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Star Wars ep. 1: A Ameaça Fantasma

É estranho escrever sobre Star Wars ep. 1: A Ameaça Fantasma. Exatamente 13 atrás em fevereiro de 1999 eu estava indo de mãos dadas com minha mãe de encontro ao início de uma das franquias mais amadas e lucrativas dos últimos 40 anos. Nessa época eu achava que Star Wars era Star Trek e não estava muito esntusiasmado em assistir o filme. Queria mesmo era ver a animação do Tarzan que a Disney lançara na mesma época. Mas como criança não tem voz… brincadeira! Fui e descobri que a única semelhança que Wars tinha com Trek era o prefixo Star. Me apaixonei pela saga de George Lucas desde então e assim como todo mundo minhas partes preferidas dos filmes são os embates com os sabres de luz.

Apesar de muita gente não levar em consideração a nova trilogia que remete ao passado de Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi, R2-D2, C-3PO e por aí vai, foram esses filmes que abriram as portas para a galáxia de Star Wars para muita gente jovem, por assim dizer, e toda sua mitologia que lançou nomes como Harrison Ford, Mark Hamill, Ewan McGregor e Natalie Portman ao estrelato e fez muito nerd por aí criar coragem para ousar, desafiar e criar. É impossível não se sentir atraído pelos filmes da saga, sejam pelas viagens espaciais, jargões manjados ao simplesmente pela trilha inigualável composta por John Williams que é capaz de arrepiar qualquer um em qualquer momento, sempre!

Na trama de A Ameaça Fantasma o vice-rei da Federação do Comércio em conluio com os misteriosos siths interrompe as transações com o pequeno e pacífico planeta Naboo (dentro da saga o mais semelhante àTerra). Para evitar que uma guerra exploda e vidas inocêntes sejam desperdiçadas em um derramamento de sangue desnecessário pelos droids da Federação, o chanceler Valorum envia dois negociadores ao encontro do vice-rei para diluir o clima de beligerância.

Quando os jedis Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi chegam à nave do vice-rei este ordena que sejam eliminados. Com isso fica claro que a guerra é inevitável.

Na tentativa de livrar a rainha Amidala, governante de Naboo das garras da Federação do Comércio, os cavaleiros Jedis são obrigados a aterrissar com toda a corte real no inóspito e desértico planeta sem lei de Tatooine. Buscando reparo para a nave, Qui-Gon conhece o pequeno escravo Anakin Skywalker que o ajuda a conseguir as peças necessárias  para o conserto da nave com o prêmio que ganha na perigosa corrida de pods. Depois disso Qui-Gon consegue a libertação do garoto e o leva de encontro ao conselho Jedi na esperança que Anakin seja treinado, já que a Força se mostra muito forte no pequeno. Qui-Gon acredita que Anakin pode ser o escolhido há muito previsto nas profecias jedi.

De volta à Naboo a rainha Amidala é emboscada pelas tropas da Federação e pelo perverso Darth Maul. Enquanto as forças da rainha lutam contra as tropas do vice-rei e seus pilotos desempenham inesquecíveis batalhas espaciais, os dois cavaleiros jedi se degladiam contra o sith em uma batalha emocionante de arrepiar, como disse uma amiga de um primo meu, “os pêlos do s***”. Não sei como ela sabe disso… mas é verdade!

O que mais dizer sobre A Ameaça Fantasma? Hum, é difícil, todo mundo conhece, todo mundo já viu, todo mundo já ouviu falar, e quem não conhece vai conhecer agora. É algo inevitável. Mais uma geração de crianças vai se apaixonar pela saga e quem sabe daqui mais ou menos uma década e meia o mesmo filme seja lançado novamente em 4D, 5D, ou sei lá mais o que! Na verdade o que importa é que relancem novamente! Mais uma vez… de novo… nossa, a nostalgia é tamanha que até o trailer traz aquele narrador poderoso de filmes das décadas de 70, 80 e 90.

Bom, aproveitando a deixa, vamos falar do 3D. O filme foi convertido para o novo formato que de 3D só tem o nome e claro, as legendas. Com os óculos tudo é exatamente igual a como era 13 anos atrás, com exceções de algumas poucas partes. Tire os óculos e vai achar que realmente precisa de óculos. Algumas mudanças foram feitas, Yoda agora é digital e não mais aquele bonequinho simpático; algumas cenas que ficaram de fora da versão original foram incluídas nesta nova versão, o que pode ou não agradar alguns fãs. Eu achei estar vendo o filme pela primeira vez quando vi algumas delas. Não se preocupe, são cenas curtas, algumas de um único take. George Lucas adora fazer isso. Quem não conhece o eterno disse-não-disse de quem atirou primeiro no ep. 4: Uma Nova Esperança de 1977, Han Solo ou Greedo? Lucas insiste que foi Greedo, mas vamos deixar para lá.

A promessa é que todos os seis filmes serão convertidos para 3D e relançados cronologicamente. Os dois últimos filmes da nova trilogia vão voltar aos cinemas pela primeira vez, enquanto que toda a trilogia original já havia passado novamente pelos cinemas nos anos 90 após ter sido remasterizada. Foi onde o dilema de Solo e Greedo começou. Se um filme for lançado a cada ano, o último deles, O Retorno de Jedi, chegará à telonas em 2017, ano em que saga Star Wars completa 40 anos. Pois é, “Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante…”

Trailer

Retrospectiva: Tomb Raider

Foi com a canção “Amami Lara” que o cantor italiano Eugenio Finardi homenageou Lara Croft, no ano de 1999. A heroína havia surgido três anos antes, saída da mente do designer de jogos britânico, Toby Gard, que na época trabalhava para a desenvolvedora Core.

Logo no início do projeto Gard idealizou um arqueólogo do sexo masculino, que seria muito parecido com o Indiana Jones de George Lucas, e por tal motivo a ideia foi rejeitada pelo estúdio. Gard então remodelou seu personagem o transformando em mulher e lhe deu o nome de Laura Cruz, sendo ela uma aventureira sul-americana. Conforme as engrenagens da mente de Gard funcionavam a todo vapor para melhor desenvolver o projeto, ele tornou a personagem uma garota de origem inglesa, cujo nome ele tirou da lista telefônica. O nome completo da personagem foi: Lara Croft Mandy DeMonay, condessa de Abbington. Estava criada então a caçadora de relíquias que todos nós conhecemos muito bem.

Com tudo planejado o game da jovem condessa entrou em fase de desenvolvimento pelas mãos dos programadores da Core Design. Toby Gard teve liberdade total sobre sua criação, sendo ele o responsável pela animação dos personagens, das cutscenes e do design dos ambientes por onde se passaria a história. Apesar de estar no comando, havia algo que Gard não podia mudar. Era evidente a intensão da Core de transformar Lara Croft em um símbolo sexual, vendendo seu sex appeal em poses que atrairiam a atenção dos jogadores. Foi pedido a Gard que ele disponibilizasse um código que ao final do game tiraria as roupas de Lara. Ele se recusou. Não queria que sua “menina” fosse vista como um vadia qualquer.

Sem ter a liberdade que tivera no primeiro game, Gard deixou a Core em 1997, deixando de ter controle sobre sua criação.

Toby Gard

Após lançar um game em 2004 chamado “Galleon”, exclusivo para Xbox, ao lado de seu amigo e também ex-funcionário da Core, Paul Douglas, através de sua desenvolvedora independente Confounding Factor que fundou com o amigo, Toby Gard chamou a atenção da Eidos que era a responsável pelos direitos de Lara Croft. A Eidos chamou Gard para que ele servisse de consultor no reboot da série Tomb Raider, criada por ele oito anos antes. Ele se juntou ao time de programadores da Crystal Dynamics para desenvolver uma nova aventura para Lara Croft. Agora que a Core havia ficado para trás, Gard pode remodelar a personagem a sua maneira, tornando-a menos sensual, com roupas menos reveladoras e com seios e um traseiro bem menor. O game “Tomb Raider: Legend” saiu em 2006 e se tornou um grande sucesso. No ano seguinte Gard e a Crystal Dynamics em parceria com a Buzz Monkey Software lançaram Tomb Raider: Anniversary” (remake do primeiro game) e em 2008 “Tomb Raider: Underworld”, onde Gard escreveu a história ao lado do diretor criativo do game, Eric Lindstrom. No ano seguinte Gard anunciou que trabalharia em um projeto até então sem nome. Pouco tempo depois ele abandonou o grupo de design para se dedicar ao tal projeto e atualmente trabalha como consultor para a Focal Point Games LLC.

A história da origem de Lara Croft confunde-se ao meio de tantas adaptações para outras mídias como cinema, literatura e histórias em quadrinhos. Oficialmente, existem duas biografias para a personagem. Na primeira delas, contada no manual da primeira continuação nos videogames, Lara fora criada como uma aristocrata até que foi a única sobrevivente de um desastre de avião no Himalaia aos 21 anos. O acidente mudou sua natureza, ou simplesmente fez com que ela percebesse que a vida era curta demais e que toda a paparicação e o luxo não eram para ela. Ela viu-se livre das correntes que a prendiam à família e tornou-se independente.

Já a biografia atual da aventureira conta que Lara sobreviveu a um desastre de avião na Cordilheira do Himalaia quando tinha 9 anos e foi obrigada a caminhar durante dez dias até Katmandu. Sua mãe foi dada como desaparecida no acidente e a jovem foi então criada pelo pai, o arqueólogo Richard Croft, conde de Abbington. Desde então Lara passou a acompanhar o pai em buscas arqueológicas até a morte dele quando ela tinha 18 anos. Assim ela herdou a fortuna da família e o título de condessa. A motivação que guia Lara através de suas aventuras é a esperança de que um dia ela descubra a verdade por trás das mortes de seus pais.

Em “Tomb Raider: The Last Revelation”, o jogador faz parte do passado da personagem. O jogo inicia-se quando Lara tem apenas 16 anos em uma expedição ao Cambodia ao lado do explorador Werner Von Croy. Depois da aventura, que parece ter acabado em tragédia, um grande distanciamento surge entre Lara e Von Croy, mas a passagem serviu para despertar na garota uma paixão por relíquias e civilizações passadas. O game faz parte da primeira biografia da personagem. Apesar da idade de Lara nunca bater com as histórias de sua origem, no game “Tomb Raider: Chronicles”, continuação de “The Last Revelation”, onde Lara supostamente está morta, há em uma estátua memorial dedicada a ela a seguinte data: 1968. Atualmente Lara teria então 42 anos.

Em “Tomb Raider: Legend, primeiro game do segundo universo de Tomb Raider (o primeiro universo englobam os games feitos pela Core), é criada a versão atual sobre suas origens, onde o avião em que ela viajava com sua mão, caiu no Himalaia.

 Recentemente foi divulgado que um novo game de Tomb Raider está em desenvolvimento pela Crystal Dynamics e que será distribuído pela primeira vez pela Square Enix. O game será um novo reboot que contará a origem de Lara, mas desta vez na íntegra. Em uma viagem onde seu navio naufraga, Lara Croft, então com 21 anos é levada pelo mar até uma praia. A ilha onde se encontra (tudo indica que será uma ilha japonesa) apresenta inúmeros perigos. Lara tem de suar muito para sobreviver, aprendendo gradativamente as técnicas que realiza sem dificuldades nos games anteriores, além de ter que procurar por alimento e água, semelhante à “Metal Gear Solid 3: Snake Eater. Desta vez porém, Lara em nada lembrará suas versões passadas, à não ser pela cor dos olhos, castanhos, os lábios carnudos e o rabo de cavalo. A personagem foi redesenhada para que ficasse mais proporcional e assim parece-se mais humana. Ela também deixará para trás toda a sua confiança e sensualidade, sendo como deve ser, uma jovem amedrontada e solitária que tem de superar seus medos e inseguranças para manter-se viva.

Lara em seu início à esquerda e em futuro game à direita

Como dito anteriormente, Lara Croft também migrou para outras mídias além dos videogames. No cinema foi representada por Angelina Jolie nos filmes de 2001 e 2003. Um fato curioso sobre isso é que no primeiro filme o pai da aventureira é vivido por Jon Voight que na vida real é o pai de Jolie. Os dois atores vivem em pé de guerra mas concordaram em deixar as indiferenças de lado durante a produção do filme. Outra curiosidade é que em ambos os filmes os interesses românticos de Lara são também os vilões e nos dois filmes foram interpretados por atores de origem britânica. No primeiro filme, intitulado “Lara Croft: Tomb Raider, o par de Lara foi encarnado por Daniel Craig, que alguns anos depois tornaria-se figurinha conhecida em todos os meios por interpretar o personagem de James Bond nos cinemas. No segundo filme, “Tomb Raider: The Cradle of Life, o papel do interesse romântico de Lara foi o personagem de Gerard Butler, que também se tornaria conhecido após atuar na nova versão de “O Fantasma da Ópera” de Joel Schumacher e no filme “300”. Os filmes de Tomb Raider foram dirigido respectivamente por Simon West e Jan de Bont. Um terceiro filme está em desenvolvimento. Se serve a dica, a modelo e atriz britânica Kelly Brook, seria uma excelente escolha para viver a personagem.

Kelly Brook

A partir do ano de 1999 a editora de histórias em quadrinhos Top Cow passou a publicar histórias inéditas das aventuras da exploradora, pelo pincel do desenhista Adam Hughes. A edição de número 50 também foi a última, publicada em 2004.

Lara Croft por Adam Hughes

Lara Croft também deu as caras no mundo da literatura com romances publicados pela Ballantine Books em parceria com a Eidos à partir de 2004 com histórias originais “The Amulet of Power” foi o primeiro de três livros sobre a arqueóloga escrito por Mike Resnick. “The Lost Culty” por E. E. Knight veio em seguida e “The Man of Bronze de James Alan Gardner foi o último a ser publicado. Os livros diferem entre si desde a estrutura da narrativa a experiências da vida de Lara que certas vezes coincidem com algumas passagens dos games ou dos filmes.

Lara Croft foi eleita a heroína mais sexy dos games por diversas vezes e a mais humana das personagens também. Lara é bela, astuta, perseverante e destemida e nós sempre iremos “correr” atrás dela com a mesma intensidade com que ela busca seus tesouros perdidos.

 

video de Amami Lara de Eugenio Finardi