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Crítica: Transformers 3: O Lado Oculto da Lua

Após o lançamento de Transformers 2: A Vingança dos Derrotados  em 2009 o diretor Michael Bay foi muito criticado pela falta de narrativa que o filme apresentava e mesmo as cenas de ação espetaculares que não paravam de sacudir a tela não foram capazes de impedir que o estigma se enraizasse sobre a série. Muito antes de o terceiro filme ser lançado muitos acreditavam que o capítulo final da trilogia também apresentaria uma trama pouco original.

No novo filme intitulado Transformers 3: O Lado Oculto da Lua um antigo aliado dos Autobots chamado Sentinel Prime é trazido de volta a vida para auxiliar Optimus Prime e seus transformers na luta contra os Decepticons. Porém o aliado se revela um traidor e junto dos Decepticons pretende à primeira vista fazer uso dos recursos naturais  do nosso planeta para trazer de volta a vida e a prosperidade a seu planeta natal Cybertron. Até aí a história se mostra um grande clichê de filmes de ficção científica, porém a diferença é que ao invés de transportar os recursos da Terra para Cybertron usando uma tecnologia de teletransporte há muito desenvolvida por Sentinel Prime, ele e os Decepticons comandados por Megatron pretendem trazer seu planeta de metal para a Terra e usar os humanos como mão de obra escrava em sua reconstrução. Essa simples mudança nos papéis de quem vai e de quem fica faz toda a diferença. Se percebe que Michael Bay dessa vez prestou mais atenção ao que poderia ser feito com sua franquia em termos de narrativa. O filme foi escrito por Ehren Kruger, um dos roteiristas do filme anterior.

Todo o elenco original dos filmes anteriores está de volta mas com algumas novidades como o galã Patrick Dempsey, John Malkovish, Frances McDormand e a modelo britânica Rosie Huntington-Whiteley que faz sua estreia no mundo dos cinemas como a nova namorada de Sam, vivido por Shia LeBouf depois que Megan Fox deixou a série.

Muito mais que seus antecessores o novo Transformers apresenta em suas quase três horas de duração sequencias de ação inacreditáveis onde o espectador nunca tem tempo para recuperar o fôlego. Prédios inteiros vindo a baixo, pessoa sendo desintegradas por raios laser e é claro, muita sucata para todos os lados em meio a explosões incessantes. Os efeitos especiais são de primeira, isso pode ser visto nos milhares de estilhaços de vidro dos prédios de Chicago que são literalmente cortados ao meio que aliados a ediçao ágil de Roger Barton, William Goldenberg e  Joel Negron dão uma sensação de grande realismo e profundidade.

Mesmo em meio a tanta ação o roteiro consegue focar no relacionamento entre Sam e sua nova namorada, Carly, onde a conexão do franzino rapaz com a beldade se mostra mais forte do que era com a personagem de Megan Fox. Em determinada cena onde um vilão inesperado ameaça a vida da garota é possível sentir o terror e a aflição que acometem Sam ao tentar impotentemente livrá-la do que parece ser a morte iminente. Muita gente havia torcido o nariz para a escalação da modelo para o filme, alguns até chegando a dizer que ela usurpara o posto de Megan Fox chegando até a dizer pejorativamente  que o nome da modelo é nome de doença, isso devido ao mal de Huntington, doença genética que causa perda da coordenação, mal funcionamento das atividades cerebrais e mudança de personalidade. O que talvez incomode um pouco no aspecto da personagem de Rosie Huntington-Whiteley é que mesmo que seu papel tenha sido bem construido ela é em algumas passagens mostrada apenas como um objeto. Não é somente porque se tem uma belíssima atriz em cena que a câmera deve segui-la por baixo da saia ou que ela tenha que usar roupas tão agarradas como se parecesse que já nasceu com elas. O mesmo acontecia nas produções anteriores com Megan Fox.

Michael Bay e Shia LeBouf já disseram que não voltarão para fazer mais um filme da franquia, mas é claro que isso não vai desanimar a DreamWorks de fazer mais um, e se prepare, porque parece que mais um reboot está a caminho.

Trailer: Transformers 3: O Lado Oculto da Lua

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Rosie Huntington-Whiteley quer ser Bond girl

Com o próximo filme de James Bond já engatilhado no maquinário da MGM os detalhes da produção começam a ser acertados. Fora das telas toda a equipe já está fechada, a última a ser contratada foi a figurinista Jany Temime que assinou os filmes de Harry Potter à partir do terceiro filme do bruxinho, que hoje já virou um homem e está às vésperas de encerrar sua odisséia contra o Lord Voldemort nos cinemas. A pré-produção do novo James Bond está agendada para começar oficialmente em meados de julho para enfim começar a ser rodado em novembro com estréia marcada para 26 de outubro de 2012 no Reino Unido.

Com Daniel Craig pronto para voltar ao papel depois de um hiato de quatro anos falta escalar todo o restante do elenco, com exceção de Judi Dench que voltará para o papel de M em seu sétimo filme da franquia. Rumores é o que não faltam para preencher as vagas dos vilões e das próximas beldades que se derreterão por 007. Javier Barden e Ralph Fiennes já tiveram seus nomes ligados ao projeto assim como a atriz Naomie Harris que está atualmente em negociações com os produtores para viver o próximo interesse romântico de James.

Naomie Harris

 

Hoje a modelo Rosie Huntington-Whiteley que faz sua estréia nos cinemas com Transformers 3: O Lado Oculto da Lua declarou que seria a realização de um sonho ser uma Bond girl. “Sempre sonhei que um dia poderia ter a chance de ser uma Bond girl”. A atriz que substitui Megan Fox na saga Transformers referindo-se a esse momento disse que teve “o melhor momento de sua vida”, ao saber que conseguira o papel. Apesar de nada ter sido confirmado acredita-se que a saída de Megan Fox se deu após ela ter chamado o diretor Michael Bay de Hitler.

Outra novidade sobre a produção do vigésimo terceiro filme de 007 seria que uma antiga seqüência de ação originalmente escrita para 007 Permissão para Matar de 1989 com Timothy Dalton ainda no papel do super agente pode ser reaproveitada para o novo filme. Uma espetacular perseguição de moto na grande muralha da China. Outra cena descartada do mesmo filme seria uma grande batalha entre Bond e seus inimigos na câmara onde se encontra o exército de soldados de terracota do imperador Qin Shi Huang Di. Será que esta cena também pode entrar na produção? 

Um estudo sobre Bravura Indômita

A imensa tela à minha frente estava escura, ladeada por paredes bordô com fraca iluminação e a melodia de um agradável hino de igreja enchia a sala do cinema. A impressão que tive foi a de estar em uma ópera, mas não haviam atores, somente várias fileiras de assentos vazios. Gradualmente  um sentimento foi crescendo em meu âmago e eu pude perceber que era a ansiedade que começava a aumentar. Tive então a certeza de que estava prestes a ver um verdadeiro espetáculo.

Depois do logo da Paramount e da Skydance Productions e da apresentação do provérbio 28:1 que diz: “Os ímpios fogem sem que haja ninguém a persegui-los; mas os justos são ousados como um leão” a primeira imagem surgiu, o hino ainda tocava ao fundo e a narração pela voz de uma mulher se iniciou. A imagem de um homem caído diante do alpendre iluminado de uma varanda com a neve que flutuava no ar demorando a cair, rodeada pela escuridão me inseriu ainda mais profundamente no universo que começava a se desdobrar diante de mim. Então um cavalo montado passou ferozmente pela tela causando alarido. Não havia mais volta. As luzes só se acenderiam ao final do espetáculo.

Bravura Indômita é baseado em um antigo romance do escritor Charles Portis originalmente publicado em folhetins no ano de 1968 no Saturday Evening Post. A obra literária é descrita como sendo excêntrica e sobretudo cômica. O livro de Portis foi tão bem recebido que uma adaptação para o cinema foi lançada no ano seguinte a sua publicação e trazia como protagonista John Wayne. Houveram sequencias malsucedidas e adaptaçãoes para a televisão até que mais de quarenta anos depois a obra de Portis ganhou vida novamente pelas mãos dos irmãos Coen.

O espetáculo ao qual fui assistir seria grande e eu sabia disso, mas ao final ele foi muito maior, foi algo monumental. O novo Bravura Indômita é definitivamente um dos filmes mais bem feitos em todos os seus aspectos até os dias de hoje. Simplesmente não há falhas e o texto que se segue, originalmente pensado como uma crítica se tornou um estudo aprofundado sobre o filme, algo na verdade como um tributo eu ousaria dizer. Cada palavra carrega um pequeno grão de admiração pelo feito cinematográfico que realmente faz do cinema a arte que é.

A trama apresentada em primeira pessoa pela personagem Mattie Ross, mulher por volta da meia-idade relata suas desventuras pelo velho oeste americano quando com 14 anos saiu em busca do assassino do pai. Mattie é uma jovem de criação cristã e dotada de uma sagacidade e capacidade de raciocínio impressionante. Um dia ela vê seu pai deixar a fazenda onde moram no estado de Arkansas para ir efetuar a compra de alguns cavalos em Fort Smith. Consigo o pai de Mattie, Frank Ross, levou um homem decadente que contratara como ajudante nos afazeres da fazenda somente por pena. Este homem atendia pelo nome de Tom Chaney. O pai de Mattie trazia uma soma de US$250 mais duas peças de ouro que carregava religiosamente para onde quer que fosse. Ross acaba despendendo apenas US$100 na compra dos cavalos e durante a noite ele presencia a discussão de Chaney em estado de embriaguez com um outro homem e intervém. Chaney mata seu empregador, rouba-lhe o restante do dinheiro, o par de peças e ouro e seu cavalo e parte rumo território indígena acreditando jamais ser punido pelo crime que cometera.

Ao chegar em Fort Smith para cuidar dos conformes do funeral do pai Mattie já vem convencida de uma ideia e nada a dissuadiria de ir até o fim para realizá-la. Traria o assassino do pai para Fort Smith para que este recebesse a pena que lhe cabia, a forca. Mattie fica sabendo que Chaney após fugir juntou-se ao bando de pistoleiros de “Sortudo” Ned Pepper. Ela então saí a procura de um caçador de recompensas que possa apanhar Chaney. De todos os que ouve falar Mattie se convence de que será o agente federal (U. S. Marshall) veterano da guerra civil e caolho Reuben J. “Rooster” Cogburn quem será capaz de capturar o carrasco de seu pai. Mattie acredita que Cogburn seja um homem de verdadeira bravura (true grit).

Com relutância mas precisando de dinheiro Cogburn aceita a proposta feita por Mattie e ainda concorda em levá-lo consigo na cruzada contra  Chaney que ela descreve ser algo parecido com uma caçada a guaxinins, igual à que fizera com o pai no verão passado. Durante a noite deste mesmo dia surge no caminho de Mattie um Texas Rangers chamado LaBoeuf (pronuncia-se LaBeef). Ele já vinha perseguindo Chaney há meses pelo homicídio de um senador no estado do Texas. Ele insiste em capturar o criminoso e levá-lo para seu estado para ser executado pelo crime do senador enquanto Mattie persiste que o homem deve ser enforcado em Fort Smith pela morte de seu pai.

Na manhã seguinte Cogburn parte sem Mattie acreditando que com isso ela desistiria de acompanhá-lo, porém a garota sai em busca de seu paradeiro e o encontra do outro lado do rio que divide o território indígena acompanhado de LaBoeuf. Destemida Mattie atravessa o violento rio montada em Pretinho, seu pônei que adquirira no dia anterior do mesmo homem que vendera os cavalos a seu pai. Questionado pela menina Cogburn diz ter feito um acordo com LaBoeuf e que juntos os dois homens iriam em busca de Chaney e o levariam para o Texas e dividiriam a recompensa por sua captura. Cogburn promete devolver parte do dinheiro que recebera de Mattie. Quando a jovem protesta LaBoeuf a açoita com uma vara. Tal ato desencadeia a atmosfera hostil que se manterá, apesar de gradualmente ir abrandando-se entre o Texas Ranger e o U. S. Marshall. Cogburn ordena que o patrulheiro pare de judiar da menina e o coloca sob a mira de seu revólver.

Os três partem através do aziago território indígena em busca do bando de Ned Pepper e seu novo agregado Tom Chaney.

Bravura Indômita teve sua pré-produção iniciada à partir de março de 2009 quando o projeto foi confirmado após boatos terem surgido cerca de um ano antes. Os irmãos Cohen que além de dirigirem a nova versão do romance de Charles portis escreveram o roteiro e comprometeram-se em fazer cada passagem de seu filme ser o mais fiel possível à cada parágrafo do livro original. Joel e Ethan Coen afirmaram nunca ter assistido ao filme de 1969.

Ethan disse que o que os atraiu ao projeto foi que havia algo simplesmente admiravel com o personagem de Mattie Ross e que o que eles pretendiam fazer era apenas passar o que se lia nas folhas do livro para que também pudesse ser visto e todo o sentimento que impregnado entre as capas foi um desafio à parte para ser transposto para as telas. Foi então que mais uma vez os irmãos Coen recorreram ao compositor Carter Burwell que orquestrou pela décima quinta vez uma produção de Joel e Ethan. Juntos os três tiveram a ideia de usar músicas de igreja do século XIX, algo que fosse severo mas sem ser deprimente. Burwell disse ter passado o verão somente na companhia de hinários.

Apesar da canção “God’s Gonna Cut you Down” na voz de Johnny Cass ter sido usada no primeiro trailer de Bravura Indômita somente hinos religiosos fazem parte da trilha sonora do filme. “Leaning on the Everlasting Arms” foi usado como tema para Mattie Ross e cerca de um quarto de toda a trilha é baseado nele. O hino foi escrito em 1888 pelo reverendo Anthony Johnston Showalter após este ter recebido de dois de seus pupilos cartas onde ambos informavam o reverendo sobre a morte de suas esposas. Enquanto escrevia em resposta o reverendo inspirou-se na seguinte frase retirada do Livro de Deutoronômio ou Devarim, nome dado à quinta parte da Torá dos hebreus. “O Deus eterno é o seu refúgio, e sob ele estão os exércitos perpétuos .” No resto da passagem pode ser lido: “Ele vai guiar seus inimigos para diante de ti, dizendo, ‘Destrua-os!’” Uma versão na voz de Iris DeMent de “Leading on the Everlasting Arms” tirado do album de 2004 Lifeline foi usada durante os créditos finais. Outros hinos também fazem parte da trilha sonora da película como “The Glory-Land Way” e “What a Friend We Have in Jesus”, este último escrito originalmente como um conto por Joseph M. Scriven para confortar sua mãe que vivia solitária na Irlanda enquanto ele estava na Canadá. O poema foi publicado anonimamente e somente em 1880 Scriven recebeu os créditos por ele. Anos antes em 1868 um acompanhamento musical já havia sido feito e o texto passara a ser oficialmente um hino que até hoje gera controvérsias por muitos o acharem sentimental demais, mas sua força popular é tão forte que ele ainda se mantém nos hinários modernos. Existem porém diversos arranjos que acompanham o hino que também possui títulos variados dependendo da linguagem em que foi publicado, como na Ásia onde ele é costumeiramente tocado em cerimônias de casamento sob a tradução de “Tsumi Toga o ni No”. Infelizmente o filme não pode concorrer ao prêmio da academia na categoria de melhor trilha sonora devido ao fato de os hinos serem considerados músicas já prontas e não originais.

No quesito elenco a produção também acertou em cheio. Jeff Bridges mostrou mais uma vez seu talento para interpretar personages decadentes mas de boa alma. Ele já o tinha feito em Coração Louco quando encarnou o cantor country beberrão Bad Blake que lhe deu o Oscar de melhor ator ano passado e agora mostra ainda mais paixão ao dar vida à Reuben Cogburn. Bridges parece ter mergulhando no mundo dos anti-heróis que primeiro pensam em si mesmos antes de considerar as outras pessoas e provar no final que tais pessoas somente são assim como um modo que encontraram para se proteger do mundo e que podem encontrar a redenção. Bridges circulava mesmo nos intervalos das filmagens com o tapa-olho de seu personagem para que se acostumar a enxergar somente com um dos olhos.

Jeff Bridges entre Ethan e Joel Coen


Outro que surpreendeu foi Matt Damon que encarna LaBoeuf. O ator conseguiu enfim deixar sua interpretação exageradamente mecânica e genérica de lado e viver seu personagem por completo, coisa que só tinha acontecido anos atrás quando Damon fizera O Talentoso Ripley. Assim como Jeff Bridges o ator também fez de tudo para entrar em seu personagem e chegou a usar elásticos que apertavam sua língua para que assim conseguisse falar com o sotque texano que seu personagem exigia.

No elenco também estão Barry Pepper e Josh Brolin. Pepper deu vida ao seu chará Ned Pepper contribuindo com um ar honroso ao pistoleiro horroroso. Barry Pepper usou próteses dentárias para conseguir o visual de podridão do personagem. Josh Brolin que já havia trabalhado com os irmãos Coen em Onde os Fracos não tem Vez e já tinha participado de um western na adaptação dos quadrinhos Jonah Hex ao lado de Megan Fox aqui interpreta Tom Chaney. Sua particpação na tela é curta mas a aura maléfica do personagem se impõe logo na primeira aparição de Brolin.

Por fim e com certeza a mais importante do leque de atores que compõe o filme está Haiee Steinfeld. A jovem atriz de apenas 14 anos foi a escolhida dentre 15 mil garotas que haviam concorrido ao papel-chave de Mattie Ross. De acordo com os irmãos Coen era preciso encontrar uma atriz que realmente soubesse atuar se não todo o filme cairia por terra. Hailee apesar de ter feito poucos filmes mostra em Bravura Indômita que o talento que guarda dentro de si é algo que não pode ser medido. Sua interpretação é profunda e dá uma verdadeira densidade ao personagem mas ainda sendo uma adolescente de 14 anos. O equilíbrio conseguido por ela é de fato tão harmônico que o espectador chega a desenvolver um relacionamento de confidencialidade com a personagem e sem surpresas se flagra em plena sessão conversando em seu íntimo com a personagem de Mattie Ross que em seus discursos em primeira pessoa responde diretamente ao espectador sentado à sua frente.

Hailee Steinfeld como Mattie Ross


Bravura Indômita segue uma linha menos sarcástica que as produções anteriores dos irmãos Coen cujo filme mais rentável em todos os sentidos foi o ganhador do Oscar de melhor filme em 2008 Onde os Fracos não tem Vez que teve um custo de US$25 milhões e arrecadou nas bilheterias uma bagatela de US$171, 627, 166. Já Bravura Indômita que custou US$38 milhões rendeu até agora o valor de US$213, 931, 442. Vale lembrar que o filme ainda se encontra em cartaz em vários países entre eles o Brasil.

Um dos aspectos que torna a nova versão cinematográfica do romance de Charles Portis uma das obras mais bem sucedidas do cinema moderno é a fotografia empregada por Roger Deakings que faz cada quadro parecer uma espécie de pintura renascentista contemporânea em representações do séc XIX onde a luz exerce papel-chave na composição de cada cena. O brilho do sol emoldura a tudo com um contorno agradável e torna cálida a atmosfera entre os personagens que em pouquíssimo tempo se tornam íntimos do espectador de um modo quase intoxicante. Durante as quase duas horas de duração do filme os personagens que transitam pela tela se tornam como membros inseparáveis de quem assiste ao filme não só por suas interpretações excepcionais mas pelas “pinceladas” de Deakings onde os dias parecem os mais aconchegantes possíveis e as noites as mais aterrorizantes de todas.

Entre os dois filmes existem muitas semelhanças, passagens reproduzidas fielmente das páginas de Charles Portis. Linhas de diálogos inalteradas como na cena onde Cogburn está testemunhando no tribunal e após descer as escadas se encontra com Mattie e está lhe prepara o cigarro dizendo que a palha estava seca demais para o modo com que ele o tentava enrolar. Outra semelhança se dá em um das cenas finais de ambos os filmes quando Cogburn confronta o bando de Ned Pepper enquanto Mattie e LaBoeuf os observam do cume da montanha. As falas de todos os personagens em tal cena são idênticos, a única diferença se dando pelo fato de que no filme original de 1969 John Wayne carrega um revólver e uma espingarda enquanto que na novo versão dos irmãos Coen o Cogburn de Jeff Bridges porta dois revólveres. Porém o final das duas produções se difere entre si provavelmente devido à época em que foram realizadas fora o fato de o filme de 1969 não ser narrado em primeira pessoa.

John Wayne e Jeff Bridges como Reuben J. “Rooster” Cogburn


Iris DeMent canta “Leaning on the Everlasting Arms”


Sai o primeiro trailer de Transformers 3 e Michael Bay fala, fala e fala sobre o filme

Ontem à noite foi divulgado o primeiro trailer de Transformer 3(Transformers: Dark of the Moon) e o diretor Michale Bay abriu a ilha de edição para a imprensa, provavelmente pela repercussão que houve devido ao fato das filmagens em 3D não terem dado muito certo e que precisariam ser ajustadas na pós-produção.

O filme está em sua terceira semana de edição e Bay aproveitou o lançamento do trailer para falar bastante sobre o filme. De acordo com o diretor o novo Transformers é bem diferente dos anteriores. O humor foi posto de lado e uma atmosfera mais séria, senão um tanto dramática foi estabelecida. As cenas de ação, relata Bay, continuam grandiosas mas dessa vez acompanhadas de um bom roteiro. Ele diz que ao contrário dos outros filmes a cavalaria não aparecerá no momento certo para salvar quem precisa ser salvo e o que morrer permanecerá morto.

Quanto ao caso das filmagens problemáticas em 3D Bay diz que a opção de filmar com as câmeras digitais não foi uma imposição do estúdio mas sim uma escolha dele próprio, apesar do diretor admitir que ainda prefere filmar em película e que certos ângulos de filmagem como por exemplo um simples close não ficam tão bonitos se feitos por uma câmera digital.

Inicialmente Bay pretendi filmar Transformers 3 com cãmeras 3D e 2D, mas depois resolveu por fazer todo o filme em 3D. Os problemas ocorreram devido a calibragem, por assim dizer do equipamento utilizado, mas que após a chegada da equipe especializada de Avatar de Jamses Cameron tudo pode ser corrigido.

Michale Bay diz também que este é seu último filme na série e que apesar de dar um ar de dever cumprido ele deixou pontas soltas para uma possível continuação para o próximo cineasta que assumir a série, e diz também que está na hora dos personagens dos três filmes sairem de cena para a criação de um universo totalmete novo.

Transformers 3 tem estréia marcada para 1º de julho de 2011.