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Imortais

Cada época precisa de seu herói, mesmo que estes sejam ilusórios. É preciso uma figura capaz de afastar os tormentos das almas dos homens, é preciso um herói hábil para inspirar o sucesso; forte para desbravar as trevas perenes e derramar sobre os sofredores a luz da esperança… todos temos nossos heróis, sejam eles reais, de papel, ou apenas imaginários, e é sobre a necessidade de um herói que o filme Imortais do diretor indiano Tarsem Singh trata.

Na trama, Hipérion (Mickey Rourke) -rei de Creta- declara guerra contra a humanidade e intenta libertar os titãs do monte Tártaro com o arco de Épiro e iniciar uma devastadora guerra entre os banidos e os deuses do Olímpo em uma vingança contra os deuses imortais não terem poupado as vidas de sua mulher e seu filho apesar de suas orações para os divinos. O povo indefeso se refugia atrás das impenetráveis fortificações do monte Tártaro contra as forças devastadoras de Hipérion, ansiando por um herói que os salve, eis que surge Teseu (Henry Cavill), guerreiro cético nos deuses mas disposto a dar o sangue pelos necessitados.

“guerra contra a humanidade” tá pondendo, hein, Whiplash…

Para fazer esta crítica foi preciso pesquisa, pesquisa que nem o diretor Tarsem Singh ou seus associados foram capazes de fazer e entregaram ao público a sua própria versão distorcida da história antes de Cristo. Teseu aqui não é filho de Poseidon, apesar de sua mãe continuar sendo Etra, no filme ela é uma mulher pobre e vista como prostituta e não filha do rei Piteu e nem Teseu é um príncipe que governou Atenas entre 1234 a 1204 a.c., mas sim um indivíduo que hora é tratado como camponês hora por escravo, enquanto que a história do filme se passa em 1100 a.c. Outra incoerência é o personagem Stravos, vivido por Stephen Dorff, já que seu nome quer dizer cruz, e não é um nome grego, já que é originário da cruz a qual Jesus foi crucificado mais de mil anos depois. No filme a personagem de Freida Pinto é a oráculo Fiedra, mas na mitologia grega Fietra não tem nada de oráculo e é dada em casamento a Teseu, tranformando o herói em cunhado do próprio minotauro. Olha, achei outra… o dispositivo de tortura chamado touro de bronze que Hipérion usa contra seus inimigos somente seria inventado cerca de quinhentos anos depois. A falta de nexo segue sem precedentes.

Apesar de Imortais pegar vários pedaços da mitologia grega e jogá-los a esmo no filme para depois esquecer deles em meio a tantas cenas de pancadaria, fica evidente o esforço dos produtores, Gianni Nunnari e Mark Canton em tentar igualar sua nova produção ao sucesso obtido com 300 de 5 anos atrás. O diretor aqui também se empelha mais em nos entregar uma produção rica em efeitos especiais, carregada de cores e figurinos fantásticos importados diretos de bollywood e acaba dando corda demais para que seus atores se tornem relapsos demais para atuarem como deveriam. Bons tempos de Lou Ferrino como aquele Hércules barbudo.

Afinal, Imortais vale o ingresso? Sim, mas só se você pagar meia. Bom, se é para ver danças estilizadas e figurinos originais como os que vem faltando há muito em hollywood, vale sim, pelo menos sai mais em conta do que a entrada para o Cirque du Soleil, ou será que é um desfile da parada gay? Porque os deuses sem nomes do Olimpo de Tarsem não enganam ninguém com aquelas bijuterias e os peitos estourando de esteróides. Se nos tornamos imortais através da história devido a nossos feitos o filme de Tarsem Singh não vai viver muito, pelo menos não no hall dos épicos filmes épicos, mas sim no passageiro Olimpo dos pipocões de férias escolares.

deus ou deusa?

Trailer

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Escolhido o novo Superman!

Enfim foi escolhido o novo ator a vestir o uniforme do Borrão Vermelho e a Azul nas telonas e para desapontamento de muitos não foi Jon Hamm! O sortudo é o britânico de 27 anos Henry Cavill que participou de Tristão & Isolda, Stardust – O Misterio da Estrela e da série The Tudors. Cavill já havia tentado pegar o papel na produçao anterior do homem de aço, Superman – O Retorno, mas perdeu o papel para Brandon Routh, e antes tentara abocanhar também o papel de Bruce Wayne em Batman Begins e também de James Bond, não conseguindo nenhum dos dois.

Henry Cavill


Jon Hamm, o favorito de muitos


Depois de Christopher Reeve que imortalizou-se no papel do Superman na década de 70 e 80 houve um enorme hiato até que a produção de um novo filme do super-herói fosse retomada e em 2006 foi lançado o filme Superman – O Retorno com o ator Brandon Routh no papel titulo. O filme teve bons resultados de bilheteria, mas seu custo também havia sido exobitante, US$209 milhoes de dólares com um retorno de US$391 milhões, porém a trama era medíocre, onde o homem de aço tinha até um filho que não sabia existir com Lois Lane!

No novo filme que começará a ser rodado em agosto deste ano com lançamento previsto para dezembro de 2012 a serie sobre um reboot, um recomeço, porém nada da trama da nova aventura foi revelado até agora.

Muitos fãs tinham medo de que um novo filme fosse levar a série nos cinemas de vez para o limbo, mas desde que a produção foi postas nas mãos de Christopher Nolan, escolhido pela Warner para apadrinhar o projeto, o diretor das últimas produções do Batman se empenhou para que tudo fosse feito à risca com o roteiro assinado por David Goyer e Jonathan Nolan, também roteiristas das últimas aventuras de Batman. Foi como se um grande peso tivesse sido tirado das costas dos fãs que puderam relaxar em saber que enfim o herói seria levado a sério. O diretor responsavel será Zach Snyder de 300 e outros filmes pouco comuns mas bem sucedidos, o que mais uma vez assustou os fás mais conservadores de superman. Com o passar do tempo declarações dos envolvidos no projeto foram divulgadas e se é possível notar o comprometimento de cada um com o projeto e agora sim os fãs de Clark Kent respiram tranquilos. O roteiro apesar de misterioso parece não decepcionar e ser bem fiel ao universso de mais de setenta anos do personagem.

Retrospectiva: Tomb Raider

Foi com a canção “Amami Lara” que o cantor italiano Eugenio Finardi homenageou Lara Croft, no ano de 1999. A heroína havia surgido três anos antes, saída da mente do designer de jogos britânico, Toby Gard, que na época trabalhava para a desenvolvedora Core.

Logo no início do projeto Gard idealizou um arqueólogo do sexo masculino, que seria muito parecido com o Indiana Jones de George Lucas, e por tal motivo a ideia foi rejeitada pelo estúdio. Gard então remodelou seu personagem o transformando em mulher e lhe deu o nome de Laura Cruz, sendo ela uma aventureira sul-americana. Conforme as engrenagens da mente de Gard funcionavam a todo vapor para melhor desenvolver o projeto, ele tornou a personagem uma garota de origem inglesa, cujo nome ele tirou da lista telefônica. O nome completo da personagem foi: Lara Croft Mandy DeMonay, condessa de Abbington. Estava criada então a caçadora de relíquias que todos nós conhecemos muito bem.

Com tudo planejado o game da jovem condessa entrou em fase de desenvolvimento pelas mãos dos programadores da Core Design. Toby Gard teve liberdade total sobre sua criação, sendo ele o responsável pela animação dos personagens, das cutscenes e do design dos ambientes por onde se passaria a história. Apesar de estar no comando, havia algo que Gard não podia mudar. Era evidente a intensão da Core de transformar Lara Croft em um símbolo sexual, vendendo seu sex appeal em poses que atrairiam a atenção dos jogadores. Foi pedido a Gard que ele disponibilizasse um código que ao final do game tiraria as roupas de Lara. Ele se recusou. Não queria que sua “menina” fosse vista como um vadia qualquer.

Sem ter a liberdade que tivera no primeiro game, Gard deixou a Core em 1997, deixando de ter controle sobre sua criação.

Toby Gard

Após lançar um game em 2004 chamado “Galleon”, exclusivo para Xbox, ao lado de seu amigo e também ex-funcionário da Core, Paul Douglas, através de sua desenvolvedora independente Confounding Factor que fundou com o amigo, Toby Gard chamou a atenção da Eidos que era a responsável pelos direitos de Lara Croft. A Eidos chamou Gard para que ele servisse de consultor no reboot da série Tomb Raider, criada por ele oito anos antes. Ele se juntou ao time de programadores da Crystal Dynamics para desenvolver uma nova aventura para Lara Croft. Agora que a Core havia ficado para trás, Gard pode remodelar a personagem a sua maneira, tornando-a menos sensual, com roupas menos reveladoras e com seios e um traseiro bem menor. O game “Tomb Raider: Legend” saiu em 2006 e se tornou um grande sucesso. No ano seguinte Gard e a Crystal Dynamics em parceria com a Buzz Monkey Software lançaram Tomb Raider: Anniversary” (remake do primeiro game) e em 2008 “Tomb Raider: Underworld”, onde Gard escreveu a história ao lado do diretor criativo do game, Eric Lindstrom. No ano seguinte Gard anunciou que trabalharia em um projeto até então sem nome. Pouco tempo depois ele abandonou o grupo de design para se dedicar ao tal projeto e atualmente trabalha como consultor para a Focal Point Games LLC.

A história da origem de Lara Croft confunde-se ao meio de tantas adaptações para outras mídias como cinema, literatura e histórias em quadrinhos. Oficialmente, existem duas biografias para a personagem. Na primeira delas, contada no manual da primeira continuação nos videogames, Lara fora criada como uma aristocrata até que foi a única sobrevivente de um desastre de avião no Himalaia aos 21 anos. O acidente mudou sua natureza, ou simplesmente fez com que ela percebesse que a vida era curta demais e que toda a paparicação e o luxo não eram para ela. Ela viu-se livre das correntes que a prendiam à família e tornou-se independente.

Já a biografia atual da aventureira conta que Lara sobreviveu a um desastre de avião na Cordilheira do Himalaia quando tinha 9 anos e foi obrigada a caminhar durante dez dias até Katmandu. Sua mãe foi dada como desaparecida no acidente e a jovem foi então criada pelo pai, o arqueólogo Richard Croft, conde de Abbington. Desde então Lara passou a acompanhar o pai em buscas arqueológicas até a morte dele quando ela tinha 18 anos. Assim ela herdou a fortuna da família e o título de condessa. A motivação que guia Lara através de suas aventuras é a esperança de que um dia ela descubra a verdade por trás das mortes de seus pais.

Em “Tomb Raider: The Last Revelation”, o jogador faz parte do passado da personagem. O jogo inicia-se quando Lara tem apenas 16 anos em uma expedição ao Cambodia ao lado do explorador Werner Von Croy. Depois da aventura, que parece ter acabado em tragédia, um grande distanciamento surge entre Lara e Von Croy, mas a passagem serviu para despertar na garota uma paixão por relíquias e civilizações passadas. O game faz parte da primeira biografia da personagem. Apesar da idade de Lara nunca bater com as histórias de sua origem, no game “Tomb Raider: Chronicles”, continuação de “The Last Revelation”, onde Lara supostamente está morta, há em uma estátua memorial dedicada a ela a seguinte data: 1968. Atualmente Lara teria então 42 anos.

Em “Tomb Raider: Legend, primeiro game do segundo universo de Tomb Raider (o primeiro universo englobam os games feitos pela Core), é criada a versão atual sobre suas origens, onde o avião em que ela viajava com sua mão, caiu no Himalaia.

 Recentemente foi divulgado que um novo game de Tomb Raider está em desenvolvimento pela Crystal Dynamics e que será distribuído pela primeira vez pela Square Enix. O game será um novo reboot que contará a origem de Lara, mas desta vez na íntegra. Em uma viagem onde seu navio naufraga, Lara Croft, então com 21 anos é levada pelo mar até uma praia. A ilha onde se encontra (tudo indica que será uma ilha japonesa) apresenta inúmeros perigos. Lara tem de suar muito para sobreviver, aprendendo gradativamente as técnicas que realiza sem dificuldades nos games anteriores, além de ter que procurar por alimento e água, semelhante à “Metal Gear Solid 3: Snake Eater. Desta vez porém, Lara em nada lembrará suas versões passadas, à não ser pela cor dos olhos, castanhos, os lábios carnudos e o rabo de cavalo. A personagem foi redesenhada para que ficasse mais proporcional e assim parece-se mais humana. Ela também deixará para trás toda a sua confiança e sensualidade, sendo como deve ser, uma jovem amedrontada e solitária que tem de superar seus medos e inseguranças para manter-se viva.

Lara em seu início à esquerda e em futuro game à direita

Como dito anteriormente, Lara Croft também migrou para outras mídias além dos videogames. No cinema foi representada por Angelina Jolie nos filmes de 2001 e 2003. Um fato curioso sobre isso é que no primeiro filme o pai da aventureira é vivido por Jon Voight que na vida real é o pai de Jolie. Os dois atores vivem em pé de guerra mas concordaram em deixar as indiferenças de lado durante a produção do filme. Outra curiosidade é que em ambos os filmes os interesses românticos de Lara são também os vilões e nos dois filmes foram interpretados por atores de origem britânica. No primeiro filme, intitulado “Lara Croft: Tomb Raider, o par de Lara foi encarnado por Daniel Craig, que alguns anos depois tornaria-se figurinha conhecida em todos os meios por interpretar o personagem de James Bond nos cinemas. No segundo filme, “Tomb Raider: The Cradle of Life, o papel do interesse romântico de Lara foi o personagem de Gerard Butler, que também se tornaria conhecido após atuar na nova versão de “O Fantasma da Ópera” de Joel Schumacher e no filme “300”. Os filmes de Tomb Raider foram dirigido respectivamente por Simon West e Jan de Bont. Um terceiro filme está em desenvolvimento. Se serve a dica, a modelo e atriz britânica Kelly Brook, seria uma excelente escolha para viver a personagem.

Kelly Brook

A partir do ano de 1999 a editora de histórias em quadrinhos Top Cow passou a publicar histórias inéditas das aventuras da exploradora, pelo pincel do desenhista Adam Hughes. A edição de número 50 também foi a última, publicada em 2004.

Lara Croft por Adam Hughes

Lara Croft também deu as caras no mundo da literatura com romances publicados pela Ballantine Books em parceria com a Eidos à partir de 2004 com histórias originais “The Amulet of Power” foi o primeiro de três livros sobre a arqueóloga escrito por Mike Resnick. “The Lost Culty” por E. E. Knight veio em seguida e “The Man of Bronze de James Alan Gardner foi o último a ser publicado. Os livros diferem entre si desde a estrutura da narrativa a experiências da vida de Lara que certas vezes coincidem com algumas passagens dos games ou dos filmes.

Lara Croft foi eleita a heroína mais sexy dos games por diversas vezes e a mais humana das personagens também. Lara é bela, astuta, perseverante e destemida e nós sempre iremos “correr” atrás dela com a mesma intensidade com que ela busca seus tesouros perdidos.

 

video de Amami Lara de Eugenio Finardi