Como um Leão

Nunca imaginaria que um filme chamado “Como um Leão” falaria sobre futebol. Eis a surpresa, quando descubro que o filme, do original em francês “Comme un Lion” é um trocadilho com o time francês Lyon, time preferido do protagonista. O jogo de palavras já destaca a sagacidade da produção.

O jovem Mitri de apenas 15 anos tem um sonho: se tornar jogador profissional de futebol. Nascido em Senegal, ele e seus amigos se vêem diante de uma oportunidade única quando durante um campeonato, são observados por um olheiro que escolherá apenas um deles para levar até a Europa. Mitri se destaca entre os demais e é o escolhido, porém não tem o dinheiro necessário para a viagem. Sem desistir de seu sonho, Mitri convence a avó a ajudá-lo, colocando a família em dívida com a aldeia em que moram.

É quando os locações douradas e cálidas, cheias de risadas do Senegal mudam drasticamente para uma Paris cinzenta e depressiva, que Mitri, justamente com o espectador se descobrem enganados. Mitri por ser abandonado ao léu por aqueles que o trouxeram à França com promessas falsas, e o espectador por ser surpreendido com a mudança impactante de atmosfera, não só visual, mas dramática, trazida pelo roteiro antagônico ao primeiro ato.

Sem ter onde morar ou o que comer, o caminho de Mitri se cruza com o de um treinador de futebol de um time de garotos. Querendo provar do que é capaz, Mitri invade o campo e mostra sua habilidade. As vidas de ambos se entrelaçam tanto fora como dentro do campo, onde o sempre otimista aspirante a jogador se choca com a personalidade autodestrutiva de seu novo técnico e amigo, que descobre em Mitri um filho.

Escrito e dirigido por Samuel Collardey, “Como um Leão” se mostra um filme de balanço em todos os sentidos. O drama não é pesado ao ponto de tornar o filme massante, assim como as personalidades dos protagonistas se completam e também o cenário e a própria escrita do roteiro com as locações internacionais tão distintas.

Apesar de tratar de futebol, mesmo os que não são entusiastas do esporte não vão ter do que reclamar; afinal, o tema principal do filme de Collardey é a busca cega de um sonho e de como sujar as mãos, nesse caso os pés, para realizá-lo.

Trailer

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Publicado em 3 de novembro de 2013, em CRÍTICA - FILMES e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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