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Resident Evil 6

Pois é, muita gente puxa o saco da Capcom pelo grande sucesso que foi Resident Evil 5, lançado em 2009, mas a verdade é que o game revoltou os verdadeiros fãs da série, isso mesmo, aqueles saudosistas que esperam há anos que a franquia volte as origens. Resident Evil 5 foi na verdade um jogo sem imaginação, podre, com tantas partes iguais e tantos tiros a esmo que de Resident Evil mesmo só tinha o nome.

Após uma promessa da Capcom que o próximo game ficaria pronto entre 4 e 8 anos depois do lançamento de Resident Evil 5, muitos fãs não sabiam se ficavam tristes ou felizes com a notícia, temerosos em ver o que podia ser outra mancha negra nas costas de sua adorada franquia; na verdade, morta há anos, já que os filmes também não contam.

De repente tudo aconteceu de uma vez, como uma epidemia de alguma arma biológica que se espalha por uma cidade inteira. No começo de 2012 a Capcom anunciou e lançou um teaser de Resident Evil 6, com data de lançamento para novembro. O ano foi passando e vários trailers e walkthroughs caíram na rede e para melhorar, a data de lançamento foi antecipada para 2 de outubro. Mas será que o novo Resident Evil pode ser a tal mancha negra?

A trama de Resident Evil 6 se passa em meados de 2013, onde o presidente dos Estados Unidos em visita a Universidade Ivy, na cidade de Tall Oaks, está preparado para revelar ao mundo a verdade sobre o incidente em Raccoon City, 15 anos antes. Leon Kennedy o adverte que tal ação pode vir a causar mais problemas do que trazer soluções para a crise global de ataques bio-terrosristas que assola o planeta.

No dia em que a revelação seria feita, um novo experimento chamado de C-Virus é liberado na cidade, infectando ninguém mais, ninguém menos que o próprio presidente. Para proteger a si e a Helena Harper, agente do Serviço Secreto, Leon dispara contra o presidente e parte em busca do responsável pela liberação do novo virus em uma cruzada que nos leva dos Estados Unidos, leste europeu e China.

Para romper com a linearidade do game anterior, os desenvolvedores criaram quatro histórias que juntas formam uma só. Em determinados momentos as narrativas de Leon, Chris, Jake e Ada se cruzam, dando respostas a fatos e lacunas sem respostas durante uma campanha e outra, fora que a grande reunião de alguns dos mais clássicos personagens da franquia é um atrativo à parte, justamente para revitalizar o ânimo dos fãs mais saudosistas. Mas o roteiro também apresenta falhas, como ter personagens que ninguém sabe quem são, de onde vieram e nem para onde vão(cova), fora um vilão mal trabalhado que não chega aos pés de Albert Wesker.

A novidade é o personagem Jake Muller, filho de Albert Wesker e a única esperança da humanidade, já que seu sangue possui anticorpos contra a nova ameaça biológica. Porém, esse tipo trama soa asiática demais para uma história que até esse ponto conseguia se manter plausível. O filho de Wesker, no entanto, não possui o carisma necessário para cativar os gamers, já que nem em personalidade e em aparência possui algum traço ou característica originais que favoreça a si ao o próprio enredo.

Jake Muller

Inicialmente os produtores haviam dito que Resident Evil 6 traria de volta os elementos de survivor horror que o consagraram nos anos 90. Bom, isso é mentira. O que Resident Evil 6 traz do passado é apenas uma tentativa porca de enganar os gamers. Nas demos da campanha de Leon, tudo estava lá, escuridão, silêncio, os zumbis, mortos vivos mesmo e não a macacada hiperativa com lança foguetes que começou a dar as caras em Resident Evil 4. Porém, essas lembranças que, acredite, dão medo e fazem palpitar o coração, só existem no início do primeiro capítulo da campanha de Leon. Depois é tiroteio e ação para todo lado com um inimigo que apresenta tantas formas que a lembrança de Resident Evil 5 logo volta a surgir, em especial o puzzle da sala dos espelhos e seus vários níveis para ocupar espaço no Blu-Ray.

Na campanha de Chris Redfield, talvez a melhor das quatro, e isso porque a Capcom assume de vez que a franquia não é mais do gênero terror mas sim ação, ação, ação!!! A história de Chris é o que dá o carisma necessário que o personagem nunca teve, isso se dá também pela atuação de Roger Craig Smith, intérprete também de Ezio Auditore de Assassin’s Creed. Aqui, Chris é de todos o personagem com a maior carga dramática de todo o game. Não seria nada mal se ele fosse o único personagem jogável em uma trama única, que no caso teria de ser estendida.

Chris e Leon se enfrentam na China

Com Jake, a jogatina já começa a se dar por osmose, já que rever algumas partes que já foram vistas nas campanhas de Leon e Chris podem vir a ser bem entediantes, fora os fatores já ditos acima sobre o novo personagem que simplesmente sabe lutar como ninguém com as criaturas mais bizarras imagináveis, e inclusive tem uma espécie de novo Nemesis querendo brincar de pega-pega.

A melhor campanha ainda pode ser a de Chris, mas é na cronologia de Ada, que só é liberada depois de se terminar o game com os três outros protagonistas que aquelas velhas raízes mencionadas pelos produtores dão as caras, mas não do jeito que havia sido prometido. Em sua campanha Ada tem que resolver Puzzles, nada muito cerebral, mas nada além disso mostra qualquer associação com os games originais.

Enquanto as histórias de Leon, Chris e Jake se cruzam, mostrando como cada um deles chegou a determinado ponto a de Ada além de cruzar com os três machões, tem sua própria história que revela muito sobre a trama principal do game, fora que Ada sempre foi uma das personagens mais cobiçadas da franquia, nunca aproveitada como perosnagem jogável, com excessão de um especial em Resident Evil 4.

Em termos de jogabilidade o game evoluiu, mas ainda fica para trás. A câmera não é mais fixa, agora é possível andar atirando e escolher o sitema de mira entre mira laser e uma cruz, ao todo são comandos demais para poucos botões, apesar de a mecânica de combate corporal ter sido aprimorada.

Outra novidade é que cada protagonista tem seu parceiro, assim como Chris tinha Sheva em Resident Evil 5, aqui Leon tem Helena Harper, Chris faz parceria com Piers Nivans da BSAA, Jake anda para cima e para baixo com Sherry Birkin, e Ada, bom, a gata sempre soube se virar muito bem sozinha para falar a verdade.

Ao todo Resident Evil 6 é um bom game, tem sim suas falhas mas não decepciona. Para aqueles que estavam preocupados com a tal mancha negra, esse novo capítulo da saga de terror mais cultuada do planeta parece estar querendo acertar as contas com seus fiéis seguidores, tão desapontados nos últimos anos.

Trailer

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CRÍTICA: Resident Evil 4: Recomeço

No último dia 17 estreiou aqui no Brasil o novo Resident Evil, quarto filme da cinesérie inspirada nos famosos games de survival horror da desenvolvedora japonesa Capcom. O novo filme, entitulado Resident Evil 4: Recomeço, como já se era de se esperar não é nem um pouco fiel aos video-games, a não ser é claro,  pelo título. O filme de Paul W. S. Anderson apresenta uma história diferente das vistas nos jogos, com personagens e locações novas. No quesito ação nada deixa a desejar, o que Já não acontece com os diálogo entre os personagens onde tudo é muito genérico, inverso dos video-games, onde haviam horas de conversação. Na trama Alice(Milla Jovovich), protagonista dos filmes anteriores, voa até o Alasca em busca da terra prometida, a cidade de Arcadia, onde se acredita haver a promessa de segurança, livre das criaturas infectadas pelo T Vítus. O que Alice encontra não passa de um campo com uma praia e uma desmemorizada Claire Redfield(Ali Larter). As duas então viajam para Los Angeles onde encontram outros sobreviventes, entre eles o irmão de Claire, Chris, vivido por Wentworth Miller(Prison Break). Depois disso a história torna-se fraca e repetitiva, dando a impressão que tudo aquilo que está acontecendo na tela já foi visto em outros filmes não só da série Resident Evil. Apesar de apresentar uma narrativa confusa no começo onde o espectador não sabe o que aconteceu ou deixou de acontecer depois da queda do helicóptero(tipo de cena que fiacaria bem para o final do filme, o que fecharia a história com uma dúvida que seria respondida no filme seguinte), Resident Evil 4 se mantém focado em seus protagonistas, mas não dando a mínima para a história de cada um, como é o caso de Claire e Chris. Outro fato para se assustar, e não se enganem por que não são os zumbis, já que esses mal são mostrados como deveriam na tela à não ser como uma massa de pessoas sem rosto que gostam muito de correr(todos sabemos que zumbis não correm), é o erro de continuação da sala de banhos do presídio onde os sobreviventes estão confinados. Em um take o chuveiro é aberto para no seguinte estar fechado, apesar de o barulho de água corrente permanecer. Isso se repete durante vários cortes da cena. Quem leva o filme nas costas é o trio protagonista vivido pelos três atores mencionados acima. Talvez se o filme levasse outro nome e seus personagens também a sensação de decepção fosse menor. Apesar de um quinto filme já ter sido prometido vamos torcer para que haja um reboot da franquia, dessa vez fiel ao que ela realamente é e voltada para o terror, não para a ação sem pé nem cabeça. Quando for ver Resident Evil 4: Recomeço no cinema não esqueça de deixar o seu cérebro em casa. Você não vai precisar dele, e não é por causa dos mortos-vivos.