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A São Paulo de Max Payne 3

A Rockstar revelou uma pesquisa feita abordando o modo de viver da alta sociedade paulistana e como ela estará presente em no próximo capítulo da franquia Max Payne que deve chegar em maio.

Hoje damos continuidade à nossa pesquisa, e mostramos a vida elegante de São Paulo – uma cidade com riqueza e poder, só rivalizada por metrópoles globais da mais alta ordem”.

Como Max é recrutado para trabalhar para brancos ricos e poderosos, precisávamos garantir que o segmento da elite paulistana fosse representada de forma adequada e real. São Paulo foi beneficiada diretamente por alguns dos progressistas como o presidente brasileiro Luiz Inácio “Lula” da Silva com políticas econômicas durante a década passada, com tanto dinheiro agora flutuando (São Paulo sozinha representa mais de 12% do PIB do país inteiro), o nome da cidade tornou-se sinônimo de prestígio e poder”, conta a notícia. “Porém, há problemas que assolam São Paulo, e que obrigam os moradores ricos a viverem com cautela e a se adaptar. Um deles é uma taxa de criminalidade persistentemente elevada. O outro é o tráfego notório que sufoca a cidade”.

Como resultado, a elite usa o céu com seus helicópteros” “Quando não estão na noite os ricos paulistanos fazem compras nos shoppings chiques na Avenida Paulista ou na Rua Oscar Freire, os super-ricos se fecham em seus condomínios de luxo de vários milhões de dólares em áreas da cidade como Jardins, Alto de Pinheiros; ou em mansões localizadas nos arredores da cidade de São Paulo”.

Apesar de começar falando de Max trabalhar para brancos, o que de imediato nos remete aquela velha ideia norte americana cabeça fechada de retratar o Brasil, as palavras seguintes já mostram a profundidade que a Rockstar mergulhou para entender São Paulo e até o país bem o melhor que muito brasileiro. As palavras sóbreas são exatas, o que mostra o nível de comprometimento dos realizadores do game em serem fiéis à nossa terrinha da garoa; chega até a assustar, como se víssemos a nós mesmos à partir de uma realidade paralela.

É, se você esperava ver brasileiros falando espanhol americanizado como acontece muito bizarramente em muitos filmes americanos se enganou.

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Assassin’s Creed: Revelations

Com o sucesso da franquia Assassin’s Creed o jogo que seria lançado somente no ano que vem foi adiantado e chegou às prateleiras no mês passado, mais precisamente no dia 15. O novo game serve como desfecho para as histórias de Ezio e Altair para que um novo protagonista e trama possam ser introduzinos na franquia em 2012.

Em Revelations acompanhamos os últimos passos de Ezio Auditore como mestre assassino onde o já cansado guerreiro agora com 52 anos deixa a Itália em direção a Masyaf, berço da ordem dos assassinos para descobrir os segredos centenários ocultos na biblioteca do grande Altair. Após ser capturado em Masyaf pelo capitão templário Leandros e seus homens no início do game e levado a forca Ezio consegue reverter a situação em uma árdua peleja através das montanhas congeladas da Síria e descobre que são necessárias cinco chaves especiais para destrancar a biblioteca de Altair e que seus inimigos já possuem uma das chaves. Ezio então parte em direção a Constantinopla no berço do Império Otomano para recuperar as chaves restantes escondidas a pedido de Altair em pontos secretos da cidade por Nicolau e Matteo Polo, respectivamente pai e tio do famoso navegador italiano Marco Polo cujo um dos feitos foi levar da China para a Itália o macarrão. Crítica de Assassins’s Creed também é história!

Após desembarcar, Ezio é recebido por Yuzuf Tazim, líder local dos assassinos que estão em uma espécie de guerra fria com os templários bizantinos da região. No mesmo barco em que viajava está o príncipe Suleiman e a jovem amante da literatura Sofia Sartor que se torna peça fundamental na busca de Ezio pelas chaves perdidas. Após se tornar amigo de Suleiman, Ezio mergulha mais profundamente nos planos templários e na disputa entre o pai e o tio de Suleiman para sucessão do trono.

Além da história de Ezio reencontramos o antigo protagonista da série, Altair, cuja história se revela através a cada nova chave coletada por Ezio. Ao final a sofrida tragetória de ambos os protagonistas tem sua conclusão épica um perante o outro. Enquanto revemos as lembranças de Ezio e Altair, Desmond Milles se encontra em uma espécie de limbo entre o mundo real e as lembranças de seus ancestrais. Na Animus Island, Desmond é auxiliado pelo finado Subject 16, preso eternamente nesse mundo paralelo livre e cheio de desafios aos jogadores. Assim como aconteceu em Assassin’s Creed II e Assassin’s Creed: Brotherhood a presença de deuses como Minerva e Juno na criação da primeira civilização do mundo e de alertar sofre um perigo desconhecido que ocorrerá ao final de 2012, a história perde muito de sua base se tornado supérfula demais para ser verdade depois de sermos bombardeados com tantos acontecimentos históricos.

Revelations é um game bem trabalhado que apresenta aos jogadores um mundo novo a ser explorado com uma atmosfera diferente do costumeiro acalento renascentista latino. Em Constantinopla somos introduzir em uma cultura completamente diferente de uma parte do mundo também completamente diferente de se pensar e ser. A clareza de detalhes dos dois últimos capítulos dão lugar a ruelas estreitas carregadas do cheiro psicológico de especiarias e uma arquitetura magnífica e colorida, confusa e aconchegante. Lembre-se, será necessário, literalmente bater com a cabeça na parede diversar vezes até se acostumar que aqueles tapetes pendurados do lado de fora das edificações não são janelas!

Graficamente falando Revelations traz uma considerável melhora nas feições de seus personagens, principalmente para com Ezio, cujo rosto mais velho lembra muito pouco suas versões nos games anteriores. Apesar da mudança parecer grande acaba por auxiliar no nosso próprio envolvimento com o protagonista, mas mudar a cor dos olhos de Ezio foi um pouco demais. Os característicos olhos castanho escuros se tornaram cor de mel!

Se comparado as aventuras anteriores de Ezio em sua cruzada (palavrinha irônica) contra os templários temos aqui um jogo mais curto que seus antecessores onde a narrativa não se foca as ações do vilão e como prevení-las mas sim nas ações do protagonista em sua busca pelas chaves da biblioteca de Altair. Vemos também um lado um tanto diferente de Ezio, na verade um lado que reside em todos nós mas que antes não havia sido explorado devidamente já que a vida inteira do herói foi voltada primeiro para a vingança e depois na guerra contra os templários e em reerguer a irmandade de assassinos. Dessa vez Ezio se apaixona, mesmo que não diga “eu te amo” fica evidente seus sentimentos por Sofia. Subentende-se porém que a relação deles se desenvolve depois dos eventos finais do jogo.

Sofia e Ezio fazem piquenique.

Entre as novidades do game estão a hookblade e arte de se fabricar bombas. Sim, bombas de todos os tipos com diferentes tipos de pólvora e ingredientes que incluem até sangue de cordeiro. Bombas explosivas, de impacto e de artifício, a variedade é impressionante e sem dúvidas um dops maiores trunfos do jogo.

De resto Revelations se matém muito parecido aos jogos anteriores da franquia com áreas com influência templária a serem dominadas, shops a serem reformados, assassinos a serem recrutdos e treinados e centenas de segredos a serem encontrados no mapa gigantesco. Locações histórias continuam a fazer parte de Assassin’s Creed: Revelations como por exemplo a Basílica de Santa Sofia, a Torre de Gálata e a Torre da Donzela.

Basílica de Santa Sofia em ACR.

Apesar de Assassin’s Creed ter deixado de ser algo original com o segundo game em 2009 a essência de toda a trama permeada por fatores e personalidades históricas permanece a mesma possibilitando brincar e viajar com o que já foi escrito há centenas de anos e questionar sobre o que é ou não é verídco, sobre o que foi oculto ou não e o quanto do que nos é ensinado na escola e em livros de história é verdade. “Viajei” demais? Créditos ao jogo, então!

Trailer de lançamento