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Um olhar aprofundado sobre as Bond girls

Não importa a cor da pele, o nome, a nacionalidade ou se preza ou não pela virtude. Bond girls devem ser belas, únicas e sofisticadas e nos parágrafos a seguir vamos embarcar juntos no universo dessas mulheres que fizeram e fazem o agente James Bond perder a cabeça em um estudo detalhado das mais de 195 mulheres que apareceram nas telonas ao lado do espião e suas inspiraçãoes que vieram de mulheres reais para as páginas dos romances de Ian Fleming e que saltaram para as telas do cinema.

Foi em 1953 que a primeira aventura de James Bond apareceu. No livro Cassino Royale onde o espião tinha de derrotar um agente soviético chamado Le Chiffre nas mesas de bacará em um luxuoso cassino no sul da França a primeira Bond girl surgiu e se tornou referência. Vesper Lynd foi a primeira a arrebatar o coração de James Bond ao ponto de fazer 007 abandonar a profissão para se casar e constituir uma vida a dois, mas após a morte da amada Bond descobre que esta era na verdade uma agente dupla trabalhando para seus inimigos do outro lado da Cortina de Ferro.

Depois de Vesper Lynd muitas outras mulheres passaram pela vida de James Bond. A cada novo romance de Ian Fleming uma nova garota era apresentada e muitas semelhanças são notadas entre elas. Na maioria das vezes as Bond girls tem idade estabelecida na casa dos vinte anos, mais precisamente entre 23 e 25 anos, a mais velha sendo Pussy Galore já na casa dos 30 e a mais nova Gala Brand com 18 anos sendo uma das raras exceções com quem o espião não chegou a se envolver amorosamente. Uma grande parte das garotas de Bond sofreram abusos sexuais quando jovens e acabaram por desenvolver uma expécie de aversão aos homens o que as tornam mulheres fortes e independentes, porém nenhuma delas é capaz de resistir ao charme do espião. Fora isso outra semelhança entre elas são os detalhes de sua aparência. Fisicamente muitas Bond girls se parecem entre si onde são descritas por Fleming como tendo os cabelos sempre ao natural caídos sobre os ombros, os olhos bem afastados entre si e se vestem de modo pouco vaidoso com sapatos de bico quadrado, relógios masculinos e nem sempre fazem uso de jóias além de apresentarem unhas curtas e desesmaltadas.

Indo na contramão onde a maioria das mulheres nos anos 50 eram donas de casa dependentes de seus maridos as Bond girls eram mulheres independentes que trabalhavam para o governo ou sendo até criminosas, algumas chegando a reger seu próprio sindicato do crime como é o caso de Pussy Galore.

Na maior parte das histórias de Fleming os interesses românticos de Bond fazem de algum modo parte essencial da trama sendo peça-chave na missão do agente, porém em certos casos elas não passam de puros objetos sexuais como uma espécie de berloque para entreter o espião em suas horas vagas.

INSPIRAÇÕES E CURIOSIDADES

Muitas histórias sobre a origem das Bond girls são contadas mas nenhuma delas é dada como certa. A primeira delas é que as Bond girls em sua maior parte são inspiradas na pessoa de Christine Granville, espiã nascida em 1 de maio de 1908 na Polônia. Seu nome real era Krystyna Skarbek e ela era apenas alguns dias mais velhas que Fleming que nascera no dia 28 do mesmo mês e ano e de quem fora amante de acordo com a própria Christine. Muitos dizem que Christine foi a inspiração do escritor para as personagens de Vesper Lynd e Tatiana Romanova.

Christine foi encontrada morta no dia 15 de junho de 1952 assassinada a facadas em um quarto do Kensington Hotel em Londres. Seu carrasco foi Dennis Muldowney, um fuzileiro naval e ex-colega obcecado por ela de quem Christine rejeitara investidas. Meses depois em setembro Muldowney foi enforcado pelo crime.

Uma segunda hipótese que ronda as origens pouco conhecidas das Bond girls é a de que Muriel Wright que fora amante devota de Fleming nos anos de 30 e 40 apesar das várias outras aventuras do autor tenha sido a inspiração para todas as Bond girls. Muriel era excepcionalmente bela além de ser uma talentosa piloto de automóveis, esquiadora, jogadora de polo, independente, rica e modelo. Apesar de tais características Muriel também era inocente e vulnerável e sofreu uma morte terrível em 1944 em um borbardeio pouco antes de seu casamento. Devastado Fleming declarou na época que Muriel era boa demais para ser verdade.

Existem outras histórias que se referem a Bond girls expecíficas como em Moscou contra 007 (From Russia With Love) de 1957 em que Fleming após uma vasta e detalhada descrição de Tatiana Romanova enquanto ela espera pelo preparo de uma sopa para o jantar em seu quarto ele a compara com a atriz Greta Garbo, e há também semelhanças entre a personagem Gatilho (Trigger) do conto de The Living Daylights, mais conhecido no Brasil como Encontro em Berlim. Gatilho é uma assassina russa que disfaça-se de violoncelista para apanhar o seu alvo que Bond tem a missão de proteger, e curiosamente a meia-irmã de Ian Fleming chamava-se Ammaryllis Fleming e era uma grande violoncelista, então acreditasse que esta tenha servido de inspiração para a personagem.

Ammaryllis Fleming

Entre muitas curiosidade está a personagem vivida ela exuberante Eunice Gayson no primeiro filme da série, 007 contra o Satânico Dr. No (Dr.No) . A personagem Sylvia Trench surge na cena em que vemos James Bond primeira vez. Depois de uma partida de Bacará e regressar para casa após receber sua missão de M o agente reencontra Sylvia em seu apartamento onde fazem amor. No filme seguinte a personagem reaparece em cena romântica com o espião e faz uma referência ao tempo em que ele passou na Jamaica na missão contra o Dr. No e eles ficaram sem se ver. Posteriormente foi revelado que a personagem seria recorrente na série aparecendo em filmes futuros como amante permanente de Bond.

No filme 007 um Novo Dia para Morrer (Die Another Day) a cantora Madonna que canta a música-tema do filme foi a única de todos os que emprestaram suas vozes para uma cançao de um filme de James Bond a aparecer de fato no filme. Madonna apareceu durante alguns poucos minutos como a professora de esgrima Verity. Fato semelhante havia acontecido em 007 Somente para seus Olhos (For Your Eyes Only) onde a cantora Sheena Easton aparece cantando durante a sequencia de créditos depois da abertura do filme.

Outro fato interessante a ser comentado é um caso de conecção entre os filmes de James Bond e a famosa série sessentista The Avengers que transcendeu os anos até os dias de hoje. As atrizes britânicas Honor Blackman e Diana Rigg que interpretaram pepéis-chave na série de TV abandonaram o programa com o intuito de participarem de novos projetos e ambas acabaram sendo escaladas respectivamente como as principais Bond girls nos anos de 1964 e 1969. O ator Patrick Macnee que atuava como o protagonista da série no papel de John Steed apareceu anos depois em 1985 como sir Godfrey Tibbett, perito em cavalos de corrida que ajudou James Bond a desmascarar os planos sinistros de Max Zorin em 007 na Mira dos Assassinos (A View To A Kill). Em 1998 um filme que buscava reviver The Avengers estrelando Ralph Fiennes, Uma Thurman e como vilão Sean Connery foi produzido e recebeu péssimas críticas. Atualmente Fiennes é cogitado para interpretar um papel de destaque no próximo filme de James Bond que tem estréia marcada par 9 de novembro de 2012. O papel que seria interpretado pelo ator de O Paciente Inglês (The English Patient) é mantido sob sigilo.

Fato curioso a respeito das mulheres que fazem parte da vida de James Bond é o sentido de ambiguidade que muitas delas carregam em seus nomes. Um desses casos e por sinal um dos menos conhecidos ocorre com o nome da primeira das Bond girls, Vesper Lynd onde seu nome é um trocadilho com as palavras West Berlin (Berlim Ocidental) em alusão à lealdade da personagem que é forçada a trabalhar como agente dupla para a Inteligência soviética. No segundo livro de Fleming sobre o espião a personagem Solitaire somente é chamada assim por ser virgem e indiferente aos homens, entretanto seu nome de batismo é Simone Latrelle. Mas talvez o mais famoso nome entre as Bond girls seja o de Pussy Galore que na época do lançamento do livro e também anos depois com a adaptação do romance para as telonas causou grande polêmica isso devido ao fato de a palavra pussy em inglês ser um termo chulo para vagina e galore tem tradução de “aos montes”. Fora isso a personagem também era lésbica assumida então jamais um nome ficcional serviu tão bem ao seu personagem.

Nos filmes casos semelhantes também existem como em 007 os Diamantes são Eternos (Diamonds are Forever) de 1971 onde a personagem Plenty O’Toole vivida por Lana Wood apresenta-se a Bond interpretado por Sean Connery com a seguinte frase: “Hi, I’m Plenty”, ao que 007 rebate: “But of course you are.” A palavra plenty em inglês quer dizer abundante, e como Bond percebe rapidamente os seios dela também são.

Talvez mais sutil que os outros nomes mas que também apresenta um jogo de palavras interessante é o nome da Bond girl Kara Milovy do filme 007 Marcado para a Morte (The Living Daylights) de 1987 com um convincente Timothy Dalton em seu primeiro filme no papel do espião. Kara Milovy é uma modificação das palavras em português “cara” significa em inglês “my love”, isso para fortalecer mesmo que indiretamente a candice e inocência da personagem. No filme 007 contra GoldenEye (GoldenEye) de 1995 a Bond girl Xenia Onatopp é uma junção das palavras “on top” e em 2002 no filme 007 Um Novo Dia para Morrer a vilã Miranda Frost interpretada pela atriz inglesa Rosamund Pike recebe esse nome por ser completamente avessa as investidas de Bond vivido pela quarta e última vez nos cinemas por Pierce Brosnan. Em 007 Quantum of Solace (Quantum of Solace) a Bond girl conhecida apenas por agente Fields e vivida por Gemma Arterton em parte alguma do filme revela seu pré-nome a Bond, nem mesmo no momento em que ele a indaga sobre isso. Posteriormente descobre-se que o primeiro nome da personagem é Strawberry o que junto de seu sobrenome Fields tem a tradução livre de “campos de morango”, dai a relutância da moça em revelar o seu nome por inteiro. Apesar disso muitas Bond girls apresentam nomes comuns como Tatiana Romanova, Mary Ann Russell, Judy Havelock, Vivienne Michel e a falecida esposa de James Bond condessa Tereza di Vicenzo.

Não é só com as Bond girls que esses trocadilhos são feitos mas também com  outros personagens como é o caso de alguns dos vilões que tiveram a má sorte de terem seus planos megalomaníacos frustrados pelo agente. O vilão Auric Goldfinger é o maior desses exemplos já que a palavra auric quer dizer “aurico” e Goldfinger tem tradução livre de “dedo de ouro” e assim como o nome de Pussy Galore que é a piloto particular do vilão um nome nunca caiu tão bem ao seu personagem já que Goldfinger é obcecado por ouro e tem o costume de matar suas vítimas pintando-as com tinta dourada o que impede os poros do corpo de respirar e causa morte por asfixia. Outro caso semelhante é o de general Ourumov do filme já mencionado 007 contra GoldenEye onde a primeira parte de seu nome referesse diretamente à palavra ouro. Em Quantum of Solace de 2008 outro que também tem seu nome moldado seguindo estilo semelhante  é o repulsivo general Medrano cujo nome deriva-se da palavra medo.

DIFERENÇAS ENTRE OS LIVROS E OS FILMES

A primeira diferença entre as aventuras originais do espião escritas por Ian Fleming e suas adaptações para o cinema é a ordem cronológica em que ocorrem. O maior exemplo disso se dá com Cassino Royale que foi lançado no ano de 1953 mas somente ganhou uma adaptação oficial em 2006. Com um intervalo de tempo tão grande entre a obra original e o filme mudanças significativas tiveram de ser feitas em matéria de costumes de sociedade como por exemplo uma maior liberdade sexual e a presença da independência feminina que veio ganhando espaço através das décadas foram inseridas no filme.

Apesar de cronologicamente falando os livros e os filmes do espião se distanciarem a essência das histórias mesmo com o passar dos anos continuaram sendo originais e até mesmo atuais.

Outra distinção entre as obras literárias e as películas, isso principalmente nos anos 60 é o fato de que enquanto muitas das Bond girls eram traumatizadas sexualmente nos livros nos filmes tal aspecto era na maioria das vezes pouco explorado ou simplesmente ignorado.

Em qualquer adaptação de um livro para o cinema já se é de esperar que os atores selecionados nem sempre correspondem fisicamente à descrição de seus personagens nas páginas do livro, mas é curioso de se ver até meados dos anos 60 o fascínio exercido pelo indústria cinematográfica, principalmente Hollywood por cabelos louros. Apesar de no primeiro filme de James Bond a atriz Ursula Andress realmente se parecer com sua personagem de Honey Rider de 007 contra o Satânico Dr.No, as atrizes Daniela Bianchi e Honor Blackman que apareceram nos dois filmes seguintes como Tatiana Romanova e Pussy Galore respectivamente em Moscou contra 007 e 007 contra Goldfinger, suas personagens nos livros são morenas e não loiras. A própria esquadrilha de pilotos formada somente por mulheres sob o comando de Pussy Galore tem como integrantes apenas mulheres de cabelos tão claros que chegam a ter um tom platinado.

Ainda na década de 60 as Bond girls eram tratadas como já foi dito antes como enfeites, isso porque suas personagens não eram tão bem desenvolvidas nos filmes como eram nos livros, assim mesmo se um filme do espião da época não contasse com a presença de Bond girls não era impossível para ele cumprir sua missão, somente entediante.

Com a franquia de James Bond entrando na década de 70 os produtores Harry Saltzman e Albert Broccolli e o roteirista Richard Maibaum começaram a desenvolver tramas onde o papel das Bond girls fosse indispensável e que sem o seu auxílio o espião jamais seria capaz de alcançar seus objetivos e poderia até em certos pontos morrer se não fosse pela intervenção de alguma de suas garotas.

Na década seguinte as Bond girls tornaram-se mulheres de ação que não temiam enfrentar o perigo ao lado de 007 e em determinados chegavam a ser tão letias quanto ele o que poderia se tornar uma dificuldade quando alguma delas resolviam mostrar do que eram capaz para o agente como aconteceu em 1985 no filme 007 na Mira dos Assassinos (A View To a Kill) quando May Day encarnada por Grace Jones resolve mostrar ao espião que ela podia ser tão durona quanto ele e isso não só fora dos lençóis…

À partir de meados dos anos 90 quando a cinesérie ressurgiu depois depois de um hiato de seis anos James Bond reapareceu no filme 007 contra GoldenEye cujo nome havia sido tirado da morada de Ian Fleming na Jamaica onde o jornalista se refugiava para dar vida as histórias fantásticas de seu personagem e que curiosamente o próprio Fleming havia roubado o nome de GoldenEye de uma operação da qual fizera parte em seus tempos na Inteligência Naval. Na película de 1995 Bond encontra Bond girls ainda mais independentes do que as que havia se deparado na década anterior. A perceira do vilão era sem dúvida a mais psicopata e ninfomaníacas das mulheres que haviam entrado na vida do espião e talvez o motivo pelo qual 007 não tenha ido para cama com a beldade tenha sido o fato de que a perversa Xenia só era capaz de atingir o orgasmo no momento em que conseguia tirar a vida do parceiro entre suas pernas. Nem mesmo Natalya Simonova na pele da polonesa Izabella Scorupco como principal interesse romântico do agente deu-lhe uma colher de chá o que rendeu ao espião alguns hematomas à mais.

No filme de 2002, ano em que a mais famosa, duradoura e lucrativa cinesérie, somente perdendo para a franquia Harry potter, completava quarenta anos um dos filmes mais audaciosos do espião foi realizado, 007 Um Novo Dia para Morrer, e fora os aparatos tecnológicos mais mortais usados pelo vilão Gustav Graves um debilitado James Bond teve de também “enfrentar” duas novas Bond girls que assim como ele eram agentes treinadas de seus governos que pela primeira vez se igualavam em habilidade e destreza ao espião quarentão. Miranda Frost, como revelado pela atriz Rosamund Pike em documentário especial para os extras do DVD do filme disse que originalmente sua personagem havia sido batizada de Gala Grand, nome da Bond girl do romance Moonraker (007 contra o Foguete da Morte)e que ficou de fora da adaptação de 1979 deste para o cinema. A atriz também contou que o nome somente foi alterado de última hora por revolta dos fãs que não queriam que o nome de uma Bond girl clássica das histórias de Fleming fosse dado a outra.

Dos anos 90 para frente o papel das Bond girls tornou-se tão grande quanto o do próprio James Bond. Enfim, de certo modo as personagens estavam mais parecidas com as que haviam aparecido nos romances originais deIan Fleming quase quarenta anos antes.

AS MAIS MARCANTES BOND GIRLS DO CINEMA

 

Honey Ryder – 007 Contra o Satânico Dr. No (1962)

Apesar de ser considerada a primeira Bond girl da cinessérie a personagem imortalizada pela suíça Ursula Andress na cena em que sai do mar do Caribe usando um biquini branco foi a terceira conquista do espião que já havia se envolvido no começo do filme com a bela e audaciosa jogadora de Bacará Sylvia Trench e depois com a fascinante srta. Taro que nada mais era que uma das várias pessoas na Jamaica sob o comando do malévolo Dr. No.

Sean Connery e Ursula Andress em locação de Dr. No

Tatiana Romanova – Moscou contra 007 (1963)

Apesar do sucesso do primeiro filme foi somente com sua continuação no ano seguinte que o fenômeno de James Bond estourou e a personagem Tatiana na pele da belíssima atriz italiana Daniela Bianchi foi cruscial para que isso acontecesse já que até hoje é quase impossível não se apaixonar pela beleza etérea e a ingenuidade da personagem que se apaixona perdidamente pelo agente de Sua Majestade.

Daniele Bianchi

Pussy Galore – 007 Contra Goldfinger (1964)

A serviço da ganacioso Goldfinger a destemida Pussy Galore foi a primeira Bond girl a se impor contra o agente 007 em um filme que reunia pela primeira vez todos os elementos da fórmula que até hoje resultam no sucesso das películas estreladas pelo espião.

Pussy Galore

Fiona Volpe – 007 Contra a Chatagem Atômica (1965)

Fiona Volpe foi de fato a primeira super vilã a bater de frente com James Bond até seu fim derradeiro em uma agitada pista de dança e uma das únicas a conseguir pelo menos arranhar o orgulho de macho do agente.

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Luciana Paluzzi

Tereza di Vicenzo – 007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969)

Esse filme não é apenas lembrado por apresentar George Lazenby no papel de James Bond como substituto de Sean Connery e por ser um dos mais longos e fiéis aos romances de Ian Fleming, mas por ser aquele em que o espião se apaixona e se casa. Infelizmente a senhora Bond interpretada por Diana Rigg é alvejada com um projétil disparado da metralhada de Irma Bunt de um carro dirrigido pelo maior inimigo que James Bond já encontrara até então, Ernst Stavro Blofeld, vivido por Telly Savalas.

Diana Rigg

 

Anya Amasova – 007 o Espião que me Amava (1977)

A personagem de Barbara Bach marca um momento único no universo de James Bond onde Inteligência britânica e soviética tem de unir forças para enfrentar um inimigo em comum e a major Anya Amasova, agente XXX, inicialmente uma concorrente de James Bond tem de unir forças a ele e administrar seus sentimentos de amor e ódio que sente pelo espião, por quem se apaixona e por quem deseja vingar-se pela morte de seu amante. No final a espiã fica a um passo de tirar a vida de 007 com sua própria arma mas opta por entregar-se a seus braços.

Barbara Bach

May Day – 007 na Mira dos Assassinos (1985)

De aparência exótica e pouco feminina a capanga e amante de Max Zorin foi a primeira Bond girl negra a se destavar em um filme de 007. A personagem vivida pela atriz e cantora Grace Jones era tão letal quanto o próprio Bond e sem a ajuda dela o espião jamais teria conseguido impedir os planos macabros do vilão Zorin na pele de Christopher Walken. O nome de May Day referece ao tão conhecido chamado de socorro. Perto do final do filme May Day troca de lado e auxilia Bond contra Zorin e desloca a bomba que o vilão plantara com o intuito de inundar o Vale do Silício em São Francisco. Pasmo em vê-la arruinando seus planos Zorin deixa escapar: ”May Day!”

May Day

Elektra King – 007 o Mundo não é o Bastante (1999)

Este filme é considerado uma das maiores aventuras de James Bond e uma grande obra do cinema pois não peca em nenhum aspecto. Mas também é lembrado por abordar o personagem de James Bond de uma forma pessoal, fato que somente havia ocorrido dez anos antes no filme 007 Permissão para Matar (Licence to kill). Seguindo essa linha mais dramática o filme apresenta Elektra King vivida pela francesa Sophie Marceau que consegue mexer com os sentimentos do espião e em certos momentos tirá-lo da pista de seu real inimigo. Elektra é uma das personagens mais marcantes do universo do espião por ser talvez a mais elegante e mais bela das mulheres que o agente já teve o prazer e o desabor de conhecer. Até hoje dentre todos os seus inimigos Elektra foi a única mulher que James Bond já matou.

Sophie Marceau como Elektra King

Jinx – 007 um Novo Dia para Morrer (2002)

No último filme de Pierce Brosnan no papel do super agente um novo tipo de Bond girl surgiu. A personagem de Halle Berry, uma agente da NSA (National Security Agency/ Agência de Segurança Nacional) se comparava em todos os aspectos a Bond e após passar uma noite de amor com a escorregadia espiã 007 se viu pela primeira vez despertar sozinho na manhã seguinte.

Halle Berry

Vesper Lynd -Cassino Royale (2006)

James Bond pode ter se casado com Tereza di Vicenzo, mas foi com Vesper Lynd que o agente realmente abaixou a guarda, renunciou ao Serviço Secreto e disse pela primeira vez em décadas a frase dos apaixanados: “Eu amo você.” Mesmo com a traição de Vesper e com o coração cheio de ódio a agente não exitou em arriscar a própria vida para salvar a dela. Entre Bond e Vesper houve pela primeira vez uma história real do tipo que existe entre um homem e uma mulher, o que fez o frágil espião fechar-se emocionalmente como um modo de proteção, e apesar de suas negativas ele jamais esqueceu ou deixou de amar a figura de Vesper Lynd. A atriz Eva Green que interpretou Vesper disputa com sua conterrânea Sophie Marceau o título de Bond girl mais bela.

Eva Green na estreia de The Golden Compass

 

AS BOND GIRLS NO MUNDO DOS VIDEOGAMES

As Bond girls passaram a se destacar também nos jogos eletrônicos baseados na mitologia de James Bond quando um dos maiores games de todos os tempos e talvez até hoje o melhor game do espião de Sua Majestade foi lançado em 1997 pelo desenvolvedora inglesa Rareware para Nintendo 64. GoldenEye 007 foi um divisor de águas no mundo dos videogames e serve de referência para muitos games até os dias de hoje. Com GoldenEye os games de James Bond passaram a se basear em histórias mais profundas e apresentar grandes níveis de detalhes. Em games posteriores tais como Agent Under Fire e NightFire que apresentavam histórias originais independente dos filmes apresentavam também Bond girls originais, mas somente com Everything or Nothing de 2004 que trazia um elenco de verdadeiros astros do cinema as Bond girls nos videogames passaram a ser interpretadas também por atrizes e outras famosas.

Heidi Klum e Shannon Elizabeth roubaram a cena no game da EA Games estrelado por Pierce Brosnan em sua última aparição oficial como James Bond. No ano seguinte a cantora Natasha Bedingfield e Maria Menounos se juntaram a Sean Connery na versão de Moscou contra 007 para os consoles da Sony, Microsoft e Nintendo.

Quando os direitos passaram para as mãos da Activision a coisa não mudou e as atrizes Eva Green e Olga Kurylenko interpreteram mais uma vez seus papéis na adaptação de Quantum of Solace que teve seu lançamento junto com o filme no qual se baseava. O game também contava os eventos de Cassino Royale.

No ano passado com o lançamento de Blood Stone que novamente apresentava uma trama totalmente original escrita pelo veterano dos filmes do espião de Sua Majestade Bruce Feirstein que teve sua estreia no universo do agente como um dos roteiristas de 007 contra GoldenEye. A Bond girl da vez foi a britânica Joss Stone que também emprestou sua voz para a canção-tema da aventura.

Curiosamente o autor norte-americano Raymond Benson que de 1997 até 2002 foi o escritor oficial de novos romances de James Bond e responsável pelas novelizações de 007 O Amanhã Nunca Morre, 007 O Mundo Não é o Bastante e 007 Um Novo Dia para Morrer foi o responsável pelo roteiro de alguns games durante os anos 80, alguns até do próprio James Bond, entre eles uma versão de Cassino Royale.

Heidi Klum que interpretou a vilã Katya Nadanova

Joss Stone como Nicole Hunter

 

M E MONEYPENNY

Se existem as Bond girls também existem as Bond women. Apesar de nos livros de James Bond e também nos filmes a figura imponente e respeitosa de M, chefe do Serviço Secreto Britânico ser um homem, uma jogada inovadora e arriscada foi feita em 1995 com o retorno triumfal de Bond aos cinemas quando o lendário persopagem foi substituido pela figura de uma mulher. Desde de GoldenEye a gigante do cinema, Judi Dench vem interpretando M e  mostrando que até uma mulher consegue manter o mais eficiente espião em rédeas curtas.

O primeiro M foi o ator veterano Bernard Lee que interpretou o almirante aposentado da marinha e superior de Bond de 1962 à 1979, ano em que falesceu. No filme seguinte, 007 Somente para seus Olhos (For Your Eyes Only) de 1981 o personagem pela primeira vez não apareceu, deixando o cargo em aberto em uma espécie de homenagem dos produtores ao ator. Depois de Bernard Lee foi a vez de Robert Brown assumir o papel de M. Fato curioso é que Brown já havia aparecido como coadjuvante ao lado de Lee em 007 o Espião que me Amava.

Assim como Lee que ficou no papel por dezessete anos e se imortalizou no imaginário dos fãs como a figura de M, Judi Dench também não decepcionou e já se matém no papel há dezesseis anos. O resposta dos admiradores de James bond foi totalmente possitiva em relação a atriz assumir o papel da chefona de 007 que diz que já que existem as Bond girls, ela é então uma Bond women.

Mas muito antes de Judi Dench tornar-se a superiora de James Bond havia uma mulher que sempre esteve envolvida com o espião, pelo menos de um modo profissional que muitas vezes chegou muito perto de ultrapassar tais barreiras. A srta. Moneypenny, secretária pessoal de M apareceu pela primeira vez na aventura de estréia de 007 no romance Cassino Royale. Entre ela e Bond sempre houve uma atmosfera de flerte que nos filmes foi intensificada com a secretária sempre se derretendo pelo espião que nunca deixou de atiçá-la. O interessante de tal relação é ver que quando Bond realmente está disposto a se envolver com Moneypenny é ela quem o rejeita sempre de modo provocador e brincalhão.

De 1962 a 1985 o papel da srta. Moneypenny foi interpretada pela britânica Lois Maxwell que atuou em quatorze filmes da série e sobreviveu a três Bonds diferentes. E pensar que a atriz que imortalizou-se no papel da secretária de M quase ficou com o papel de Sylvia Trench no lugar de Eunice Gayson. Com a chegada de Timothy Dalton na franquia uma Moneypenny mais jovem teve de entrar em cena e a atriz Caroline Bliss assumiu o papel nos dois filmes estrelados por Dalton. Com a estréia de Pierce Brosnan no papel de James Bond foi a vez de uma nova Moneypenny aparecer. Samantha Bond, que com um sobrenome como esse tinha o dever quase cívico de participar de um filme de Bond embarcou na franquia em 1995 dando a Moneypenny um ar fatal e elegante além de uma dose extra da vacina anti-Bond.

Atualmente especula-se que a atriz britânica Naomie Harris está em negociações com os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccolli para ser a quarta atriz a interpretar a eficiente Moenypenny.

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Bernard Lee, Robert Brown e Judi Dench

 

Lois Maxwel  em 2007

 

BOND GIRLS AO REDOR DO MUNDO

Para uma atriz ser escolhida como Bond girl era algo maravilhoso. Significava destaque internacional, a promessa de novos contratos com estúdios maiores além da imagem de sex symbol. Muitas foram as atrizes que decolaram em suas carreiras após terem interpretado Bond girls. Porém com o passar dos anos a situação se inverteu e ser uma Bond girl tornou-se uma espécie de estigma e um obstáculo para projetos maiores. Enquanto que anos antes uma atriz ficar marcada como uma das várias garotas que passaram pela vida de 007 era algo de grande poder e status, ultimamente tornou-se quase uma maldição. Ficar marcada por um personagem seria sempre ser vista como ele e não ser capaz de mudar, algo que para um ator ou uma atriz pode ser fatal.

O lado bom é que ao escolher atualmente uma atriz para o papel de uma Bond girl tornou-se algo para qual os produtores passarm a dedicar mais atenção e a fazer excelentes escolhas. Como prova de que a tal maldição das Bond girls não passa de supertição atrizes que participaram recentemente de filmes do agente dispararam em suas carreiras e hoje brilham como nunca nas telonas, maior prova disso são as atrizes Eva Green e Gemma Arterton. Esta última depois de ter participado de Quantum of Solace emplacacou um sucesso atrás do outro como Fúria de Titãs, Príncipe da Pércia: As Areias do Tempo e o ainda por ser lançado MIB III.

Bizarre Creations 1994 – 2011

Não há mais luz. As mesas se encontram vaziam, as janelas fechadas com as cortinas cerradas, os interruptores voltados para baixo e as portas trancadas. Não há um som sequer. É uma imagem congelada do tempo. De um tempo que passou e que enquanto durou foi maravilhoso. Mas agora o que resta apenas é o silêncio. Os móveis guardarão as lembranças felizes de outrora, mas o farão somente para si. Não há mais luz.

Nesta última sexta-feira a Bizarre Creations fechou suas portas pela última vez e é com um forte sentimento de saudosismo que redijo o texto a seguir.

Bizarre Creations foi a evolução da antiga desenvolvedora de games Raising Hell Software fundada em 1988 por Martyn Chudley que mas após sofrer pressão da Sega teve de largar mão do nome Hell e ficou sem um nome até ser adquirida pela Psygnosis que fazia parte da Sony. Os novos donos aceleraram o processo para se achar um novo nome e foi então que o fundador da companhia redigiu no documento de compra entre as duas empresas o nome Weird Concepts. Posteriormente o documento foi passado pela enciclopédia do Microsoft Word e Weird Concepts tornou-se Bizarre Creations. Era a mão do destino.

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Antigo logo da empresa usado em 2000 – 2001


O time de criação da Bizarre começou com apenas 5 pessoas e logo lançaram mãos à massa e começaram a desenvolver um projeto chamado Slaughter (matadouro). Após assistir ao demo do projeto a Psygnosis se impressionou e incumbiu a Bizarre do desenvolvimento de Formula 1 para o na época inédito PlayStation. O resultado foi que o game de corrida se tornou o mais vendido na Europa no ano de 1996.

File:Formula 1 Coverart.png

Formula 1 foi o primeiro game da Bizarre Creations


A Bizarre passou então a desenvolver games expecializados em corridas. Depois de Formula 1 para PlayStation e PC foi a vez do Dreamcast receber um título da companhia de Liverpool. Metropolis Speed Racer de 2000 assim como a game anterior foi uma grande vitória da empresa.

Em 2001 a Bizarre Creations criou uma das mais bem sucedidas franquias de games do gênero corrida que se iniciou com Project Gothan Racing para Xbox. Dois anos depois a Bizarre foi adquirida pela Microsoft e passou a desenvolver títulos exclusivos para os consoles da companhia de Bill Gates. Nos anos subsequentes duas continuações de Project Gothan foram lançadas entre outros tantos games de gêneros variados até que em 2007 o contrato de exclusividade com a Microsoft terminou e a Bizarre Creations foi incorporada à Activision mas não antes de a quarta parte de Project Gothan ser lançada para o Xbox 360. Depois da separação entre a gigante de Bll Gates e a Bizarre Creations os direitos do título continuaram em poder da Microsoft. A Bizarre não poderia mais desenvolver games sobre a franquia.

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O primeiro Project Gothan Racing para Xbox


À partir de 2007 a Bizarre lançou games multiplataforma, investiu em novos gêneros e criou novas franquias como Boom Boom Rocket e Geometry Wars cujo game original saíra ainda durante a parceiria com a Microsoft. O game The Club era algo inédito na empresa que resolveu investir em um gênero muito lucrativo, violência pesada. Em 2010 um quarto game de Geometryc Wars foi lançado para aplicativo de iPhone e um inédito game de corrida chamado Blur chegou às lojas. Mas foi em novembro que aquele que deveria ser um dos maiores títulos da empresa foi o seu último.

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Em 2010 foi a vez de Blur


Em julho de 2010 fora anunciado que o novo game da empresa seria também a nova aventura do mais famoso espião do mundo. James Bond 007: Blood Stone deveria ser um marco para a empresa e também para os fãs do espião que desde James Bond 007: Everythig or Nothing desenvolvido pela EA Games esperavam por um game descente do personagem.

Era possível ver pelos diários em vídeos lançados pela produção o entusiasmo de todos os envolvidos no projeto por estarem trabalhando em um game de um personagem que também era um conterrâneo. Foi criada muita expectativa. Então o game foi lançado e também nocauteado pelo próprio James Bond. No mesmo dia do lançamento de Blood Stone a nova versão de GoldenEye 007 para Wii feita pela Eurocom também em parceiria com a Activision chegou às mãos dos fãs. Era de se imaginar que uma nova versão de um dos games mais prestigiados da história que deflagrou um gênero e um estilo de jogabilidade que é usado até hoje faria muito mais sucesso que um game que apresentava uma história totalmente inédita. Enquanto o novo GoldenEye vendia milhões Blood Stone ia na contramão. Nem seus gráficos superiores e detalhes dados aos cenários e figurinos foram capazes de superar GoldenEye.

File:Blood Stone cover.jpg

James Bond 007: Blood Stone, último game da Bizarre Creations


Com o fracasso do game a Activision disse estar entre a cruz e a espada com a Bizarre Creations e que a companhia corria o risco de fechar. Um mês se passou e enfim o que se mostrava inevitável aconteceu. Como foi dito anteriormente a Bizarre Creations fechou suas portas pela última vez nesta sexta-feira e deixou desempregados cerca de 200 pessoas que se despediram com um forte aperto no peito mas também com o sentimento de dever cumprido.

A última realização desses 200 ex-funcionários foi a concepção de um vídeo de pouco mais de 2 minutos em tributo a todos aqueles que um dia passaram pela empresa. Uma mensagem dedica o vídeo a todos os homens e mulheres que ajudaram a fazer da Bizarre Creations o que ela foi um dia.

Porém somente as pessoas morrem. Um nome, seja ele qual for sempre permanecerá entranhado nas raízes da história não importando o quão profundo tais raízes estejam enterradas. Bizarre Creations 1994 – 2011. Esses números não representam o fim de um nome, apenas de uma fase. Uma companhia com um nome tão “Bizarro” ainda promete muito e um dia voltará para continuar surpreendendo. Tal fato já ocorreu antes com companhias de outras mídias.

A queda da empresa se deu de dentro para fora, como uma implosão. Se os responsáveis fossem mesmo responsáveis jamais teriam marcado o lançamento dos 2 games de James Bond para o mesmo dia. Se tivessem se preocupado em fazer o próprio trabalho, pesquisas e enquetes para saber o que pensavam os fãs jamais teriam cometido tamanho erro. Mas a ganância os fez pensar que ambos os games venderiam como água potável no deserto, ainda mais em uma data tão perto da natal. Eis o resultado. Um game excelente, como foram todos os lançados pela Bizarre acabou por matar a própria mãe ao nascer.

Assista ao vídeo de despedida dos funcionários

RETROSPECTICVA: Saga Metal Gear

 

O CRIADOR

Com seus olhinhos puxados, cabelos escorridos e rosto achatado e de coloração amarelada, o jovem Hideo Kojima poderia ser apenas mais um dentre centenas de milhares de japoneses que iam ao trabalho pela manhã e regressavam ao anoitecer para saborear um jantar fumegante feito pela esposa. Mas Kojima não era assim. Ele não era comum e começou a mostrar a que veio em meados dos anos 1980.

O garotinho nascido em Setagaya, Tóquio, filho de um membro da Yakuza, a máfia japonesa, flagrava-se assistindo televisão para passar o tempo depois da escola enquanto seus pais trabalhavam fora. Kojima queria ser artista ou então ilustrador, mas foi desencorajado pela família, já que um de seus tios, apesar de ser artista, sofria de problemas financeiros. Kojima acabou então por escrever histórias que seriam publicadas em formato de folhetim em revistas, mas nunca nenhuma de suas histórias chegaram a ser publicadas por serem muito extensas, chegando a ter em média 400 páginas no lugar das 100 páginas pedidas pelas revistas. Depois disso Kojima passou a focar-se em fazer filmes com um amigo utilizando uma câmera de 8mm, o que fortaleceu o seu sonho de ser diretor de cinema que se iniciara anos  antes com os filmes que ele assistia em companhia dos pais em sua infância.

Kojima, em seu quarto ano na faculdade de economia, decidiu-se. Comunicou aos colegas que iria mergulhar de cabeça no mundo dos jogos eletrônicos e que deixaria de lado o seu sonho de ser diretor cinematográfico, justificando que trabalhar nesse meio seria mais satisfatório e citou Super Mario Bros(que completou 29 anos de existência em 2010)de Shigero Miyamoto como um dos games que o influenciaram sua decisão. Com 23 anos ele uniu-se à Konami como designer de games para o MSX da Microsoft, mas estava infeliz com sua função, desejando juntar-se à Nintendo para desenvolver games para o NES (Nintedo Entertainment System) e arcades, isso porque o potencial gráfico do MSX era limitado se comparado ao concorrente e as ideias de Kojima eram sempre postas em cheque por serem “evoluídas” demais para os recursos da época. Em seus primeiros anos na Konami, os erros e fracassos de Kojima devido a sua falta de prática naquela área não o desestimularam e ele desenvolveu um game em 1986 chamado Penguin Adventure como diretor assistente e em 1987 desenvolveu o seu próprio game chamado de Lost World, no qual o jogador tomava o controle de uma lutadora mascarada. O projeto, porém, foi vetado pela Konami.

Hideo Kojima


A CRIAÇÃO

Em 1987 Hideo Kojima aceitou a tarefa de desenvolver um game chamado Metal Gear de um de seus superiores da Konami, mas devido ao sistema precário do MSX2 que não era satisfatoriamente eficiente no rolamento das telas e em mostrar toda a ação que o  game deveria ter, Kojima remodelou tudo desde o princípio a seu modo, inspirando-se no filme Fugindo do Inferno(The Great Escape), transformando Metal Gear em um game de ação furtiva e um dos precursores, senão o primeiro, do gênero stealth.

Lançado somente no Japão e em algumas partes da Europa, Metal Gear acompanha o novato das Forças Especiais Solid Snake em sua tentativa de invadir a fortaleza conhecida como Outer Haven e destruir o tanque equipado com armamento nuclear chamado de Metal Gear. Posteriormente Metal Gear foi lançado para NES, mas sem a supervisão de Kojima, que criticou as diversas mudanças que o jogo sofreu em sua nova versão.

No ano seguinte Kojima criou o game Snatcher inspirado abertamente no filme Blade Runner estrelado por Harrison Ford e Sean Young, mas Kojima e sua equipe tiveram de deixar o game em seu estágio final devido a atrasos no cronograma.

Em 1990 Kojima desenvolveu uma nova versão de seu Snatcher e a sequência de Metal Gear intitulada Metal Gear 2: Solid Snake seguindo o mesmo estilo do game original onde o jogador tinha de se esgueirar pelas sombras a fim de alcançar seus objetivos e evitar o confronto direto com os inimigos. Dessa vez Solid Snake havia adquirido novas habilidades tais como se agachar, se pendurar em beiradas, rastejar por dutos de ventilação e esconder-se em locais escuros fora de vista. Visualmente o game também evoluiu, com melhores gráficos e um melhor desempenho ao trocar das telas de um cenário para o outro. Foi em Metal Gear 2: Solid Snake que surgiu o até hoje utilizado sistema de alarme trifásico e o radar que permitia Snake ver a localização exata de seus oponentes. O game ainda apresentava um enredo muito mais complexo que o anterior, abordando temas como a natureza da guerra e o desarmamento nuclear. Mas o game só veio a ser produzido depois que a Konami decidiu fazer a sua própria sequência do Metal Gear original de 1987 sem o consentimento de Kojima. O game da Konami levava o nome de Metal Gear 2: Snake Revenge e em nada se assimilava à versão posteriormente feita por Kojima. A versão de kojima só apareceria no ocidente após ser inclusa no game de 2006 Metal Gear Solid 3: Subsistence.

Durante os anos noventa Kojima passou a trabalhar em games que posteriormente seriam lançados em CD e não mais em cartuchos, o que possibilitaria a inclusão de vozes para os diálogos. Ele lançou novas versões de Snatcher e o game em estilo noir Policenauts.

ilustração de Solid Snake por Yoji Shinkawa


SURGE O MITO

Hideo Kojima lançou em 1998 sua obra-prima, um dos maiores games da história, que hipnotizou uma geração inteira de jogadores e influenciou outros tantos títulos da indústria que seria impossível calcular quantos foram os que tentaram copiar o mais aclamado dos jogos de vídeo-game, Metal Gear Solid.

O novo Metal Gear foi o primeiro da série a apresentar gráficos em três dimensões e foi lançado para PlayStation e Sega Saturn, os dois únicos consoles a utilizar CDs na época. A furtividade era extrema e as sequências apresentadas e as falas eram dignas de uma produção cinematográfica. Diálogos e cutscenes extensas mostravam algo mais, algo que somente Hideo Kojima poderia criar. A atmosfera dramática típica da cultura de massas japonesa prendia a quem jogava o game com uma força sobrenatural, mais precisamente despertava naquele que jogava um sentimento mais profundo de humanidade e de compreensão do homem que seria levado para a vida toda. Era algo mágico e de uma certa forma entristecedor após chegada a conclusão que alguns de nós realmente não tem o mínimo respeito pelos seus semelhantes. Foi com esse forte sentimento de reflexão quase filosófica que Hideo Kojima transformou a mente de incontáveis jovens que até então jogavam video-game pura e simplesmente para divertir-se.

Outro fator fundamental que se iniciou em Metal Gear Solid foram as trilhas sonoras criadas exclusivamente para os games da série pelos compositores Norihiko Hibino, Harry Gregson-Williams e Nobuko Toda. Músicas tema, em sua maioria compostas pela artista Rika Muranaka,  fazem parte da mitologia de Metal Gear. Em 1998 Rika escreveu a canção “The Best Is Yet To Come” para Metal Gear Solid, “Can’t Say Goodbye” para Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty em 2001 e “Don’t Be Afraid” para em Metal Gear Solid 3: Snake Eater que foi cantada por Elisa Fiorillo, apesar de esta não ser a principal composição do game e sim a canção homônima “Snake Eater” pela voz de Cynthia Harrell. Metal Gear Solid 3 contou também em seus créditos finais com “Way To Fall” da banda britânica Starsailor e composições de David Bowe.

Na história de Metal Gear Solid mais uma vez o jogador tomava o controle de Solid Snake, desta vez um soldado mais maduro e ex-membro da organização secreta FOXHOUND. Ele tem a missão de se infiltrar em sua antiga base em Shadow Moses Island no Arquipélogo da Raposa no Alasca para impedir que um ataque nuclear seja lançado sobre o mundo. Os terroristas estão sob o comando de Liquid Snake e exigem o pagamento de um bilhão de dólares mais os restos mortais de lendário soldado Big Boss, mentor de Solid Snake e criador do Fox Hound. Com a carcaça do antigo soldado Liquid pretende aperfeiçoar a terapia genética para fortalecer seus soldados. Ele chama sua nova fortaleza no Alasca de Outer Haven… um paraiso para soldados mercenários.

Três anos depois, em 2001, quando Hideo Kojima já havia tornado-se uma celebridade respeitada no mundo dos games, foi lançado Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty para PlayStation 2. O novo game apresentava qualidade gráfica superior e melhorias nos comandos do personagem. Porém este fora o único ponto para o qual os fãs torceram o nariz. Ao invés de se jogar com Solid Snake como nos games anteriores da série desta vez o jogadores depararam-se com Raiden, personagam de aparência andrógena que tomara o lugar de Snake, este sendo simplesmente um coadjuvante na trama do game que centrava-se, à primeira vista, no resgate do presidente dos Estados Unidos de uma plataforma marítima onde era mantido refém pelo grupo terrorista Sons of Liberty.

Passados mais três anos foi a vez do maior de todos os títulos da saga aparecer: Metal Gear Solid 3: Snake Eater. Dessa vez o pano de fundo para a trama era a Guerra Fria, sendo o cenário uma floresta russa em 1964. Pela primeira vez ambientado no passado, dessa vez o personagem protagonista era Naked Snake, que mais tarde viria a se tornar o lendário Big Boss. A missão era resgatar um cientista russo que desejava há anos desertar para os Estados Unidos, mas obviamente nada saiu de acordo como o planejado e Snake se vê em uma rede de intrigas e mentiras onde ninguém é quem diz ser.

Uma novidade que realmente agradou aos fãs nesse capítulo da saga Metal Gear foi a mudança dos cenário fechados em bases militares para o ambiente natural de uma floresta, de cavernas e montanhas. Outro fator foi o de sobrevivência. O jogador deveria buscar alimentos para recuperar as forças de Snake além de saber qual o procedimento médico adequado para tratar os ferimentos do espião que iam desde a ossos fraturados, ferimentos à bala e queimaduras.

A Partir de 2004 Metal Gear também embarcou nos consoles portáteis, mais frequentemente no PSP da Sony com os games Metal Gear Solid: Acid, Metal Gear Solid: Acid 2, Metal Gear Solid: Portable Ops e Metal Gear Solid: Peace Walker, fora alguns spinoffs como um game para Game Boy Color cuja a história não faz parte da saga original e uma nova versão de Metal Gear Solid de 1998 para o Game Cube da Nintendo desenvolvido pela Konami em parceiria com a Silicon Knights, mesma companhia responsável por Eternal Darkness, intitulada Metal Gear Solid: The Twin Snakes. Portable Ops e Peace Walker fazem parte dos games de Metal Gear que contam com grandes músicas temas: “Calling To The Night” interpretada por Natasha Farrow e “Heavens Divide” por Donna Burke. Ambas inesquecíveis!

Apesar de ter sido bem recebido entre os fãs e sendo o primeiro game da série a ser lançado para um console Nintendo depois de catorze anos, Metal Gear Solid: The Twin Snakes foi rejeitado pelo próprio Hideo Kojima que afirmou que os movimentos acrobáticos de Snake no game eram muito exagerados. O game porém serviu para atrair uma nova geração de gamers para a saga, semeando as mesmas ideias e despertando os mesmos sentimentos que sua versão original seis anos antes quando revolucionara a indústria. O game contava com gráficos muitas vezes superior, novos diálogos, cortes de câmera mais cinematográficos, novos movimentos de uma jogabilidade melhorada que fazia uso da engine de Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty além de diferentes lugares para se esonder e ocultar cadáveres.

Em 2008 a última parte da saga veio à luz. Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots trazia Solid Snake agora sob um codenome diferente mas bastante apropriado. Old Snake. Isso porque o protagonista da série sofrera com uma espécie de envelhecimento precoce muito similar a Síndrome de Werner. Junto de Otacon e Meryl Silverburgh Snake tinha de enfrentar velhos inimigos além de saldar de uma vez por todas dívidas de seu passado e impedir que o mundo sucumbisse perante a ganância  de Liquid Ocelot.

Este capítulo trazia mudanças mais significaticas. A câmera se tornara livre e o combate muito mais intenso, com uma variedade incrível de armas a serem usadas. O estilo furtivo porém permaneceu. Dependia do jogador como cumpriria suas tarefas, na surdina ou entrando em confronto com os inimigos. Novas movimentos foram atribuidos a Snake como rolar pelo chão, agarrar um oponente e levá-lo para o solo e mantê-lo preso sob o corpo até que perdesse a consciência. A trama correu o mundo dessa vez. Ao contrário dos games anteriores que se passavam somente em um único lugar como o Alasca ou uma floresta russa, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots começava no Oriente Médio e passava posteriormente para a América do Sul, leste europeu, mais uma vez a ilha de Shadow Moses e por fim na fortaleza náutica de Liquid Ocelot, um imenso navio blindado carregado dos dispositivos de defesa mais modernos.

Muitos do fãs ficaram ressentidos que ao término do jogo onde a questão da morte de Snake não é deixada clara, o herói não se casa com Meryl, deixando a vaga livre para Akiba, um dos coadijuvantes do game.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots foi considerado o melhor jogo já lançado para PlayStation 3.

no centro Old Snake e da esquerda para a direita Drebin, coronel Campbell, Meryl Silverburgh, Raiden e Otacon

 

Esse último capítulo da saga como não podia deixar de ser também contoucom uma trilha sonora exclusiva e dessa vez muito mais marcante que seus antecessores. Harry Gregson-Williams remodelou a canção Here’s to You, originalmente composta por Enio Morricone e cantada por Joan Baez para o filme Sacco & Vanzetti da década de 1970 para que tivesse um ritmo mais lento e se tornasse triste, quese depressiva, reforçando a ideia de que depois do créditos finais nunca mais veríamos Snake. Love Theme e Old Snake foram compostas por Gregson-Williams para o game, mas assim como o tema musical principal da série eram totalmente instrumentais, dispensando um vocalista.

Em 2009, um ano depois do lançamento de Guns of the Patriots, foi anunciado na E3 um novo game de Metal Gear chamado Metal Gear Solid: Rising. O protagonista será pela segunda vez Raiden. Em 2010, novamente durante a E3, novas, mas poucas informações sobre o novo game foram divulgadas. A história se passa alguns anos antes dos eventos de Guns of the Patriots. Kojima dessa vez atua somente como produtor-executivo e o slogan dos games anteriores, TACTICAL ESPIONAGE ACTION foi trocado por LIGHTING BOLT ACTION, o que indica que é bem provável que o “velho” Snake não deve aparecer no game.

Mais um aspecto que marcou os jogos foi as vozes dos personagens. A voz de Solid Snake e Revolver Ocelot são as mais conhecidas pelos fãs, caracterizando-se por sua rouquidão e seu tom guturral. David Hayter, ator e roteirista de Hollywood que escreveu filmes como X-Men 2 e Watchmen encarna Snake e o ator Patrick Zimmerman Ocelot. Christopher Randolph, Paul Eiding, Jennifer Hale e Demi Mae West entre outros formam o time de dubladores excepcionais que emprestam suas vozes para os outros personagens da série desde 1998.

Outra personalidade importante que contribuiu com todos os games da série, com exceção dos dois primeiros games para MSX e NES foi o ilustrador Yoji Shinkawa que criou o visual dos personagens. Os longos cabelos brancos de Revolver Ocelot assim palidez da pele e dos cabelos de Sniper Wolf e o seu uniforme decotado e sensual foram criações de Shinkawa. Como ilustrador Yoji possui um estilo próprio com figuras sem contorno que geralmente possuem apenas uma única cor que varia em seus valores tonais indo do extremo do tom mais desbotado ao mais saturado. O degradê de tons e cores de Shinkawa define a atmosfera que deve prevalescer sobre o desenho, e isso do modo mais simples possível. Uma figura que utiliza tonalidades diferentes de azul acaba passando a sensação de frio. Ilustrações com essa cor foram bastante usadas no game de 1998 que se passava no Alasca. Figuras com predomínio de cor verde e laranja foram usadas para Metal Gear Solid 3: Snake Eater que se passava em uma floresta. Em Guns of the Patriots uma tonalidade de ouro envelhecido foi a escolhida por Shinkawa para passar o sentimento de algo antigo, já que o próprio Snake estava velho e o jogo seria o último capítulo da série.

Solid Snake, Big Boss e Liquid Snake por Yoji Shinkawa

 

Além de tudo isso um projeto com o objetivo de levar a série dos video-games para os cinemas surgiu em 2006 onde o próprio Hideo kojima admitiu estar animado e que participaria da concepção do roteiro. O produtor Michael de Luca acabou chamando o diretor Kurt Wimmer para desenvolver o roteiro. Mais tarde Wimmer foi escolhido para dirigir a película, mas depois foi dito que ele cuidaria apenas da adaptação para as telas. Paul Thomas Anderson se mostrou interessado em dirigir o filme e o ator Christian Bale declarou que tinha interesse em interpretar o personagem de Snake. Mas em janeiro de 2010 o projeto foi engavetado à pedido da Konami que temia que se o filme fosse mal desenvolvido isso poderia afetar a franquia nos video-games de uma maneira negativa.

Aproveitando o gancho sobre o filme, aqui vão algumas sugestões pessoais de atores que poderiam desempenhar certos papeis em uma película de Metal Gear. No lugar de Christian Bale e Hugh Jackman que foi apontado por alguns para viver Snake, o ator karl Urban seria uma boa escolha. Urban que já trabalhou na trilogia O Senhor dos Anéis e no recente RED se parece fisicamente com Solid Snake. Ambos tem o mesmo olhar de sobrancelhas franzidas e um rosto sério, quase severo, além partilharem o mesmo formato de maxilar. Reparem no queixo de ambos! E Urban não tiraria a credilbilidade do personagem ao usar uma bandana, coisa que quase certamente aconteceria com Christian Bale e Hugh Jackman. A italiana Monica Bellucci poderia encarnar a dra. Naomi Hunter sem problemas, já que a semelhança entre as duas é fantástica! Para o papel de Big Boss, Revolver Ocelot e Old Snake, o ator Sam Elliott poderia facilemente desempenhar os três papéis, já que os três personagens se parecem muito entre si e também com o próprio Elliott.

Karl Urban


Naomi Hunter e Monica Bellucci

 

Sam Elliott


INSPIRAÇÕES DE KOJIMA

 

Hideo Kojima já disse quais foram suas inspirações para a saga. Para o personagem de Solid Snake existem referências dos filmes Fuga de Nova York, como o codenome do personagem de Kurt Russell ser Snake Plissken. Os dois nomes foram usados pelo espião da FOXHOUND. Em Metal Gear Solid 2 o nome Plisskin é usado por Solid Snake para esconder sua verdadeira identidade de Raiden. O tapa-olho utilizado por Big Boss também foi tirado do personagem do filme. Já a bandana de Snake assim como o seu primeiro nome, David, foram ideias inspiradas respectivamentes de O Franco-Atirador de 1978 estrelado por Robert de Niro e 2001: Uma Odisséia no Espaço, onde o protagonista tinha o mesmo nome.

Hal Emmerich, o melhor amigo de Snake conhecido como Otacon(uma junção de Otaku Convencion) teve seu primeiro nome também tirado de 2001: Uma Odisséia no Espaço. O computador de inteligência artificial super avançada se chamava Hal. A passagem no Metal Gear de 1998 onde Sniper Wolf alveja Meryl como um tiro de seu rifle foi tirada do filme Full Metal Jacket de Stanley Kubrick. Psycho Mantis, o personagem de poderes psíquicos e faces retalhadas surgiu depois de Kojima ter assistido ao filme The Fury do mestre Brian de Palma. Curiosamente em Snake Eater um dos vilões teria o nome de The Fury.

Além disso todo o conceito de furtividade do universo Metal Gear surgiu dos filmes Fugindo do Inferno(The Great escape) e Os Canhões de Navarone(The Guns of Navarone) de 1961. Outra curiosidade acontece em Snake Eater quando o major Zero, superior de Naked Snake escolhe o codinome de Tom para ser chamado entre as conversas de rádio, isso porque ele disse este ter sido o nome do túnel pelo qual os prisioneiros do filme Fugindo do Inferno, que haviam construido três túneis conseguiram escapar do campo nazista de segurança máxima onde estavam presos. Depois que a missão falha omajor informa Snake de que este era o nome de um dos túneis em que nada ajudou os prisioneiros e que o túnel pelo qual eles escaparam foi um dos outros dois. Big X e capitão Virgil do filme se assemelham aos nomes de Big Boss e coronel Volgin, vilão de Snake Eater. De acordo com kojima Metal Gear não existiria se não houvem as histórias de James Bond. Kojima afirma que os conflitos de espião contra espião, ameaças nucleares, personagens peculiares e o desejo de domínio mundial por parte dos vilões não seriam possíveis se não houve o agente 007, criado em 1953 pelo escritor britânico Ian Fleming com o romance Cassino Royale. Atualmente James Bond é interpretado nos cinemas pelo ator inglês Daniel Craig.

 

Metal Gear Solid Theme

 

The Best Is Yet To Come

 

Heavens Divide

 

Calling To The Night

 

Snake Eater

 

Here’s To You

 

Way To Fall