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“Os Miseráveis” – A maior obra-prima da história dos musicais

Hoje escreverei minha primeira crítica sobre cinema para o Chico Louco, tarefa essa sempre designada ao ilustríssimo senhor João Figueiredo. A pergunta é: “Por que resolvi escrever essa crítica?”. A resposta é simples. Nenhum filme, de todos que já assisti, me causou tanta empolgação como o que vi a pouco nas telonas.

Minha paixão por essa história surgiu ainda na adolescência, após achar perdido em casa uma adaptação da história original de Victor Hugo traduzida e compactada por Walcyr Carrasco. Foi amor à primeira lida. Envolvi-me demais com o drama dos personagens e das histórias que mesclam amor, carinho, opressão e luta. Procurei pela história na íntegra, mas nunca consegui encontrar os 5 volumes originais.

Em meio ao cenário da Revolução Francesa, o destaque da história está sempre focado em nosso herói, Jean Valjean (Hugh Jackman), com toda uma vida oprimida pela justiça insaciável do Inspetor Javert (Russel Crowe), após roubar um pão para saciar a fome de sua família, quando ainda muito jovem. 19 anos preso, tem sua condicional, mas decide se entregar às mãos de Deus e começar uma vida nova, com outro nome e outro destino selado. Após muitas reviravoltas, Valjean se torna o prefeito e industrial Madeleine, que cruza seu destino com Fantine (Anne Hathaway). Puts, acho que vou desistir de resumir essa história, é muito longa!

Vamos ao que interessa, o filme em si! Les Miserablés é a adaptação do musical da Broadway de mesmo nome, que por sua vez é uma adaptação do romance de Victor Hugo. O musical feito para as telonas, além de fantástico, com imagens alucinantes, efeitos de câmera maravilhosos e atuações impecáveis, contou com a emoção em sua plenitude, presente em cada cena cantada (que ocupa 90% do tempo do filme). É impossível não sentir a angústia e a melancolia presente em Fantine durante sua interpretação de “I Dreamed a Dream” – esqueça Susan Boyle, Hathaway na cabeça -, assim como também é impossível não se emocionar com a atuação musical de Éponine (Samantha Barks), cantando seu amor não correspondido em meio um cenário shakespeariano de Paris. Também não há quem não tenha se arrepiado com o canto de revolta e justiça pronunciado em coro pelos revolucionários que lutavam por uma França livre. Veja a canção abaixo.

Emoção e atuação foram os pontos fortes da trama. Cossete (Amanda Seyfried) surpreendeu a todos com sua voz lírica singela e confortante. O revolucionário apaixonado por Cossete, Marius (Eddie Redmayne), tem aquela voz forte daqueles cantores da Broadway, que saem dos palcos do teatro para abrilhantarem as telas de cinema. Monsieur Thenardier (Sacha Baron Cohen) foi o destaque cômico do musical, que manteve sua linha de atuação despojada e bem humorada, sempre com sua maestria Borática. Russel Crowe surpreendeu-me com sua voz forte e com uma releitura diferente do personagem Javert, menos carregado na seriedade e na frieza do personagem do livro. Hugh Jackman mostrou uma potência vocal semelhante à de Serj Tankian, inclusive com timbre bem parecido. Ta aí, mostrando suas garras… (sem alusão a outro personagem dele, ok?)

Enfim, em um contexto geral, esse musical prendeu minha atenção, me fez segurar lágrimas, me arrepiou e me deixou orgulhoso de poder ver como uma boa história jamais morre. Enquanto assistia, comecei a comparar cada personagem com suas respectivas interpretações, tanto no filme de 1999 estrelado por Liam Neeson, quanto naquela magnífica série estrelada por Gerard Depardieu, de 2000. Não consigo dizer qual é a melhor adaptação do livro de Victor Hugo, pois cada um tem uma proposta diferente. Minha única conclusão é que pretendo ver esse filme ainda muitas vezes, comprar o DVD, comprar a trilha-sonora e admirá-lo para sempre.

Entrou para a minha lista dos melhores filmes de minha vida. Sou suspeito para falar de uma história pela qual sou apaixonado desde meus 13 anos, mas hoje, com quase 21, também tenho o direito de expor minha opinião. Hoje, realizei o sonho de ver uma adaptação digna de aplausos. Hoje, “I dreamed a dream”!

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Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Existem momentos na vida em que sabemos que o fim é iminente e inevitável, como quando o diabo vem cobrar almas depois daqueles anos de fartura prometida. A vida é como um círculo de fogo, que queima, arde, mas que a gente gosta de sentir fervilhar sob a pele, mas que é finita.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é exatamente a última parte desse círculo flamejante que se fecha, conclui não uma, mas várias vidas; ninguém entra, ninguém sai.

A terceira e última parte da trilogia de Christopher Nolan para o mais real dos heróis se inicia oito anos após os eventos do último filme, Batman – O Cavaleiro das Trevas, com o homem-morcego assumindo a culpa pela morte de Harvey Dent e daqueles que este matou ao “acaso”.

Desta vez, Batman tem de enfrentar Bane, que nesta versão pé no chão de Christopher Nolan não faz uso de veneno para se fortalecer e não saiu de um circo de horrores digno de dó como foi a versão miolo mole de Joel Schumacher, 15 anos atrás. Além de Bane, que mergulha a cidade gótica em anarquia para depois destruí-la, Batman tem de lidar com a presença de Selina Kyle, a mulher-Gato, que entra em sua vida de um modo digamos, muito pouco convencional e desperta uma chama há muito adormecida dentro do velho justiceiro alado.

A produção não pode ser considerada menos que monumental. Com quase três horas de duração e as sensações que desperta, tímidas no âmago de cada um não são simples de serem postas em palavras pois são extrememente individuais e sufocantes, como o desespero que queima o espírito com a vontade de viver.

A tensão se intensifica a cada minuto, pois sabemos, juntamente com Bruce Wayne que sua jornada está para se encerrar. O clima denso da narrativa nos prende na cadeira, mas o verdadeiro aperto que faz nossos pulmões queimarem a cada take de respiração prendida se dá pois sabemos que este é o último filme Nolan/Bale com o Cavaleiro das Trevas. Muitos cresceram vendo o morcego de Christopher Nolan brilhar nas telonas e agora o círculo se conclui; nós sabemos disso, Nolan sabe disso, e o pior, ou não; Bruce também sabe disso.

Em atuação não há muito o que dizer, já que os atores são alguns dos gigantes do Olimpo de Hollywood, e os que ainda não são, serão em breve. Além de Christian Bale, Michael Caine, Morgan Freeman e Gary Oldman, figurinhas carimbadas na Gotham de Nolan, os novatos da franquia são Anne Hathaway, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt e Marion Cotillard.

Anne, como Mulher-Gato, não deixa dúvidas quanto a assumir o papel que se tornou ícone ao ser representado por Michelle Pfeiffer em Batman – O Retorno. Anne vai da gatinha dócil e frágil a uma felina ágil e escorregadia que não hesitaria em avançar contra nossos olhos e ainda sair de uma embrulhada com muito estilo. Incrivelmente sexy e ao mesmo tempo elegante como sempre são os figurinos de Lindy Hemming desde 007 contra GoldenEye, Anne Hathaway ainda prestigia o traje clássico de Lee Meriwether na série sessentista do morcego, aqui um pouco mais high tech.

Já Tom Hardy é Bane, o grandalhão que surgiu nas HQs em 1992 para partir o Cavaleiro das trevas ao meio, literalmente. O mercenário mascarado aqui não usa uma máscara de luta livre que sela seu rosto por completo, mas sim uma máscara que permite que continue vivo e ainda lhe dá uma aparência incrivelmente intimidadora e bestial. A interpretação de Hardy para o personagem é seca, no sentido de que o personagem não apresenta nuances, planos e contra planos, seu objetivo é único e sua determinação inabalável é puramente racional.

A superioridade física de Bane em relação a Batman é visível, pois o físico do vilão é a de um lutador de MMA peso pesado, porém treinamento não é nada sem determinação e isso é o que pode decidir quem vencerá na batalha entre os dois fantasiados de Gotham.

Joseph Gordon-Levitt interpreta o sagaz oficial de polícia John Blake, papel original e muito bem resolvido dentro da trama e que partilha com o Cavaleiro das Trevas o mesmo altruísmo heróico, não importando-se com o uso de um distintivo ou de uma capa. Levitt dá aqui mais um show de atuação dramática.

Já Marion Cotillard como a executiva Miranda Tate não se destaca muito, sendo seu personagem muito coadjuvante para conseguir se arrancar da beldade francesa uma atuação inesquecível, mas aí a culpa é do personagem pouco desenvolvido.

Blake, Gordon, Batman, Bane e Mulher-Gato

É nessa última parte da trilogia que o compositor Hans Zimmer alcança o seu auge de maestria orquestrada. Suas composições para O Cavaleiro das Trevas Ressurge são soberbas. Não é exagero dizer que o músico chegou ao nível de outro gigante do ramo, John Williams, cujas trilhas inesquecíveis nos fazem arrepiar até hoje. Porém, Zimmer também faz uso do silêncio; gélido, sólido e esmagador.

Em suma, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é o filme mais denso de um herói que vai viver para sempre, porém, o Batman de Christopher Nolan se difere de todas as outras versão do morcego. Este último filme não é apenas um filme de super-heróis, é sim, um filme de heróis, um FILME de verdade. A trilogia de Nolan causa o desespero da dor que antecede um momento de perda, pois, aqui, o Cavaleiro das Trevas, o Batman, fecha seu arco cinematográfico mais apaixononante de todos, diferente das hecatombes que foram suas adaptações anteriores até a chegada de Nolan.

O círculo se queimou, se fechou, a história terminou; porém, a vida não se esvaiu. Quando precisarmos dele mais uma vez, quem sabe, o Cavaleiro das Trevas ressurja novamente para nós.

Trailer

Trailer: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Enfim o maior dos herói teve divulgado o seu segundo trailer de uma das trilogias mais aguardadas e queridas de todos os tempos. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é a parte final da trilogia inicia em 2005 pelo cineasta Christopher Nolan que adaptou as aventuras do homem-morcego para as telas como nenhum outro personagem dos quadrinhos jamais havia sido explorado.

No novo trailer incrivelmente dramático levado pelo canto sentimental de um garoto durante uma partida de futebol do Gotham Rougues somos tocados por um Alfred de olhos marejados, levados pela elegância e beleza aveludada de Selina Kyle na pele de Anne Hathaway e pelos olhos desesperançosos de um Bruce Wayne cansado de lutar que dessa vez parte para a briga em plena luz do dia contra aquele que pode vir a ser o seu pior algoz, Bane. Que sacrifícios Batman terá de fazer em sua aventura final? A resposta só ano que vem. Ao final do trailer somos reconfortados pelo tema composto por Hanz Zimmer.

Batman – O Cavaleiro das trevas ressurge tem estreia marcada para 27 dejulho de 2012

Trailer

Super, super, super!!!

Esse ano já tivemos o impressionante show de cores de Thor, a crise sessentista dos mísseis de Cuba em X-Men: Primeira Classe, o conflito mais marcante da história, a Segunda Guerra Mundial em Capitão América: O Primeiro Vingador, uma invasão alienígena em Lanterna Verde… ufa! Mas a coisa não pára por aí não. Assim como 2011 Hollywood está repleta de super-heróis 2012 não vai ser diferente.

Os filmes de Homem de Ferro, Capitão América e Thor não passaram de introduções para o aguardado Os Vingadores, filme que reúne a equipe lutando em favor da humanidade e da paz entre os homens. O reboot de Homem-Aranha e a terceira parte da trilogia de Christopher Nolan sobre o Cavaleiro das Trevas também chegam ano que vem, já o retorno do Homem de Aço foi adiado em seis meses e o kriptoniano só dará as caras nos cinemas em meados de 2013.

Como avançar no tempo é coisa de histórias em quadrinhos somente nos resta esperar e matar aos poucos a curiosidade e ansiedade que nos sufoca com fotos de sets, descrições de cenas e depoimentos dos envolvidos nas produções.

Nos últimos dias foram divulgadas as imagens oficiais de Anne Hathaway como Mulher Gato e Henry Cavill no uniforme de Superman. A nova vestimenta da gatuna porém está gerando controvérsias, já que nada tem de felino. “É muito frustrante, acho que todo mundo aqui se sente um pouco assim, porque essas fotos minam o trabalho que está sendo feito. Mas ninguém está preocupado. Digo, honestamente, espere até ver o filme. Chris [Nolan] está fazendo coisas insanas. Mesmo a foto da Mulher-Gato que ele soltou não é tudo. Aquilo é um décimo do que a roupa representa”, disse a atriz intérprete da vilã.

Anne Hathaway veste o figurino da ladra que rouba o coração do Homem Morcego

 

Henry Cavill na versão live-action do Superman musculoso de Jim Lee

 

O fato faz lembrar de quando a primeira foto de Michael Fassbender usando o elmo de Magneto caiu na rede e fez muita gente torcer o nariz e sair pelas redes sociais a fora reclamando. E quantos não meteram a língua quando Robert Downey Jr foi escalado para fazer o Homen de Ferro, usando de nomes que eu nem me atrevo a escrever aqui, tudo devido ao passado conturbado do ator. E agora onde estão essas pessoas? Ninguém sabe. Será que morderam a língua com tanta força quando mudaram de opinião ao assistir os filmes que hoje não conseguem mais falar?

Michael Fassbender como Magneto

 

Robert Downey Jr. veste a armadura do Homem de Ferro

E o Oscar vai para…

Na noite de ontem realizou-se a mais importante premiação do cinema, o Oscar, onde a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas escolheu os melhores filmes do ano que passou. Apresentada por James Franco e Anne Hathaway a 83ª cerimônia do Oscar mobilizou uma boa parte do mundo e reuniu como de costume no Kodak Theatre em Los Angeles as maiores personalidades do cinema.

No Brasil a cerimônia foi transmitida pelo canal de tevê fechado TNT e em programação aberta pela Rede Globo que detém as direitos de transmissão da cerimônia e como de costume menosprezou seus telespectadores extendendo o tempo de duração do Fantástico (que ultimamente não tem sido tão fantástico assim) e depois apresentou o seu circo habitual do BBB regido por Pedro Bial. Com duas horas de atraso a emissora enfim televisionou a cerimônia que contou com comentários de José Wilker que chegou a aparecer mais que os astros da festa.

Mas voltando ao que realmente interessa a cerimônia prestigiou os mais merecidos. Nas categorias dadas como mais importantes que são a de melhor filme, melhor diretor e melhor ator todos as estatuetas foram para O Discurso do Rei que também ganhou de  melhor roteiro adaptado. Colin Firth se emocionou ao receber o prêmio de melhor ator e o diretor Tom Hooper agradeceu especialmente sua mãe que lhe apresentou à história do rei George VI.

Como já se era esperado a bela e talentosa Natalie Portman ganhou como melhor atriz por sua performance visceral em Cisne Negro. Christian Bale foi para casa com a estatueta de melhor ator coadjuvante por seu papel em O Vencedor onde interpretou o decadente lutador Dick “Dicky” Eklund ao lado de Mark Wahlberg. Melissa Leo também de O Vencedor arrebatou o prêmio de melhor atriz coadjuvante.

A cerimônia muito bem organizada como sempre também serviu para calar a boca de muitos que diziam que os prêmios dados pela academia eram uma grande palhaçada. Como exemplo para se provar tal afirmação o filme Avatar de James Cameron era sempre mencionado. O fato foi que Avatar revolucinou a indústria cinematográfica em termos de efeitos especiais e tecnologia 3D. No quesito simpatia os apresentadores que apesar de galantes e bem vestidos não foram capazes de tirar o Oscar daquela atmosfera de humor artificial. Anne Hathaway trocou de vestido cinco vezes em tempo record! O mais belo e elegante foi o seu último traje, um vestido fechado até o pescoço e com mangas longas. A noite terminou com um coral de crianças da New York School que cantaram a canção “Over the Rainbow” imortalizada por Judy Garland em O Mágico de Oz.

Veja os grande vencedores da noite na lista abaixo.

 

Melhor filme

 

Melhor diretor

 

Melhor ator

 

Melhor atriz

 

Melhor ator coadjuvante

 

Melhor atriz coadjuvante

 

Melhor roteiro original

 

Melhor roteiro adaptado

 

Melhor longa animado

 

Melhor filme em lingua estrangeira

 

Melhor direção de arte

 

Melhor fotografia

 

Melhores efeitos visuais

 

Melhor figurino

 

Melhor montagem

 

Melhor maquiagem

 

Melhor documentário

 

Melhor documentário em curta-metragem

  • Strangers no More

 

Melhor curta-metragem

  • God of Love

 

Melhor animação em curta-metragem

  • The Lost Thing

 

Melhor trilha sonora

 

Melhor canção original

 

Melhor edição de som

 

Melhor mixagem de som

 

 

Informações retiradas de:  http://www.omelete.com.br/

Conheça os indicados ao Oscar 2011

A maior festa do cinema acontece neste domingo e você fica sabendo aqui os indicados que concorrem à tão desejada estatueta do Oscar! Veja também a programação da noite e os comerciais da festa que chegam a custar US$220 mil dólares.

 

OS INDICADOS

Melhor filme

 

Melhor diretor

 

Melhor ator

 

Melhor atriz

 

Melhor ator coadjuvante

 

Melhor atriz coadjuvante

 

Melhor roteiro original

 

Melhor roteiro adaptado

 

Melhor longa animado

 

Melhor filme em lingua estrangeira

 

Melhor direção de arte

 

Melhor fotografia

 

Melhores efeitos visuais

 

Melhor figurino

 

Melhor montagem

 

Melhor maquiagem

 

Melhor documentário

 

Melhor documentário em curta-metragem

  • Killing in the Name
  • Poster Girl
  • Strangers no More
  • Sun Come Up
  • The Warriors of Qiugang

 

Melhor curta-metragem

  • The Confession
  • The Crush
  • God of Love
  • Na Wewe
  • Wish 143

 

Melhor animação em curta-metragem

  • Day & Night
  • The Gruffalo
  • Let’s Pollute
  • The Lost Thing
  • Madagascar, Carnet de Voyage

 

Melhor trilha sonora

 

Melhor canção original

 

Melhor edição de som

 

Melhor mixagem de som

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
Os apresentadores James Franco, que está indicado a melhor ator por sua atuação em 127 Horas, e Anne Hathaway vão abrir o evento com uma apresentação pré-gravada em que aparecem em cenas dos dez indicados ao prêmio de melhor filme. Depois, eles fazem a primeira “transição cênica”, inspirada em …E o Vento Levou.

Tom Hanks entrega os prêmios de melhor direção de arte e melhor fotografia.

Em seguida, vem melhor atriz coadjuvante, mas a lista não continha o nome do ator que vai entregar a estatueta.

Justin Timberlake (A Rede Social) e Mila Kunis (Cisne Negro) apresentarão melhor longa animado e melhor animação em curta-metragem.

A próxima transição cênica vai relembrar a primeira cerimônia do Academy Awards, que aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt.

Javier Bardem (Biutiful) e Josh Brolin (Bravura Indômita) entregam os Oscars de melhor roteiro original e melhor roteiro adaptado.

Franco e Hathaway voltam e encenam uma performance cômica com uma troca de figurino.

Russell BrandHelen Mirren apresentam melhor filme em língua estrangeira.

Entra Reese Witherspoon para entregar o prêmio para o melhor ator coadjuvante.

O presidente da Academia, Tony Sherak, sobe ao palco para um discurso.

Nicole Kidman (Reecontrando a Felicidade) e Hugh Jackman (apresentador do Oscar de 2009) participam da transição cênica voltada para a evolução do som, da era do cinema mudo até a tecnologia THX de hoje, com um medley de trilhas sonoras do passado, com a orquestra. Ambos apresentam, depois, melhor trilha sonora.

Marisa Tomei sobe ao palco para contar como foi a entrega dos prêmios técnicos e científicos.

Hathaway aparece de smoking, o que leva à próxima transição cênica, desta vez tendo O Senhor dos Anéis como tema e a participação de Cate Blanchett, que apresenta melhor maquiagem e melhor figurino.

Em seguida, um interlúdio que está sendo chamado “músicas de filmes de que eu me lembro”, introduzido por Kevin Spacey (Casino Jack).

Começam as performances das músicas indicadas ao prêmio de melhor canção original. Primeiro será Randy Newman com “We Belong Together”, de Toy Story 3. Na sequência, entram Mandy MooreZachary LeviAlan Menken com “I See the Light”, de Enrolados.

Jake GyllenhaalAmy Adams (O Vencedor) apresentarão melhor documentário em curta-metragem e melhor curta-metragem.

Hathaway e Franco voltam para mais um esquete cômico, já na terceira mudança de figurino.

Oprah Winfrey entrega o prêmio para o melhor documentário.

Hathaway introduz um apresentador ainda não identificado e começa mais uma transição cênica – sobre o primeiro Oscar televisionado em preto e branco. O apresentador fará um monólogo.

Robert Downey Jr.Jude Law apresentam melhores efeitos visuais.

Hathaway volta em seu quarto figurino.

Jennifer Hudson introduz a terceira performance de melhor canção original, “If I Rise”, de127 Horas, que será cantada por Florence Welch (da banda Florence and the Machine) e A.R. Rahman, compositor da trilha do filme. Na sequência, entra a quarta música indicada, “Coming Home”, de Country Strong, cantada por Gwyneth Paltrow. Aí o prêmio de melhor canção original é entregue ao vencedor por Hudson.

Celine Dion e a orquestra conduzida por William Ross fazem uma performance de “Smile” durante a exibição do segmento In Memoriam. Segue um tributo a Lena Horne introduzido porHalle Barry. Falecida em maio de 2010, Horne teve sua carreira em Hollywood sabotada nos anos 40 e 50, em pleno macarthismo, por ser negra e ter “tendências de esquerda”.

O prêmio para melhor diretor será apresentado por Hilary SwankKathryn Bigelow, vencedora em 2010 por Guerra ao Terror.

Annette Bening (Minhas Mães e Meu Pai) sobe ao palco para contar como foi o Governors Award, entregue em 14 de novembro, e os contemplados com o Oscar honorário são apresentados no palco: Eli WallachKevin BrownlowFrancis Ford Coppola. O quarto homenageado, Jean-Luc Godard, não foi ao Governors Award e não irá ao Oscar.

A última transição cênica mostra o Grauman’s Chinese Theater, palco de diversas premiéres e onde os pés, as mãos e as assinaturas de diversas celebridades estão imortalizados em cimento, na Calçada da Fama.

Jeff Briges (Bravura Indômita), ganhador do Oscar de melhor ator no ano passado, apresenta o prêmio de melhor atriz.

Hathaway troca de figurino pela quinta vez.

Sandra Bullock, ganhadora do Oscar de melhor atriz no ano passado, apresenta o prêmio de melhor ator.

Steven Spielberg anuncia e entrega a estatueta para o melhor filme.

Entram Franco e Hathaway para as despedidas. O coral da New York School fecha o espetáculo com uma apresentação de “Over the Rainbow”, de O Mágico de Oz.

 

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Este texto foi retirado de: http://www.omelete.com.br/

Disputa à francesa

De um lado Eva Green e no outro Marion Cotillard. As duas atrizes francesas tiveram recentemente seus nomes envolvidos com a produção The Dark Knight Rises próximo filme da franquia Batman e a última parte da trilogia idealizada por Christopher Nolan.

Apesar de nada sobre a trama ter sido revelado acreditasse que uma das personagens do novo filme será Talia al Ghul, filha do vilão derrotado pelo Cavaleiro das Trevas em Batman Begins de 2005. Várias atrizes concorriam ao papel e desde que Anne Hathaway foi anunciada como a nova Mulher-Gato e o nome de Eva Green circulava entre os boatos da produção acabou por se criar quase que inconscientemente uma expectativa entre os fãs do herói que esperavam ver duas das mais talentosas e belas atrizes da geração atual juntas e encarnando personagens clássicas dos quadrinhos. Era quase certa a participação da atriz de Cassino Royale, mas como tudo que parece ser bom demais para ser verdade nunca é foi divulgado que Eva Green fora contratada para o elenco de Dark Shadows, novo filme de Tim Burton o que praticamente a elimina do páreo.

Eva Green


Foi então que o nome Marion Cotillard surgiu. Como é costume de Nolan reprisar a parceiria com atores que já trabalhou em produções anteriores é quase certo que o papel tenha sido dado a Marion. A confirmação de quem realmente ficará com o papel sairá em breve.

Marion Cotillard


Apesar de Marion Cottilard ser uma atriz excepcional e ter trabalhado em filmes marcantes e possuir uma beleza cativante é muito difícil para a maioria das atrizes ser aceita, pelo menos no imaginário dos fãs de cinema em um papel que outrora esteve envolvido com o nome de Eva Green. Será difícil até o lançamento do filme não pensar em Marion sem pensar em Eva e acabar por sentir um pouco de pena da atriz de A Origem, que apesar de ter aparentemente conquistado o papel não deixará de ser ofuscada pela imagem de sua compatriota francesa. Isso, claro, na produção do novo Batman, já que Marion Cottillard também tem seu brilho próprio e é muito provável que tal opinião, tal pesar na verdade, se transforme quando a performance da atriz puder ser vista nas telonas.

O vôo do morcego

 

Foi em 1939 que a criação de Bob Kane e Bill Finger surgiu na revista de histórias em quadrinhos Detective Comics. Batman, o homem-morcego apareceu para bater de frente com outro super-héroi de uma publicação concorrente, o Superman da Action Comics, tanto que muitas semelhanças entre os dois vigilantes podem ser notadas até os dias de hoje como no figurino bicolor onde ambos tem seus símbolos costurados sobre o peito, vestem uma cueca da cor da capa sobre a calça, cinto amarelo e botas de cano alto além do fato de ambos terem sua própria cidade ficcional.

A primeira vez que Batman, alter-ego do bilionário Bruce Wayne(na época em que surgiu era milionário) apareceu foi na cidade de Nova York lutando contra o crime com assas de pano no lugar da capa e orelhas curvas e não retas como se tornariam mais tarde. Depois o herói iria combater nazistas na Segunda Guerra Mundial. Quando pequeno o jovem Bruce perdeu os pais durante um assalto nos becos da violenta cidade de Gothan após os três saírem de um espetáculo teatral. Atormentado e podendo contar somente com o apoio de seu mordomo Alfred Pennyworth o rapaz cresceu determinado a enfrentar os demônio de seu passado e se rebelar contra a tirania da cidade gótica.

Os mais marcantes artistas que já tiveram o privilégio de desenhar o herói além de Bob Kane que não tinha um traço tão bom assim foram Frank Miller e Jim Lee. Foi o carrancudo Miller quem trouxe os quadrinhos de Batman de volta à vida nos anos 80 com a sua obra intitulada simplesmente O Retorno do Cavaleiro das Trevas que mostrava um Batman de meia idade mais sombrio e brutal do que nunca, mas não se enganem, apesar da história de Miller ser insuperável seu traço do herói é deplorável. Foi com Jim Lee que Batman ganhou o século XXI nas revistas em quadrinhos. Os desenhos cheios de detalhes e impecáveis de Lee alavancaram o herói como só havia acontecido antes com Miller.


Batman de Jim Lee


Batman tem uma vasta coleção de inimigos, entre eles o sádico Coringa, também conhecido no submundo como o Palhaço do Crime cuja verdadeira identidade continua sendo um dos maiores mistérios de toda a mitologia do super-herói até hoje. Entre os mais conhecidos vilões do Cavaleiro das Trevas estão o sagaz Charada, o disforme Duas-Caras, a excêntrica Arlequina, namorada do Coringa, a mortífera Hera Venenosa, o “esquentadinho” sr. Gelo e o falante e aristocrático Pinguim além da bela e escorregadia Mulher-Gato com quem o heroí mantém um eterno caso de amor e ódio.

Entre seus principais aliados Batman conta com o mordomo Alfred, o menino prodígio Robin, identidade secreta de Dick Greyson, o comissário de polícia James Gordon e sua filha Barbara, vulgo Batgirl, nas horas vagas.

O universo de Batman já sofreu tantas, mas tantas mudanças desde que surgiu nos anos 30 que se é quase impossível estabelecer uma linha cronológica exata que não seja tão exagerada quanto um desfile de escola de samba. Então a única parte conhecida universalmente e que é imutável é a origem e as motivações do herói.

Com o passar dos anos Batman já teve bonecos, kits vendidos com máscaras e batarangs, inúmeros desenhos animados, integrou a Liga das justiça, teve um bem sucedido seriado nos anos 60, filmes derivados do tal seriado que rendeu até um filme solo da Mulher-Gato e muitas outras imersões em mídias diversas.

Um dos aspectos mais perturbadores sobre Batman são as piadinhas feitas sobre sua sexualidade. Como o herói não possui um par romântico definido em suas histórias como acontece com Superman e Lois Lane e ainda por cima o bilionário Bruce Wayne mora com um menino orfão, o Robin, Batman é chamado até hoje de pedófilo e homossexual pelos que se acham mais engraçadinhos. Porém há um lado positivo. Enquanto Superman/Clark Kent batalha para conseguir manter um relacionamento sério  e pacífico com Lois, o homem-morcego já conquistou inúmeras beldades.

Batman e Robin em paródia “animada” gay


Mas foi somente em 1989 que um filme verdadeiramente hollywoodiano e fiel ao universo sombrio e melancólico do personagem apareceu moldado pelas mãos e a mente excêntrica de Tim Burton. Michael Keaton desempenhou o papel do Cavaleiro das Trevas e ninguém mais do que Jack Nicholson interpretou o arquinimigo do morcegão, o Coringa. Como interesse romântico do herói um personagem que não saiu dos quadrinhos foi posto no filme, o de uma jornalista que corria atrás de notícias sobre o Batman e de seu alter ego Bruce Wayne e foi encarnada por Kim Bassinger.

O filme fez um sucesso estrondoso e gerou uma continuação ainda melhor três anos depois, Batman – O Retorno, dessa vez tendo como vilões a Mulher-Gato inpecavelmente interpretada por Michelle Pfeiffer e o Pinguim na pele do impagável Danny De Vito. Papel esse que caiu como uma luva para o ator.

De Vito como Pinguim


Os dois filmes vinham para se juntar aos dois primeiros filmes de Superman das décadas de 70 e 80 que já haviam mostrado que filmes de super-hérois era algo possível e incrivelmente rentável. Batman estava em alta como jamais estivera antes e mais um filme foi feito em 1995, mas não era difícil perceber que havia algo um tanto diferente.

No filme Batman Eternamente a cadeira do diretor deixou de ser de Burton que serviu ao projeto somente como produtor e passou para Joel Schumacher e Micahel Keaton foi substituído pelo insípido Val Kilmer. Com o sucesso das películas anteriores uma gama de artistas de peso foi trazido para o novo filme. A beleza hipnotizante de Nicole Kidman deixou o herói babando pela psiquiatra Chase Meridian, personagem da atriz e par romântico de Batman que tentava analisar o seu interior perturbado. Jim Carrey e Tommy Lee Jones incorporaram respectivamente os vilões Charada e Duas-Caras dando continuidade à linha que se estabelecera no filme anterior de apresentar dois algozes para o Cavaleiro das Trevas. Uma recém reestabelecida Drew Berrymore servia de uma das namoradinhas do ex-promotor pirado Harvey Dent(Duas-Caras) e pela primeira vez o menino prodígio deu as caras na pele de Chris Odonnell.

O que havia de incomum no filme era o tom que ele estabelecia. Enquanto nos filmes passados a atmosfera gótica e depressiva que misturava armonicamente cenários contemporâneos com cenários dos anos 30 parecendo ser um filme que se passava realmente na época em que surgiu o personagem foi abandonada e toda modernizada e o uso de cores extravagantes deixou o filme com uma cara pesada e enjoativa, lembrando um pouco o seriado dos anos 60 de um jeito ruim.

Mais um filme foi lançado em 1997 desta vez com George Clooney, recém saído da série ER e Chris Odonnell nos papéisl título de Batman & Robin. Schumacher mais uma vez foi o diretor, novamente houve dois vilões, Sr. Gelo e Hera Venenosa e Schumacher repetiu o mesmo erro.

Apesar do colorido exagerado do filme de 1995 ter sido bem sucedido nas bilheterias, Batman & Robin teve um roteiro tão ruim que a maior expectativa de quem assistiu o filme nos cinemas era a hora em que as luzes se acenderiam para que eles pudessem enxergar o caminho de volta. A interpretação de Clooney conseguiu ser pior que a de Kilmer e a incersão de Batgirl interpretada por Alicia Silverstone que despontara dois anos antes em As Patricinhas de Beverly Hills e a do vilão Bane, coadjuvante e estranhamente esverdeado e burro como uma porta, nada fiel à figura dos quadrinhos foi decepcionante. Talvez se no lugar de Silverstone sua companheira em As Patricinhas de Beverly Hills, a atriz Stacey Dash tivesse interpretado o papel da heroína mascarada o desempenho poderia ter sido bem melhor.

o trio “escadinha” de Batman & Robin


a deslumbrante Stacey Dash


Ao todo o filme era maçante e apresentava um festival de cores ainda maior que o anterior, Batman ganhou mamilos, os veículos e as gadgets mais se pareciam com brinquedos de criança que gostam de ver luzes que piscam. Nem mesmo a boa interpretação de Arnold Schwarzenegger e Uma Thurman como os vilões salvou o filme, a roupa de super-vilão do sr. Gelo causava mais risadas de pena do que pavor. Em resumo, o personagem que se saiu melhor em todos os aspectos foi a de Hera Venenosa, incrivelmente sexy na pele de Uma Thurman.

Uma Thurman e Arnold Schwarzenegger


Conclusão: Schumacher conseguiu de vez tirar toda a essência do herói junto com o respeito que ele havia conseguido em décadas, sem falar em sua sagacidade e virilidade que também foram exterminadas. Batman estava de vez no limbo, enterrado para sempre no cemitério dos mais desastrosos do cinema.

Os filmes de super-heróis ficaram esquecidos e a vida continuou, para Batman nos quadrinhos e desenhos animadas e a única voz que se ouvia do homem-marcego não era a de nenhum astro famoso do cinema mas sim do ator pouco conhecido e dublador Kevin Conroy que emprestava sua voz guturral e trovejante para o cavaleiro das trevas em suas aventuras animadas para a televisão.

Foi nos anos 2000 que os quadrinhos invadiram de vez as telonas. Primeiro com X-Men que abriu as portas para que seus companheiros super poderosos mostrassem do que eram capazes. Em seguida veio o primeiro Homem-Aranha, uma continuação para os X-Men e uma segunda aventura do teioso. Com o gênero consolidado pelas duas maiores franquias da editora Marvel e um Quarteto Fantástico a caminho era hora de Batman ressurgir das trevas na qual estava esquecido, como na clássica história de Frank Miller.

Em meados de 2005 Batman Begins foi lançado. Tinha direção de Christopher Nolan que também assinou o roteiro ao lado de David Goyer. O sucesso da produção foi descomunal. Estava tudo lá, em um filme de quase três horas com um visual impecável e uma história tão densa que poderia ser verdade, tudo muito bem acompanhado por uma magnífica trilha de Hans Zimmer.

O galês Christian Bale assumiu o papel de Batman e deu um show de talento com sua interpretação intensa do personagem. À primeira vista Bale seria como Keaton, Kilmer e Clooney, ofuscado pelo próprio personagem, mas não foi o que aconteceu. Nas primeiras horas de filme nos concentramos somente em Bale e em como um quase inconsequente jovem Bruce Wayne luta contra si mesmo e se torna o mais temido dos vigilante, escorregadio como uma sombra e ao mesmo tempo invisível e presencial como o vento.

Contracenando com Bale estavam os veteranos Michael Caine e Morgan Freeman como Alfred e Lucius Fox, este último fazendo sua primeira aparição em um filme de Batman. Liam Neeson ficou com o papel de Ras’ al Gul e Cillian Murphy como o dr. Jonathan Crane, o Espantalho e a bonitinha Katie Holmes, mas nada mais do que isso fazia a advogada de promotoria Rachel Dawes e principal interesse romântico do herói.

Com o sucesso do filme uma continuação foi preparada e lançada em 2008. O tempo de duração era maior, a trama melhor e o retorno foi um dos maiores da história do cinema. O filme custou US$158 milhões e teve um lucro de mais de 1 bilhão de dólares! Nada comparado aos filmes de Schumacher dez anos antes.

Batman – O Cavaleiro das Trevas apresentava como vilão o Coringa, desta vez interpretado pelo já falecido Heath Ledger que transpirou talento na pele do maníaco, roubando a cena do herói como havia acontecido quase vinte anos antes quando o papel tinha sido encarnado por Jack Nicholson. O desempenho do ator foi tão impressionante que nem foi notado a falta do alívio cômico de sua companheira Arlequina. Ledger ganhou um Oscar póstumo por seu trabalho em O Cavaleiro das Trevas. Mas o Coringa não foi a única pedra na bota de Batman que ainda teve de lidar com a escorregadia máfia italiana liderada pelo personagem clássico de Salvatore Marone na pele de Erik Roberts e também com Duas-Caras. O interessante do última personagem mencionado é ver sua transformação de promotor idealista para homem com sede de vingança e finalmente para o imprevisível bipolar. Vendo o Duas-Caras de Aaron Eckhart um sentimento de vergonha alheia pela versão do personagem de Tommy Lee Jones em 1995 é inevitável.

Heath Ledger e Jack Nicholson como Coringa


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Aaron Eckhart como Duas-Caras


Rachel Dawes voltou a aparecer desta vez com uma participação maior e mais significativa, a mudança foi a troca de atrizes, já que Maggie Gyllenhaal substituiu Katie Holmes. Depois do lançamento de Batman Begins o diretor Christopher Nolan disse que o casamento de Katie com Tom Cruise na época estava ofuscando a presença de seu filme e que ele não sabia se ela estaria no próximo filme. A troca não podia ser melhor. Apesar de uma atriz de certo modo lembrar a outra Maggie mostrou um jeito muito mais profundo e verdadeiramente comprometedor para com a interpretação da personagem, não lembrando em nada a performanse desinteressada da sra. Cruise. Outro fator que chamou atenção para a nova atriz foram suas feições, bonitas, mas de um modo pouco convencional, aniquilando totalmente a lembrança de que um dia o papel havia sido da insossa Katie Holmes.

The Dark Night Rises, terceira parte da trilogia idealizada por Nolan está em fase de pré-produção com as filmagens já agendadas para terem início em maio. A trama é mantida em segredo mas alguns dos personagens e atores que marcarão presença no filme já foram revelados. Além do grupo de personagens fixos de Bruce Wayne, Alfred e Lucius Fox as novas figurinhas a aparecer serão a Mulher-Gato, o vilão Bane e talvez Talia al Gul, filha do vilão do primeiro filme. Existiam rumores de que o papel de Talia ficasse com Eva Green que estava fazendo testes para o filme, mas recentemente foi anunciado que ela participará como protagonista na nova produção de Tim Burton chamada Dark Shadows, um remake de uma antiga série sobrenatural dos anos 60. A dúvida que fica é se com a agenda cheia para as filmagens com Burton a atriz teria tempo para se dedicar ao novo Batman, isso já descarta quase que completamente a atriz do projeto.

Outro astro já confirmado é o ator Tom Hardy que trabalhou com Nolan em A Origem no ano passado. Muito se especulou que o papel que Hardy interpretaria seria o vilão dr. Hugo Strange(adoro esse nome), isso porque o novo game do Batman que sai em novembro deste ano tem o personagem como antagonista principal. Comparações entre Hardy e Strange foram feitas principalmente por fotos do filme Bronson onde o ator apesar de interpretar a famoso prisioneiro Charles Bronson se parece muito com o vilão diretor do Asilo Arkhan, careca com um espesso bigode e fisicamente grande. Mas o papel do ator será o de Bane que não é um dos mais preferidos dos fãs de Batman. Resta saber como será a abordagem que Nolan dará ao personagem, se será mais fiel e inteligente como nos quadrinhos(lembre da versão de Schumacher) e como será seu visual, se seus músculos exageradamente desenvolvidos serão feitos com próteses, em CGI ou se Hardy terá de suar a camisa malhando como um louco para se tornar monstruosamente gigante até maio.

Tom Hardy à esquerda e Bane à direita

 

Mas ainda resta um outro personagem para se falar a respeito. A Mulher-Gato. Dessa vez a gatuna será vivida pela meiga de aparência etéria Anne Hathaway. Muitos aprovaram a escolha da atriz de imediato, enquanto outros nem tanto assim. Apesar de nada mais ter sido revelado o papel da personagem parece combinar de um modo bastante natural com a atriz.

montagem de Anne Hathaway como Mulher-Gato


Há poucos dias foi anunciado que o ator Joseph Gordon-Levitt também participará do filme, alguns apostam que seja como o charada, como haviam feito no filme anterior.

Mas com todas essas novidades existe o mesmo perigo dos filmes de décadas passadas. Batman pode acabar sendo ofuscado pelos outros personagens e isso não seria nada bom para os fãs que também nunca deixaram de protestar contra um aspecto dos filmes do homem-morcego. Batman sempre foi chamado de o maior detetive do mundo, mas essa característica nunca foi usada em nenhum dos filmes do herói.

Alguns ainda fazem piadas de mal gosto apostando na volta de Schumacher depois da saída de Nolan da franquia. Se isso acontecer os tais engraçadinhos ainda vão morder a língua até sangrar de arrependimento pela brincadeira infame.

Deixando de lado hollywood entramos no mundo dos games. Apesar de inúmeros títulos lançados para consoles Batman nunca fez grande sucesso. Em 2005 foi lançada uma adaptação fuleira de Batman Begins onde o único fator originale era o medidor que apontava o nível de medo dos inimigos.

Em 2008 foi anunciado um novo título porém este não seria uma adaptação do filme daquele ano. No final do agosto do ano seguinte Batman Arkhan Asylum foi lançado alcançando o título de melhor game do ano e obtendo nada menos do que 96% de aprovação das maiores revistas especialisadas no assunto. A trama girava ao redor de um motim dos prisioneiros do Arkhan liderados pelo Coringa.

A continuação chamada Batman Arkhan City mostra a disputa de poder entre Duas-Caras e Mulher-Gato na hierarquia do crime da cidade-presídio regida pelo dr. Hugo Strange que nos quadrinhos e também no game descobre a verdadeira identidade de Batman. Além desses ainda há a volta do Coringa e de Arlequina.

Sem dúvidas o universo de Batman sofreu inúmeras transformações através dos anos e com certeza continuará passar por muitas outras para que os fãs não se acomodem e claro não parem de comprar os produtos que levam a nome do cavaleiro das trevas. O que se espera no mínimo é que tais mudanças sejam positivas e não contribuam para arrastar o herói para o limbo dos esquecimento.

Anne Hathaway e James McAvoy podem estrelar Orgulho e Preconceito e Zumbis

Para quem não sabe, Orgulho e Preconceito e Zumbis é um dos primeiros livros de um novo gênero literário chamado Mash-up classics, onde obras clássicas são recontadas de modo muito bizarro, como é o caso de famoso Orgulho e Preconceito da escritora britânica dos séculos XVIII e XIX Jane Austen.

Na trama quase idêntica ao original, mas dessa vez repleta de zumbis comedores de cérebro, o austero sr. Darcy tenta conquistar o coração de Elizabeth Bennet que considera ele como o mais desprezível dos homens. McAvoy e Hathaway podem encarnar o casal da história.

Curiosamente o par de atores já interpretou um casal em um filme biográfico sobre a vida da própria Jane Austen, onde Anne Hathaway viveu a escritora!

Orgulho e Preconceito e Zumbis não tem elenco definido ainda e será dirigido por Mike White, conhecido roteirista de comédias. Este será seu segundo como diretor. Seu outro filme foi o bem sucedido Amor Pra Cachorro de 2007. O autor do livro é Seth Grahame-Smith que é creditado ao lado de Jane Austen.