrepiado com o canto de revolta e justiça pronunciado em coro pelos revolucionários que lutavam por uma França livre. Veja a canção abaixo.

Emoção e atuação foram os pontos fortes da trama. Cossete (Amanda Seyfried) surpreendeu a todos com sua voz lírica singela e confortante. O revolucionário apaixonado por Cossete, Marius (Eddie Redmayne), tem aquela voz forte daqueles cantores da Broadway, que saem dos palcos do teatro para abrilhantarem as telas de cinema. Monsieur Thenardier (Sacha Baron Cohen) foi o destaque cômico do musical, que manteve sua linha de atuação despojada e bem humorada, sempre com sua maestria Borática. Russel Crowe surpreendeu-me com sua voz forte e com uma releitura diferente do personagem Javert, menos carregado na seriedade e na frieza do personagem do livro. Hugh Jackman mostrou uma potência vocal semelhante à de Serj Tankian, inclusive com timbre bem parecido. Ta aí, mostrando suas garras… (sem alusão a outro personagem dele, ok?)

Enfim, em um contexto geral, esse musical prendeu minha atenção, me fez segurar lágrimas, me arrepiou e me deixou orgulhoso de poder ver como uma boa história jamais morre. Enquanto assistia, comecei a comparar cada personagem com suas respectivas interpretações, tanto no filme de 1999 estrelado por Liam Neeson, quanto naquela magnífica série estrelada por Gerard Depardieu, de 2000. Não consigo dizer qual é a melhor adaptação do livro de Victor Hugo, pois cada um tem uma proposta diferente. Minha única conclusão é que pretendo ver esse filme ainda muitas vezes, comprar o DVD, comprar a trilha-sonora e admirá-lo para sempre.

Entrou para a minha lista dos melhores filmes de minha vida. Sou suspeito para falar de uma história pela qual sou apaixonado desde meus 13 anos, mas hoje, com quase 21, também tenho o direito de expor minha opinião. Hoje, realizei o sonho de ver uma adaptação digna de aplausos. Hoje, “I dreamed a dream”!

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Huaska lança novo álbum em 2012

A banda brasileira mais improvável dos últimos tempos, conhecida por misturar samba, rock e bossa nova, vai lançar o novo álbum, intitulado “Samba de Preto”. A previsão de lançamento é para o dia 12 de janeiro do ano que vem, contando com participações de peso, como Elza Soares e Eumir Deodato.
O vocalista da banda, Rafael Moromizato está guardando o projeto à sete chaves, com certeza com a grande expectativa de ser o novo “xodó” da banda.
Fiquem agora com vídeo do lançamento do novo CD e para maiores informações acessem o site oficial da banda:

Crítica Rock In Rio 2011 – System of a Down

Último dia de festival, um público que começou agitadíssimo com o show dos Detonautas, voltou a se acalmar com Pitty, permaneceu assim com Evanescence e foi premiado pelo melhor show do Rock In Rio 2011!
Quando a banda System Of A Down entrou no palco, a galera já se animou. O show mais esperado pelo público foi inacreditavelmente enérgico. A banda, que ficou quase quatro anos parada, mostrou porque foi a mais votada na enquete oficial do Rock In Rio antes dos shows quando se definia a Top-Line.

Foto de: Ricardo Matsukawa/Terra

Serj Tankian provou porque é considerado um dos melhores vocalistas da atualidade, esbanjando categoria e seu timbre melódico.
Daron Malakian também fez bonito, além de estar super empolgado com o show, interagiu com o público e arrancou acordes magníficos de sua guitarra.
Shavo Odadjian, como sempre, foi perfeito no baixo.
John Dolmayan comandou os bumbos de sua bateria com a excelência de sempre.

Com toda a certeza, muitas pessoas começaram a conhecer ainda mais System of a Down após esse show e perceberam que a banda não é apenas música; é engajamento político e ambiental, atitude e comprometimento.
Durante o show, Serj Tankian disse: “Sem nosso ecossistema, morremos. Vamos salvar o meio ambiente” tentando passar ao povo brasileiro uma mensagem conscientizadora. Pode parecer clichê, mas conhecendo o trabalho social de Serj, é possível acreditar na veracidade do sentimento transmitido pela mensagem.

Serj, em sua carreira solo, dedicou 90% de suas composições aos projetos políticos que defende e critica e à sustentabilidade. Daron também fez uma pequena parcela disso em sua banda paralela que durou pouco, Scars on Broadway.

Foto de: Ricardo Matsukawa/Terra

Voltando ao show no Rock In Rio, a banda preparou uma setlist com 28 músicas, sendo TODAS elas cantadas em coral pelo público apaixonado e vibrante (outro ponto alto desse festival). Intercalaram o som pesado com a melodia, incluindo aquele toque armênio que existe no sangue dos integrantes.

Abrindo com Prison Song, a banda empolgou a galera que já começou a gritar e pular. Logo após, presenteou o público com a introdução de Soldier Side seguida por BYOB, talvez o maior sucesso da banda. (segue vídeo abaixo)

Como se não bastasse, fez uma sequência com Revenga, Needles, Deer Dance, Radio/Vídeo, Hypnotize, Question, Suggestions, Psycho, Chop Suey, Lonely Day, Bounce, Lost in Hollywood, Kill Rock n Roll, Forest, Science, Mind, Innervision, Holy Mountains, Aerials, Vicinity, Tentative, Cigaro, Suite Pee, War?, Toxicity e Sugar.

Não a toa, o show do System of a Down foi eleito pelos criadores do Chico Louco como o MELHOR show desse Rock In Rio. E com certeza, o Brasil ficará marcado para sempre na memória deles, pois no final da apresentação, a emoção de Serj era óbvia, tanto que no fim do show ele vestiu uma bandeira do Brasil, se ajoelhou no palco e agradeceu. “Isto é System of a Down. Obrigado! Estamos felizes por termos tocado aqui no Brasil”.
E pode acreditar Serj, também estamos felizes por terem vindo e nos presenteado com o talento de vocês!
Volte sempre, System of a Down!

Foto de: Ricardo Matsukawa/Terra

DISCOTECA BÁSICA – FLEETWOOD MAC / RUMOURS

O Fleetwood Mac já era uma banda consagrada, sempre colocando hits nas paradas.

Em 1976, eles iniciaram a gravação do que viria a ser um dos albums mais importantes da história do rock and roll: RUMOURS. A banda era formada por dois casais e, diz a lenda, esse disco foi concebido em meio a inúmeras brigas entre eles que, na época, passavam por crises em seus relacionamentos. De fato, as letras das músicas de Rumours, nos remetem a uma áurea de discussões e jogos de palavras bem típicos de casais a beira da separação.

Talvez, nem eles imaginavam o sucesso estrondoso que aquele album iria alcançar. O disco foi lançado em 1977 e foi colocando vários hits, um atrás do outro, entre eles, destacamos Dreams, Don’t Stop, Go Your Own Way e You Make Loving Fun.

Rumours foi classificado por várias publicações, entre elas Rolling Stone, The Guardian e Time, como um dos albums mais importantes da história.

Rumours

Rumours, lançado em 1977

LADO A
Título Compositor (es) Duração
1. “Second Hand News” Buckingham 2:43
2. “Dreams” Nicks 4:14
3. “Never Going Back Again” Buckingham 2:02
4. “Don’t Stop” C. McVie 3:11
5. “Go Your Own Way” Buckingham 3:38
6. “Songbird” C. McVie 3:20
LADO B
Título Compositor(es) Duração
7. “The Chain” Buckingham, Fleetwood, C. McVie, J. McVie, Nicks 4:28
8. “You Make Loving Fun” C. McVie 3:31
9. “I Don’t Want to Know” Nicks 3:11
10. “Oh Daddy” C. McVie 3:54
11. “Gold Dust Woman” Nicks 4:51

Bandas esquecidas/injustiçadas

A cada semana, aproximadamente 15000 novas bandas aparecem em todo mundo. Estatística assustadora? Nem tanto, afinal de contas, menos de 5% dessas bandas fazem sucesso.
Quantas vezes não nos damos conta de uma grande banda que chegou a aspirar um grande sucesso, mas acabou caindo no esquecimento?
Ou até mesmo uma grande banda do momento que não tem espaço na mídia, devido ao fraco momento de indústria musical?
O Chico Louco preparou uma lista com algumas dessas bandas, que apesar da qualidade musical, não tiveram o mérito tão reconhecido.

Começaremos com uma banda de Indie Rock que até começou bem, mas morreu em seu segundo CD.
Boy Kill Boy nasceu na Inglaterra, em meados de 2004. No ano seguinte lançaram um single que chegou até a ficar famoso, inclusive fazendo parte da trilha sonora de um jogo de videogame da EA Sports (Fifa Street 2), com a música Suzie.
O primeiro álbum, Civilian, foi bem aceito pela mídia inglesa e chegou a ficar na 16ª posição nas paradas do Reino Unido, principalmente com a já citada música Suzie, além de Back Again e Civil Sin.
Em 2007 lançaram o segundo álbum, Stars and the Sea, mas foi um completo fracasso no mercado. Ainda assim, as 2 músicas que mais emplacaram foram No Conversation e Promises, porém nada que pudesse salvar a banda da separação em 2008.

Opinião do Chico: A banda é um prato cheio para os fãs do Indie Rock, naquele estilo bem clássico das guitarras em sons repetitivos e corridos. As músicas, mesmo do segundo CD, são uma ótima escolha para ouvir em momentos de descontração. Uma banda que merecia mais reconhecimento.

Confiram a mais aclamada música de Boy Kill Boy, Suzie:

O próximo músico que vou citar, é um nome brasileiro, pouquíssimo conhecido no Brasil.
Luciano Nakata Albuquerque, artisticamente e MUNDIALMENTE conhecido como Curumin, nasceu em São Paulo, é multi-instrumentista, cantor, compositor e nunca teve seu nome conhecido em terras tupiniquins com a devida proporção. Porém, já atingiu as paradas na França, Inglaterra, Turquia, Nova Zelândia e Portugal.
Tem como característica, realizar misturas de samba, funk, jazz, bossa nova, hip hop e elementos eletrônicos em suas músicas.
Seus álbums de maior reconhecimento são “Achados e Perdidos” e “Japan Pop Show”.
Talvez suas músicas de maior sucesso sejam Guerreiro (Achados e Perdidos) e Magrela Fever (Japan Pop Show), então vamos conhecer a genialidade de Curumin, um artista com a ginga brasileira, esquecido pela Terra Mãe:

Magrela Fever:

Guerreiro:

A banda de metal americana Element Eighty, formada em 2000, tinha tudo para estourar no mercado do rock mundial, mas as coisas não deram muito certo. Quando se esperava um grande salto na carreira em 2003, assinando contrato com a gravadora Universal/Republic Records e fazendo turnês com bandas de renome, como Sevendust, nada surtiu efeito. A banda, talvez por falta de marketing, perdeu espaço, e decidiu voltar as origens, virando novamente uma banda independente. Foi assim que lançaram, na minha modesta opinião, seu melhor álbum, The Bear.
Confiram:

Por último, mas não menos importante, vamos falar de um projeto criado em 1995 por Peter Hook, baixista do New Order, junto com David Potts, integrante do grupo Revenge, denominado Monaco!
O grupo ficou famoso em 1997 com o single What Do You Want From Me, vendendo quase um milhão de cópias do álbum Music for Pleasure.
Com grande influência de New Order, Pet Shop Boys, Revenge, e outras bandas desse estilo Dance-pop-rock, Monaco tem ritmos alucinantes misturando um lounge, com as batidas frenéticas e suaves do baixo.
O segundo álbum não surtiu muito efeito e banda acabou em 2000.

Vamos então ouvir 2 músicas do Monaco, que diferem bastante em seus estilos:

What Do You Want From Me:

Billy Bones (ignorem o clipe do Youtube montado com imagens não relacionadas à banda):

O nosso resgate de hoje pela indústria musical esquecida termina por aqui, espero que todos tenham gostado e não se esqueçam de divulgar e comentar. Em breve faremos um novo post como esse.

Uma última homenagem para Amy Winehouse

A equipe do Chico Louco já noticiou e lamentou a morte da cantora Amy Winehouse e agora presta uma última homenagem para a cantora que marcou época em sua curta trajetória.

Obrigado por tudo Amy Winehouse!

Sentimento musical

Qualquer ser humano com um entendimento musical apurado sabe que são poucos os intérpretes que conseguem transmitir verdade, emoção e desabafos pessoais em suas canções.
Isso também não é fácil para grandes compositores, afinal, não são muitos que conseguem abrir sua intimidade ou expressar o sentimento que o corrói em um esboço de canção.
Porém, existem aqueles ícones musicais, que de forma sutil e impecável conseguem adicionar todos esses elementos complicados e puros em uma música.
Vou citar, mostrar e tentar explicar algumas situações dessa “arte” de sentir, emocionar e compartilhar.

Começaremos com talvez, o maior cantor e compositor que já pisou nesse mundo, Freddie Mercury.
O vocalista da banda Queen teve uma vida não tão feliz quanto sua carreira profissional.
Assumidamente bissexual, Freddie possuía excentricidades excessivas, que o afastava de relacionamentos verdadeiros. Passou toda uma vida buscando Somebody to Love (alguém para amar), como diz o título de uma de suas memoráveis canções, mas nunca conseguiu encontrar. O que ele tinha era uma vida de relacionamentos curtos sentimentalmente vazios.
Dizia ser uma pessoa triste, mas um certo dia entristeceu ainda mais. Freddie foi acometido pelo cruel vírus da AIDS. Já esperava pelo pior, sua legião de fãs ficou chocada, sua carreira se escondeu atrás dos muros de sua mansão. Freddie viveu uma reclusão da sociedade. Se escondeu, talvez tentando encontrar dentro de si uma força que o levasse adiante, que lhe trouxesse esperança de ainda conhecer o amor de sua vida.
Infelizmente não foi possível, uma broncopneumonia impulsionada pelo HIV o levou a óbito.
Um mês antes de sua morte, presenteou o mundo com uma das mais belas canções já feitas. Uma música com melodia forte e letra emocionante retratando sua vida após a descoberta da doença e talvez, trazendo ao líder da banda Queen, um resto de esperança que ainda existia dentro daquele coração que nunca foi amado.
Freddie Mercury já sabia, The Show Must Go On!

Outra canção de um grande gênio, talvez nem tão aclamado quanto Freddie, retrata o sofrimento vivido durante toda a vida por Morrissey.
O ex-vocalista da banda The Smiths, que desde 1988 segue em carreira solo, escreveu uma canção em 2004 relatando a dificuldade que passou durante toda sua vida por ser Assexual. Seria um indivíduo que não sente atração, tanto pelo sexo oposto quanto pelo sexo igual, devido à uma disfunção sexual.
Muito se fala sobre a assexualidade, mas Morrissey sempre deixou muito claro que sofreu e ainda sofre por ser assim. Na música I Have Forgiven Jesus ele consegue expressar de uma forma magnífica toda a sua dor e angústia por não conseguir aceitar muito bem esse problema.
Na verdade, a música acaba sendo seu desabafo, de uma vida preconceituosa, confusa e complicada.

A tradução da música:

Eu Perdoei Jesus

Eu fui um bom garoto
Eu não te faria nenhum dano
Eu fui um garoto legal
Com uma rota legal de entrega de jornais
Perdoe-me qualquer dor
Que eu possa ter te trazido
Com ajuda de Deus, eu sei
Sempre estarei perto de você

Mas Jesus me magoou
Quando me abandonou, mas
Eu perdoei Jesus
Por todo o desejo
Que ele colocou em mim
Quando não há nada que eu possa fazer
Com esse desejo

Eu fui um bom garoto
Através do granizo e da neve
Eu iria apenas para te ultrajar
Eu carreguei meu coração em minhas mãos
Você compreende?
Você compreende?

Mas Jesus me magoou
Quando me abandonou, mas
Eu perdoei Jesus
Por todo o amor
Que ele colocou em mim
Quando não há ninguém para quem eu possa me voltar
Com este amor

Segunda – humilhação
Terça – sufocamento
Quarta – condescendência
Quinta – é patético
Lá pela sexta – a vida me matou
Lá pela sexta – a vida me matou
(Oh, lindo,
Oh, lindo)

Por que você me deu tanto desejo?
Quando não tenho aonde ir
Para descarregar este desejo?
E por que você me deu tanto amor
Num mundo sem amor
Quando não há ninguém para quem eu possa voltar
Para liberar todo esse amor?

E por que você me mutila
Com ossos e pele auto-depreciativos?
Jesus, você me odeia?
Por que você me mutila
Com ossos e pele auto-depreciativos?
Você me odeia?
Você me odeia?
Você me odeia?
Você me odeia?
Você me odeia?

Quando ele diz “Eu perdoei Jesus por todo o desejo que ele colocou em mim, quando não há nada que eu possa fazer com esse desejo” ele cita o fato de não sentir atração por ninguem, e assim, guardar dentro de si o afeto amoroso que nunca conseguiu compartilhar com uma pessoa que poderia passar o resto da vida.

O último caso citado nesse post será de uma interpretação de uma música.
Elvis Presley foi outro impressionante cantor que se perdeu no mundo por conta de problemas de saúde derivados ao excesso. O eterno Rei do Rock possui uma infinidade de músicas compostas por ele mesmo, mas sempre disse em entrevistas que a música que ele mais gostava de cantar, era My Way de Frank Sinatra. Nunca se soube o motivo, mas anos depois de sua morte, Ginger Alden, a ex-namorada de Elvis disse a uma emissora de televisão que ele se identificava muito com a letra pois ele já sofria muito com o vício do alcool quando cantou a canção pela primeira vez em um show, em 1973, no Hawaii.
Logo na primeira frase, a música diz “E agora o fim está próximo”, como se Elvis já soubesse do fim que levaria. Ao decorrer da canção, a letra fala de coisas erradas feitas pelo caminho até então percorrido e termina com uma frase que caracteriza de forma completa a trajetória de Elvis na Terra: “Os registros mostram que eu apanhei muito, mas eu fiz do meu jeito!”

Se alguém se lembrar de mais uma grande canção que tranpasse toda emoção e significados sinceros, compartilhem conosco nos comentários!

Marcelo Adnet e a febre do Twitter

O programa Comédia MTV está ficando cada vez mais famoso devido às paródias e sátiras musicais que Marcelo Adnet e companhia fazem toda quarta-feira. E dessa vez, eles incorporaram a banda Forrób@, cantando a música “Arraxitague”, parodiando de forma genial o recente avanço do twitter na vida do brasileiro.

Jason Mraz plageia Avenged Sevenfold

Caros leitores do Chico Louco, venho por meio deste post, denunciar um gravíssimo caso de PLÁGIO!
Sim, o queridinho e aclamado Jason Mraz (em uma canção com Colbie Caillat), plagiou uma canção de grande sucesso da banda Avenged Sevenfold. Me admira muito que ninguém nunca tenha percebido essa façanha, que está ÓBVIA na música.
A canção Lucky, de 2008, copiou em seu refrão, a melodia de um solo de guitarra da música Bat Country, de 2005. Duvida? Ouça abaixo o trecho da cópia descarada e tire suas próprias conclusões:

Dia mundial do rock

Dia 13 de Julho é o Dia Mundial do Rock, e claro que o Chico Louco não poderia privar-se de postar algo sobre!
Graças ao Live Aid de 85, os amantes da agressividade de guitarras e batidas enlouquecidas de bateria, podem comemorar um dia exclusivo para o melhor estilo musical que poderia existir.
Mesmo quem diz não gostar de rock, com certeza já curtiu algum som no estilo Led Zeppelin ou The Beatles, mas não é motivo de discussão aqui nesse post, o que realmente importa é o objetivo do dia!
Bom, para quem quer curtir um som, aconselho a visitar a Galeria do Rock, que desde o começo do m~es vem realizando shows com diversas bandas do gênero, para comemorar essa tão importante data.
Já quem quer algo mais “cultural”, temos a “Mostra Rock Tarantino”, que será realizada no Centro Cultural de São Paulo, de 13 a 31 de julho, e traz os principais filmes nos quais o diretor Quentin Tarantino inspirou-se para a criação dos dois volumes de Kill Bill. A mostra traz também a pré-estreia do filme “À Prova da Morte”, de Tarantino.
Não sei muuito bem o que tem da “Veia” do rock, maaaas….

Mas mesmo para quem quer ficar em casa é possível comemorar esse dia. Ligue o seu aparelho de som, sintonize na Kiss FM, ou conecte o seu Ipod cheio de clássicos do rock and roll, ou ouça sua discografia dos Beatles ou até mesmo do Ratos de Porão, tanto faz, mas vamos fazer uma corrente do rock! \o/

Vou fazer o meu TOP 15 de bandas que valem a pena de serem ouvidas hoje:

1- The Beatles – Claro que no dia do rock, a melhor banda da história deve ser prestigiada! Ouça de Let it Be até Help, do CD Abbey Road até o Revolver, não importa, mas ouça!
2- Kiss – Marcaram época, e merecem o reconhecimento nesse dia especial.
3- System of a Down – Revolucionaram, misturaram elementos, deram uma nova cara ao rock, claro que são ícones no cenário musical, e possuem o melhor vocalista da atualidade(na minha modesta opinião), Serj Tankian.
4- Legião Urbana – O cenário do rock nacional já foi melhor do que o atual, por isso fiz questão de colocar aqui a banda de Renato Russo, o maior gênio do rock brasileiro, ao lado de Raul, Rita Lee, e alguns outros…
5- Avenged Sevenfold – Representando a nova geração do rock, eles fazem um som digno de compra de CDs e DVDs. Resgataram elementos do metal, misturados ao hardcore e até mesmo ao rock progressivo.
6- Sonata Arctica – Para abrir vertentes de gêneros dentro do próprio rock, Sonata faz um som sensacional, no estilo Power Metal, vale a pena ouvir.
7- Guns N’ Roses- Por mais que eu tente, eu não consigo passar pelo menos uma semana sem ao menos ouvir uma música dessa banda que marcou época.
8- QUEEN – Na opinião de muitos(inclusive a minha), Queen foi melhor do que The Beatles, devido ao poder vocal de Freddie Mercury e às músicas imortais da banda inglesa. Merecem MUITO serem ouvidos hoje.
9- The Smiths – Banda inglesa sem uma definição exata do gênero, podendo alternar entre Indie, Alternativo, pós Punk, etc etc, também está incluída na minha seleção, pois a voz marcante de Morrissey é inconfundível.
10- POD – A banda de Nu-Metal norte-americana não chega a ser um destaque no cenário do rock, até por ser considerada uma banda religiosa, mas nada impede um som de qualidade, e seu espaço aqui no top 15.
11- Linkin Park – Mesmo com críticas, é inegável a potencia vocal de Chester, misturada com os versos pesados de Shinoda, vertente de sucesso que nunca deixou de estar na minha preferência.
12- Aerosmith – Dispensa comentários! Steven Tyler é figura marcante no cenário musical, e suas mpusicas sempre fizeram grande sucesso.
13- Red Hot Chili Peppers – Longa jornada de sucesso. É uma das bandas de maior sucesso da história, pois TODOS seus CDs bateram recordes de venda.
14- Lynyrd Skynyrd – Quem nunca ouviu Simple Man ou Free Bird? Clássicos do rock até hoje, mesmo sem sua formação original, a essência é a mesma.
15- Rammstein – Por fim, a banda alemã de Metal Industrial conquistou seu espçao nesse post, por alguns motivos: qualidade, identidade, nacionalidade, peculiaridade e inovação. Merece!

Então é isso, que não conhece, procure, ouça, e veja se gostou. Mesmo que não tenha gostado, ouça o que você considera o melhor do rock, e prestigie esse dia. Afinal, rock n’ roll will never die!