Arquivos do Blog

CHICOCAST 1 – Batman Arkham City

O ano de 2012 será cheio de surpresas para os leitores do Chico Louco!
Entramos na onda dos Podcasts!
Agora temos o CHICOCAST, o Podcast do Chico Louco!
Para começar em grande estilo, um debate sobre o jogo Batman: Arkham City.
Ouçam e tirem suas próprias conclusões sobre o game que agitou o mercado.

E não deixem de comentar, compartilhar com seus amigos e deixem sugestões para outros temas a serem discutidos por nossos autores.
Enjoy!

Link para ouvir o CHICOCAST: CHICOCAST – Batman Arkham City

Anúncios

Batman Arkham City

Quem jogou e surtou com Batman Arkham Asylum vai passar para o estágio seguinte da insanidade com Batman Arkham City, lançado pouco mais de dois anos depois de seu antecessor. O novo game do homem-morcego foi aguardado pacientemente e cumpriu o que poucos games, filmes ou livros são capazes, se igualar ao seu antecessor.

A trama de Arkham City se passa cerca de um ano após os eventos do game anterior onde a fuga em massa dos internos do Asilo Arkham derramou sobre a cidade gótica a sombra do medo em uma cidade onde a criminalidade já era sem precedentes. Em decorrência disso o diretor do Arkham propôs um novo espaço penitenciário para abrigar os marginais de Gotham. Esse espaço seriam as próprias ruas da cidade. Tal meta elegeu Quincy Sharp o novo prefeito de Gotham e ele mandou murar bairros inteiros da cidade em uma região com saída para mar. Feito isso ele ordenou que os prisioneiros restantes do Arkham e da prisão Blackgate fossem transferidos para sua nova morada perpétua, Arkham City.

Sharp coloca então o dr. Hugo Strange, psiquiatra relativamente desconhecido no comando de sua nova prisão. Com toda a escória de Gotham reunida em um só lugar, logo os maiores criminosos entram em guerra entre si e é aí que o Cavaleiro das Trevas entra em cena. Batman já vinha monitorando Arkham City desde quando ela ainda era um conjunto bem elaborado de traços em um pedaço de papel escondida em uma sala secreta no escritório de Sharp no antigo Arkham.

Silhueta de Hugo Strange

É então que Bruce Wayne pendura a capa e o capuz e lança-se em uma campanha para o fechamento da cidade-prisão apoiando-se no argumento de que ninguém realmente sabe o que acontece por trás dos muros pesadamente guardados da prisão e que os “moradores” estão se matando em uma guerra sem fim pelo controle da cidade. Em meio a uma coletiva de imprensa diante dos portões de Arkham City e perante a mídia, Bruce Wayne é sequestrado pelos guardas da Tyger, companhia de segurança privada a serviço de Strange e levado para o outro lado dos muros.

É desse lado que o bom jogo de 2009 ganha uma nova dinâmica com tantas histórias que se cruzam que não é difícil se confunfir nas primeiras horas de Batman Arkham City. O dr. Hugo Strange revela a Bruce Wayne que sabe que ele é o Cavaleiro das Trevas e que irá revelar seu maior segredo ao mundo se ele tentar impedir seus planos. Deste lado da cidade Bruce Wayne nada pode fazer, mas Batman pode. Após fugir e recuperar seu equipamento e traje Batman precisa percorrer as ruas de Arkham City em um mapa cinco vezes maior que o do game anterior, achar a cura para si e para o Coringa, que o contaminou com a doença que contraiu como efeito colateral do TITAN na aventura passada. Batman também precisa remediar os conflitos entre o Palhaço do Crime e o Pinguim e entre a Mulher-Gato e o Duas Caras e impedir Hugo Strange de por em ação o chamado Protocolo 10.

O game também conta com a possibilidade de se jogar com a Mulher-Gato e descobrir os reais motivos de sua rixa com o Duas Caras e Hugo Strange, porém a personagem é exclusiva para download.

Mulher-Gato em ação

Ao contrário do primeiro game a história central da nova aventura de Batman se mostra mais pé no chão não fazendo tanto uso do fator fantástico. No final porém resta a dúvida: se fôssemos o Batman teríamos mesmo arruinado os planos do vilão-mor da história? Certo ou errado não importa, o poder sempre leva à destruição, mas nada de spoilers aqui.

Além da trama principal existem também subtramas que tiram o jogador completamente fora do rumo nos fazendo mergulhar em casos distintos e originais no melhor estilo polícia e ladrão. Além dessas missões secundárias que vão desde capturar assassinos em série, resgatar prisioneiros póliticos e caçar um desconhecido vigilante, Batman tem de dar atenção especial ao Charada que tem espalhado por todo o mapa nada menos que 400 troféus, charadas a serem solucionadas, refém a serem salvos sempre presos a armadilhas mortais uma mais difícil que a outra de ser transposta. A cada novo quebra cabeça solucionado informações sobre os personagens e história é revelado.

Que Batman é o maior detetive do mundo não há dúvidas, mas ele não o seria sem os seus bat apetrechos que vão desde a clássica batcorda até visão raio X e scanner de impressões digitais. Todos esses aparatos tiram o jogo daquela mesmice de jogos de super-heróis de só ficar atravessando o cenário batento em bandidos. Desvendar crimes em Arkham City é primordial para o avanço do game.

Novidade também é o modo como os programadores encontraram para fazer Batman se locomover pelas ruas da cidade sem ter de virar nas esquinas. Utilizando a capa do morcegão é possível planas por cima dos prédios da cidade e fazendo uso da batcorda o herói se prende a quase qualquer beiral ou extemidade ganhando novamente os céus sem ter de tocar o chão uma única vez, e para que o jogador não se perca na confusão de prédios e becos basta marcar o lugar desejado no mapa que o batsinal apontará a direção correta a ser seguida. Os cenários internos assim como em Batman Arkham Asylum continuam grandiosos e impressionantes de se admirar, porém menos labirínticos.

Batman Arkham City é sem dúvida um dos maiores, senão o maior game do ano e merece atenção de qualquer gamer que queira perder a razão, nem que seja só para aloprar nas ruas de Arkham City. Mas cuidado, ele estará de olho em você.

Batman Arkham City, trailer de lançamento:

O vôo do morcego

 

Foi em 1939 que a criação de Bob Kane e Bill Finger surgiu na revista de histórias em quadrinhos Detective Comics. Batman, o homem-morcego apareceu para bater de frente com outro super-héroi de uma publicação concorrente, o Superman da Action Comics, tanto que muitas semelhanças entre os dois vigilantes podem ser notadas até os dias de hoje como no figurino bicolor onde ambos tem seus símbolos costurados sobre o peito, vestem uma cueca da cor da capa sobre a calça, cinto amarelo e botas de cano alto além do fato de ambos terem sua própria cidade ficcional.

A primeira vez que Batman, alter-ego do bilionário Bruce Wayne(na época em que surgiu era milionário) apareceu foi na cidade de Nova York lutando contra o crime com assas de pano no lugar da capa e orelhas curvas e não retas como se tornariam mais tarde. Depois o herói iria combater nazistas na Segunda Guerra Mundial. Quando pequeno o jovem Bruce perdeu os pais durante um assalto nos becos da violenta cidade de Gothan após os três saírem de um espetáculo teatral. Atormentado e podendo contar somente com o apoio de seu mordomo Alfred Pennyworth o rapaz cresceu determinado a enfrentar os demônio de seu passado e se rebelar contra a tirania da cidade gótica.

Os mais marcantes artistas que já tiveram o privilégio de desenhar o herói além de Bob Kane que não tinha um traço tão bom assim foram Frank Miller e Jim Lee. Foi o carrancudo Miller quem trouxe os quadrinhos de Batman de volta à vida nos anos 80 com a sua obra intitulada simplesmente O Retorno do Cavaleiro das Trevas que mostrava um Batman de meia idade mais sombrio e brutal do que nunca, mas não se enganem, apesar da história de Miller ser insuperável seu traço do herói é deplorável. Foi com Jim Lee que Batman ganhou o século XXI nas revistas em quadrinhos. Os desenhos cheios de detalhes e impecáveis de Lee alavancaram o herói como só havia acontecido antes com Miller.


Batman de Jim Lee


Batman tem uma vasta coleção de inimigos, entre eles o sádico Coringa, também conhecido no submundo como o Palhaço do Crime cuja verdadeira identidade continua sendo um dos maiores mistérios de toda a mitologia do super-herói até hoje. Entre os mais conhecidos vilões do Cavaleiro das Trevas estão o sagaz Charada, o disforme Duas-Caras, a excêntrica Arlequina, namorada do Coringa, a mortífera Hera Venenosa, o “esquentadinho” sr. Gelo e o falante e aristocrático Pinguim além da bela e escorregadia Mulher-Gato com quem o heroí mantém um eterno caso de amor e ódio.

Entre seus principais aliados Batman conta com o mordomo Alfred, o menino prodígio Robin, identidade secreta de Dick Greyson, o comissário de polícia James Gordon e sua filha Barbara, vulgo Batgirl, nas horas vagas.

O universo de Batman já sofreu tantas, mas tantas mudanças desde que surgiu nos anos 30 que se é quase impossível estabelecer uma linha cronológica exata que não seja tão exagerada quanto um desfile de escola de samba. Então a única parte conhecida universalmente e que é imutável é a origem e as motivações do herói.

Com o passar dos anos Batman já teve bonecos, kits vendidos com máscaras e batarangs, inúmeros desenhos animados, integrou a Liga das justiça, teve um bem sucedido seriado nos anos 60, filmes derivados do tal seriado que rendeu até um filme solo da Mulher-Gato e muitas outras imersões em mídias diversas.

Um dos aspectos mais perturbadores sobre Batman são as piadinhas feitas sobre sua sexualidade. Como o herói não possui um par romântico definido em suas histórias como acontece com Superman e Lois Lane e ainda por cima o bilionário Bruce Wayne mora com um menino orfão, o Robin, Batman é chamado até hoje de pedófilo e homossexual pelos que se acham mais engraçadinhos. Porém há um lado positivo. Enquanto Superman/Clark Kent batalha para conseguir manter um relacionamento sério  e pacífico com Lois, o homem-morcego já conquistou inúmeras beldades.

Batman e Robin em paródia “animada” gay


Mas foi somente em 1989 que um filme verdadeiramente hollywoodiano e fiel ao universo sombrio e melancólico do personagem apareceu moldado pelas mãos e a mente excêntrica de Tim Burton. Michael Keaton desempenhou o papel do Cavaleiro das Trevas e ninguém mais do que Jack Nicholson interpretou o arquinimigo do morcegão, o Coringa. Como interesse romântico do herói um personagem que não saiu dos quadrinhos foi posto no filme, o de uma jornalista que corria atrás de notícias sobre o Batman e de seu alter ego Bruce Wayne e foi encarnada por Kim Bassinger.

O filme fez um sucesso estrondoso e gerou uma continuação ainda melhor três anos depois, Batman – O Retorno, dessa vez tendo como vilões a Mulher-Gato inpecavelmente interpretada por Michelle Pfeiffer e o Pinguim na pele do impagável Danny De Vito. Papel esse que caiu como uma luva para o ator.

De Vito como Pinguim


Os dois filmes vinham para se juntar aos dois primeiros filmes de Superman das décadas de 70 e 80 que já haviam mostrado que filmes de super-hérois era algo possível e incrivelmente rentável. Batman estava em alta como jamais estivera antes e mais um filme foi feito em 1995, mas não era difícil perceber que havia algo um tanto diferente.

No filme Batman Eternamente a cadeira do diretor deixou de ser de Burton que serviu ao projeto somente como produtor e passou para Joel Schumacher e Micahel Keaton foi substituído pelo insípido Val Kilmer. Com o sucesso das películas anteriores uma gama de artistas de peso foi trazido para o novo filme. A beleza hipnotizante de Nicole Kidman deixou o herói babando pela psiquiatra Chase Meridian, personagem da atriz e par romântico de Batman que tentava analisar o seu interior perturbado. Jim Carrey e Tommy Lee Jones incorporaram respectivamente os vilões Charada e Duas-Caras dando continuidade à linha que se estabelecera no filme anterior de apresentar dois algozes para o Cavaleiro das Trevas. Uma recém reestabelecida Drew Berrymore servia de uma das namoradinhas do ex-promotor pirado Harvey Dent(Duas-Caras) e pela primeira vez o menino prodígio deu as caras na pele de Chris Odonnell.

O que havia de incomum no filme era o tom que ele estabelecia. Enquanto nos filmes passados a atmosfera gótica e depressiva que misturava armonicamente cenários contemporâneos com cenários dos anos 30 parecendo ser um filme que se passava realmente na época em que surgiu o personagem foi abandonada e toda modernizada e o uso de cores extravagantes deixou o filme com uma cara pesada e enjoativa, lembrando um pouco o seriado dos anos 60 de um jeito ruim.

Mais um filme foi lançado em 1997 desta vez com George Clooney, recém saído da série ER e Chris Odonnell nos papéisl título de Batman & Robin. Schumacher mais uma vez foi o diretor, novamente houve dois vilões, Sr. Gelo e Hera Venenosa e Schumacher repetiu o mesmo erro.

Apesar do colorido exagerado do filme de 1995 ter sido bem sucedido nas bilheterias, Batman & Robin teve um roteiro tão ruim que a maior expectativa de quem assistiu o filme nos cinemas era a hora em que as luzes se acenderiam para que eles pudessem enxergar o caminho de volta. A interpretação de Clooney conseguiu ser pior que a de Kilmer e a incersão de Batgirl interpretada por Alicia Silverstone que despontara dois anos antes em As Patricinhas de Beverly Hills e a do vilão Bane, coadjuvante e estranhamente esverdeado e burro como uma porta, nada fiel à figura dos quadrinhos foi decepcionante. Talvez se no lugar de Silverstone sua companheira em As Patricinhas de Beverly Hills, a atriz Stacey Dash tivesse interpretado o papel da heroína mascarada o desempenho poderia ter sido bem melhor.

o trio “escadinha” de Batman & Robin


a deslumbrante Stacey Dash


Ao todo o filme era maçante e apresentava um festival de cores ainda maior que o anterior, Batman ganhou mamilos, os veículos e as gadgets mais se pareciam com brinquedos de criança que gostam de ver luzes que piscam. Nem mesmo a boa interpretação de Arnold Schwarzenegger e Uma Thurman como os vilões salvou o filme, a roupa de super-vilão do sr. Gelo causava mais risadas de pena do que pavor. Em resumo, o personagem que se saiu melhor em todos os aspectos foi a de Hera Venenosa, incrivelmente sexy na pele de Uma Thurman.

Uma Thurman e Arnold Schwarzenegger


Conclusão: Schumacher conseguiu de vez tirar toda a essência do herói junto com o respeito que ele havia conseguido em décadas, sem falar em sua sagacidade e virilidade que também foram exterminadas. Batman estava de vez no limbo, enterrado para sempre no cemitério dos mais desastrosos do cinema.

Os filmes de super-heróis ficaram esquecidos e a vida continuou, para Batman nos quadrinhos e desenhos animadas e a única voz que se ouvia do homem-marcego não era a de nenhum astro famoso do cinema mas sim do ator pouco conhecido e dublador Kevin Conroy que emprestava sua voz guturral e trovejante para o cavaleiro das trevas em suas aventuras animadas para a televisão.

Foi nos anos 2000 que os quadrinhos invadiram de vez as telonas. Primeiro com X-Men que abriu as portas para que seus companheiros super poderosos mostrassem do que eram capazes. Em seguida veio o primeiro Homem-Aranha, uma continuação para os X-Men e uma segunda aventura do teioso. Com o gênero consolidado pelas duas maiores franquias da editora Marvel e um Quarteto Fantástico a caminho era hora de Batman ressurgir das trevas na qual estava esquecido, como na clássica história de Frank Miller.

Em meados de 2005 Batman Begins foi lançado. Tinha direção de Christopher Nolan que também assinou o roteiro ao lado de David Goyer. O sucesso da produção foi descomunal. Estava tudo lá, em um filme de quase três horas com um visual impecável e uma história tão densa que poderia ser verdade, tudo muito bem acompanhado por uma magnífica trilha de Hans Zimmer.

O galês Christian Bale assumiu o papel de Batman e deu um show de talento com sua interpretação intensa do personagem. À primeira vista Bale seria como Keaton, Kilmer e Clooney, ofuscado pelo próprio personagem, mas não foi o que aconteceu. Nas primeiras horas de filme nos concentramos somente em Bale e em como um quase inconsequente jovem Bruce Wayne luta contra si mesmo e se torna o mais temido dos vigilante, escorregadio como uma sombra e ao mesmo tempo invisível e presencial como o vento.

Contracenando com Bale estavam os veteranos Michael Caine e Morgan Freeman como Alfred e Lucius Fox, este último fazendo sua primeira aparição em um filme de Batman. Liam Neeson ficou com o papel de Ras’ al Gul e Cillian Murphy como o dr. Jonathan Crane, o Espantalho e a bonitinha Katie Holmes, mas nada mais do que isso fazia a advogada de promotoria Rachel Dawes e principal interesse romântico do herói.

Com o sucesso do filme uma continuação foi preparada e lançada em 2008. O tempo de duração era maior, a trama melhor e o retorno foi um dos maiores da história do cinema. O filme custou US$158 milhões e teve um lucro de mais de 1 bilhão de dólares! Nada comparado aos filmes de Schumacher dez anos antes.

Batman – O Cavaleiro das Trevas apresentava como vilão o Coringa, desta vez interpretado pelo já falecido Heath Ledger que transpirou talento na pele do maníaco, roubando a cena do herói como havia acontecido quase vinte anos antes quando o papel tinha sido encarnado por Jack Nicholson. O desempenho do ator foi tão impressionante que nem foi notado a falta do alívio cômico de sua companheira Arlequina. Ledger ganhou um Oscar póstumo por seu trabalho em O Cavaleiro das Trevas. Mas o Coringa não foi a única pedra na bota de Batman que ainda teve de lidar com a escorregadia máfia italiana liderada pelo personagem clássico de Salvatore Marone na pele de Erik Roberts e também com Duas-Caras. O interessante do última personagem mencionado é ver sua transformação de promotor idealista para homem com sede de vingança e finalmente para o imprevisível bipolar. Vendo o Duas-Caras de Aaron Eckhart um sentimento de vergonha alheia pela versão do personagem de Tommy Lee Jones em 1995 é inevitável.

Heath Ledger e Jack Nicholson como Coringa


File:Two-faceEckhart.jpg

Aaron Eckhart como Duas-Caras


Rachel Dawes voltou a aparecer desta vez com uma participação maior e mais significativa, a mudança foi a troca de atrizes, já que Maggie Gyllenhaal substituiu Katie Holmes. Depois do lançamento de Batman Begins o diretor Christopher Nolan disse que o casamento de Katie com Tom Cruise na época estava ofuscando a presença de seu filme e que ele não sabia se ela estaria no próximo filme. A troca não podia ser melhor. Apesar de uma atriz de certo modo lembrar a outra Maggie mostrou um jeito muito mais profundo e verdadeiramente comprometedor para com a interpretação da personagem, não lembrando em nada a performanse desinteressada da sra. Cruise. Outro fator que chamou atenção para a nova atriz foram suas feições, bonitas, mas de um modo pouco convencional, aniquilando totalmente a lembrança de que um dia o papel havia sido da insossa Katie Holmes.

The Dark Night Rises, terceira parte da trilogia idealizada por Nolan está em fase de pré-produção com as filmagens já agendadas para terem início em maio. A trama é mantida em segredo mas alguns dos personagens e atores que marcarão presença no filme já foram revelados. Além do grupo de personagens fixos de Bruce Wayne, Alfred e Lucius Fox as novas figurinhas a aparecer serão a Mulher-Gato, o vilão Bane e talvez Talia al Gul, filha do vilão do primeiro filme. Existiam rumores de que o papel de Talia ficasse com Eva Green que estava fazendo testes para o filme, mas recentemente foi anunciado que ela participará como protagonista na nova produção de Tim Burton chamada Dark Shadows, um remake de uma antiga série sobrenatural dos anos 60. A dúvida que fica é se com a agenda cheia para as filmagens com Burton a atriz teria tempo para se dedicar ao novo Batman, isso já descarta quase que completamente a atriz do projeto.

Outro astro já confirmado é o ator Tom Hardy que trabalhou com Nolan em A Origem no ano passado. Muito se especulou que o papel que Hardy interpretaria seria o vilão dr. Hugo Strange(adoro esse nome), isso porque o novo game do Batman que sai em novembro deste ano tem o personagem como antagonista principal. Comparações entre Hardy e Strange foram feitas principalmente por fotos do filme Bronson onde o ator apesar de interpretar a famoso prisioneiro Charles Bronson se parece muito com o vilão diretor do Asilo Arkhan, careca com um espesso bigode e fisicamente grande. Mas o papel do ator será o de Bane que não é um dos mais preferidos dos fãs de Batman. Resta saber como será a abordagem que Nolan dará ao personagem, se será mais fiel e inteligente como nos quadrinhos(lembre da versão de Schumacher) e como será seu visual, se seus músculos exageradamente desenvolvidos serão feitos com próteses, em CGI ou se Hardy terá de suar a camisa malhando como um louco para se tornar monstruosamente gigante até maio.

Tom Hardy à esquerda e Bane à direita

 

Mas ainda resta um outro personagem para se falar a respeito. A Mulher-Gato. Dessa vez a gatuna será vivida pela meiga de aparência etéria Anne Hathaway. Muitos aprovaram a escolha da atriz de imediato, enquanto outros nem tanto assim. Apesar de nada mais ter sido revelado o papel da personagem parece combinar de um modo bastante natural com a atriz.

montagem de Anne Hathaway como Mulher-Gato


Há poucos dias foi anunciado que o ator Joseph Gordon-Levitt também participará do filme, alguns apostam que seja como o charada, como haviam feito no filme anterior.

Mas com todas essas novidades existe o mesmo perigo dos filmes de décadas passadas. Batman pode acabar sendo ofuscado pelos outros personagens e isso não seria nada bom para os fãs que também nunca deixaram de protestar contra um aspecto dos filmes do homem-morcego. Batman sempre foi chamado de o maior detetive do mundo, mas essa característica nunca foi usada em nenhum dos filmes do herói.

Alguns ainda fazem piadas de mal gosto apostando na volta de Schumacher depois da saída de Nolan da franquia. Se isso acontecer os tais engraçadinhos ainda vão morder a língua até sangrar de arrependimento pela brincadeira infame.

Deixando de lado hollywood entramos no mundo dos games. Apesar de inúmeros títulos lançados para consoles Batman nunca fez grande sucesso. Em 2005 foi lançada uma adaptação fuleira de Batman Begins onde o único fator originale era o medidor que apontava o nível de medo dos inimigos.

Em 2008 foi anunciado um novo título porém este não seria uma adaptação do filme daquele ano. No final do agosto do ano seguinte Batman Arkhan Asylum foi lançado alcançando o título de melhor game do ano e obtendo nada menos do que 96% de aprovação das maiores revistas especialisadas no assunto. A trama girava ao redor de um motim dos prisioneiros do Arkhan liderados pelo Coringa.

A continuação chamada Batman Arkhan City mostra a disputa de poder entre Duas-Caras e Mulher-Gato na hierarquia do crime da cidade-presídio regida pelo dr. Hugo Strange que nos quadrinhos e também no game descobre a verdadeira identidade de Batman. Além desses ainda há a volta do Coringa e de Arlequina.

Sem dúvidas o universo de Batman sofreu inúmeras transformações através dos anos e com certeza continuará passar por muitas outras para que os fãs não se acomodem e claro não parem de comprar os produtos que levam a nome do cavaleiro das trevas. O que se espera no mínimo é que tais mudanças sejam positivas e não contribuam para arrastar o herói para o limbo dos esquecimento.

Batman Arkham City: Novidades

No começo deste mês foram enfim divulgadas as primeiras imagens do novo game do homem-morcego e continuação do fenômeno do ano passado, Batman: Arkham Asylum, sucesso de críticas e vendas. Dessa vez Batman terá de enfrentar seus piores inimigos em sua própria cidade, Arkham City, fundada pelo ex-diretor do Arkham Asylum e agora prefeito de Gotham City, Quincy Sharp, que mandou murar bairros inteiros de Gothan fazendo uma super prisão, a diferença é que os criminosos podem andar livremente pelas ruas. Na trama Duas-Caras tem de eliminar Mulher-Gato para subir na hieranquia do crime organizado. Batman terá de se empenhar em dobro para que isso não aconteça, não somente para evitar que Duas-Caras se torne ainda mais perigoso mas também para impedir a morte de Selina Kyle, a Mulher-Gato, com quem vive um eterno e tórrido caso de amor e ódio. O game apresenta ainda novos movimentos e gadgets, além de um possível modo multiplayer e promete ser cinco vezes maior que seu antecessor, aumentando a possibilidade do Cavaleiro das Trevas usar algum veículo para se locomover através do cenário. O game sairá no terceiro trimestre do ano que vem para PS3, Xbox 360 e PCs.