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O Homem de Aço

Mesmo voando alto e com quase US$700 milhões de bilheteria nas costas o Homem de Aço chegou com um mês de atraso na nossa terrinha verde e amarela. Mas esses 30 dias extras só fizeram aumentar a vontade em ver o reboot cinematográfico do último filho de Krypton.

Com uma trama linear, “O Homem de Aço” começa com a já conhecida destruição do planeta Krypton. Dessa vez a causa do fim do planeta não é impacto iminente contra o sol vermelho que se dirige em direção ao planeta, mas sim a escassez de recursos naturais de Krypton por seus habitantes. Sendo assim, Krypton se tornou instável o bastante a ponto de implodir. Na esperança de evitar a total extinção de sua raça, Jor-El planeja mandar seu único filho, Kal-El, para um planeta com o ecossistema mais parecido com o do seu; no caso, a Terra. Nesse meio tempo o general Zod tenta um golpe de estado mas após se digladiar com Jor-El é preso e aprisionado na já conhecida Zona Fantasma. Vingativo, Zod jura destruir o filho de Jor-El. A partir daí o filme só caminha em linha reta, mostrando o jovem Kal-El já na Terra, sob o nome adotivo de Clark Kent e fazendo de tudo para esconder suas habilidades especias de nós terráqueos e em constante busca do seu verdadeiro destino e de sua origem.

“Moço, deixa eu entrar! Esqueci minha licença para voar na outra roupa.”

Sob a batuta única de Zack Snyder, produção dedicada de Christopher Nolan e escrita detalhista de David Goyer, “O Homem de Aço” dá uma boa repaginada no personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster 75 anos atrás. Agora completamente contemporâneo, o novo Superman tenta ser tão pé no chão quanto foi a trilogia do Cavaleiro das Trevas dirigida por Nolan. Kal-El não é tratado como um super-herói ou um ser divino. O último filho de Krypton é visto como um alienígena que serve como resposta para a questão se estamos ou não sozinhos no universo. Apesar de uma boa ficção, a produção consegue se estabelecer com uma certa verossimilhança em sua trama, o que mostra o seu diferencial.

Sexta grande produção realizada em live action sobre herói com o selo da Warner Bros., “O Homem de Aço” se mostra equivalente ao que foi “Batman Begins” oito anos atrás, da trilogia citada acima. Uma história de origem que sem pressa evita tropeços antes de mostrar o seu protagonista adequadamente trajado com seu uniforme clássico. Porém, ao contrário do primeiro filme da trilogia do Cavaleiro das Trevas, em que os dois primeiros atos trazem a grande sacada de mostrar como Bruce Wayne se transforma em Batman e o começo de sua atuação em Gotham, para terminar com um último ato com o básico embate de mocinho contra bandido, em “O Homem de Aço” acontece o oposto. Atravessamos o começo e o meio do filme extremamente ansiosos, mas não apenas pelo que nos é mostrado de imediato, mas sim porque tudo o que aparece na tela fomenta a curiosidade pela primeira aparição de Clark Kent vestido como Superman e pelo clímax do filme e o inevitável embate entre o homem de aço e Zod.

Apesar de famoso em todos os cantos do mundo e ser o precursor de todos os super-heróis modernos, sendo o primeiro da chamada Era de Ouro das histórias em quadrinhos, Superman sempre foi um personagem que dividiu opiniões. Por ser praticamente indestrutível e ser um verdadeiro escoteiro ao representar os ideais do que é correto acima de tudo, sempre acabou sendo superior a qualquer outro super-herói, e é isso o que acaba por criar uma falta de simpatia de muita gente por ele. Afinal, ninguém gosta de alguém muito certinho. Acontece que no novo filme uma boa parte dessas características é moldada não de modo a favorecer o personagem, mas justamente o oposto. No filme de Zack Snyder é abordado o sacrifício do herói em fazer suas escolhas em nome do que é certo. Isso dá um senso de dramaticidade ao personagem que evidentemente sofre com muitas das escolhas que faz. É o preço que se paga por ser um caxias.

“It’s not an ass.” Não, péra!!!

Aproveitando o fato de ser um dos mais poderosos super-heróis de todos os tempos e também o mais popular deles, a tríade Snyder/Nolan/ Goyer resolveu não ficar jogando na cara do espectador cada habilidade do Superman e outros fatos já conhecidos de seu cânone. Economizando copiões resolveram mostrar enfim o que os bíceps de Kal-El podem fazer. Em uma mescla de “Transformers” com “Dragon Ball Z” e uma edição mais corrida do que o necessário, os cineastas entregaram cenas de lutas longas e intermináveis que acarretam na destruição de boa parte de Smallville e Metrópolis. A porradaria entre os kryptonianos atinge proporções catastróficas para nós, pobres humanos. Mas quem liga?! O que importa é que enfim o Superman virou homem (agora ele usa a cueca para dentro da calça)!

Falando em homem, dessa vez quem veste a capa vermelha do herói é o britânico Henry Cavill. A interpretação do ator é profunda e eficiente em transmitir o sentimento de solitude vivida pelo personagem e também a sua ira e dor ao emitir gritos que fazem dilatar todas as veias do pescoço. Se dá vontade de sair correndo de medo com os gritos de Hugh Jackman na pele de Wolverine e David Hayter na de Solid Snake, com os de Cavill é melhor sair voando, porque o rapaz se empolga mesmo! Dessa vez as fraquezas que fazem de Kel-El um humano são exploradas de modo significativo que resultam em ações explosivas do herói, e não nas lamentações entediantes de outras produções, tanto filmes como muitas de suas aventuras nas histórias em quadrinhos. Nas palavras do próprio Zack Snyder, “A inocência morreu.”

Batendo de frente com o herói está o clássico vilão General Zod, interpretado por Michael Shannon, extremamente brutal e impiedoso. Desta vez o personagem está menos diplomático e caricato, sem um figurino à la Seco & Molhados como o utilizado por Terence Stamp em “Superman II”. Ao lado de Zod está a bela atriz alemã Antje Traue como sua segunda em comando, Faora. As feições da atriz parecem saídas do traço da desenhista brasileira Adriana Melo, com linhas firmes de uma beleza clássica que se encaixaria muito bem em uma graphic novel. Ainda no time feminino está Amy Adams no papel da intrépida jornalista Lois Lane do Planeta Diário. Se Antje Traue tem os traços de um desenho de Adriana Melo, então Amy Adams tem os de uma das garotas de J. Scott Campbell, mas muito mais sutis e linda o bastante para fazer o sujeito na fileira atrás da minha durante a sessão soltar: “Meu Deus, que mulher!”, durante a primeira aparição da personagem no filme. A participação da repórter se mostra realmente relevante para o desenvolvimento da trama, deixando de ser uma personagem plana com a cabeça voltada apenas para seus furos de reportagem e se tornando uma personagem redonda (não, ela não ganhou peso para o papel). Agora Lois traz emoções e pensamentos menos gananciosos, pensando de modo geral nas situações pelas quais passa e nas consequências que suas ações podem trazer. Afinal ela já tem um Pulitzer, o que mais ela pode querer?

Kal-El indeciso entre Amy Adams e AntjeTraue

Completando o elenco temos Russel Crowe como Jor-El, dando seu show habitual de puro talento na pele do kryptoniano e pai biológico do Superman. Kevin Costner e Diane Lane fazem os pais adotivos do herói, Jonathan e Martha Kent. Ayelet Zurer faz a mãe biológica do home de aço, Lara Lor-Van; Laurence Fishburn interpreta o editor do Planeta Diarío, Perry White, e Christopher Meloni o coronel Nathan Hardy do exército americano.

Em termos estéticos “O Homem de Aço” se desvencilha totalmente dos filmes clássicos estrelados por Christopher Reeve e embalados pelo clássico tema composto por John Williams. A sociedade estatal de Krypton criada para este novo filme é bem desenvolvida nas telas, que também destaca a fauna e flora do planeta, nada mais de cristais brancos para lá e para cá. É uma roupagem totalmente nova, mas sem deixar de lado elementos básicos da mitologia do personagem e do universo DC Comics, como a inteligência artificial Kelex e referências a passagens e diálogos de quadrinhos cultuados do Superman, além de alguns easter eggs bem interessantes. Mas o conceito mais importante de “O Homem de Aço” é o significado do “S” que Superman ostenta em seu peito. Na verdade a letra é um símbolo que significa esperança. Cada família de Krypton tem seu próprio brasão e significado. Pode ser piração da minha cabeça, mas o brasão da família do general Zod é muito parecido com a foice da bandeira da antiga União Soviética. Só ficou faltando o martelo.

Um dos fatores que tornaram os filmes antigos do Superman inesquecíveis foi o tema principal escrito por John Williams. Dessa vez o cargo de escrever a nova trilha sonora ficou com Hans Zimmer, compositor da trilogia do Cavaleiro das Trevas, “A Origem” e a dobradinha de filmes de Sherlock Holmes estrelados por Robert Downey Jr. nos últimos anos. É triste dizer, mas a nova trilha não se compara nem com os trabalhos passado de Zimmer. Com quase duas horas de duração todas as composições são similares entre si, distantes e com cara de que vieram de outro planeta. Infelizmente nada digno de nota. Basta ouvir apenas o tema principal para se captar o sentimento de esperança que permeia o filme, mas esta tem que ser ouvida separadamente, porque durante o filme mal a percebemos.

Em suma “O Homem de Aço” é um verdadeiro filme de super-herói e claramente a melhor produção que já conseguiu adaptar o Superman para todos os públicos. Apesar das mudanças sofridas, não há com o que se preocupar, o último filho de Krypton ainda é o mesmo de quando surgiu nos anos 30. Agora só nos basta aguardar pela sequência e também pelo filme da Liga da Justiça. Zack Snyder já confirmou que voltará para a sequencia de “O Homem de Aço” que será novamente escrita por David Goyer, que também assinou para escrever o filme da Liga. Bom, por hoje chega de escrever!

Trailer

Trilha sonora

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Existem momentos na vida em que sabemos que o fim é iminente e inevitável, como quando o diabo vem cobrar almas depois daqueles anos de fartura prometida. A vida é como um círculo de fogo, que queima, arde, mas que a gente gosta de sentir fervilhar sob a pele, mas que é finita.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é exatamente a última parte desse círculo flamejante que se fecha, conclui não uma, mas várias vidas; ninguém entra, ninguém sai.

A terceira e última parte da trilogia de Christopher Nolan para o mais real dos heróis se inicia oito anos após os eventos do último filme, Batman – O Cavaleiro das Trevas, com o homem-morcego assumindo a culpa pela morte de Harvey Dent e daqueles que este matou ao “acaso”.

Desta vez, Batman tem de enfrentar Bane, que nesta versão pé no chão de Christopher Nolan não faz uso de veneno para se fortalecer e não saiu de um circo de horrores digno de dó como foi a versão miolo mole de Joel Schumacher, 15 anos atrás. Além de Bane, que mergulha a cidade gótica em anarquia para depois destruí-la, Batman tem de lidar com a presença de Selina Kyle, a mulher-Gato, que entra em sua vida de um modo digamos, muito pouco convencional e desperta uma chama há muito adormecida dentro do velho justiceiro alado.

A produção não pode ser considerada menos que monumental. Com quase três horas de duração e as sensações que desperta, tímidas no âmago de cada um não são simples de serem postas em palavras pois são extrememente individuais e sufocantes, como o desespero que queima o espírito com a vontade de viver.

A tensão se intensifica a cada minuto, pois sabemos, juntamente com Bruce Wayne que sua jornada está para se encerrar. O clima denso da narrativa nos prende na cadeira, mas o verdadeiro aperto que faz nossos pulmões queimarem a cada take de respiração prendida se dá pois sabemos que este é o último filme Nolan/Bale com o Cavaleiro das Trevas. Muitos cresceram vendo o morcego de Christopher Nolan brilhar nas telonas e agora o círculo se conclui; nós sabemos disso, Nolan sabe disso, e o pior, ou não; Bruce também sabe disso.

Em atuação não há muito o que dizer, já que os atores são alguns dos gigantes do Olimpo de Hollywood, e os que ainda não são, serão em breve. Além de Christian Bale, Michael Caine, Morgan Freeman e Gary Oldman, figurinhas carimbadas na Gotham de Nolan, os novatos da franquia são Anne Hathaway, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt e Marion Cotillard.

Anne, como Mulher-Gato, não deixa dúvidas quanto a assumir o papel que se tornou ícone ao ser representado por Michelle Pfeiffer em Batman – O Retorno. Anne vai da gatinha dócil e frágil a uma felina ágil e escorregadia que não hesitaria em avançar contra nossos olhos e ainda sair de uma embrulhada com muito estilo. Incrivelmente sexy e ao mesmo tempo elegante como sempre são os figurinos de Lindy Hemming desde 007 contra GoldenEye, Anne Hathaway ainda prestigia o traje clássico de Lee Meriwether na série sessentista do morcego, aqui um pouco mais high tech.

Já Tom Hardy é Bane, o grandalhão que surgiu nas HQs em 1992 para partir o Cavaleiro das trevas ao meio, literalmente. O mercenário mascarado aqui não usa uma máscara de luta livre que sela seu rosto por completo, mas sim uma máscara que permite que continue vivo e ainda lhe dá uma aparência incrivelmente intimidadora e bestial. A interpretação de Hardy para o personagem é seca, no sentido de que o personagem não apresenta nuances, planos e contra planos, seu objetivo é único e sua determinação inabalável é puramente racional.

A superioridade física de Bane em relação a Batman é visível, pois o físico do vilão é a de um lutador de MMA peso pesado, porém treinamento não é nada sem determinação e isso é o que pode decidir quem vencerá na batalha entre os dois fantasiados de Gotham.

Joseph Gordon-Levitt interpreta o sagaz oficial de polícia John Blake, papel original e muito bem resolvido dentro da trama e que partilha com o Cavaleiro das Trevas o mesmo altruísmo heróico, não importando-se com o uso de um distintivo ou de uma capa. Levitt dá aqui mais um show de atuação dramática.

Já Marion Cotillard como a executiva Miranda Tate não se destaca muito, sendo seu personagem muito coadjuvante para conseguir se arrancar da beldade francesa uma atuação inesquecível, mas aí a culpa é do personagem pouco desenvolvido.

Blake, Gordon, Batman, Bane e Mulher-Gato

É nessa última parte da trilogia que o compositor Hans Zimmer alcança o seu auge de maestria orquestrada. Suas composições para O Cavaleiro das Trevas Ressurge são soberbas. Não é exagero dizer que o músico chegou ao nível de outro gigante do ramo, John Williams, cujas trilhas inesquecíveis nos fazem arrepiar até hoje. Porém, Zimmer também faz uso do silêncio; gélido, sólido e esmagador.

Em suma, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é o filme mais denso de um herói que vai viver para sempre, porém, o Batman de Christopher Nolan se difere de todas as outras versão do morcego. Este último filme não é apenas um filme de super-heróis, é sim, um filme de heróis, um FILME de verdade. A trilogia de Nolan causa o desespero da dor que antecede um momento de perda, pois, aqui, o Cavaleiro das Trevas, o Batman, fecha seu arco cinematográfico mais apaixononante de todos, diferente das hecatombes que foram suas adaptações anteriores até a chegada de Nolan.

O círculo se queimou, se fechou, a história terminou; porém, a vida não se esvaiu. Quando precisarmos dele mais uma vez, quem sabe, o Cavaleiro das Trevas ressurja novamente para nós.

Trailer

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras

Apesar de Batman ser dado como o maior detetive do mundo não podemos nos esquecer que antes do morcegão bater suas asas com seus incontáveis apetrechos tecnológicos, Sherlock Holmes, criação do médico e escritor escocês Arthur Conan Doyle já havia desvendado crimes e revelado conspirações tão intrincadas quanto a de qualquer super-vilão. Desde que deu as caras em 1887 com Um Estudo em Vermelho, o excêntrico personagem não saiu mais de moda, sendo reinventado inúmeras vezes no passar desses 125 anos de existência.

Em 2006 o produtor Lionel Wigram fundiu vários elementos de diversas aventuras de Sherlock Holmes e desenvolveu sua própria história além de criar um vilão baseado em uma figura real. Lord Blackwood é baseado em Alesteir Crowley, ocultista e poeta britânico que ao contrário de Blackwood não intentava dominar o governo britânico. Essa característica sobrenatural veio direto de O cão dos Baskerville, escrito por Conan Doyle em 1902. Após ter escrito o roteiro Wigram transformou-o em HQ com desenhos de John Watkiss. Três anos depois o sucesso da HQ se converteu no filme estrelado por Robert Downey, Jr. e Jude Law.

Arte de John Watkiss em “Sherlock Holmes”, HQ de Lionel Wigram

Grande fã de Sherlock Holmes, Wigram visualizou em sua mente uma versão de Sherlock muito diferente das vistas em produções cinematográficas anteriores desde o século passado. “Uma boa parte da ação que Conan Doyle se refere, na verdade se manifesta em nosso filme. Muitas vezes Sherlock Holmes vai dizer coisas como: ‘Se eu não fosse especialista em luta de bastões, eu teria morrido naquela vez’ ou ele remete a uma luta fora da tela. Estamos colocando estas lutas na tela. “, disse Wigram que  também transformou Sherlock em um boêmio com um estilo de se vestir digno de um artista e não mais de um homem arcaico da época vitoriana. Porém as excentricidades que marcaram o personagem através dos anos o fazendo um herói incomum se mantiveram na nova versão. Com excelente direção de Guy Ritchie e a presença do irreverente Robert Downey, Jr. como Sherlock, sem falar de Jude Law que nos dá uma versão quase exata do Dr. Watson, deixando para trás aquele estigma centenário que o doutor carregou de ser um reles coadjuvante gordo e sem atrativos. Com seu físico em forma, Law se parece mais com o Watson que conhecemos dos livros de Conan Doyle, um homem forte que jogava Rugby nas horas vagas. O sucesso do filme de 2009 gerou a seqüência Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras.

A trama de O Jogo de Sombras se passa no mesmo ano que a aventura anterior, 1891 (para quem é fã do detetive sabe muito bem a importância desse ano). O filme começa com o Dr. Watson nos introduzindo à história do filme até que mergulhamos de vez em seus eventos, que perde seu narrador. Em busca pela verdadeira resposta de diversos atentados a bomba, Sherlock Holmes intercepta em Paris em pacote explosivo dado por Irene Adler a um certo dr. Hoffmanstahl a mando do professor Moriarty. De volta a Londres, Sherlock segue a pista da carta que afanou de Irene durante o incidente em Paris, pista essa que o leva até uma cigana chamada Simza, vivida por Noomi Rapace, a mesma da versão sueca da Trilogia Millennium. Com Simza se juntando aos companheiros, os três partem em uma viagem através da Europa para impedir os novos planos do Napoleão do Crime de iniciar uma Guerra Mundial. De Londres para Paris, o trio também passa pela Alemanha e pela Suíça com um desfecho que é puramente sherlockiano.

O filme traz de volta alguns personagens da produção anterior como Irene Adler, Mary Morstan (Kelly Reilly) como a esposa do Dr. Watson e o inspetor Lestrad da Scotland Yard além de introduzir novos personagens como Mycroft Holmes (Stephen Fry), irmão mais velho de Sherlock e Sebastian Moran. Curiosamente Mary Morstan e Sebastian Moran são personagens que apareceram pela primeira vez em O Signo dos Quatro de 1890, segunda aventura de Sherlock escrita por Conan Doyle, porém os filmes de Lionel Wigram e Guy Ritchie não fazem parte do cânone original das aventuras de papel do personagem.

Grande sacada do filme é introduzir o professor James Moriarty, nêmesis de Sherlock também nas histórias de Conan Doyle. Provido de um intelecto tão extraordinário quanto o de Sherly (apelido carinhoso dado a Holmes por seu irmão) o professor Moriarty o usa para fins maléficos que possam beneficiá-lo de algum modo. Apesar de ser geralmente lembrado como um homem corcunda e muito magro com uma cabeçorra calva como ficou marcado pelas magníficas ilustrações de Sidney Paget para os contos de Sherlock Holmes que depois de terem passado por publicações como Beeton’s Christimas Annual e Lippincott’s Monthly Magazine foram publicados na Strand Magazine. Em O Jogo de Sombras o vilão é interpretado por Jared Harris que infelizmente, assim como Noomi Rapace, apesar do bom desempenho de seus papéis não foram capazes de cativar o público como Mark Strong no papel de Lord Blackwood e Rachel McAdams no filme anterior. Alguns dizem que o Moriarty de Harris foi baseado em Simon Newcomb, uma das inspirações que Conan Doyle também usou para criar seu vilão.

Jared Harris e professor Moriarty nos traços clássico de Sidney Paget

Em termos de narrativa o novo Sherlock Holmes não se difere muito de seu antecessor apesar da exceção de que na película de 2009 o detetive dava as respostas para os mistérios e uma série de flashbacks acompanhava a narrativa do herói nos mostrando os elementos que Sherlock utilizou para chegar a sua resposta. Em O Jogo de Sombras tais elementos são mostrados discretamente na tela para que o espectador possa tentar chegar a resposta antes mesmo do detetive, o que nos faz continuar de olhos fixos na tela despertando um sentimenmto de auto-satisfação quando nos equivalemos a Sherlock.

Misturando comédia, ação e mistério, tudo embalado pelo afinado e dançante ritmo chiclete da trilha de Hans Zimmer, Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras faz uma incrivel homenagem a um dos maiores personagens de todos os tempos e a seu criador. Sherlock Holmes pode ser um homem deveras excêntrico mas como todo mundo mostra que ninguém é uma ilha. Entre acordos e dissabores com o Dr. Watson e Irene Adler nos passa que mesmo o homem mais perspicaz do mundo pode amar enquanto desvenda crimes.

Veja o trailer de Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras

Trailer: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Enfim o maior dos herói teve divulgado o seu segundo trailer de uma das trilogias mais aguardadas e queridas de todos os tempos. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é a parte final da trilogia inicia em 2005 pelo cineasta Christopher Nolan que adaptou as aventuras do homem-morcego para as telas como nenhum outro personagem dos quadrinhos jamais havia sido explorado.

No novo trailer incrivelmente dramático levado pelo canto sentimental de um garoto durante uma partida de futebol do Gotham Rougues somos tocados por um Alfred de olhos marejados, levados pela elegância e beleza aveludada de Selina Kyle na pele de Anne Hathaway e pelos olhos desesperançosos de um Bruce Wayne cansado de lutar que dessa vez parte para a briga em plena luz do dia contra aquele que pode vir a ser o seu pior algoz, Bane. Que sacrifícios Batman terá de fazer em sua aventura final? A resposta só ano que vem. Ao final do trailer somos reconfortados pelo tema composto por Hanz Zimmer.

Batman – O Cavaleiro das trevas ressurge tem estreia marcada para 27 dejulho de 2012

Trailer

Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides tem trailer com introdução de Jack Sparrow

Na história do quarto episódio da série o capitão Jack Sparrow reencontra uma mulher de seu passado, interpretada pela espanhola Pénelope Cruz, que o força a embarcar no navio do terrível pirata Barba Negra para se meterem em uma aventura que os levará através de inúmeros perigos, incluindo sereias, para descobrirem a Fonte da Juventude.

No trailer a magnífica trilha sonora composta por Klaus Badelt e conduzida pelo alemão Hans Zimmer inserem imediatamente o espectador no universo pitoresco da aventura.

O novo filme que por aqui recebeu o título de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas é baseado no livro On Strander Tides de Tim Powers e foi adaptado pelos roteiristas do primeiro filme Terry Rossio e Ted Elliot. A direção fica a cabo de Rob Marshall que substitui Gore Verbinski que dirigiu os três filmes anteriores e a produção é novamente de Jerry Bruckheimer. A estréia está prevista para 20 de maio de 2011.

Sai a primeira foto oficial de Sherlock Holmes 2

Apesar de nos últimos meses algumas poucas imagens do novo filme de Sherlock Holmes estrelado por Robert Downey Jr e Jude Law terem caido na rede, hoje foi divulgada a primeira imagem oficial da produção que está sendo rodada na Inglaterra e dirigida por Guy Ritchie que também dirigiu o primeiro filme, lançado em dezembro do ano passado. Na foto, ao lado dos protagonistas está Noomi Rapace, estrela da versão original de Os Homens que não Amavam as Mulheres. O papel da atriz na nova aventura do célebre detetive britânico porém ainda não está claro.