Arquivos do Blog

Teasers para Skyfall e Legends

Completando 50 anos esse ano, James Bond vai voltar em dose sexta!!! Isso mesmo, além do novo filme 007 Operação Skyfall cujas filmagens se encerraram no último dia 19, o novo game do espião traz Daniel Craig em seis missões diferentes baseadas em um filme de cada um dos atores que já viveram 007 nas telonas.

O  teaser de Skyfall é curtinho, mas tem uma atmosfera pesada e muito pessoal, o que reforça as informações de que a trama vai mexer diretamente com o background pessoal do personagem, algo que nunca antes foi explorado na série.

Já sobre Legends sabemos que um dos filmes escolhidos que estará no game é Moonraker, ou 007 contra o Foguete da Morte de 1979 estrelado por Roger Moore. Ao que tudo indica pelas imagens exibidas o game está sendo feito nos moldes de GoldenEye Reloaded, que cá entre nós não chegou nem perto dos pés do original lá de 1997.

Assim como em Reloaded, cenários e figurinos estão sendo atualizados, mas desta vez as feições se mantem fiéis a dos atores do filme dos anos 70 como Michael Lonsdale, Lois Chiles e Richard Kiel. Bond carrega novamente sua Walther P99. As imagens são eletrizantes, mas quando será que a Activision e a Eurocom vão aprender que um game de 007 só funciona realmente se for em 3ª terceira pessoa? Fora o fato que o espião voltou para sua velha companheira de guerra Walther PPK desde 2008 com Quantum of Solace. O jeito é esperar para ver.

Legends sai em outubro e Skyfall em novembro.

Trailers

007 Operação Skyfall

007 Operação Skyfall – dublado

007 Legends

Anúncios

Skyfall ganha videoblog

foto divulgação

Sam Mendes, diretor de Skyfall, 23ª aventura cinematográfica de James Bond nos cinemas lançou um videoblog narrando suas experiências com a cine-série e de como o filme é o seu primeiro a ser rodado em solo britânico.

Nas imagens exibidas durante o vídeo podemos ver Mendes coordenando seus atores nos sets de filmagem e também a silhueta de Daniel Craig no cenário luminoso que faz as vezes de Xangai e que também serviu de fundo para a primeira foto oficial da produção lançada há algumas semanas. A foto encabeça essa postagem.

Videoblog

GoldenEye 007: Reloaded

GoldenEye ou como a garotada sem muito inglês dizia na época, Goldinei, é sem dúvida um dos jogos mais aclamados da história e que ajudou a popularizar o gênero tiro em primeiro pessoa ao lado de games como Doom e Wolfenstein. Muito do que se era visto em GoldenEye continua em voga até hoje, quase 15 anos depois. Armas a rodo, excelente história temperada a muita pólvora digital e multiplayer em split screen.

No ano passado uma versão reimaginada de GoldenEye foi lançada para o Nintendo Wii pelas mãos da Eurocom e Activision. Na nova versão o James Bond de Pierce Brosnan é substituído pelo atual 007, Daniel Craig. O roteiro ficou a cargo de Bruce Feirstein, roteirista do filme original de 1995 e Judi Dench voltou mais uma vez para interpretar M. Mudanças foram necessárias, atualizações na narrativa para a história se adequar melhor ao cenário mundial em que vivemos hoje além de uma roupagem mais sombria e realista, caraterística do 007 de Daniel Craig. Um ano se passou e o título que era exclusivo do Wii chegou para os consoles HD.

Em GoldenEye Reloaded o mais audacioso dos heróis tem que impedir que o grupo terrorista Janus use a arma espacial que dá título ao game de fazer a Inglaterra voltar a idade das pedras, já que o GoldenEye é uma arma de pulso eletromagnético que será disparado sobre a capital inglesa. Tudo começa quando James Bond e Alec Trevelyan (006) são enviados a Rússia para interceptar a chegada de um carregamento de armas para fins terroristas. Durante a missão 006 é morto pelo general Ourumov diante dos olhos de James Bond. Com uma pista a seguir, Bond parte rumo a Barcelona para saber de Valentin Zukovisky o que o grupo Janus pretende fazer com um helicóptero capaz de sobreviver a pulsos eletromagnéticos. Sem spoilers, já que a história é conhecida desde o lançamento do filme, Bond descobre que Alec Trevelyan é o líder do grupo Janus e que usou o helicóptero para roubar o GoldenEye. Auxiliado por Natalya Simonova, 007 tem de deter os planos do vilão que se refugiou em uma estação de energia solar na Nigéria.

Fazer um remake de um jogo como GoldenEye é pedir para se fazer algo tão incrível quanto; ou assinar a própria sentença de morte. Durante o início do game o jogador realmente se sente de volta no passado ao mesmo tempo que atualizado, com cenários parecidíssimos ao original da Rare mas muito mais sombrios e decadentes, afinal são instalações da antiga União Soviética! Mas a boa sensação acaba quando vemos a remodelagem de personagens icônicos como general Ourumov e Xenia Onnatopp, que aqui se tornam caricatos demais como se tivessem saído de desenhos animados do final dos anos 80 e início dos 90, tais como Capitão Planeta ou mesmo da antiga série James Bond Jr.

Que saudade da Famke Janssen…

A história se torna vazia quando o vilão simplesmente diz que sua vingança é contra os banqueiros e tudo que os bancos tocam. Na versão original o personagem de Alec Trevelyan quer vingança contra o Reino Unido, já que seus pais foram traídos pelos britânicos durante a Segunda Guerra Mundial ao tentarem desertar, e foram entregues de volta a Stalim. Claro que a historia de GoldenEye Reloaded foi atualizada, caso contrário o personagem seria velho demais para ser uma figura opositora a James Bond, pelo menos fisicamente. Como o passado e o futuro para o qual olham as duas faces do deus Jano, Bond e Trevelyan são opostos entre si representando de modo bem preto no branco o bem e o mal e a confiança e traição daqueles que um dia foram amigos.

Durante o decorrer do jogo os cenários deixam de se parecer com os originais do game do Nintendo 64 e se tornam confusos e não atraentes aos olhos que o jogador. A cada nova sala transposta é necessário se degladiar com dezenas de inimigos, que se não fosse o mapa no canto inferior direito da tela seriam impossíveis de se distinguir do cenário. Essa repetição entediante e desanimadora faz o jogador querer terminar o jogo apenas porque já o começou. Pequenos detalhes que deveriam ser essenciais perdem todo o sentido no novo GoldenEye, como o indicador de vida que a maioria dos jogos faz uso hoje; sangue na tela que vai perdendo a cor conforme o dano sofrido até voltar a se estabilizar quando o jogador tira o personagem da linha de tiro, aqui praticamente não existe. Isso somado a tiros invisíveis que atravessam as paredes deixam o jogador enfurecido demais para pensar em qualquer outra coisa senão correr a esmo. Outro contraponto é o indicador de granada incrivelmente impreciso que mais atrapalha que auxilia. Conselho: não desligue a auto aim, pois sem ela você atirará nas paredes mesmo que o alvo esteja diante de sua P99.

Rare, volte por favor!

O jogo faz uso de elementos tanto do filme de 1995 quando do jogo de 1997, como é o caso da música tema cantada por Nicole Scherzinger e não por Tina Turner, escrita por Bono e The Edge do U2. Grande erro é durante os créditos ao som da voz da ex-vocalista das Pussycat Dolls aparecer somente os nomes de Daniel Craig e Judi Dench, como se os outros atores como o britânico Elliot Cowan que faz Trevelyan não fosse levado a sério pela produção do título. Ainda falando em musicalidade, Reloaded peca imensamente por uma trilha sonora sem emoção e quase imperceptível que contou com a participação de David Arnold, compositor oficial dos filmes do espião que desempenha nas películas um trabalho tão notável quanto o do próprio John Barry. Ao contrário do GoldenEye da Rare onde a trilha marcante é uma lembrança agradável de fases como facility, bunker e cradle, cada uma com seu tema exclusivo, na obra da Eurocom é como se jogássemos no silêncio.

GoldenEye 007: Reloaded é uma mescla nostálgica da infância e adolescência de muita gente que só deve ser consumido por quem é fã do espião a serviço secreto de sua Majestade. O novo game sequer devia ser comaparado ao GoldenEye de 1997, precursor de uma era de jogos que atualmente não passa de uma mesmice enfadonha e nada original, já que os produtores preferem não se arriscar com coisas novas, mas sim saturar o mercado destruindo a essência de algo que um dia já foi considerado o melhor.

Sean Bean

Elliot Cowan

Trailer de lançamento

Tina Turner – GoldenEye

Nicole Scherzinger – GoldenEye

Conheça 007 Skyfall

O próximo filme do agente secreto James Bond enfim tem seu título, locações, elenco e sinopse revelados na coletiva de imprensa que aconteceu ontem em Londres no salão de festas do Corinthia Hotel às 11:45 da manhã.

Apresentado pelo produtor Michael G. Wilson o novo filme de 007 se chamará Skyfall e o signifiacado do título somente poderá ser compreendido após assistir ao filme que se passará em Londres, Xangai, Istambul e Escócia.

Prontos para responder as perguntas dos repórteres estavam Daniel Craig, Judi Dench, o diretor Sam Mendes, os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccolli além de Javier Barden, Bérénice Merlohe e Naomie Harris. O diretor Sam Mendes também confirmou a presença de Ben Whishaw, Albert Finney e Ralph Fiennes no elenco do novo filme da cinessérie mais longa da história.

Durante a meia hora que se seguiu, porém, muito pouco foi revelado. A atriz francesa Bérénice Merlohe interpretará uma personagem chamada Séverine e Naomie Harris uma agente de campo chamada Eve e não Moneypenny, secretária pessoal de M como se especulava. Ambas as atrizes disseram ter treinado para cenas de ação além de terem aprendido a atirar com metralhadoras. O espanhol Javier Bardem interpretará o vilão por enquanto sem nome da trama e mostrou uma boa química com Daniel Craig ao fazerem piadas um com o outro ao decorrer da coletiva.

Da esquerda para a direita: Javier Bardem, Bérénice Merlohe, Sam Mendes, Judi Dench, Daniel Craig, Naomie Harris, Barbara Broccolli e Michael G. Wilson

Vilão e herói

As Bond girls

Muito pouco foi revelado sobre o filme. A sinopse oficial diz: “Em Skyfall, a lealdade de Bond a M é testada quando o passado dela volta a assombrá-la. Com o MI6 sob ataque, 007 deve rastrear e destruir a ameaça, mesmo que isso tenha um custo pessoal.” Ao que tudo indica o filme explorará como nenhuma outra produção da franquia a lado emocional e possivelmente o passado dos personagens, o que é bem a cara de Sam Mendes, diretor de filmes como Estrada para a Perdição e Beleza Americana. O diretor disse que a harmonia estará no equilíbrio entre drama e ação.

O diretor também revelou que o filme seguira a linha já estabelecida pelos dois últimos filmes de 007, Cassino Royale e Quantum of Solace, porém a nova aventura do espião não tem qualquer ligação com os dois longas ou com qualquer dos romances escritos por Ian Fleming. Questionado sobre as famosas gadgets, Mendes disse com um sorriso maroto nos lábios que o filme trará algumas surpresas.

Quase ao final da coletiva Craig brincou com Bardem e tranquilizou o público feminino dizendo que tanto ele quanto o colega espanhol tirarão suas camisas em cena.

Passado um dia do anúncio oficial de Skyfall, o ator inglês Ralph Fiennes falou sobre sua participação na produção pela primeira vez. “Eu posso dizer que John Logan escreveu um roteiro fantástico e Sam Mendes tem classe. Eles estão fazendo algo muito especial. Eles serão ótimos para Bond.” Ralph Fiennes não disse se participará das cenas de ação. “Eu não posso responder a isso,” disse. “Mas com certeza eu não ficarei deitado.” Especula-se que Fiennes interpretará o arquinimigo de 007, Ernst Stavro Blofeld.

Ainda fazem parte da equipe de produção de Skyfall, Roger Deakins como diretor de fotografia, Jany Temime como figurinista, Dennis Gassner que volta  como cenógrafo após Quantum of Solace, Chris Corbould mais uma vez cuidará dos efeitos especiais, Alexander Wiit será diretor de segunda unidade e Tom Ford novamente será o alfaiate responsável por deixar James Bond tão elegante quanto letal. Neal Purvis, Robert Wade e John Logan são os roteiristas. A ideia central do filme é de Peter Morgan, roteirista responsável por filmes como A Rainha, O Último Rei da Escócia e Frost/Nixon.

Curiosamente a apresentção de Sean Connery como o ator que interpretaria James Bond em 007 contra o Satânico Dr. No se deu no dia 3 de novembro de 1961, exatamente cinquenta anos antes da confirmação de Skyfall.

As filmagnes de Skyfall começam em Londre no próximo dia 7 e tem estreia marcada para 26 de outubro de 2012 no Reino Unido e 9 de novembro nos Estados Unidos.

Assista a coletiva completa no Corinthia Hotel

Trailer de lançamento: GoldenEye Reloaded

A menos de uma semana de ser lançado GoldenEye Reloaded ganhou um novo trailer. O vídeo apresenta um ritmo corrido e bem cortado embalado pelo clássico tema do espião. O remake do reboot como vem sendo chamado internet a fora chegará as prateleiras no próximo dia primeiro para a felicidade dos donos de PS3 e Xbox 360 e talvez revolta dos donos de Wii que achavam serem os únicos a receber o título da Activison e Eurocom.

Trailer de lançamento:

Russos? Javier Bardem? Carte Blanche? E agora sr. Bond?

Carte Blanche Jeffery Deaver James Bond novel Carte Blanche, the Pure Bond New Book Launched in London in Bond Style

Dois novos rumores surgiram hoje sobre a produção do próximo capítulo na franquia de James Bond. Pela manhã sites russos noticiaram que Javier Bardem já estaria contratado para interpretar um vilão em Bond 23. Durante meses Bardem foi ligado às adaptações do best seller de Stephen King, A Torre Negra para o cinema e para a televisão mas como o estúdio responsável resolveu manter o projeto na geladeira, Bardem que ainda continua ligado a produção ganhou um tempo livre em sua agenda o que talvez o tenha permitido aceitar o papel como antagonista de Daniel Craig, porém nada oficial foi dito ainda.

A outra notícia é que o filme já achou o seu título, e surpresa! O nome da próxima aventura de James Bond pode ser Carte Blanche! O título é o mesmo do novo romance do espião lançado esse ano pelas mãos do escritor  americano Jeffery Deaver. No romance, uma versão atualizada de James Bond tem de viajar para os Emirado Árabes e impedir um incidente internacional elaborado por um rico empresário. O livro ainda sem tradução no Brasil é no mínimo excelente tamanha originalidade empregada em sua concepção.

Mas deixando as obras literárias de lado, quem divulgou o título do filme foi a violoncelista sérvia Jelena Mihailovic, contratada pela produção para integrar a trilha sonora do filme depois de se apresentar no Festival de Cannes. A artista em entrevista ao site russo Blic Online deixou escapar a novidade, porém nada foi divulgado oficialmente, portanto fique com o pés atrás com as duas notícias.

James Bond vai para a Índia

Com a pré-produção do próximo filme de James Bond em andamento uma novidade acabou de surgir. A cena de ação que aconteceria na linha férrea de Sabarmati se confirmou assim como uma nova sequencia de perseguição de carros que acontecerá ao nordeste da província de Gujurat nas ruas de Ahmedabad.

Gujurat deixou para trás as locações rivais de Goa e Mumbai ao ser escolhida pela produção do até agora chamado Bond 23. O diretor Sam Mendes junto do núcleo de produção do filme visitaram Gujurat a cerca de dois meses. Ao lado de Mendes deviam estar os produtores Michael G. Wilson e Bárbara Broccolli além do cenógrafo Roger Deakins e a figurinista Jeny Temime, porém isso é apenas um palpite.

Pravesh Sahni integrante da India Take One Productions, que está cuidando da logística para a EON Productions falou ao jornal Times of India: “Nós preferimos Ahmedabad a Goa e Mumbai para a sequencia da perseguição de carro porque as ruas são mais aptas e porque o governo de Gujurat em nosso primeiro encontro prometeu apoio total.” A respeito da cena envolvendo a linha férrea Pravesh disse: “Para termos permissão de filmarmos uma sequencia de ação em um trem de Sabarmati nós nos encontraremos com o ministro da união dos transportes ferroviários nessa segunda-feira.”

Essa será a segunda aventura de James Bond a passar pela índia. A primeira vez do agente no país foi em 1983 no filme 007 contra Octopussy quando o espião ainda era encarnado por Roger Moore.

Crítica: Call of Duty: Black Ops

Call of Duty: Black Ops foi lançado no final do ano passado mas somente agora tive a oportunidade de por as mãos nele, e para se obter um grande game antes tarde do que nunca. Assim como os outros vários títulos da franquia, Black Ops se passa durante um conflito real, tendo como pano de fundo a Guerra Fria, mais especifcamente entre os anos de 1961 e 1968 com passagens pelo conflito entre Estados Unidos e Vietnã e também pela Segunda Grande Guerra Mundial.

O game tem início com o protagonista da trama Alex Mason sendo torturado e interrogado por dois homens desconhecidos que exigem saber dele a origem dos “números”, uma sequencia de dígitos que eles passam repetidamente para o capturado. Sem entender o que os homens querem Mason começa a retratar missões passadas das quais participou como membro das Forças Especiais dos Estados Unidos. É ai que jogo começa de fato, através das memórias de Mason. Durante a primeira missão do game, matar Fidel Castro, Mason e seus companheiros são interceptados pela polícia cubana em um encontro com seu contato em um bar local. Depois disso os três agentes americanos invadem onde está Fidel e completam a missão matando o ditador com um tiro na testa, isso como parte da chamada Operation 40 que realmente foi conduzida nos anos 60.

Durante a fuga Mason é capturado e é revelado que Fidel ainda está vivo (é claro) e que o homem morto era na verdade um sósia. Mason é então entregue a dois russos, general Nikkita Dragovich e Lev Kravchenko, seu braço direito. Enviado a Vorkuta Gulag, um campo de concentração soviético, Mason é torturado e passa por lavagem cerebral, transformando-o em um chamado agente adormecido com propósitos a serem designados por seus algozes através de uma sequência de números transmitidos por rádio (aqueles do começo do jogo), processo muito usado durante a Guerra Fria mas que foi desenvolvido ainda na Primeira Guerra Mundial. Em seu exílio Mason conhece um homem chamado Viktor Reznov que diz a ele o nome de seus captores, estando entre eles um cientista alemão chamado Friedrich Steiner. Juntos os dois novos aliados formam um motim e fogem do campo de terror de Vorkuta Gulag para juntos irem atrás de Dragovich, Kravchenko e Steiner, já que Reznov também tem contas a acertar com os três homens.

Isso pode se dizer é apenas a ponta do iceberg de Call of Duty: Black Ops. Depois o game passa por muitas reviravoltas e esclarecimentos que surpreendem o jogador como poucos games são capazes de fazer. Durante as cutscenes são mostradas ao jogador apenas folhas de documentos secretos, fotos de alvos a serem eliminados enquanto os personagens conversam entre si. Em raros momentos onde existe realmente movimentação como por exemplo quando Mason está sendo conduzido até o pentágono conhecer o presidente Kennedy, a Treyarch se mostra ainda muito precária em desenvolver um carro ou uma moto percorrendo seu caminho através de ruas. Tudo parece travado e muito vazio, o que chega a gerar um desconforto no jogador que até aquele ponto viu coisas tão bem trabalhadas. Outro exemplo de game que passa por isso é Quantum of Solace de 2008 também da empresa, que insistiu em narrar as aventuras do agente 007 por conversas e dados em uma tela de computador, o que no caso não deu muito certo. Agora é possível saber o porque de a Treyarch fazer uso de tal linguagem.

Outro ponto que também chama atenção no jogo é a qualidade gráfica impecável e quase palpável que a desenvolvedora consegue dar ao visual de Black Ops. O realismo é tão fascinante quanto a trama recheada de conspirações. Apesar de bastante violento o game se desenrola com tamanha agilidade que os buracos de bala e membros estraçalhados em seus inimigos somente são notados quando olhados atentamente. Para fortalecer o game atores como Sam Worthington, Ed Harris, Gary Oldman, Ice Cube e a bela Emmanuelle Chiriqui emprestam suas vozes para os personagens do jogo, Worthington fazendo o protagonista, Harris como Jason Hudson, um dos parceiros de Mason, Oldman atuando como Viktor Reznov que já havia aparecido em Call of Duty: World at War e também como dr. Clarke, Ice Cube como o americano Joseph Bowman  e Emmanuelle com a doce voz que sopra a intrincada sequencia de números no cérebro de Alex Mason.

Call of Duty: Black Ops também apresenta um repertório musical bastante vasto com músicas como Symphonie for the Devil dos Rolling Stones que toca durante uma sequencia de barco no Vietnã como referência a clássica cena do cultuado Apocalypse Now de Francis Ford Coppola de 1979, onde a canção Satisfaction também dos Stones é tocada em cena semelhante com um jovem Laurence Fishburn acompanhando a letra. Gimme Shelter também dos Rolling Stones, Fortune Son do Creedence Clearwater Revival, Won’t Back Down de Eminem acompanhado de Pink também estão no game.

Black Ops é um excelente game de guerra e espionagem feito pra quem gosta de conspirações bem elaboradas e roteiros bem desenvolvidos, além de muita ação é claro. Para quebrar toda essa atmosfera e jogar tudo pela janela com grande estilo o mini game Zombies onde o jogador tem de sobreviver a uma orla de zumbis sugadores de cérebro serve para dar aquela descontraída depois de tantas intrigas internacionais.

Músicas de Call of Duty: Black Ops

 

Symphonie for the Devil

 

Gimme Shelter

 

Won’t Back Down

 

Fortune Son

 

Welcome to the Family

“Outro GoldenEye.”

Agora é oficial. Os rumores de que o próximo game de James Bond seria uma versão para PlayStation 3 e Xbox 360 de GoldenEye 007 lançado ano passado para Wii se confirmaram. O game permanece o mesmo do ano passado mas traz agora gráficos em alta definição, coisa que o console da Nintendo não é capaz de suportar. Além disso o game também trará uma novidade chamada MI6 Ops Missions onde o jogador poderá criar ao seu gosto cenários para se atuar nas diversas modalidades de jogo que existem no game como AssaultEliminationStealth Defence. Intitulado GoldenEye 007 Reloaded, o game ainda sem data de lançamentoi definida deve chegar as prateleiras no final do ano.

Será que o game da Raven Software que vazara em dezembro foi cancelado ou está na geladeira? Será que 2011 será marcado pelo lançamento de dois games do espião assim como foi 2010? O jeito é esperar para ver. Mais informações devem ser divulgadas na Comic Con que acontece de 21 a 24 de julho.

 

GoldenEye 007 Reloaded

Um olhar aprofundado sobre as Bond girls

Não importa a cor da pele, o nome, a nacionalidade ou se preza ou não pela virtude. Bond girls devem ser belas, únicas e sofisticadas e nos parágrafos a seguir vamos embarcar juntos no universo dessas mulheres que fizeram e fazem o agente James Bond perder a cabeça em um estudo detalhado das mais de 195 mulheres que apareceram nas telonas ao lado do espião e suas inspiraçãoes que vieram de mulheres reais para as páginas dos romances de Ian Fleming e que saltaram para as telas do cinema.

Foi em 1953 que a primeira aventura de James Bond apareceu. No livro Cassino Royale onde o espião tinha de derrotar um agente soviético chamado Le Chiffre nas mesas de bacará em um luxuoso cassino no sul da França a primeira Bond girl surgiu e se tornou referência. Vesper Lynd foi a primeira a arrebatar o coração de James Bond ao ponto de fazer 007 abandonar a profissão para se casar e constituir uma vida a dois, mas após a morte da amada Bond descobre que esta era na verdade uma agente dupla trabalhando para seus inimigos do outro lado da Cortina de Ferro.

Depois de Vesper Lynd muitas outras mulheres passaram pela vida de James Bond. A cada novo romance de Ian Fleming uma nova garota era apresentada e muitas semelhanças são notadas entre elas. Na maioria das vezes as Bond girls tem idade estabelecida na casa dos vinte anos, mais precisamente entre 23 e 25 anos, a mais velha sendo Pussy Galore já na casa dos 30 e a mais nova Gala Brand com 18 anos sendo uma das raras exceções com quem o espião não chegou a se envolver amorosamente. Uma grande parte das garotas de Bond sofreram abusos sexuais quando jovens e acabaram por desenvolver uma expécie de aversão aos homens o que as tornam mulheres fortes e independentes, porém nenhuma delas é capaz de resistir ao charme do espião. Fora isso outra semelhança entre elas são os detalhes de sua aparência. Fisicamente muitas Bond girls se parecem entre si onde são descritas por Fleming como tendo os cabelos sempre ao natural caídos sobre os ombros, os olhos bem afastados entre si e se vestem de modo pouco vaidoso com sapatos de bico quadrado, relógios masculinos e nem sempre fazem uso de jóias além de apresentarem unhas curtas e desesmaltadas.

Indo na contramão onde a maioria das mulheres nos anos 50 eram donas de casa dependentes de seus maridos as Bond girls eram mulheres independentes que trabalhavam para o governo ou sendo até criminosas, algumas chegando a reger seu próprio sindicato do crime como é o caso de Pussy Galore.

Na maior parte das histórias de Fleming os interesses românticos de Bond fazem de algum modo parte essencial da trama sendo peça-chave na missão do agente, porém em certos casos elas não passam de puros objetos sexuais como uma espécie de berloque para entreter o espião em suas horas vagas.

INSPIRAÇÕES E CURIOSIDADES

Muitas histórias sobre a origem das Bond girls são contadas mas nenhuma delas é dada como certa. A primeira delas é que as Bond girls em sua maior parte são inspiradas na pessoa de Christine Granville, espiã nascida em 1 de maio de 1908 na Polônia. Seu nome real era Krystyna Skarbek e ela era apenas alguns dias mais velhas que Fleming que nascera no dia 28 do mesmo mês e ano e de quem fora amante de acordo com a própria Christine. Muitos dizem que Christine foi a inspiração do escritor para as personagens de Vesper Lynd e Tatiana Romanova.

Christine foi encontrada morta no dia 15 de junho de 1952 assassinada a facadas em um quarto do Kensington Hotel em Londres. Seu carrasco foi Dennis Muldowney, um fuzileiro naval e ex-colega obcecado por ela de quem Christine rejeitara investidas. Meses depois em setembro Muldowney foi enforcado pelo crime.

Uma segunda hipótese que ronda as origens pouco conhecidas das Bond girls é a de que Muriel Wright que fora amante devota de Fleming nos anos de 30 e 40 apesar das várias outras aventuras do autor tenha sido a inspiração para todas as Bond girls. Muriel era excepcionalmente bela além de ser uma talentosa piloto de automóveis, esquiadora, jogadora de polo, independente, rica e modelo. Apesar de tais características Muriel também era inocente e vulnerável e sofreu uma morte terrível em 1944 em um borbardeio pouco antes de seu casamento. Devastado Fleming declarou na época que Muriel era boa demais para ser verdade.

Existem outras histórias que se referem a Bond girls expecíficas como em Moscou contra 007 (From Russia With Love) de 1957 em que Fleming após uma vasta e detalhada descrição de Tatiana Romanova enquanto ela espera pelo preparo de uma sopa para o jantar em seu quarto ele a compara com a atriz Greta Garbo, e há também semelhanças entre a personagem Gatilho (Trigger) do conto de The Living Daylights, mais conhecido no Brasil como Encontro em Berlim. Gatilho é uma assassina russa que disfaça-se de violoncelista para apanhar o seu alvo que Bond tem a missão de proteger, e curiosamente a meia-irmã de Ian Fleming chamava-se Ammaryllis Fleming e era uma grande violoncelista, então acreditasse que esta tenha servido de inspiração para a personagem.

Ammaryllis Fleming

Entre muitas curiosidade está a personagem vivida ela exuberante Eunice Gayson no primeiro filme da série, 007 contra o Satânico Dr. No (Dr.No) . A personagem Sylvia Trench surge na cena em que vemos James Bond primeira vez. Depois de uma partida de Bacará e regressar para casa após receber sua missão de M o agente reencontra Sylvia em seu apartamento onde fazem amor. No filme seguinte a personagem reaparece em cena romântica com o espião e faz uma referência ao tempo em que ele passou na Jamaica na missão contra o Dr. No e eles ficaram sem se ver. Posteriormente foi revelado que a personagem seria recorrente na série aparecendo em filmes futuros como amante permanente de Bond.

No filme 007 um Novo Dia para Morrer (Die Another Day) a cantora Madonna que canta a música-tema do filme foi a única de todos os que emprestaram suas vozes para uma cançao de um filme de James Bond a aparecer de fato no filme. Madonna apareceu durante alguns poucos minutos como a professora de esgrima Verity. Fato semelhante havia acontecido em 007 Somente para seus Olhos (For Your Eyes Only) onde a cantora Sheena Easton aparece cantando durante a sequencia de créditos depois da abertura do filme.

Outro fato interessante a ser comentado é um caso de conecção entre os filmes de James Bond e a famosa série sessentista The Avengers que transcendeu os anos até os dias de hoje. As atrizes britânicas Honor Blackman e Diana Rigg que interpretaram pepéis-chave na série de TV abandonaram o programa com o intuito de participarem de novos projetos e ambas acabaram sendo escaladas respectivamente como as principais Bond girls nos anos de 1964 e 1969. O ator Patrick Macnee que atuava como o protagonista da série no papel de John Steed apareceu anos depois em 1985 como sir Godfrey Tibbett, perito em cavalos de corrida que ajudou James Bond a desmascarar os planos sinistros de Max Zorin em 007 na Mira dos Assassinos (A View To A Kill). Em 1998 um filme que buscava reviver The Avengers estrelando Ralph Fiennes, Uma Thurman e como vilão Sean Connery foi produzido e recebeu péssimas críticas. Atualmente Fiennes é cogitado para interpretar um papel de destaque no próximo filme de James Bond que tem estréia marcada par 9 de novembro de 2012. O papel que seria interpretado pelo ator de O Paciente Inglês (The English Patient) é mantido sob sigilo.

Fato curioso a respeito das mulheres que fazem parte da vida de James Bond é o sentido de ambiguidade que muitas delas carregam em seus nomes. Um desses casos e por sinal um dos menos conhecidos ocorre com o nome da primeira das Bond girls, Vesper Lynd onde seu nome é um trocadilho com as palavras West Berlin (Berlim Ocidental) em alusão à lealdade da personagem que é forçada a trabalhar como agente dupla para a Inteligência soviética. No segundo livro de Fleming sobre o espião a personagem Solitaire somente é chamada assim por ser virgem e indiferente aos homens, entretanto seu nome de batismo é Simone Latrelle. Mas talvez o mais famoso nome entre as Bond girls seja o de Pussy Galore que na época do lançamento do livro e também anos depois com a adaptação do romance para as telonas causou grande polêmica isso devido ao fato de a palavra pussy em inglês ser um termo chulo para vagina e galore tem tradução de “aos montes”. Fora isso a personagem também era lésbica assumida então jamais um nome ficcional serviu tão bem ao seu personagem.

Nos filmes casos semelhantes também existem como em 007 os Diamantes são Eternos (Diamonds are Forever) de 1971 onde a personagem Plenty O’Toole vivida por Lana Wood apresenta-se a Bond interpretado por Sean Connery com a seguinte frase: “Hi, I’m Plenty”, ao que 007 rebate: “But of course you are.” A palavra plenty em inglês quer dizer abundante, e como Bond percebe rapidamente os seios dela também são.

Talvez mais sutil que os outros nomes mas que também apresenta um jogo de palavras interessante é o nome da Bond girl Kara Milovy do filme 007 Marcado para a Morte (The Living Daylights) de 1987 com um convincente Timothy Dalton em seu primeiro filme no papel do espião. Kara Milovy é uma modificação das palavras em português “cara” significa em inglês “my love”, isso para fortalecer mesmo que indiretamente a candice e inocência da personagem. No filme 007 contra GoldenEye (GoldenEye) de 1995 a Bond girl Xenia Onatopp é uma junção das palavras “on top” e em 2002 no filme 007 Um Novo Dia para Morrer a vilã Miranda Frost interpretada pela atriz inglesa Rosamund Pike recebe esse nome por ser completamente avessa as investidas de Bond vivido pela quarta e última vez nos cinemas por Pierce Brosnan. Em 007 Quantum of Solace (Quantum of Solace) a Bond girl conhecida apenas por agente Fields e vivida por Gemma Arterton em parte alguma do filme revela seu pré-nome a Bond, nem mesmo no momento em que ele a indaga sobre isso. Posteriormente descobre-se que o primeiro nome da personagem é Strawberry o que junto de seu sobrenome Fields tem a tradução livre de “campos de morango”, dai a relutância da moça em revelar o seu nome por inteiro. Apesar disso muitas Bond girls apresentam nomes comuns como Tatiana Romanova, Mary Ann Russell, Judy Havelock, Vivienne Michel e a falecida esposa de James Bond condessa Tereza di Vicenzo.

Não é só com as Bond girls que esses trocadilhos são feitos mas também com  outros personagens como é o caso de alguns dos vilões que tiveram a má sorte de terem seus planos megalomaníacos frustrados pelo agente. O vilão Auric Goldfinger é o maior desses exemplos já que a palavra auric quer dizer “aurico” e Goldfinger tem tradução livre de “dedo de ouro” e assim como o nome de Pussy Galore que é a piloto particular do vilão um nome nunca caiu tão bem ao seu personagem já que Goldfinger é obcecado por ouro e tem o costume de matar suas vítimas pintando-as com tinta dourada o que impede os poros do corpo de respirar e causa morte por asfixia. Outro caso semelhante é o de general Ourumov do filme já mencionado 007 contra GoldenEye onde a primeira parte de seu nome referesse diretamente à palavra ouro. Em Quantum of Solace de 2008 outro que também tem seu nome moldado seguindo estilo semelhante  é o repulsivo general Medrano cujo nome deriva-se da palavra medo.

DIFERENÇAS ENTRE OS LIVROS E OS FILMES

A primeira diferença entre as aventuras originais do espião escritas por Ian Fleming e suas adaptações para o cinema é a ordem cronológica em que ocorrem. O maior exemplo disso se dá com Cassino Royale que foi lançado no ano de 1953 mas somente ganhou uma adaptação oficial em 2006. Com um intervalo de tempo tão grande entre a obra original e o filme mudanças significativas tiveram de ser feitas em matéria de costumes de sociedade como por exemplo uma maior liberdade sexual e a presença da independência feminina que veio ganhando espaço através das décadas foram inseridas no filme.

Apesar de cronologicamente falando os livros e os filmes do espião se distanciarem a essência das histórias mesmo com o passar dos anos continuaram sendo originais e até mesmo atuais.

Outra distinção entre as obras literárias e as películas, isso principalmente nos anos 60 é o fato de que enquanto muitas das Bond girls eram traumatizadas sexualmente nos livros nos filmes tal aspecto era na maioria das vezes pouco explorado ou simplesmente ignorado.

Em qualquer adaptação de um livro para o cinema já se é de esperar que os atores selecionados nem sempre correspondem fisicamente à descrição de seus personagens nas páginas do livro, mas é curioso de se ver até meados dos anos 60 o fascínio exercido pelo indústria cinematográfica, principalmente Hollywood por cabelos louros. Apesar de no primeiro filme de James Bond a atriz Ursula Andress realmente se parecer com sua personagem de Honey Rider de 007 contra o Satânico Dr.No, as atrizes Daniela Bianchi e Honor Blackman que apareceram nos dois filmes seguintes como Tatiana Romanova e Pussy Galore respectivamente em Moscou contra 007 e 007 contra Goldfinger, suas personagens nos livros são morenas e não loiras. A própria esquadrilha de pilotos formada somente por mulheres sob o comando de Pussy Galore tem como integrantes apenas mulheres de cabelos tão claros que chegam a ter um tom platinado.

Ainda na década de 60 as Bond girls eram tratadas como já foi dito antes como enfeites, isso porque suas personagens não eram tão bem desenvolvidas nos filmes como eram nos livros, assim mesmo se um filme do espião da época não contasse com a presença de Bond girls não era impossível para ele cumprir sua missão, somente entediante.

Com a franquia de James Bond entrando na década de 70 os produtores Harry Saltzman e Albert Broccolli e o roteirista Richard Maibaum começaram a desenvolver tramas onde o papel das Bond girls fosse indispensável e que sem o seu auxílio o espião jamais seria capaz de alcançar seus objetivos e poderia até em certos pontos morrer se não fosse pela intervenção de alguma de suas garotas.

Na década seguinte as Bond girls tornaram-se mulheres de ação que não temiam enfrentar o perigo ao lado de 007 e em determinados chegavam a ser tão letias quanto ele o que poderia se tornar uma dificuldade quando alguma delas resolviam mostrar do que eram capaz para o agente como aconteceu em 1985 no filme 007 na Mira dos Assassinos (A View To a Kill) quando May Day encarnada por Grace Jones resolve mostrar ao espião que ela podia ser tão durona quanto ele e isso não só fora dos lençóis…

À partir de meados dos anos 90 quando a cinesérie ressurgiu depois depois de um hiato de seis anos James Bond reapareceu no filme 007 contra GoldenEye cujo nome havia sido tirado da morada de Ian Fleming na Jamaica onde o jornalista se refugiava para dar vida as histórias fantásticas de seu personagem e que curiosamente o próprio Fleming havia roubado o nome de GoldenEye de uma operação da qual fizera parte em seus tempos na Inteligência Naval. Na película de 1995 Bond encontra Bond girls ainda mais independentes do que as que havia se deparado na década anterior. A perceira do vilão era sem dúvida a mais psicopata e ninfomaníacas das mulheres que haviam entrado na vida do espião e talvez o motivo pelo qual 007 não tenha ido para cama com a beldade tenha sido o fato de que a perversa Xenia só era capaz de atingir o orgasmo no momento em que conseguia tirar a vida do parceiro entre suas pernas. Nem mesmo Natalya Simonova na pele da polonesa Izabella Scorupco como principal interesse romântico do agente deu-lhe uma colher de chá o que rendeu ao espião alguns hematomas à mais.

No filme de 2002, ano em que a mais famosa, duradoura e lucrativa cinesérie, somente perdendo para a franquia Harry potter, completava quarenta anos um dos filmes mais audaciosos do espião foi realizado, 007 Um Novo Dia para Morrer, e fora os aparatos tecnológicos mais mortais usados pelo vilão Gustav Graves um debilitado James Bond teve de também “enfrentar” duas novas Bond girls que assim como ele eram agentes treinadas de seus governos que pela primeira vez se igualavam em habilidade e destreza ao espião quarentão. Miranda Frost, como revelado pela atriz Rosamund Pike em documentário especial para os extras do DVD do filme disse que originalmente sua personagem havia sido batizada de Gala Grand, nome da Bond girl do romance Moonraker (007 contra o Foguete da Morte)e que ficou de fora da adaptação de 1979 deste para o cinema. A atriz também contou que o nome somente foi alterado de última hora por revolta dos fãs que não queriam que o nome de uma Bond girl clássica das histórias de Fleming fosse dado a outra.

Dos anos 90 para frente o papel das Bond girls tornou-se tão grande quanto o do próprio James Bond. Enfim, de certo modo as personagens estavam mais parecidas com as que haviam aparecido nos romances originais deIan Fleming quase quarenta anos antes.

AS MAIS MARCANTES BOND GIRLS DO CINEMA

 

Honey Ryder – 007 Contra o Satânico Dr. No (1962)

Apesar de ser considerada a primeira Bond girl da cinessérie a personagem imortalizada pela suíça Ursula Andress na cena em que sai do mar do Caribe usando um biquini branco foi a terceira conquista do espião que já havia se envolvido no começo do filme com a bela e audaciosa jogadora de Bacará Sylvia Trench e depois com a fascinante srta. Taro que nada mais era que uma das várias pessoas na Jamaica sob o comando do malévolo Dr. No.

Sean Connery e Ursula Andress em locação de Dr. No

Tatiana Romanova – Moscou contra 007 (1963)

Apesar do sucesso do primeiro filme foi somente com sua continuação no ano seguinte que o fenômeno de James Bond estourou e a personagem Tatiana na pele da belíssima atriz italiana Daniela Bianchi foi cruscial para que isso acontecesse já que até hoje é quase impossível não se apaixonar pela beleza etérea e a ingenuidade da personagem que se apaixona perdidamente pelo agente de Sua Majestade.

Daniele Bianchi

Pussy Galore – 007 Contra Goldfinger (1964)

A serviço da ganacioso Goldfinger a destemida Pussy Galore foi a primeira Bond girl a se impor contra o agente 007 em um filme que reunia pela primeira vez todos os elementos da fórmula que até hoje resultam no sucesso das películas estreladas pelo espião.

Pussy Galore

Fiona Volpe – 007 Contra a Chatagem Atômica (1965)

Fiona Volpe foi de fato a primeira super vilã a bater de frente com James Bond até seu fim derradeiro em uma agitada pista de dança e uma das únicas a conseguir pelo menos arranhar o orgulho de macho do agente.

[LucianaPaluzzi0704.jpg]

Luciana Paluzzi

Tereza di Vicenzo – 007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969)

Esse filme não é apenas lembrado por apresentar George Lazenby no papel de James Bond como substituto de Sean Connery e por ser um dos mais longos e fiéis aos romances de Ian Fleming, mas por ser aquele em que o espião se apaixona e se casa. Infelizmente a senhora Bond interpretada por Diana Rigg é alvejada com um projétil disparado da metralhada de Irma Bunt de um carro dirrigido pelo maior inimigo que James Bond já encontrara até então, Ernst Stavro Blofeld, vivido por Telly Savalas.

Diana Rigg

 

Anya Amasova – 007 o Espião que me Amava (1977)

A personagem de Barbara Bach marca um momento único no universo de James Bond onde Inteligência britânica e soviética tem de unir forças para enfrentar um inimigo em comum e a major Anya Amasova, agente XXX, inicialmente uma concorrente de James Bond tem de unir forças a ele e administrar seus sentimentos de amor e ódio que sente pelo espião, por quem se apaixona e por quem deseja vingar-se pela morte de seu amante. No final a espiã fica a um passo de tirar a vida de 007 com sua própria arma mas opta por entregar-se a seus braços.

Barbara Bach

May Day – 007 na Mira dos Assassinos (1985)

De aparência exótica e pouco feminina a capanga e amante de Max Zorin foi a primeira Bond girl negra a se destavar em um filme de 007. A personagem vivida pela atriz e cantora Grace Jones era tão letal quanto o próprio Bond e sem a ajuda dela o espião jamais teria conseguido impedir os planos macabros do vilão Zorin na pele de Christopher Walken. O nome de May Day referece ao tão conhecido chamado de socorro. Perto do final do filme May Day troca de lado e auxilia Bond contra Zorin e desloca a bomba que o vilão plantara com o intuito de inundar o Vale do Silício em São Francisco. Pasmo em vê-la arruinando seus planos Zorin deixa escapar: ”May Day!”

May Day

Elektra King – 007 o Mundo não é o Bastante (1999)

Este filme é considerado uma das maiores aventuras de James Bond e uma grande obra do cinema pois não peca em nenhum aspecto. Mas também é lembrado por abordar o personagem de James Bond de uma forma pessoal, fato que somente havia ocorrido dez anos antes no filme 007 Permissão para Matar (Licence to kill). Seguindo essa linha mais dramática o filme apresenta Elektra King vivida pela francesa Sophie Marceau que consegue mexer com os sentimentos do espião e em certos momentos tirá-lo da pista de seu real inimigo. Elektra é uma das personagens mais marcantes do universo do espião por ser talvez a mais elegante e mais bela das mulheres que o agente já teve o prazer e o desabor de conhecer. Até hoje dentre todos os seus inimigos Elektra foi a única mulher que James Bond já matou.

Sophie Marceau como Elektra King

Jinx – 007 um Novo Dia para Morrer (2002)

No último filme de Pierce Brosnan no papel do super agente um novo tipo de Bond girl surgiu. A personagem de Halle Berry, uma agente da NSA (National Security Agency/ Agência de Segurança Nacional) se comparava em todos os aspectos a Bond e após passar uma noite de amor com a escorregadia espiã 007 se viu pela primeira vez despertar sozinho na manhã seguinte.

Halle Berry

Vesper Lynd -Cassino Royale (2006)

James Bond pode ter se casado com Tereza di Vicenzo, mas foi com Vesper Lynd que o agente realmente abaixou a guarda, renunciou ao Serviço Secreto e disse pela primeira vez em décadas a frase dos apaixanados: “Eu amo você.” Mesmo com a traição de Vesper e com o coração cheio de ódio a agente não exitou em arriscar a própria vida para salvar a dela. Entre Bond e Vesper houve pela primeira vez uma história real do tipo que existe entre um homem e uma mulher, o que fez o frágil espião fechar-se emocionalmente como um modo de proteção, e apesar de suas negativas ele jamais esqueceu ou deixou de amar a figura de Vesper Lynd. A atriz Eva Green que interpretou Vesper disputa com sua conterrânea Sophie Marceau o título de Bond girl mais bela.

Eva Green na estreia de The Golden Compass

 

AS BOND GIRLS NO MUNDO DOS VIDEOGAMES

As Bond girls passaram a se destacar também nos jogos eletrônicos baseados na mitologia de James Bond quando um dos maiores games de todos os tempos e talvez até hoje o melhor game do espião de Sua Majestade foi lançado em 1997 pelo desenvolvedora inglesa Rareware para Nintendo 64. GoldenEye 007 foi um divisor de águas no mundo dos videogames e serve de referência para muitos games até os dias de hoje. Com GoldenEye os games de James Bond passaram a se basear em histórias mais profundas e apresentar grandes níveis de detalhes. Em games posteriores tais como Agent Under Fire e NightFire que apresentavam histórias originais independente dos filmes apresentavam também Bond girls originais, mas somente com Everything or Nothing de 2004 que trazia um elenco de verdadeiros astros do cinema as Bond girls nos videogames passaram a ser interpretadas também por atrizes e outras famosas.

Heidi Klum e Shannon Elizabeth roubaram a cena no game da EA Games estrelado por Pierce Brosnan em sua última aparição oficial como James Bond. No ano seguinte a cantora Natasha Bedingfield e Maria Menounos se juntaram a Sean Connery na versão de Moscou contra 007 para os consoles da Sony, Microsoft e Nintendo.

Quando os direitos passaram para as mãos da Activision a coisa não mudou e as atrizes Eva Green e Olga Kurylenko interpreteram mais uma vez seus papéis na adaptação de Quantum of Solace que teve seu lançamento junto com o filme no qual se baseava. O game também contava os eventos de Cassino Royale.

No ano passado com o lançamento de Blood Stone que novamente apresentava uma trama totalmente original escrita pelo veterano dos filmes do espião de Sua Majestade Bruce Feirstein que teve sua estreia no universo do agente como um dos roteiristas de 007 contra GoldenEye. A Bond girl da vez foi a britânica Joss Stone que também emprestou sua voz para a canção-tema da aventura.

Curiosamente o autor norte-americano Raymond Benson que de 1997 até 2002 foi o escritor oficial de novos romances de James Bond e responsável pelas novelizações de 007 O Amanhã Nunca Morre, 007 O Mundo Não é o Bastante e 007 Um Novo Dia para Morrer foi o responsável pelo roteiro de alguns games durante os anos 80, alguns até do próprio James Bond, entre eles uma versão de Cassino Royale.

Heidi Klum que interpretou a vilã Katya Nadanova

Joss Stone como Nicole Hunter

 

M E MONEYPENNY

Se existem as Bond girls também existem as Bond women. Apesar de nos livros de James Bond e também nos filmes a figura imponente e respeitosa de M, chefe do Serviço Secreto Britânico ser um homem, uma jogada inovadora e arriscada foi feita em 1995 com o retorno triumfal de Bond aos cinemas quando o lendário persopagem foi substituido pela figura de uma mulher. Desde de GoldenEye a gigante do cinema, Judi Dench vem interpretando M e  mostrando que até uma mulher consegue manter o mais eficiente espião em rédeas curtas.

O primeiro M foi o ator veterano Bernard Lee que interpretou o almirante aposentado da marinha e superior de Bond de 1962 à 1979, ano em que falesceu. No filme seguinte, 007 Somente para seus Olhos (For Your Eyes Only) de 1981 o personagem pela primeira vez não apareceu, deixando o cargo em aberto em uma espécie de homenagem dos produtores ao ator. Depois de Bernard Lee foi a vez de Robert Brown assumir o papel de M. Fato curioso é que Brown já havia aparecido como coadjuvante ao lado de Lee em 007 o Espião que me Amava.

Assim como Lee que ficou no papel por dezessete anos e se imortalizou no imaginário dos fãs como a figura de M, Judi Dench também não decepcionou e já se matém no papel há dezesseis anos. O resposta dos admiradores de James bond foi totalmente possitiva em relação a atriz assumir o papel da chefona de 007 que diz que já que existem as Bond girls, ela é então uma Bond women.

Mas muito antes de Judi Dench tornar-se a superiora de James Bond havia uma mulher que sempre esteve envolvida com o espião, pelo menos de um modo profissional que muitas vezes chegou muito perto de ultrapassar tais barreiras. A srta. Moneypenny, secretária pessoal de M apareceu pela primeira vez na aventura de estréia de 007 no romance Cassino Royale. Entre ela e Bond sempre houve uma atmosfera de flerte que nos filmes foi intensificada com a secretária sempre se derretendo pelo espião que nunca deixou de atiçá-la. O interessante de tal relação é ver que quando Bond realmente está disposto a se envolver com Moneypenny é ela quem o rejeita sempre de modo provocador e brincalhão.

De 1962 a 1985 o papel da srta. Moneypenny foi interpretada pela britânica Lois Maxwell que atuou em quatorze filmes da série e sobreviveu a três Bonds diferentes. E pensar que a atriz que imortalizou-se no papel da secretária de M quase ficou com o papel de Sylvia Trench no lugar de Eunice Gayson. Com a chegada de Timothy Dalton na franquia uma Moneypenny mais jovem teve de entrar em cena e a atriz Caroline Bliss assumiu o papel nos dois filmes estrelados por Dalton. Com a estréia de Pierce Brosnan no papel de James Bond foi a vez de uma nova Moneypenny aparecer. Samantha Bond, que com um sobrenome como esse tinha o dever quase cívico de participar de um filme de Bond embarcou na franquia em 1995 dando a Moneypenny um ar fatal e elegante além de uma dose extra da vacina anti-Bond.

Atualmente especula-se que a atriz britânica Naomie Harris está em negociações com os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccolli para ser a quarta atriz a interpretar a eficiente Moenypenny.

Ficheiro:M trio.jpg

Bernard Lee, Robert Brown e Judi Dench

 

Lois Maxwel  em 2007

 

BOND GIRLS AO REDOR DO MUNDO

Para uma atriz ser escolhida como Bond girl era algo maravilhoso. Significava destaque internacional, a promessa de novos contratos com estúdios maiores além da imagem de sex symbol. Muitas foram as atrizes que decolaram em suas carreiras após terem interpretado Bond girls. Porém com o passar dos anos a situação se inverteu e ser uma Bond girl tornou-se uma espécie de estigma e um obstáculo para projetos maiores. Enquanto que anos antes uma atriz ficar marcada como uma das várias garotas que passaram pela vida de 007 era algo de grande poder e status, ultimamente tornou-se quase uma maldição. Ficar marcada por um personagem seria sempre ser vista como ele e não ser capaz de mudar, algo que para um ator ou uma atriz pode ser fatal.

O lado bom é que ao escolher atualmente uma atriz para o papel de uma Bond girl tornou-se algo para qual os produtores passarm a dedicar mais atenção e a fazer excelentes escolhas. Como prova de que a tal maldição das Bond girls não passa de supertição atrizes que participaram recentemente de filmes do agente dispararam em suas carreiras e hoje brilham como nunca nas telonas, maior prova disso são as atrizes Eva Green e Gemma Arterton. Esta última depois de ter participado de Quantum of Solace emplacacou um sucesso atrás do outro como Fúria de Titãs, Príncipe da Pércia: As Areias do Tempo e o ainda por ser lançado MIB III.