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Crítica: L.A. Noire

Já tem algum tempo que venho jogando L.A. Noire, o game mais recente da Rockstar Games feito em parceria com a Team Bondi de Atlanta. Confesso que demorei para formar uma opinião a respeito do game ambientado na Los Angeles pós Segunda Guerra Mundial onde o jogador assume o papel do herói de guerra que depois de terminado o conflito passa incorporar a força policial da cidade dos anjos. Cole Phelps, o protagonista, tem de fazer um nome por si só provando ser um excelente agente da lei e da ordem e apagar as manchas de podridão policial e corrupção que sujam o nome e a honra do departamento de polícia.

O game não tem uma trama principal definida, mas baseia-se em casos diversos que levam o jogador através de um simples guarda de patrulha para a divisão de homicídios ou o departamento anti-drogas. É através dos mais variados casos que surgem no caminho de Phelps que a história do protagonista e daqueles que o cercam vai tomando rumo, além de ser apresentado em flashbacks passagens de seu passado durante a guerra que conforme o transcorrer do jogo se mostram fundamentais para a história do jogo. História esta carregada de momentos de tensão e drama como é o caso de Red Dead Redemption também da Rockstar, aliás, quem conhece a história de John Marston vai achar uma semelhança entre ele e Cole Phelps. Lembrem-se de que não dou spoilers…

O game passou por um processo de desenvolvimento que durou 5 anos, pois nele o jogador percorre em seus ternos bem cortados e carros de época por uma Los Angeles recriada fidedignamente que sem dúvidas deu muito trabalho aos programadores. Além disso uma nova tecnologia para a captura de movimentos foi desenvolvida especialmente para o game. Chamada MotionScan, essa nova tecnologia faz uso de 32 câmeras que captam todas as expressões faciais dos atores do game. Essa nova técnica é fundamental, pois durante os casos a serem solucionados por Phelps o detetive tem de avaliar se um suspeito está dizendo a verdade ou mentindo através de suas expressões. Um palpite errado e um psicopata ou incendiário pode escapar por entre os dedos dos jogadores o que, acredite, causa uma grande decepção.

Em termos de jogabilidade, principalmente quando se está atrás do volante ocorrem muitas falhas. Frear é praticamente impossível e virar para a direita ou esquerda não é fácil, e se você pensar em usar o freio de mão para fazer as curvas, cuidado! Pois o freio de mão é o R1 enquanto que o acelerador é o R2 no caso do PlayStation 3, então é muito provável que o carro vá em direção a um banco de praça ou uma árvore no processo de troca de dedos para acelerar e frear. Porém essa é uma falha que é compensada pelo acelerador bem programado que com pouca pressão do indicador vai mais devagar e com mais pressão vai mais rápido. Contemplar o nível de detalhes e profundidade dado a recriação da cidade fazem o jogador querer dirigir por horas a fio simplesmente pelo prazer de dirigir.

Fora dos carros o sistema de jogabilidade é bem fluido exigindo muito pouco do jogador. Para correr basta segurar R2 sem ter que manter o analógico para frente. Se quiser abrir uma porta é só continuar com o analógico mantido na direção da porta que Phelps a abrirá sem ter que se apertar um outro botão. Os tiroteios caem na mesmice bem elaborada dos games atuais de a câmera se posicionar sobre o ombro do personagem. Para se analisar as diversas provas que existem nas cenas dos crimes o jogador deve ser perspicaz e analisar os mínimos detalhes enquanto inspeciona as provas, girando-as com os dedos a procura de novas pistas e indícios e anotando tudo em seu caderninho. Durante os combates mano a mano a qualidade cai muito com comandos limitados além de que em L.A. Noire todos são excelentes pugilistas! Portanto cuidado…

Graficamente o jogo surpreende muito. Detalhes como a meia poder ser vista quando se está correndo atrás de algum infame qualquer são impressionantes de se ver. Chapéus que caem ao se levar o primeiro soco, penteados que se desmancham ao entrar em contato com a água, roupas que sujam e se rasgam em brigas e tiroteios. Outro detalhe que ajuda a manter o realismo da coisa são o uso de marcar que realmente existem como Ford, Chevrolet, GMC, Tiffany & Co e até Corn Flakes.

L.A. Noire tem referências pesadas a um dos períodos mais icônicos do cinema, o período negro, o chamado cinema noir. É possível até se jogar o game em preto e branco, que somado a mudança de ângulos de câmera se faz pensar estar dentro de um filme do período. As músicas e sons também são típicos dessa época como sucessos de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, além de casos famosos como o da Dália Negra, assassinato brutal da jovem Elizabeth Short que teve seu corpo cortado ao meio e um sorriso aberto com faca de orelha a orelha.

Quando se chega ao final do jogo ainda há muito o que fazer como procurar locais históricos da cidade de Los Angeles e partir em busca de rolos de filmes clássicos do período noir como A Sombra de uma Dúvida de Alfred Hitchcock e o inesquecível Gilda protagonizado pela bela Rita Hayworth.

L.A. Noire é uma obra de arte que estabelece um novo gênero de games, um gênero novo e muito mais investigativo do que voltado para a ação e que depende totalmente do jogador. O game foi lançado em 17 de maio.

John Noble dando vida ao ganancioso Leland Monroe através de MotionScan

 

Trailer de lançamento de L.A. Noire

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Morre o ator Peter Falk

Nesta última quinta-feira, 23, faleceu o ator Peter Falk aos 83 anos. Sempre lembrado por seu papel do detetive Columbo na série de TV homônima o ator sofria há vários anos com a doença de Alzheimer e morreu em Los Angeles, Califórnia, onde morava. A causa da morte do ator nova iorquino não foi revelada. O ator deixou sua segunda esposa, Shera Danese, e duas filhas adotivas de seu primeiro casamento, Catherine e Jackie Falke.

Peter Falk fora indicado a dois prêmios Oscar ao longo de sua carreira, por ator coadjuvante em Dama por um dia (1961) e por melhor ator em Murder, inc (1960). Falk também recebeu dez indicações ao Emmy por Columbo das quais venceu cinco, foi indicado também nove vez ao Globo de Ouro mas levou o prêmio somente uma vez.

Columbo, seu trabalho mais notável esteve no ar de 1971 à 1978, mas episódios esporádicos foram feitos ao decorrer dos anos, tendo sido o último deles exibido em 2003.

Peter Falk como Columbo

Conheça os números da E3 deste ano

 

Fonte: Uol

Novo vídeo para L.A. Noire

Nesse novo vídeo lançado no final do mês passado é mostrado o que se é preciso fazer para subir de nível em L.A. Noire,  além de imagens belíssimas onde o capricho dado aos detalhes na recriação de Los Angeles dos anos 40 chega a ser espantoso.

L.A. Noire – Rising through the ranks

20 de maio de “1947”

LA Noire tem um novo trailer dejogabilidade e data de lançamento. O game que ficou em desenvolvimento por tantos anos já passou por várias especulações e adiamentos, e o lado bom de tudo isso são as melhorias tecnológicas que foram empregadas na produção durante o longo período de desenvolvimento.

O jogador assume o papel do veterano de guerra mas inesperiente policial Cole Phelps na Cidade dos Anjos no ano de 1947. Uma trama central ainda não foi revelada mas no game o jogador deve desvendar crimes diversos e inspirados em ocorrências reais da época usando de um modo inovador técnicas de investigação e elevar o status do personagem protagonista dentro da corporação. O crime mais conhecido daquela época atualmente foi o da Dália Negra que teve um filme homônimo em 2007 dirigido por Brian de Palma e inspirado no românce de estreia do escritor James Ellroy.

O que realmente chama atenção no game é o nivel de detalhismo que foi empregado. A reprodução da cidade de Los Angeles é fiel à da época! Somente por esse quesito já vale desembolsar umas moedas e adquirir o game para fazer um tour pela cidade. Outro jogo que recriou com precisão uma cidade de verdade foi o game The Getaway que se passava em Londres. Outro aspecto é como foi feita a capitura de movimento dos atores usando além do recurso habitual a utilização de nada mais do que 32 câmeras para realmente capituras e registrar cada expressão facial. É incrivel ver as reações e contrações dos músculos dentro do game. Além dos atores emprestarem seus rostos eles também dublam os seus próprios personagens o que faz o game ter realmente um elenco de cinema. O personagem de Cole Phelps tem a aparência e a voz do ator Aaron Stanton de Mad Men.

Agora vem o fato que com certeza vai agradar aos fãs de cinema principalmente do gênero noir. Toda a atmosfera do game é carregada por esse gênero, daí seu título. Mistério, intriga, uma sensualidade não explícita e jazz!! Fora as drogas e o álcool que são ingredientes costumeiros.

LA Noire é desenvolvido pela Team Bondi e será lançado pela Rockstar. O game apresenta uma jogabilidade parecida com a de Red Dead Redemption lançado no ano passado pela Rockstar San Diego. Reparem durante o vídeo a seguir no pequeno mapa no canto esquerdo da tela. Os pontinhos azuis para aliados e os vermelhos para inimgos são idênticos aos de RDR. LA Noire tem data de lançamento prevista para 20 de maio deste ano e está disponível para PS3 e Xbox 360.

Os vencedores do VGA 2010!!!

Ontem rolou o VGA 2010 em Los Angeles nos EUA, o maior evento do mundo dos video-games que premia os melhores estúdios, games, dubladores e assim por diante do universo dos games. A edição desse ano foi apresentada pelo ator Neal Patrick Harris que concorria na categoria de  melhor ator por ssim dizer como Homem Aranha em Spider-Man: Shatered Dimensions. Fique sabendo se o seu game favorito ganhou algum dos prêmios da noite!

Award Winner Nominees
Game of the Year Red Dead Redemption
Studio of the Year BiowareMass Effect 2
Best Multi-player Halo: Reach
Character of the Year Sgt. Frank Woods, Call of Duty: Black Ops
  • EzioAssassin’s Creed: Brotherhood (Best Dressed winner)
  • KratosGod of War III (Biggest Badass winner)
  • John Marston, Red Dead Redemption
Best Xbox 360 Game Mass Effect 2
Best PS3 Game God of War III
Best Wii Game Super Mario Galaxy 2
Best PC Game StarCraft II: Wings of Liberty
Best Handheld Game God of War: Ghost of Sparta
Best Shooter Call of Duty: Black Ops
Best Action Adventure Game Assassin’s Creed: Brotherhood
Best RPG Mass Effect 2
Best Individual Sports Game Tiger Woods PGA Tour 11
Best Team Sports Game NBA 2K11
Best Driving Game Need for Speed: Hot Pursuit
Best Music Game Rock Band 3
Best Soundtrack DJ Hero 2
Best Song in a Game “Far Away” by José GonzálezRed Dead Redemption
Best Original Score Red Dead Redemption
Best Graphics God of War III
Best Adapted Video Game Scott Pilgrim vs. the World: The Game
Best Performance by a Human Male Neil Patrick Harris as Peter Parker/Amazing Spider-Man,Spider-Man: Shattered Dimensions
Best Performance by a Human Female Tricia Helfer as Sarah KerriganStarCraft II: Wings of Liberty
Best Downloadable Game Costume Quest
Best DLC Red Dead Redemption: Undead Nightmare
Best Independent Game Limbo
Most Anticipated Game Portal 2

Informações retiradas de: http://www.wikipedia.org/