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Batman Arkham City

Quem jogou e surtou com Batman Arkham Asylum vai passar para o estágio seguinte da insanidade com Batman Arkham City, lançado pouco mais de dois anos depois de seu antecessor. O novo game do homem-morcego foi aguardado pacientemente e cumpriu o que poucos games, filmes ou livros são capazes, se igualar ao seu antecessor.

A trama de Arkham City se passa cerca de um ano após os eventos do game anterior onde a fuga em massa dos internos do Asilo Arkham derramou sobre a cidade gótica a sombra do medo em uma cidade onde a criminalidade já era sem precedentes. Em decorrência disso o diretor do Arkham propôs um novo espaço penitenciário para abrigar os marginais de Gotham. Esse espaço seriam as próprias ruas da cidade. Tal meta elegeu Quincy Sharp o novo prefeito de Gotham e ele mandou murar bairros inteiros da cidade em uma região com saída para mar. Feito isso ele ordenou que os prisioneiros restantes do Arkham e da prisão Blackgate fossem transferidos para sua nova morada perpétua, Arkham City.

Sharp coloca então o dr. Hugo Strange, psiquiatra relativamente desconhecido no comando de sua nova prisão. Com toda a escória de Gotham reunida em um só lugar, logo os maiores criminosos entram em guerra entre si e é aí que o Cavaleiro das Trevas entra em cena. Batman já vinha monitorando Arkham City desde quando ela ainda era um conjunto bem elaborado de traços em um pedaço de papel escondida em uma sala secreta no escritório de Sharp no antigo Arkham.

Silhueta de Hugo Strange

É então que Bruce Wayne pendura a capa e o capuz e lança-se em uma campanha para o fechamento da cidade-prisão apoiando-se no argumento de que ninguém realmente sabe o que acontece por trás dos muros pesadamente guardados da prisão e que os “moradores” estão se matando em uma guerra sem fim pelo controle da cidade. Em meio a uma coletiva de imprensa diante dos portões de Arkham City e perante a mídia, Bruce Wayne é sequestrado pelos guardas da Tyger, companhia de segurança privada a serviço de Strange e levado para o outro lado dos muros.

É desse lado que o bom jogo de 2009 ganha uma nova dinâmica com tantas histórias que se cruzam que não é difícil se confunfir nas primeiras horas de Batman Arkham City. O dr. Hugo Strange revela a Bruce Wayne que sabe que ele é o Cavaleiro das Trevas e que irá revelar seu maior segredo ao mundo se ele tentar impedir seus planos. Deste lado da cidade Bruce Wayne nada pode fazer, mas Batman pode. Após fugir e recuperar seu equipamento e traje Batman precisa percorrer as ruas de Arkham City em um mapa cinco vezes maior que o do game anterior, achar a cura para si e para o Coringa, que o contaminou com a doença que contraiu como efeito colateral do TITAN na aventura passada. Batman também precisa remediar os conflitos entre o Palhaço do Crime e o Pinguim e entre a Mulher-Gato e o Duas Caras e impedir Hugo Strange de por em ação o chamado Protocolo 10.

O game também conta com a possibilidade de se jogar com a Mulher-Gato e descobrir os reais motivos de sua rixa com o Duas Caras e Hugo Strange, porém a personagem é exclusiva para download.

Mulher-Gato em ação

Ao contrário do primeiro game a história central da nova aventura de Batman se mostra mais pé no chão não fazendo tanto uso do fator fantástico. No final porém resta a dúvida: se fôssemos o Batman teríamos mesmo arruinado os planos do vilão-mor da história? Certo ou errado não importa, o poder sempre leva à destruição, mas nada de spoilers aqui.

Além da trama principal existem também subtramas que tiram o jogador completamente fora do rumo nos fazendo mergulhar em casos distintos e originais no melhor estilo polícia e ladrão. Além dessas missões secundárias que vão desde capturar assassinos em série, resgatar prisioneiros póliticos e caçar um desconhecido vigilante, Batman tem de dar atenção especial ao Charada que tem espalhado por todo o mapa nada menos que 400 troféus, charadas a serem solucionadas, refém a serem salvos sempre presos a armadilhas mortais uma mais difícil que a outra de ser transposta. A cada novo quebra cabeça solucionado informações sobre os personagens e história é revelado.

Que Batman é o maior detetive do mundo não há dúvidas, mas ele não o seria sem os seus bat apetrechos que vão desde a clássica batcorda até visão raio X e scanner de impressões digitais. Todos esses aparatos tiram o jogo daquela mesmice de jogos de super-heróis de só ficar atravessando o cenário batento em bandidos. Desvendar crimes em Arkham City é primordial para o avanço do game.

Novidade também é o modo como os programadores encontraram para fazer Batman se locomover pelas ruas da cidade sem ter de virar nas esquinas. Utilizando a capa do morcegão é possível planas por cima dos prédios da cidade e fazendo uso da batcorda o herói se prende a quase qualquer beiral ou extemidade ganhando novamente os céus sem ter de tocar o chão uma única vez, e para que o jogador não se perca na confusão de prédios e becos basta marcar o lugar desejado no mapa que o batsinal apontará a direção correta a ser seguida. Os cenários internos assim como em Batman Arkham Asylum continuam grandiosos e impressionantes de se admirar, porém menos labirínticos.

Batman Arkham City é sem dúvida um dos maiores, senão o maior game do ano e merece atenção de qualquer gamer que queira perder a razão, nem que seja só para aloprar nas ruas de Arkham City. Mas cuidado, ele estará de olho em você.

Batman Arkham City, trailer de lançamento:

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Novos trailers de Batman: Arkham City e Uncharted 3: Drake’s Deception

Durante a apresentação do VGA(Video Game Awards) foram mostrados os novos vídeos dos aguardadíssimos Batman: Arkham City e Uncharted 3: Drake’s Deception. No final deste último é revelada a data de lançamento do game, enquanto que o trailer de Batman é apesar uma cutscene onde é apresentado aos jogadores Hugo Strange como um dos vilões da história. Prestem bastante atenção na última fala do vídeo! O trailer porém não revela nada da jogabilidade do game.

Batman: Arkham City

Uncharted 3: Drake’s Deception