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Assassin’s Creed: Revelations

Com o sucesso da franquia Assassin’s Creed o jogo que seria lançado somente no ano que vem foi adiantado e chegou às prateleiras no mês passado, mais precisamente no dia 15. O novo game serve como desfecho para as histórias de Ezio e Altair para que um novo protagonista e trama possam ser introduzinos na franquia em 2012.

Em Revelations acompanhamos os últimos passos de Ezio Auditore como mestre assassino onde o já cansado guerreiro agora com 52 anos deixa a Itália em direção a Masyaf, berço da ordem dos assassinos para descobrir os segredos centenários ocultos na biblioteca do grande Altair. Após ser capturado em Masyaf pelo capitão templário Leandros e seus homens no início do game e levado a forca Ezio consegue reverter a situação em uma árdua peleja através das montanhas congeladas da Síria e descobre que são necessárias cinco chaves especiais para destrancar a biblioteca de Altair e que seus inimigos já possuem uma das chaves. Ezio então parte em direção a Constantinopla no berço do Império Otomano para recuperar as chaves restantes escondidas a pedido de Altair em pontos secretos da cidade por Nicolau e Matteo Polo, respectivamente pai e tio do famoso navegador italiano Marco Polo cujo um dos feitos foi levar da China para a Itália o macarrão. Crítica de Assassins’s Creed também é história!

Após desembarcar, Ezio é recebido por Yuzuf Tazim, líder local dos assassinos que estão em uma espécie de guerra fria com os templários bizantinos da região. No mesmo barco em que viajava está o príncipe Suleiman e a jovem amante da literatura Sofia Sartor que se torna peça fundamental na busca de Ezio pelas chaves perdidas. Após se tornar amigo de Suleiman, Ezio mergulha mais profundamente nos planos templários e na disputa entre o pai e o tio de Suleiman para sucessão do trono.

Além da história de Ezio reencontramos o antigo protagonista da série, Altair, cuja história se revela através a cada nova chave coletada por Ezio. Ao final a sofrida tragetória de ambos os protagonistas tem sua conclusão épica um perante o outro. Enquanto revemos as lembranças de Ezio e Altair, Desmond Milles se encontra em uma espécie de limbo entre o mundo real e as lembranças de seus ancestrais. Na Animus Island, Desmond é auxiliado pelo finado Subject 16, preso eternamente nesse mundo paralelo livre e cheio de desafios aos jogadores. Assim como aconteceu em Assassin’s Creed II e Assassin’s Creed: Brotherhood a presença de deuses como Minerva e Juno na criação da primeira civilização do mundo e de alertar sofre um perigo desconhecido que ocorrerá ao final de 2012, a história perde muito de sua base se tornado supérfula demais para ser verdade depois de sermos bombardeados com tantos acontecimentos históricos.

Revelations é um game bem trabalhado que apresenta aos jogadores um mundo novo a ser explorado com uma atmosfera diferente do costumeiro acalento renascentista latino. Em Constantinopla somos introduzir em uma cultura completamente diferente de uma parte do mundo também completamente diferente de se pensar e ser. A clareza de detalhes dos dois últimos capítulos dão lugar a ruelas estreitas carregadas do cheiro psicológico de especiarias e uma arquitetura magnífica e colorida, confusa e aconchegante. Lembre-se, será necessário, literalmente bater com a cabeça na parede diversar vezes até se acostumar que aqueles tapetes pendurados do lado de fora das edificações não são janelas!

Graficamente falando Revelations traz uma considerável melhora nas feições de seus personagens, principalmente para com Ezio, cujo rosto mais velho lembra muito pouco suas versões nos games anteriores. Apesar da mudança parecer grande acaba por auxiliar no nosso próprio envolvimento com o protagonista, mas mudar a cor dos olhos de Ezio foi um pouco demais. Os característicos olhos castanho escuros se tornaram cor de mel!

Se comparado as aventuras anteriores de Ezio em sua cruzada (palavrinha irônica) contra os templários temos aqui um jogo mais curto que seus antecessores onde a narrativa não se foca as ações do vilão e como prevení-las mas sim nas ações do protagonista em sua busca pelas chaves da biblioteca de Altair. Vemos também um lado um tanto diferente de Ezio, na verade um lado que reside em todos nós mas que antes não havia sido explorado devidamente já que a vida inteira do herói foi voltada primeiro para a vingança e depois na guerra contra os templários e em reerguer a irmandade de assassinos. Dessa vez Ezio se apaixona, mesmo que não diga “eu te amo” fica evidente seus sentimentos por Sofia. Subentende-se porém que a relação deles se desenvolve depois dos eventos finais do jogo.

Sofia e Ezio fazem piquenique.

Entre as novidades do game estão a hookblade e arte de se fabricar bombas. Sim, bombas de todos os tipos com diferentes tipos de pólvora e ingredientes que incluem até sangue de cordeiro. Bombas explosivas, de impacto e de artifício, a variedade é impressionante e sem dúvidas um dops maiores trunfos do jogo.

De resto Revelations se matém muito parecido aos jogos anteriores da franquia com áreas com influência templária a serem dominadas, shops a serem reformados, assassinos a serem recrutdos e treinados e centenas de segredos a serem encontrados no mapa gigantesco. Locações histórias continuam a fazer parte de Assassin’s Creed: Revelations como por exemplo a Basílica de Santa Sofia, a Torre de Gálata e a Torre da Donzela.

Basílica de Santa Sofia em ACR.

Apesar de Assassin’s Creed ter deixado de ser algo original com o segundo game em 2009 a essência de toda a trama permeada por fatores e personalidades históricas permanece a mesma possibilitando brincar e viajar com o que já foi escrito há centenas de anos e questionar sobre o que é ou não é verídco, sobre o que foi oculto ou não e o quanto do que nos é ensinado na escola e em livros de história é verdade. “Viajei” demais? Créditos ao jogo, então!

Trailer de lançamento
 

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Conheça 007 Skyfall

O próximo filme do agente secreto James Bond enfim tem seu título, locações, elenco e sinopse revelados na coletiva de imprensa que aconteceu ontem em Londres no salão de festas do Corinthia Hotel às 11:45 da manhã.

Apresentado pelo produtor Michael G. Wilson o novo filme de 007 se chamará Skyfall e o signifiacado do título somente poderá ser compreendido após assistir ao filme que se passará em Londres, Xangai, Istambul e Escócia.

Prontos para responder as perguntas dos repórteres estavam Daniel Craig, Judi Dench, o diretor Sam Mendes, os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccolli além de Javier Barden, Bérénice Merlohe e Naomie Harris. O diretor Sam Mendes também confirmou a presença de Ben Whishaw, Albert Finney e Ralph Fiennes no elenco do novo filme da cinessérie mais longa da história.

Durante a meia hora que se seguiu, porém, muito pouco foi revelado. A atriz francesa Bérénice Merlohe interpretará uma personagem chamada Séverine e Naomie Harris uma agente de campo chamada Eve e não Moneypenny, secretária pessoal de M como se especulava. Ambas as atrizes disseram ter treinado para cenas de ação além de terem aprendido a atirar com metralhadoras. O espanhol Javier Bardem interpretará o vilão por enquanto sem nome da trama e mostrou uma boa química com Daniel Craig ao fazerem piadas um com o outro ao decorrer da coletiva.

Da esquerda para a direita: Javier Bardem, Bérénice Merlohe, Sam Mendes, Judi Dench, Daniel Craig, Naomie Harris, Barbara Broccolli e Michael G. Wilson

Vilão e herói

As Bond girls

Muito pouco foi revelado sobre o filme. A sinopse oficial diz: “Em Skyfall, a lealdade de Bond a M é testada quando o passado dela volta a assombrá-la. Com o MI6 sob ataque, 007 deve rastrear e destruir a ameaça, mesmo que isso tenha um custo pessoal.” Ao que tudo indica o filme explorará como nenhuma outra produção da franquia a lado emocional e possivelmente o passado dos personagens, o que é bem a cara de Sam Mendes, diretor de filmes como Estrada para a Perdição e Beleza Americana. O diretor disse que a harmonia estará no equilíbrio entre drama e ação.

O diretor também revelou que o filme seguira a linha já estabelecida pelos dois últimos filmes de 007, Cassino Royale e Quantum of Solace, porém a nova aventura do espião não tem qualquer ligação com os dois longas ou com qualquer dos romances escritos por Ian Fleming. Questionado sobre as famosas gadgets, Mendes disse com um sorriso maroto nos lábios que o filme trará algumas surpresas.

Quase ao final da coletiva Craig brincou com Bardem e tranquilizou o público feminino dizendo que tanto ele quanto o colega espanhol tirarão suas camisas em cena.

Passado um dia do anúncio oficial de Skyfall, o ator inglês Ralph Fiennes falou sobre sua participação na produção pela primeira vez. “Eu posso dizer que John Logan escreveu um roteiro fantástico e Sam Mendes tem classe. Eles estão fazendo algo muito especial. Eles serão ótimos para Bond.” Ralph Fiennes não disse se participará das cenas de ação. “Eu não posso responder a isso,” disse. “Mas com certeza eu não ficarei deitado.” Especula-se que Fiennes interpretará o arquinimigo de 007, Ernst Stavro Blofeld.

Ainda fazem parte da equipe de produção de Skyfall, Roger Deakins como diretor de fotografia, Jany Temime como figurinista, Dennis Gassner que volta  como cenógrafo após Quantum of Solace, Chris Corbould mais uma vez cuidará dos efeitos especiais, Alexander Wiit será diretor de segunda unidade e Tom Ford novamente será o alfaiate responsável por deixar James Bond tão elegante quanto letal. Neal Purvis, Robert Wade e John Logan são os roteiristas. A ideia central do filme é de Peter Morgan, roteirista responsável por filmes como A Rainha, O Último Rei da Escócia e Frost/Nixon.

Curiosamente a apresentção de Sean Connery como o ator que interpretaria James Bond em 007 contra o Satânico Dr. No se deu no dia 3 de novembro de 1961, exatamente cinquenta anos antes da confirmação de Skyfall.

As filmagnes de Skyfall começam em Londre no próximo dia 7 e tem estreia marcada para 26 de outubro de 2012 no Reino Unido e 9 de novembro nos Estados Unidos.

Assista a coletiva completa no Corinthia Hotel

CRÍTICA: James Bond 007: Blood Stone

O espião mais famoso do mundo voltou mais elegante e letal do que nunca em mais uma aventura repleta de perigos, locações exóticas e vilões megalomaníacos. James Bond 007: Blood Stone foi aguardado ansiosamente pelos fãs de 007 e foi lançado no mesmo dia que a nova versão de GoldenEye 007 para Wii. Blood Stone chega mostrando que é grande, mas será que grande o suficiente para concorrer consigo mesmo?

Na hístória, depois de uma explosiva abertura em Atenas, Bond recebe sua missão: Descobrir o paradeiro de um cientista britânico que desapareceu, não sabendo se este foi sequestrado, se desertou ou mesmo se está morto e impedir que sua pesquisa envolvendo armas biológicas caia em mãos erradas. A trama parece ser mais um clichê dos video-games, mas é pincelada com minúcia e admirável maestria por Bruce Feirstein, roteirista veterano dos filmes do próprio Bond que o jogador se vê em uma história original onde nunca é possível se prever de onde virá a próxima ação inimiga e quem é realmente o verdadeiro vilão da história.

Idealizado como um  filme, o game contou com um cenógrafo e um figurinista para deixar o universo do game tão classudo quanto as películas do espião no cinema. O realismo dos cenários que fogem completamente aos vistos na maioria dos games que existem por aí deixam o jogador boquiaberto com o grande número de detalhes e texturas de Atenas, Istambul, o principado de Mônaco, Sibéria e Bangkok, lugares por onde se passa a história. Um novo sistema de combate corpo-a-corpo, realmente simples de se usar também foi desenvolvido para deixar o novo Bond mais fiel à representação de Daniel Craig nas telas, mais brutal e atlético.

Como não podia deixar de ser cenas de pilotagem também existem no game onde o jogador tem o prazer de guiar uma lancha(algo que ainda é raro nos video-games), o clássico Aston Martin DB5 que apareceu pela primeira vez em 007 contra Goldfinge(1964) e se estabeleceu como referência e o atual Aston Martin DBS também estão no game.

Um ponto que vale ser ressaltado quanto ao realismo e o nível de detalhes são os fatores climáticos que contribuem para que o jogador se sinta imerso no universo de Blood Stone. Há passagens onde gotas de água respingam na tela como acontece por exemplo durante a sequencia com a perseguição de lancha e nas partres onde se está chovendo. Fogo embaça a visão do jogador e a neve escorre pela tela durante a missão na Sibéria.

Daniel Craig contribuiu para o game com sua voz e aparência como Bond, assim como Judi Dench para M e a atriz e cantora de Soul e Blues Joss Stone que encarna a Bond Girl Nicole Hunter e interpreta a canção tema “I’ll Take It All” composta por ela e por David A. Stewart do grupo Eurythmics. Richard Jacques serviu de compositor musical para o game, substituindo David Arnold, compositor oficial dos filmes que trabalhava em GoldenEye 007. Ben Cooke, dublê de Craig como Bond realizou os movimentos espetaculares que 007 desempenha no game. Blood Stone foi desenvolvido pela Activision, detentora dos direitos do espião em parceiria com a expecialista em games de corrida Bizarre Creations, responsável pelo game The Club.

Ao todo Blood Stone merece ser jogado não só por quem é fã de James Bond mas por todos aqueles que gostam de uma boa intriga, joguinhos de gato-e-rato e muita ação desenfreada.