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Uma proposta que não se pode recusar

Em 2005 uma versão do clássico O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola foi lançada pela EA Games para os videogames. O game se baseava no primeiro filme da trilogia e teve até uma continuação alguns anos depois, mas agora quem recebe as cinco famílias mafiosas de Nova York são os usuários do Facebook.

Na trama do game intitulado The Godfather Five Families o jogador pode escolher entre as famílias rivais Corleone, Tattaglia, Stracci, Cuneo e Barzini e fazer um nome por conta própria e galgar através dos desafios a serem transpostos e se tornar o Don da família que escolheu. O jogo é desenvolvido pela Kabam, especialista em games para redes sociais em parceria com a Paramount Digital Entainment e deve ser lançado ainda esse trimestre.

 

Trailer: The Godfather Five Families

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Crítica: Call of Duty: Black Ops

Call of Duty: Black Ops foi lançado no final do ano passado mas somente agora tive a oportunidade de por as mãos nele, e para se obter um grande game antes tarde do que nunca. Assim como os outros vários títulos da franquia, Black Ops se passa durante um conflito real, tendo como pano de fundo a Guerra Fria, mais especifcamente entre os anos de 1961 e 1968 com passagens pelo conflito entre Estados Unidos e Vietnã e também pela Segunda Grande Guerra Mundial.

O game tem início com o protagonista da trama Alex Mason sendo torturado e interrogado por dois homens desconhecidos que exigem saber dele a origem dos “números”, uma sequencia de dígitos que eles passam repetidamente para o capturado. Sem entender o que os homens querem Mason começa a retratar missões passadas das quais participou como membro das Forças Especiais dos Estados Unidos. É ai que jogo começa de fato, através das memórias de Mason. Durante a primeira missão do game, matar Fidel Castro, Mason e seus companheiros são interceptados pela polícia cubana em um encontro com seu contato em um bar local. Depois disso os três agentes americanos invadem onde está Fidel e completam a missão matando o ditador com um tiro na testa, isso como parte da chamada Operation 40 que realmente foi conduzida nos anos 60.

Durante a fuga Mason é capturado e é revelado que Fidel ainda está vivo (é claro) e que o homem morto era na verdade um sósia. Mason é então entregue a dois russos, general Nikkita Dragovich e Lev Kravchenko, seu braço direito. Enviado a Vorkuta Gulag, um campo de concentração soviético, Mason é torturado e passa por lavagem cerebral, transformando-o em um chamado agente adormecido com propósitos a serem designados por seus algozes através de uma sequência de números transmitidos por rádio (aqueles do começo do jogo), processo muito usado durante a Guerra Fria mas que foi desenvolvido ainda na Primeira Guerra Mundial. Em seu exílio Mason conhece um homem chamado Viktor Reznov que diz a ele o nome de seus captores, estando entre eles um cientista alemão chamado Friedrich Steiner. Juntos os dois novos aliados formam um motim e fogem do campo de terror de Vorkuta Gulag para juntos irem atrás de Dragovich, Kravchenko e Steiner, já que Reznov também tem contas a acertar com os três homens.

Isso pode se dizer é apenas a ponta do iceberg de Call of Duty: Black Ops. Depois o game passa por muitas reviravoltas e esclarecimentos que surpreendem o jogador como poucos games são capazes de fazer. Durante as cutscenes são mostradas ao jogador apenas folhas de documentos secretos, fotos de alvos a serem eliminados enquanto os personagens conversam entre si. Em raros momentos onde existe realmente movimentação como por exemplo quando Mason está sendo conduzido até o pentágono conhecer o presidente Kennedy, a Treyarch se mostra ainda muito precária em desenvolver um carro ou uma moto percorrendo seu caminho através de ruas. Tudo parece travado e muito vazio, o que chega a gerar um desconforto no jogador que até aquele ponto viu coisas tão bem trabalhadas. Outro exemplo de game que passa por isso é Quantum of Solace de 2008 também da empresa, que insistiu em narrar as aventuras do agente 007 por conversas e dados em uma tela de computador, o que no caso não deu muito certo. Agora é possível saber o porque de a Treyarch fazer uso de tal linguagem.

Outro ponto que também chama atenção no jogo é a qualidade gráfica impecável e quase palpável que a desenvolvedora consegue dar ao visual de Black Ops. O realismo é tão fascinante quanto a trama recheada de conspirações. Apesar de bastante violento o game se desenrola com tamanha agilidade que os buracos de bala e membros estraçalhados em seus inimigos somente são notados quando olhados atentamente. Para fortalecer o game atores como Sam Worthington, Ed Harris, Gary Oldman, Ice Cube e a bela Emmanuelle Chiriqui emprestam suas vozes para os personagens do jogo, Worthington fazendo o protagonista, Harris como Jason Hudson, um dos parceiros de Mason, Oldman atuando como Viktor Reznov que já havia aparecido em Call of Duty: World at War e também como dr. Clarke, Ice Cube como o americano Joseph Bowman  e Emmanuelle com a doce voz que sopra a intrincada sequencia de números no cérebro de Alex Mason.

Call of Duty: Black Ops também apresenta um repertório musical bastante vasto com músicas como Symphonie for the Devil dos Rolling Stones que toca durante uma sequencia de barco no Vietnã como referência a clássica cena do cultuado Apocalypse Now de Francis Ford Coppola de 1979, onde a canção Satisfaction também dos Stones é tocada em cena semelhante com um jovem Laurence Fishburn acompanhando a letra. Gimme Shelter também dos Rolling Stones, Fortune Son do Creedence Clearwater Revival, Won’t Back Down de Eminem acompanhado de Pink também estão no game.

Black Ops é um excelente game de guerra e espionagem feito pra quem gosta de conspirações bem elaboradas e roteiros bem desenvolvidos, além de muita ação é claro. Para quebrar toda essa atmosfera e jogar tudo pela janela com grande estilo o mini game Zombies onde o jogador tem de sobreviver a uma orla de zumbis sugadores de cérebro serve para dar aquela descontraída depois de tantas intrigas internacionais.

Músicas de Call of Duty: Black Ops

 

Symphonie for the Devil

 

Gimme Shelter

 

Won’t Back Down

 

Fortune Son

 

Welcome to the Family