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Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Existem momentos na vida em que sabemos que o fim é iminente e inevitável, como quando o diabo vem cobrar almas depois daqueles anos de fartura prometida. A vida é como um círculo de fogo, que queima, arde, mas que a gente gosta de sentir fervilhar sob a pele, mas que é finita.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é exatamente a última parte desse círculo flamejante que se fecha, conclui não uma, mas várias vidas; ninguém entra, ninguém sai.

A terceira e última parte da trilogia de Christopher Nolan para o mais real dos heróis se inicia oito anos após os eventos do último filme, Batman – O Cavaleiro das Trevas, com o homem-morcego assumindo a culpa pela morte de Harvey Dent e daqueles que este matou ao “acaso”.

Desta vez, Batman tem de enfrentar Bane, que nesta versão pé no chão de Christopher Nolan não faz uso de veneno para se fortalecer e não saiu de um circo de horrores digno de dó como foi a versão miolo mole de Joel Schumacher, 15 anos atrás. Além de Bane, que mergulha a cidade gótica em anarquia para depois destruí-la, Batman tem de lidar com a presença de Selina Kyle, a mulher-Gato, que entra em sua vida de um modo digamos, muito pouco convencional e desperta uma chama há muito adormecida dentro do velho justiceiro alado.

A produção não pode ser considerada menos que monumental. Com quase três horas de duração e as sensações que desperta, tímidas no âmago de cada um não são simples de serem postas em palavras pois são extrememente individuais e sufocantes, como o desespero que queima o espírito com a vontade de viver.

A tensão se intensifica a cada minuto, pois sabemos, juntamente com Bruce Wayne que sua jornada está para se encerrar. O clima denso da narrativa nos prende na cadeira, mas o verdadeiro aperto que faz nossos pulmões queimarem a cada take de respiração prendida se dá pois sabemos que este é o último filme Nolan/Bale com o Cavaleiro das Trevas. Muitos cresceram vendo o morcego de Christopher Nolan brilhar nas telonas e agora o círculo se conclui; nós sabemos disso, Nolan sabe disso, e o pior, ou não; Bruce também sabe disso.

Em atuação não há muito o que dizer, já que os atores são alguns dos gigantes do Olimpo de Hollywood, e os que ainda não são, serão em breve. Além de Christian Bale, Michael Caine, Morgan Freeman e Gary Oldman, figurinhas carimbadas na Gotham de Nolan, os novatos da franquia são Anne Hathaway, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt e Marion Cotillard.

Anne, como Mulher-Gato, não deixa dúvidas quanto a assumir o papel que se tornou ícone ao ser representado por Michelle Pfeiffer em Batman – O Retorno. Anne vai da gatinha dócil e frágil a uma felina ágil e escorregadia que não hesitaria em avançar contra nossos olhos e ainda sair de uma embrulhada com muito estilo. Incrivelmente sexy e ao mesmo tempo elegante como sempre são os figurinos de Lindy Hemming desde 007 contra GoldenEye, Anne Hathaway ainda prestigia o traje clássico de Lee Meriwether na série sessentista do morcego, aqui um pouco mais high tech.

Já Tom Hardy é Bane, o grandalhão que surgiu nas HQs em 1992 para partir o Cavaleiro das trevas ao meio, literalmente. O mercenário mascarado aqui não usa uma máscara de luta livre que sela seu rosto por completo, mas sim uma máscara que permite que continue vivo e ainda lhe dá uma aparência incrivelmente intimidadora e bestial. A interpretação de Hardy para o personagem é seca, no sentido de que o personagem não apresenta nuances, planos e contra planos, seu objetivo é único e sua determinação inabalável é puramente racional.

A superioridade física de Bane em relação a Batman é visível, pois o físico do vilão é a de um lutador de MMA peso pesado, porém treinamento não é nada sem determinação e isso é o que pode decidir quem vencerá na batalha entre os dois fantasiados de Gotham.

Joseph Gordon-Levitt interpreta o sagaz oficial de polícia John Blake, papel original e muito bem resolvido dentro da trama e que partilha com o Cavaleiro das Trevas o mesmo altruísmo heróico, não importando-se com o uso de um distintivo ou de uma capa. Levitt dá aqui mais um show de atuação dramática.

Já Marion Cotillard como a executiva Miranda Tate não se destaca muito, sendo seu personagem muito coadjuvante para conseguir se arrancar da beldade francesa uma atuação inesquecível, mas aí a culpa é do personagem pouco desenvolvido.

Blake, Gordon, Batman, Bane e Mulher-Gato

É nessa última parte da trilogia que o compositor Hans Zimmer alcança o seu auge de maestria orquestrada. Suas composições para O Cavaleiro das Trevas Ressurge são soberbas. Não é exagero dizer que o músico chegou ao nível de outro gigante do ramo, John Williams, cujas trilhas inesquecíveis nos fazem arrepiar até hoje. Porém, Zimmer também faz uso do silêncio; gélido, sólido e esmagador.

Em suma, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é o filme mais denso de um herói que vai viver para sempre, porém, o Batman de Christopher Nolan se difere de todas as outras versão do morcego. Este último filme não é apenas um filme de super-heróis, é sim, um filme de heróis, um FILME de verdade. A trilogia de Nolan causa o desespero da dor que antecede um momento de perda, pois, aqui, o Cavaleiro das Trevas, o Batman, fecha seu arco cinematográfico mais apaixononante de todos, diferente das hecatombes que foram suas adaptações anteriores até a chegada de Nolan.

O círculo se queimou, se fechou, a história terminou; porém, a vida não se esvaiu. Quando precisarmos dele mais uma vez, quem sabe, o Cavaleiro das Trevas ressurja novamente para nós.

Trailer

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Trailer: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Enfim o maior dos herói teve divulgado o seu segundo trailer de uma das trilogias mais aguardadas e queridas de todos os tempos. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é a parte final da trilogia inicia em 2005 pelo cineasta Christopher Nolan que adaptou as aventuras do homem-morcego para as telas como nenhum outro personagem dos quadrinhos jamais havia sido explorado.

No novo trailer incrivelmente dramático levado pelo canto sentimental de um garoto durante uma partida de futebol do Gotham Rougues somos tocados por um Alfred de olhos marejados, levados pela elegância e beleza aveludada de Selina Kyle na pele de Anne Hathaway e pelos olhos desesperançosos de um Bruce Wayne cansado de lutar que dessa vez parte para a briga em plena luz do dia contra aquele que pode vir a ser o seu pior algoz, Bane. Que sacrifícios Batman terá de fazer em sua aventura final? A resposta só ano que vem. Ao final do trailer somos reconfortados pelo tema composto por Hanz Zimmer.

Batman – O Cavaleiro das trevas ressurge tem estreia marcada para 27 dejulho de 2012

Trailer

Batman Arkham City

Quem jogou e surtou com Batman Arkham Asylum vai passar para o estágio seguinte da insanidade com Batman Arkham City, lançado pouco mais de dois anos depois de seu antecessor. O novo game do homem-morcego foi aguardado pacientemente e cumpriu o que poucos games, filmes ou livros são capazes, se igualar ao seu antecessor.

A trama de Arkham City se passa cerca de um ano após os eventos do game anterior onde a fuga em massa dos internos do Asilo Arkham derramou sobre a cidade gótica a sombra do medo em uma cidade onde a criminalidade já era sem precedentes. Em decorrência disso o diretor do Arkham propôs um novo espaço penitenciário para abrigar os marginais de Gotham. Esse espaço seriam as próprias ruas da cidade. Tal meta elegeu Quincy Sharp o novo prefeito de Gotham e ele mandou murar bairros inteiros da cidade em uma região com saída para mar. Feito isso ele ordenou que os prisioneiros restantes do Arkham e da prisão Blackgate fossem transferidos para sua nova morada perpétua, Arkham City.

Sharp coloca então o dr. Hugo Strange, psiquiatra relativamente desconhecido no comando de sua nova prisão. Com toda a escória de Gotham reunida em um só lugar, logo os maiores criminosos entram em guerra entre si e é aí que o Cavaleiro das Trevas entra em cena. Batman já vinha monitorando Arkham City desde quando ela ainda era um conjunto bem elaborado de traços em um pedaço de papel escondida em uma sala secreta no escritório de Sharp no antigo Arkham.

Silhueta de Hugo Strange

É então que Bruce Wayne pendura a capa e o capuz e lança-se em uma campanha para o fechamento da cidade-prisão apoiando-se no argumento de que ninguém realmente sabe o que acontece por trás dos muros pesadamente guardados da prisão e que os “moradores” estão se matando em uma guerra sem fim pelo controle da cidade. Em meio a uma coletiva de imprensa diante dos portões de Arkham City e perante a mídia, Bruce Wayne é sequestrado pelos guardas da Tyger, companhia de segurança privada a serviço de Strange e levado para o outro lado dos muros.

É desse lado que o bom jogo de 2009 ganha uma nova dinâmica com tantas histórias que se cruzam que não é difícil se confunfir nas primeiras horas de Batman Arkham City. O dr. Hugo Strange revela a Bruce Wayne que sabe que ele é o Cavaleiro das Trevas e que irá revelar seu maior segredo ao mundo se ele tentar impedir seus planos. Deste lado da cidade Bruce Wayne nada pode fazer, mas Batman pode. Após fugir e recuperar seu equipamento e traje Batman precisa percorrer as ruas de Arkham City em um mapa cinco vezes maior que o do game anterior, achar a cura para si e para o Coringa, que o contaminou com a doença que contraiu como efeito colateral do TITAN na aventura passada. Batman também precisa remediar os conflitos entre o Palhaço do Crime e o Pinguim e entre a Mulher-Gato e o Duas Caras e impedir Hugo Strange de por em ação o chamado Protocolo 10.

O game também conta com a possibilidade de se jogar com a Mulher-Gato e descobrir os reais motivos de sua rixa com o Duas Caras e Hugo Strange, porém a personagem é exclusiva para download.

Mulher-Gato em ação

Ao contrário do primeiro game a história central da nova aventura de Batman se mostra mais pé no chão não fazendo tanto uso do fator fantástico. No final porém resta a dúvida: se fôssemos o Batman teríamos mesmo arruinado os planos do vilão-mor da história? Certo ou errado não importa, o poder sempre leva à destruição, mas nada de spoilers aqui.

Além da trama principal existem também subtramas que tiram o jogador completamente fora do rumo nos fazendo mergulhar em casos distintos e originais no melhor estilo polícia e ladrão. Além dessas missões secundárias que vão desde capturar assassinos em série, resgatar prisioneiros póliticos e caçar um desconhecido vigilante, Batman tem de dar atenção especial ao Charada que tem espalhado por todo o mapa nada menos que 400 troféus, charadas a serem solucionadas, refém a serem salvos sempre presos a armadilhas mortais uma mais difícil que a outra de ser transposta. A cada novo quebra cabeça solucionado informações sobre os personagens e história é revelado.

Que Batman é o maior detetive do mundo não há dúvidas, mas ele não o seria sem os seus bat apetrechos que vão desde a clássica batcorda até visão raio X e scanner de impressões digitais. Todos esses aparatos tiram o jogo daquela mesmice de jogos de super-heróis de só ficar atravessando o cenário batento em bandidos. Desvendar crimes em Arkham City é primordial para o avanço do game.

Novidade também é o modo como os programadores encontraram para fazer Batman se locomover pelas ruas da cidade sem ter de virar nas esquinas. Utilizando a capa do morcegão é possível planas por cima dos prédios da cidade e fazendo uso da batcorda o herói se prende a quase qualquer beiral ou extemidade ganhando novamente os céus sem ter de tocar o chão uma única vez, e para que o jogador não se perca na confusão de prédios e becos basta marcar o lugar desejado no mapa que o batsinal apontará a direção correta a ser seguida. Os cenários internos assim como em Batman Arkham Asylum continuam grandiosos e impressionantes de se admirar, porém menos labirínticos.

Batman Arkham City é sem dúvida um dos maiores, senão o maior game do ano e merece atenção de qualquer gamer que queira perder a razão, nem que seja só para aloprar nas ruas de Arkham City. Mas cuidado, ele estará de olho em você.

Batman Arkham City, trailer de lançamento:

Escolhido o novo Superman!

Enfim foi escolhido o novo ator a vestir o uniforme do Borrão Vermelho e a Azul nas telonas e para desapontamento de muitos não foi Jon Hamm! O sortudo é o britânico de 27 anos Henry Cavill que participou de Tristão & Isolda, Stardust – O Misterio da Estrela e da série The Tudors. Cavill já havia tentado pegar o papel na produçao anterior do homem de aço, Superman – O Retorno, mas perdeu o papel para Brandon Routh, e antes tentara abocanhar também o papel de Bruce Wayne em Batman Begins e também de James Bond, não conseguindo nenhum dos dois.

Henry Cavill


Jon Hamm, o favorito de muitos


Depois de Christopher Reeve que imortalizou-se no papel do Superman na década de 70 e 80 houve um enorme hiato até que a produção de um novo filme do super-herói fosse retomada e em 2006 foi lançado o filme Superman – O Retorno com o ator Brandon Routh no papel titulo. O filme teve bons resultados de bilheteria, mas seu custo também havia sido exobitante, US$209 milhoes de dólares com um retorno de US$391 milhões, porém a trama era medíocre, onde o homem de aço tinha até um filho que não sabia existir com Lois Lane!

No novo filme que começará a ser rodado em agosto deste ano com lançamento previsto para dezembro de 2012 a serie sobre um reboot, um recomeço, porém nada da trama da nova aventura foi revelado até agora.

Muitos fãs tinham medo de que um novo filme fosse levar a série nos cinemas de vez para o limbo, mas desde que a produção foi postas nas mãos de Christopher Nolan, escolhido pela Warner para apadrinhar o projeto, o diretor das últimas produções do Batman se empenhou para que tudo fosse feito à risca com o roteiro assinado por David Goyer e Jonathan Nolan, também roteiristas das últimas aventuras de Batman. Foi como se um grande peso tivesse sido tirado das costas dos fãs que puderam relaxar em saber que enfim o herói seria levado a sério. O diretor responsavel será Zach Snyder de 300 e outros filmes pouco comuns mas bem sucedidos, o que mais uma vez assustou os fás mais conservadores de superman. Com o passar do tempo declarações dos envolvidos no projeto foram divulgadas e se é possível notar o comprometimento de cada um com o projeto e agora sim os fãs de Clark Kent respiram tranquilos. O roteiro apesar de misterioso parece não decepcionar e ser bem fiel ao universso de mais de setenta anos do personagem.