Loopers – Assassinos do Futuro

Quando vemos um cartaz no cinema dos próximos lançamentos e não nos deparamos com alguma adaptação de histórias em quadrinhos, romances adolescentes, videogames, ou algum remake ou reboot de algum super sucesso de décadas passadas, ficamos completamente flutuando no vácuo. Realmente, como Hollywood se atreve a nos entregar uma história da qual ainda não sabemos o final! É quase um ultraje…

Loopers – Assassinos do Futuro, é um filme original, daqueles que vez ou outra aparecem nas telonas para bagunçar o coreto das produções em massa de uma era quase genérica que move o maquinário das super produções.

Protagonizado por Joseph Gordon-Levitt e Bruce Willis, Loopers se passa 30 anos no futuro, onde assassinatos encomendados são executados no passado. Quando um alvo precisa ser eliminado, ele é mandado através de viagem no tempo onde é executado pelos chamados Loopers, assim, alguém que nunca existiu no passado não atrai atenção desnecessária, e alguém que nunca morreu no futuro também não.

Eventualmente, o contrato de um Looper é fechado, isso acontece quando sua versão do futuro é mandada para o passado para ser morta por sua versão mais jovem, apagando qualquer rastro das ações criminosas do Looper. Assim, o Looper do passado recebe uma bolada e vai desfrutar a vida, até fazer a tal viagem alguns anos depois. Mas o que acontece quando o seu Looper vindo do futuro te nocauteia e foge, ficando perdido no presente do seu eu mais jovem?

Levitt e Willis vivem o mesmo personagem, o Looper chamado Joe. Só aí já dá pra saber quem veio do futuro. O mais impressionante, foi o trabalho artístico usado na produção do longa para deixar Levitt uma cópia quase escarrada da carranca cansada e cínica de Willis. Próteses no rosto deixaram o jovem ator com os mesmos traços do astro veterano, os lábios finos e rosados, os olhos azuis, nariz amassado, além de uma preocupação com uma possível queda de cabelos, mas isso não é tudo. Tanto a fala quanto o olhar e a linguagem corporal de Levitt são as mesmas de Willis. O único deslize é que o Joe de Levitt ainda é destro, e Willis é canhoto.

Escrito e dirigido por Rian Johnson, Loopers é o terceiro longa do diretor que teceu sobre seu novo filme uma aura que mescla a moda dos anos 50 com o padrão slim dos dias de hoje, tudo no cenário interiorano de Kansas City, pontilhado por motos voadoras e boates pscicodélicas. O primeiro quarto do filme tem um visual surreal urbano saído de um videoclipe, com câmeras que giram e uma brisa do que podem ser as raízes do cyber punk.

No elenco também está Jeff Daniels e Emily Blunt, que deixa o pomposo sotaque britânico em casa para se tornar uma verdadeira caipira de R arrastado. É com a entrada da personagem de Blunt que o filme desacelera, e o cenário rural mais a personagem da viúva trazem a lembrança de Vencer ou Morrer, de Jean-Claude Van Damme.

Loopers – Assassinos do Futuro é o tipo de filme raro, assim como foi A Origem de Christopher Nolan, que arrisca por para funcionar os cérebros dos mais ambiciosos cineastas de Hollywood e desenvolver uma trama excelente e original, sem se preocupar em melar todo uma história para criar uma nova franquia com quantas continuações forem possíveis. Loopers é incrível e desafiador e traz de volta aquela sensação de que muito ainda pode ser criado.

Trailer

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Publicado em 1 de outubro de 2012, em CRÍTICA - FILMES e marcado como , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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