Arquivos do Blog

X-Men Origens: Wolverine

Lá estava eu olhando meio desinteressado a força com que a chuva batia contra o vidro das janelas. Por mim eu teria ido embora debaixo do temporal mesmo, nunca me importei de tomar chuva. Ao invés disso me recostei no sofá de couro escuro do saguão do edifício e abri minha mochila. Apanhei a caixa parda de papelão e a abri. Depois de conseguir emergir do mar de confete que transbordou para todo lado eu apanhei o meu presente de aniversário dado por meus dois irmãos e minhas cunhadas. Estava olhando, ainda incrédulo e cheio de uma felicidade infantil para nada mais nada menos que X-Men Origens: Wolverine para o PS3. Feliz não apenas pelo jogo mas por ter sido lembrado por meus amigos/familiares.

Bom, antes que isso vire um “Querido diário” vamos direto ao ponto. Antes eu vou dar o grande desfecho desse dia. Na volta para casa eu ainda tomei a maior chuva, até aí estava tudo bem. Passei no supermercado (até super-heróis precisam comer) e caí no meio da calçada com aquelas caixas de papelão porque usar saquinho vai destruir o planeta. Mas se você pagar por eles nada acontece. Depois da vergonha e de fazer aquela cara de “nossa, o que aconteceu?” cheguei em casa e corri para estrear meu presente de aniversário.

Na história vemos como James Howlett ou Logan, como preferir, ganhou seu esqueleto e garras de adamantium, se tornou a tão misteriosa Arma X, seu romance com a Raposa Prateada e sua eterna rixa com o Dentes de Sabre. O game é baseado na produção homônima para o cinema de 2009 que assim como está implícito no título conta as origens de um dos personagens mais queridos dos quadrinhos, porém os desenvolvedores da Raven Software tomaram a liberdade de introduzir muito mais coisas na aventura do irado carcaju que o game em certos momentos parecerá ser uma história completamente inédita que se completa com os eventos reproduzidos do filme que intercalam presente e passado através de flashbacks.

X-Men Origens: Wolverine não é tipo de game psicológico cheio de quebra-cabeças a serem resolvidos. O game é pancadaria generalizada do começo ao fim em cenários tão longos e vastos mas que acabam sendo repetitivos que deixam aquela sensação de dejá vù constante porém não ao ponto de enjoar. Cortar, fatiar, estripar, esmurrar e chutar nunca foi tão divertido e prazeroso. A jogabilidade é quase totalmente pegada emprestada de God of War, o que se encaixa perfeitamente no game de um cara como Wolverine que assim como Kratos faz o tipo bater antes, bater mais um pouco e se sobrar alguma de algum coitado aí sim pensar perguntar alguma coisa.

Além da violência que recheia a aventura ela também vem regada a muito, mas muito sangue mesmo, o que torna a aventura para adultos. O processo de regeneração de Logan é visível e se dá em tempo real. Apanhe muito e você será um esqueleto de metal todo destripado com um enorme topete andando por aí até voltar a ter a cara de Hugh Jackman. O jogo também traz algumas coisas interessantes como a utilização do olfato animal de Wolverine para se localizar no cenário que indica rapidamente a direção que o jogador deve seguir ou para saber que caminho determinado personagem tomou para escapar. Isso serve como o detective mode que apareceria em Batman: Arkham Asylum meses depois no mesmo ano. Além disso é possível melhorar habilidades e aprender novas maneiras de literalmente destruir seus inimigos. Atacar seus oponentes com os chamados lunges que consiste em dar pulos enormes para perfurá-los com suas seis garras mortais enquanto ouve Hugh Jackman berrar enfurecidamente é de longe o melhor modo de satisfazer o desejo assassino que existe em todo gamer.

Wolverine executando lunge.

Como ponto alto do jogo estão as batalhas contras os chefes de cada estágio: a sequência aérea contra o Sentinela, a “tourada” com Blob no supermercado (nessa época ainda podia usar as sacolinhas), a demolição com Gambit no cassino e o embate final contra Deadpool. Além disso há os destravamento de trajes clássicos do herói que são liberados após se completar desafios de muita pancadaria contra si mesmo nessas versões após coletar os itens escondidos in game.

X-Men Origens: Wolverine é a prova de que com mais capricho e tempo de trablho um game à altura do personagem pode ser feito. Quem sabe um excelente game de Wolverine inspirado nos próprios quadrinhos ainda não pinte por aí seguindo na cola do sucesso dos dois últimos jogos originais de Batman.

Trailer

Anúncios

65 anos de Freddie Mercury!

Parece mentira, mas há apoximadamente 20 anos atrás o mundo perdia a maior voz que já existiu.
20 anos de decadência no cenário musical que nunca mais ousou encontrar alguém melhor para o posto dele, o vocalista da banda inglesa Queen, Freddie Mercury!
Talvez o seu jeito ousado, suas performances marcantes, o bigode caricata, sua voz que perambula na maciez de um canto lírico com a agressividade acompanhada de guitarras alucinantes fizeram de Freddie um ícone.
Eu diria um gênio!

Hoje, no dia 5 de setembro de 2011, Freddie Mercury faria 65 anos. E como ele faz falta!
Filho de indianos, Freddie Mercury nasceu na ilha de Zanzibar em 1946 e só foi morar na Inglaterra em 1964. Já sabia tocar piano e ensaiava canto.
Pouca gente sabe, mas Freddie se formou em Design Gráfico e Artístico na Ealing Art College. Tanto que anos depois iria criar o símbolo do Queen.

Em 1970, foi criada a imortal banda citada acima. Nascia o Queen!
No mesmo ano, conheceu Mary Austin, sua namorada, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu sua orientação sexual, já que Freddie era bissexual e os dois, mesmo separados, mantiveram forte laço de amizade até o fim de sua vida. Mary inspirou Freddie na música “Love of My Life”.
Afirmava então que Mary era o grande amor de sua vida, pois nunca mais foi capaz de amar ou ser amado da forma na qual ele sempre quis.

Compôs verdadeiros hinos, canções que representam muito mais do que a própria música, como as mostradas a seguir:

Em 1991, o mundo receberia a triste notícia da partida eterna de Freddie. Vítima da AIDS, faleceu em 24 de novembro em sua mansão.

Para alguém ficar imortalizado mesmo após seu óbito é porque alguma coisa muito genial fez em vida.
Freddie ERA genial.
Ninguem ousava imitar os movimentos de Mercury nos palcos, comandar as multidões dos estádio lotados e ter o carisma que era sua marca registrada, ao lado de seu inseparável bigode adotado na década de 80.

Se estivesse vivo, Freddie Mercury talvez se envorgonhasse do que acontece nos dias atuais. O cenário musical anda cada dia mais padronizado e pobre de ousadia.
Mesmo assim, ainda existem os fãs de gênios como ele, por isso seu aniversário está sendo tão lembrado.
Hoje, o Google lançou um Doodle musical com “Don’t stop me now”, visível em todo o mundo. Basta clicar na imagem no site de busca para ouvir a música e ver o vídeo. O Google traz também um blogue especial “Happy birttday, Freddie Mercury”, dedicado ao aniversário do cantor, com texto de autoria do guitarrista da imrotal banda Queen, Brian May.
Aqui você pode conferir esse Doodle especial:

O Youtube também homenagea o líder da banda Queen com o show completo “Queen – Live At Wembley Stadium” realizado em 1986, sendo considerado um dos melhores de toda a história da música.
Confira aqui:

Freddie Mercury é também homenageado no Brasil, com o lançamento da campanha “Freddie for a Day”, organizada pela Sociedade Viva Cazuza, ONG brasileira de luta contra a AIDS.

Talvez tenha sido essa a grande missão de Freddie Mercury em vida.
Ser um gênio, um ícone musical, ser idolatrado em todo o mundo e morrer deixando um alerta dessa terrível doença que assola o universo dos abusos.
Freddie foi um dos escolhidos para partir no topo e mostrar ao mundo que ninguem está imune à AIDS e que ser feliz não depende de fama, e sim de saúde, pois apesar de ser rico, famoso e invejado, ele sofria do pior mau de todos: solidão!

Aonde quer que esteja, Freddie, obrigado por ter existido!
A vida é assim mesmo, ganhamos e perdemos pessoas, mas temos de seguir sempre em frente, afinal, The Show Must Go On!

Créditos e fontes: http://www.wikipedia.com / http://aeiou.expresso.pt / “queenoficial” – canal oficial do Queen no Youtube.