Arquivos do Blog

Espadas Voadoras

Nunca um título serviu tão bem a um filme. “Espadas Voadoras”, do chinês Tsui Hark chega apelando para as fantasias reprimidas de quem é fã de filmes como “Matrix” e “O Tigre e o Dragão” e suas lutas coreografadas que desafiam as leis da física.

Durante a dinastia Ming, bandidos e mercenários entram em conflito na tentativa de descobrir a localização de um templo que guarda um enorme tesouro. De acordo com a lenda, a cada 60 anos tal templo se ergue do mar de areia por apenas duas horas. É nesse curto período de templo que os rivais tem de decidir entre a vida, a morte e a riqueza.

Estrelado por Jet Li, o longa traz um show magistral de coreografias de lutas, saltos e muitos efeitos especiais. Com cenários grandiosos, figurinos impecáveis e uma fotografia ambiciosa, “Espadas Voadoras” é visualmente inesquecível. Todo o trunfo, porém, se mantém nos aspectos já citados. No quesito roteiro, o filme de Hark é um fiasco. Com tramas que são simplesmente esquecidas e substituídas por outras e uma quantidade incrivelmente desnecessária de personagens, o filme se torna confuso e a atenção se volta apenas para a parte estética da película. Em determinado momento, não será surpresa se questionar sobre qual é a verdadeira trama do filme.

Com um ritmo veloz quando necessário, por muitas vezes o filme acaba tomando o rumo oposto e se torna enfadonho. Isso porque a narrativa de cenas de lutas constante e diálogos tão afiados quanto as espadas que permeiam a produção, vez ou outra se tornam sequencias lentas cheias de falas imponentes mas quase que completamente desnecessárias. Personagens são esquecidos por cerca de 30 minutos antes de voltar à baila, deixando morrer a chama do entusiasmo, que precisa se reacesa com novas cenas de luta.

A produção é uma grande fonte de prazer para quem gosta do mais completo exagero. Sem um rumo certo a seguir, “Espadas Voadoras” acerta em cheio em suprir a necessidade dos fãs de filmes megalomaníacos e de artes marciais.

Trailer

Anúncios