Arquivo do autor:Bruno Rizzato

“Os Miseráveis” – A maior obra-prima da história dos musicais

Hoje escreverei minha primeira crítica sobre cinema para o Chico Louco, tarefa essa sempre designada ao ilustríssimo senhor João Figueiredo. A pergunta é: “Por que resolvi escrever essa crítica?”. A resposta é simples. Nenhum filme, de todos que já assisti, me causou tanta empolgação como o que vi a pouco nas telonas.

Minha paixão por essa história surgiu ainda na adolescência, após achar perdido em casa uma adaptação da história original de Victor Hugo traduzida e compactada por Walcyr Carrasco. Foi amor à primeira lida. Envolvi-me demais com o drama dos personagens e das histórias que mesclam amor, carinho, opressão e luta. Procurei pela história na íntegra, mas nunca consegui encontrar os 5 volumes originais.

Em meio ao cenário da Revolução Francesa, o destaque da história está sempre focado em nosso herói, Jean Valjean (Hugh Jackman), com toda uma vida oprimida pela justiça insaciável do Inspetor Javert (Russel Crowe), após roubar um pão para saciar a fome de sua família, quando ainda muito jovem. 19 anos preso, tem sua condicional, mas decide se entregar às mãos de Deus e começar uma vida nova, com outro nome e outro destino selado. Após muitas reviravoltas, Valjean se torna o prefeito e industrial Madeleine, que cruza seu destino com Fantine (Anne Hathaway). Puts, acho que vou desistir de resumir essa história, é muito longa!

Vamos ao que interessa, o filme em si! Les Miserablés é a adaptação do musical da Broadway de mesmo nome, que por sua vez é uma adaptação do romance de Victor Hugo. O musical feito para as telonas, além de fantástico, com imagens alucinantes, efeitos de câmera maravilhosos e atuações impecáveis, contou com a emoção em sua plenitude, presente em cada cena cantada (que ocupa 90% do tempo do filme). É impossível não sentir a angústia e a melancolia presente em Fantine durante sua interpretação de “I Dreamed a Dream” – esqueça Susan Boyle, Hathaway na cabeça -, assim como também é impossível não se emocionar com a atuação musical de Éponine (Samantha Barks), cantando seu amor não correspondido em meio um cenário shakespeariano de Paris. Também não há quem não tenha se arrepiado com o canto de revolta e justiça pronunciado em coro pelos revolucionários que lutavam por uma França livre. Veja a canção abaixo.

Emoção e atuação foram os pontos fortes da trama. Cossete (Amanda Seyfried) surpreendeu a todos com sua voz lírica singela e confortante. O revolucionário apaixonado por Cossete, Marius (Eddie Redmayne), tem aquela voz forte daqueles cantores da Broadway, que saem dos palcos do teatro para abrilhantarem as telas de cinema. Monsieur Thenardier (Sacha Baron Cohen) foi o destaque cômico do musical, que manteve sua linha de atuação despojada e bem humorada, sempre com sua maestria Borática. Russel Crowe surpreendeu-me com sua voz forte e com uma releitura diferente do personagem Javert, menos carregado na seriedade e na frieza do personagem do livro. Hugh Jackman mostrou uma potência vocal semelhante à de Serj Tankian, inclusive com timbre bem parecido. Ta aí, mostrando suas garras… (sem alusão a outro personagem dele, ok?)

Enfim, em um contexto geral, esse musical prendeu minha atenção, me fez segurar lágrimas, me arrepiou e me deixou orgulhoso de poder ver como uma boa história jamais morre. Enquanto assistia, comecei a comparar cada personagem com suas respectivas interpretações, tanto no filme de 1999 estrelado por Liam Neeson, quanto naquela magnífica série estrelada por Gerard Depardieu, de 2000. Não consigo dizer qual é a melhor adaptação do livro de Victor Hugo, pois cada um tem uma proposta diferente. Minha única conclusão é que pretendo ver esse filme ainda muitas vezes, comprar o DVD, comprar a trilha-sonora e admirá-lo para sempre.

Entrou para a minha lista dos melhores filmes de minha vida. Sou suspeito para falar de uma história pela qual sou apaixonado desde meus 13 anos, mas hoje, com quase 21, também tenho o direito de expor minha opinião. Hoje, realizei o sonho de ver uma adaptação digna de aplausos. Hoje, “I dreamed a dream”!

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Chico denúncia – Médicos desrespeitam lei estadual e saem às ruas de jalecos

Perto de completar um ano, norma ainda não é seguida pela maioria dos profissionais, nem fiscalizada pela Secretaria da Saúde

A Fisioterapeuta Fernanda Rodrigues, antes de sair da clínica que trabalha, retira seu jaleco, guarda em sua bolsa e evita deixá-lo em contato com qualquer outro objeto, muito menos exposto ao ar livre. “Nunca andei de jaleco sem estar  no meu ambiente de trabalho.”  Agora você pode estar se perguntando se isso é realmente necessário. Ninguém sabe se usar trajes próprios de hospitais nas ruas pode mesmo propagar bactérias, mas independente da incerteza, é uma lei estadual.

Desde o dia 8 de junho de 2011, a lei nº 14.466 está em vigor no Estado de São Paulo, proibindo o uso de jalecos, aventais ou qualquer outro tipo de utensílio dos profissionais de saúde nas ruas. O motivo é simples: risco de propagação bacteriana. Um estudo realizado pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura em 2010, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), constatou que 95,83% dos jalecos analisados estavam contaminados por algum tipo de bactéria, inclusive a Staphilococcus aureus, um dos principais agentes causadores de infecção hospitalar. O estudo abriu portas para a discussão da propagação de bactérias através dessas vestimentas, gerando preocupação das áreas relacionadas à saúde pública e ministérios especializados. 

Mesmo sendo lei Estadual, é comum presenciar médicos e enfermeiros em locais públicos trajados com o uniforme de trabalho, desrespeitando essa medida sem nenhum tipo de receio. Isso porque há falhas na fiscalização, que é responsabilidade da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Quando se fala em lei, pensa-se em um órgão fiscalizador e divulgação educacional veiculada em grandes mídias. A lei da proibição dos jalecos apresenta falhas em ambos os casos, não por culpa de quem a criou, mas pelos órgãos responsáveis por colocar em prática essas medidas. Não há material de divulgação na imprensa e nos hospitais, muito menos fiscalização do órgão responsável. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde, eles não fiscalizam essa lei pelo fato dela ainda não estar regulamentada. “Nós não podemos multar pessoas físicas. Essa lei ainda vai passar por uma regulamentação e ser estruturada de acordo com as condições legais”, explicou a assessoria. 
Médicos saem às ruas trajando jalecos, sem serem repreendidos
O deputado Vitor Sapienza (PPS), atual Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e autor da lei de proibição dos jalecos, afirma que desde o dia 8 de junho a medida está em vigor e é responsabilidade obrigatória da Secretaria da Saúde fiscalizar e multar os hospitais que não alertam seus funcionários sobre os riscos.  “Todos os hospitais, sem exceção, foram avisados, mas não fazem nada a respeito e a fiscalização é totalmente falha! A minha parte como ministrador eu fiz, agora, precisam corresponder”, questionou o deputado. 

Há uma divergência de opinião quando se fala da proibição dos jalecos nas ruas. Mais da metade dos pacientes comuns acreditam que o jaleco pode ser um transmissor de bactérias e são favoráveis à lei.  Outros se baseiam na falta de embasamento científico comprobatório, inclusive contestado pela Sociedade Brasileira de Infectologia, em comunicado de sua assessoria de imprensa. “Apesar de existir esta lei, não existe nenhuma comprovação científica sobre a transmissão de bactérias através de aventais que são utilizados como uniformes. Não vivemos num ambiente isento de micro-organismos. Todos os locais, inclusive os jalecos possuem bactérias e isto não significa que estes instrumentos transmitam infecções”, comunicou um porta voz.

A grande divergência perante o assunto acontece quando, mesmo com a SBI contestando a medida, alguns médicos assumem os riscos de infecção e evitam usar o jaleco, respeitando a medida estadual, assim como faz a fisioterapeuta Fernanda: ”Essa lei é muito importante, evita disseminação de bactérias hospitalares em restaurantes, por exemplo. Mesmo assim é comum encontrar um médico usando jalecos nesses locais”.

O deputado Vitor Sapienza acredita que entre o comprovado e o mito, prevalece o bom senso, aumentando os parâmetros de discussão da proibição dos jalecos, salientando a falta de educação relacionada à saúde pública no Brasil. “O certo seria disciplinar a entrada de uma pessoa na UTI. Quando você vai a um hospital teria que disciplinar, na pior das hipóteses, que se desinfetem as mãos, coisa que não é feita. Não adianta você só fazer isso nos navios, nas repartições públicas, tem que ser principalmente no hospital. Isso mostra a necessidade da educação em sentido mais amplo”, diz Sapienza.

A solução é supostamente simples: haver um consenso entre Secretaria da Saúde, instituições médicas e sindicatos, com intuito de evitar o uso de jalecos e criar mais polêmicas. Porém, segundo Fernanda, o fator “status” também interfere nesse quesito. “Acredito que andar de jaleco é a mesma coisa que desfilar, como forma de status. Muitos profissionais da saúde fazem isso achando ser um sinônimo de poder”, opina.

Vitor Sapienza também credita a desobediência da lei ao status, mas destaca principalmente o fato de ser uma norma a seguir. “Ninguém gosta de ser policiado. Existe a evidência que há a propagação de bactéria, mas ninguém gosta de ser questionado. Além disso, usam os jalecos nas ruas por status, para mostrar que é médico. Por isso é importante pressionar e exigir que obedeçam a essa norma”, finaliza o deputado.

Falhas na Fiscalização

A Secretaria da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), reconhecem que há a possibilidade de infecção hospitalar por bactérias presentes nos jalecos, mas o estudo de regulamentação e ativação da fiscalização anda a passos largos. A assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde sequer sabia de existência dessa lei.

O Idealizador da Lei

O deputado Vitor Sapienza, além da criação da lei que proíbe o uso de jalecos nas ruas, é responsável pela lei que obriga a fixação do alerta nos elevadores com os dizeres: “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado nesse andar”. Ele também fez a emenda que criou a premiação em dinheiro concedida aos usuários da Nota Fiscal Paulista e a contribuição de solidariedade, que destina parte das despesas cartorárias para as Santas Casas.

Vitor Sapienza

CHICOCAST 1 – Batman Arkham City

O ano de 2012 será cheio de surpresas para os leitores do Chico Louco!
Entramos na onda dos Podcasts!
Agora temos o CHICOCAST, o Podcast do Chico Louco!
Para começar em grande estilo, um debate sobre o jogo Batman: Arkham City.
Ouçam e tirem suas próprias conclusões sobre o game que agitou o mercado.

E não deixem de comentar, compartilhar com seus amigos e deixem sugestões para outros temas a serem discutidos por nossos autores.
Enjoy!

Link para ouvir o CHICOCAST: CHICOCAST – Batman Arkham City

O adeus de São Marcos

Como todos vocês já sabem, Marcos, eterno goleiro palmeirense, anunciou sua aposentadoria aos 38 anos, no dia 04/01/2012. Data de eterno luto ao torcedor alviverde.
Nenhuma palavra será digna o bastante para retratar o que significou a passagem dessa figura carismática e talentosa pelo futebol brasileiro, quisá mundial!
Não a toa virou São Marcos.
Para não enrolar, decidimos re-publicar um post do dia 29 de janeiro de 2011, quase um ano atrás, que foi feito em homenagem a esse grande ex-goleiro, eterno ídolo. (Que inclusive, foi entregue ao Marcos e teve uma cópia autografada).
Para coerência e agradecimento, colocaremos o mesmo texto, mudando apenas o final. Pois o São Marcos merece nosso agradecimento digno. Obrigado, Marcos!

Fiquem com o texto do ano passado, com o final adaptado:

“Persistência e amor de um Santo”

Não é fácil ser um jogador de futebol amado por sua torcida durante quase duas décadas.
Mais do que ser amado pela torcida de seu clube, Marcos, goleiro do Palmeiras, sempre foi querido por muitos torcedores de vários outros clubes brasileiros, não só pela sua humildade, mas também pela sua alegria, simpatia e carisma.
A torcida palmeirense canonizou o goleiro em 1999, depois de fazer defesas milagrosas na Libertadores da América daquele ano.
Desde então, Marcos virou ídolo, provou que é possível ter amor e ser fiel a um único clube.
Em 2002, o goleiro foi um dos destaques brasileiros na conquista da Copa do Mundo. Provou que um Santo faz milagre em qualquer lugar.
Depois da bela atuação no torneio mundial, o Arsenal da Inglaterra tentou contratá-lo de qualquer maneira, mas foi aí que o goleiro mostrou para quem quisesse ver o seu amor pelo Palmeiras. Mesmo com o time alviverde rebaixado para a 2ª divisão naquele ano, Marcos recusou a proposta milionária para ajudar o clube do coração a voltar à elite do futebol brasileiro. Essa foi a prova de amor que o torcedor mais gostaria de ver em um jogador. Depois desse dia, mais nada iria abalar o carinho da torcida com o atleta.
Os anos foram passando, Marcão foi vítima do tempo e teve uma série de problemas com as lesões em seu corpo, afinal, sempre suou sangue pelo Palmeiras, sempre lutou, nunca deixou de se esforçar ao máximo para fazer a alegria dos torcedores.
Em 2004 contundiu o punho e o polegar esquerdo.
Se recuperou rapidamente e voltou a defender o clube.
Em 2006 ficou quatro meses parado.
Em 2007 fraturou o antebraço.
Em 2008 voltou com força total sob olhares desconfiados de boa parte da imprensa, mas foi campeão paulista com o Palmeiras, onde, antes da final com a Ponte Preta, fez um discurso nos vestiários que arrepia qualquer um que entende a dor e os problemas que o dono da camisa 12 do Verdão passou: “Tanto tempo que eu fiquei quebrado no vestiário fazendo tratamento lá pra voltar… Eu me quebro tudo de novo.. Juro por Deus, Eu me quebro tudo de novo mas não vou perder nem a pau!NEM A PAU! Quebro minha perna, quebro meu pescoço se tiver que quebrar dentro dessa m…., eu não vou perder.. porque eu sei o que eu sofri pra estar aqui e eu sei o que vocês sofreram também. Então, véio, eu não vou ter medo de errar, se eu errar, f..!
Mas eu vou arriscar, véio, que nem contra o São Paulo, se eu tiver que jogar de líbero eu jogo nessa p.., mas eu não vou perder,EU NÃO VOU PERDER, porque a gente sabe o que fez para estar aqui!”

Havia declarado que em 2009 encerrava sua carreira, mas desistiu após o Palmeiras embalar no Brasileirão. Infelizmente, não conseguiu ser campeão.
Em setembro de 2010, mais uma grave lesão no joelho o tira dos gramados. Dessa vez muitas pessoas duvidaram de sua volta, a aposentadoria era novamente cogitada, mas um Santo nunca se entrega.
No dia 27 de janeiro de 2011, Marcos voltou a ser titular no Palmeiras após pouco mais de 4 meses de tratamento. E em sua volta, o alviverde conseguiu uma vitória por 3×1 contra o Paulista de Jundiaí, pelo campeonato Paulista.
Apenas um ano se passou, agora, com 38 anos, anunciou de forma discreta que “pendurou as chuteiras”. Depois de anos de milagres, conquistas, tristezas, sofrimento, sorrisos, choros, rezas e carinho, São Marcos se aposentou. O tempo venceu o santo. Mas isso não mudará o amor que a torcida tem por ele, por esse exemplo de profissional!
Sim Marcão, você é um exemplo não só de amor ao clube, mas de superação e boa vontade. Provou e mostrou para muita gente os seus valores e a sua vontade de sempre dar a volta por cima. Você nunca foi dúvida, sempre foi realidade.
Merece para sempre o aval de Santo!
Parabéns São Marcos, são pessoas como você que nos faz acreditar que o futebol ainda vai ser muito melhor, com menos marketing e mais amor.
Você é e sempre será Santo para palmeirenses, corinthianos, são paulinos, flamenguistas, para amigos e principalmente para sua família.
Seu pai está orgulhoso de você, pode ter certeza!
Continue assim, espalmando os problemas para longe, sempre com a humildade de uma pessoa correta.
O eterno goleiro do Palmeiras, o eterno camisa 12!
Obrigado, Marcos!
“Sem luta não há conquista.”

O adeus de um Santo (Foto: Agência Estado)

Adeus ano velho, feliz ano novo

Pois é caro leitor do Chico Louco, 2011 está chegando ao fim. Querendo ou não 2012 já bate a nossa porta com promessas de ser um ano ainda melhor.
Para nós, autores do blog, foi um ano maravilhoso. Você, leitor, fez com o que o Chico Louco melhorasse cada vez mais, contribuindo com divulgação e comentários. Nesse ano nosso blogueiro João Figueiredo usou e abusou de seu senso crítico apurado para comentar e compartilhar opiniões sobre os filmes mais comentados, jogos mais alucinantes e outros assuntos relevantes. O blogueiro Bruno Rizzato (esse que vos escreve), contribuiu para a maioria dos posts musicais, com informações novas e opiniões diversas, contando com alguns pitacos futebolísticos e notícias variadas. O blogueiro Thiago Mourato repaginou a nossa página, que ainda está em processo de mudança, além de criar novas categorias e ter idéias maravilhosas para o próximo ano.
E é justamente sobre o próximo ano que vou falar.
A equipe do Chico Louco tem o maior orgulho de dizer que estamos com projetos para 2012 SENSACIONAIS, preparados especialmente para você, assíduo leitor. Não vou adiantá-los para não perder a surpresa mas garanto que valerá a pena. Tudo isso para agradar cada vez mais o nosso público, fazendo aquilo que gostamos.
Portanto, a equipe do Chico Louco deseja para todos vocês um FELIZ ANO NOVO!
Que 2012 seja um ano ainda melhor para todos vocês. E nunca se esqueçam, quem faz o ano ser bom ou ruim, somos nós.
Saúde e paz no coração de todos. E claro, um pouquinho de loucura…

Huaska lança novo álbum em 2012

A banda brasileira mais improvável dos últimos tempos, conhecida por misturar samba, rock e bossa nova, vai lançar o novo álbum, intitulado “Samba de Preto”. A previsão de lançamento é para o dia 12 de janeiro do ano que vem, contando com participações de peso, como Elza Soares e Eumir Deodato.
O vocalista da banda, Rafael Moromizato está guardando o projeto à sete chaves, com certeza com a grande expectativa de ser o novo “xodó” da banda.
Fiquem agora com vídeo do lançamento do novo CD e para maiores informações acessem o site oficial da banda:

Brasil e seu descaso com a leitura

Tanto se fala no país emergente denominado Brasil. Terra abençoada, regada por fauna e flora distintas, clima peculiarmente invejado, povo receptivo e cultura diversificada. Porém, como os dados da UNESCO mostram, o país ainda sofre com o afastamento da população com a leitura. Sim, a leitura que enriquece a cultura e aproxima o ser humano do desenvolvimento sócio-cultural. Sem dúvida alguma, isso se deve ao baixo estímulo à leitura, reflexo do sistema educacional pífio que vivemos. O citado país emergente, também emerge as contas bancárias de nossos governantes, que em grande maioria são corruptos, acomodados com seu patamar social, pouco investindo em melhorias para os brasileiros. A educação no Brasil é lastimável, não há incentivo, escolas públicas não são capazes de ter uma educação de qualidade, tanto pelo desmerecimento do profissional educador quanto à péssima estrutura criada. O estímulo à leitura deve começar nas escolas, servir de base para a formação estudantil. Ler é aprender, fortalecer intimidade com o idioma e estimular os reflexos sensoriais. Não seria difícil mudar a situação caótica que o Brasil vive. Investir pesado na educação, melhoria das escolas, valorização do trabalho dos professores, campanhas educacionais e o incentivo à leitura seriam os alicerces para a mudança da estatística apresentada. Se toda a população fosse alfabetizada, tivesse acesso à leitura, estímulo e incentivo, o Brasil criaria pessoas destinadas a melhorar o país, enriquecidas pelo saber e com os campos da mente estendidos. Dizem que o Brasil é um “país de todos”, mas nem todo mundo pode comprar um livro que deseja, muito menos ter acesso as novidades literárias. Mesmo que haja interesse, não há comprometimento do Estado para ajudar essas pessoas. Com isso, o brasileiro perde, seja o engravatado no poder ou o menino descalço na favela.

Crítica Rock In Rio 2011 – System of a Down

Último dia de festival, um público que começou agitadíssimo com o show dos Detonautas, voltou a se acalmar com Pitty, permaneceu assim com Evanescence e foi premiado pelo melhor show do Rock In Rio 2011!
Quando a banda System Of A Down entrou no palco, a galera já se animou. O show mais esperado pelo público foi inacreditavelmente enérgico. A banda, que ficou quase quatro anos parada, mostrou porque foi a mais votada na enquete oficial do Rock In Rio antes dos shows quando se definia a Top-Line.

Foto de: Ricardo Matsukawa/Terra

Serj Tankian provou porque é considerado um dos melhores vocalistas da atualidade, esbanjando categoria e seu timbre melódico.
Daron Malakian também fez bonito, além de estar super empolgado com o show, interagiu com o público e arrancou acordes magníficos de sua guitarra.
Shavo Odadjian, como sempre, foi perfeito no baixo.
John Dolmayan comandou os bumbos de sua bateria com a excelência de sempre.

Com toda a certeza, muitas pessoas começaram a conhecer ainda mais System of a Down após esse show e perceberam que a banda não é apenas música; é engajamento político e ambiental, atitude e comprometimento.
Durante o show, Serj Tankian disse: “Sem nosso ecossistema, morremos. Vamos salvar o meio ambiente” tentando passar ao povo brasileiro uma mensagem conscientizadora. Pode parecer clichê, mas conhecendo o trabalho social de Serj, é possível acreditar na veracidade do sentimento transmitido pela mensagem.

Serj, em sua carreira solo, dedicou 90% de suas composições aos projetos políticos que defende e critica e à sustentabilidade. Daron também fez uma pequena parcela disso em sua banda paralela que durou pouco, Scars on Broadway.

Foto de: Ricardo Matsukawa/Terra

Voltando ao show no Rock In Rio, a banda preparou uma setlist com 28 músicas, sendo TODAS elas cantadas em coral pelo público apaixonado e vibrante (outro ponto alto desse festival). Intercalaram o som pesado com a melodia, incluindo aquele toque armênio que existe no sangue dos integrantes.

Abrindo com Prison Song, a banda empolgou a galera que já começou a gritar e pular. Logo após, presenteou o público com a introdução de Soldier Side seguida por BYOB, talvez o maior sucesso da banda. (segue vídeo abaixo)

Como se não bastasse, fez uma sequência com Revenga, Needles, Deer Dance, Radio/Vídeo, Hypnotize, Question, Suggestions, Psycho, Chop Suey, Lonely Day, Bounce, Lost in Hollywood, Kill Rock n Roll, Forest, Science, Mind, Innervision, Holy Mountains, Aerials, Vicinity, Tentative, Cigaro, Suite Pee, War?, Toxicity e Sugar.

Não a toa, o show do System of a Down foi eleito pelos criadores do Chico Louco como o MELHOR show desse Rock In Rio. E com certeza, o Brasil ficará marcado para sempre na memória deles, pois no final da apresentação, a emoção de Serj era óbvia, tanto que no fim do show ele vestiu uma bandeira do Brasil, se ajoelhou no palco e agradeceu. “Isto é System of a Down. Obrigado! Estamos felizes por termos tocado aqui no Brasil”.
E pode acreditar Serj, também estamos felizes por terem vindo e nos presenteado com o talento de vocês!
Volte sempre, System of a Down!

Foto de: Ricardo Matsukawa/Terra

Rock In Rio chega ao fim

Após 7 longos dias de festival, o Rock In Rio chegou ao fim, com um histórico de 160 atrações musicais e quase 800 mil pessoas presentes.
Essa edição foi marcada pela mistura de gêneros, de públicos e de sons. As atrações nacionais fizeram um ótimo trabalho, não ficando atrás dos grandes nomes de fora.
O festival contou com grandes momentos, outros nem tão bons assim, mas no geral, foi ESTUPENDO!
Tendo em vista isso, o Chico Louco vai preparar para vocês, ao longo dessa semana de ressaca do Rock In Rio, uma crítica sobre os melhores shows do evento.
Aguarde as novidades!

Apenas para adiantar a todos vocês, segundo a opinião dos criadores do blog, os 3 melhores shows do Rock In Rio 2011 foram, respectivamente, System of a Down, Coldplay e Metallica!
E se alguma lição pode ser tirada desses 7 dias, essa lição é que o Rock nunca morrerá!

Coldplay fez uma apresentação lendária!

Discoteca básica – Morrissey / You Are The Quarry

O álbum lançado em 2004 é sem dúvidas um marco na carreira solo do ex-vocalista da banda britânica The Smiths. No final dos anos 90, sua carreira solo não ía muito bem nas paradas de sucesso e seu nome era visto como “apenas um músico se aposentando”. Morrissey que sempre misturou a carreira astística com suas ideologias e sentimentos pessoais, impulsionou sua carreira solo lançando o You Are The Quarry, com canções de extremo poder crítico e com emoções sinceras de sua vida sentimentalmente sofrida por ser assexuado.
Sendo seu primeiro álbum de estúdio em sete anos, o primeiro single “Irish Blood, English Heart” tornou-se seu maior single chart no Reino Unido na 3ª posição e recebeu airplay significativo nos EUA, indo para a 36ª posição na Alternative Songs. O álbum alcançou o 2º lugar no Reino Unido e se tornou o álbum de Morrissey mais “alto” nas paradas dos EUA, atingindo a 11ª posição.
Independente de seu sucesso, o álbum é musicalmente incrível e tem um significado muito próprio de Morrissey. Ouví-lo é como sentir o drama, a angústia, a opinião afiada e a tão magnífica voz de um ícone do cenário musical mundial. You Are The Quarry é indispensável em sua prateleira.

As músicas de destaque desse álbum são:

America is Not The World –
Faz duras críticas ao capitalismo totalitário e à ideologia consumista e preconceituosa norte-americana.

Irish Blood, English Heart –
Single que rendeu maior parte do sucesso do álbum e que agitou a trilha sonora de um jogo de video-game (FIFA 2005) na época.

I Have Forgiven Jesus –
Canção fortemente relacionada à sua assexualidade que serviu como um desabafo por ter nascido desse jeito. Na minha opinião, uma das melhores músicas já feitas na história, não só pelo significado quanto pela profundidade e qualidade.

Faixas

1. “America Is Not the World” Morrissey/Alain Whyte 4:03

2. “Irish Blood, English Heart” Morrissey/Whyte 2:37

3. “I Have Forgiven Jesus” Morrissey/Whyte 3:41

4. “Come Back to Camden” Morrissey/Boz Boorer 4:14

5. “I’m Not Sorry” Morrissey/Boorer 4:41

6. “The World Is Full of Crashing Bores” Morrissey/Boorer 3:51

7. “How Can Anybody Possibly Know How I Feel?” Morrissey/Whyte 3:25

8. “First of the Gang to Die” Morrissey/Whyte 3:38

9. “Let Me Kiss You” Morrissey/Whyte 3:30

10. “All the Lazy Dykes” Morrissey/Whyte 3:31

11. “I Like You” Morrissey/Boorer 4:11

12. “You Know I Couldn’t Last” Morrissey/Whyte/Gary Day 5:51

Em outubro de 2004, a gravadora lançou a “Deluxe edition”, com os b sides dos tres primeiros singles como faixas bonus:

13. “Don’t Make Fun of Daddy’s Voice” Morrissey/Whyte 2:53

14. “It’s Hard to Walk Tall When You’re Small” Morrissey/Whyte 3:32

15. “Teenage Dad on His Estate” Morrissey/Whyte 4:08

16. “Munich Air Disaster 1958” Morrissey/Whyte 2:30

17. “Friday Mourning” Morrissey/Whyte 4:08

18. “The Never-Played Symphonies” Morrissey/Whyte 3:03

19. “My Life Is a Succession of People Saying Goodbye” Morrissey/Whyte 2:55

20. “I Am Two People” Morrissey/Whyte 3:55

21. “Mexico” Morrissey/Boorer/Day 4:06