11/9 – parte 1 (ficção)

 

Vidas cruzadas

O dia começara normal para Ella Carmichael. Despertara junto dos primeiros raios lânguidos da aurora. Tomou um banho, checou a mala de viagens uma última vez e foi para a cozinha preparar o desjejum do marido que  com um sorriso nos lábios partiu para o trabalho no espaçoso carro da família que o casal comprara quando o terceiro filho nascera em 1995.

Ella tinha pressa, precisava embarcar para São Francisco no próximo vôo e por isso deixara os filhos, um casal de gêmeos e um garotinho de seis anos na casa da irmã e do cunhado no dia anterior. Se despedira de cada um dos filhos com um abraço bem apertado, um beijo molhado na bochecha para o qual eles fizeram uma careta e um festival de risadas ao enchê-los de cócegas, pois assim sua culpa em se separar dos pequenos seria menor quando os visse acenando da janela enquanto se distanciava com o carro.

De funilaria branca e resistente e tamanho imponente, o Boing 767 deixou o Aeroporto Internacional de Boston com quinze minutos de atraso às 7h 59min. O vôo 11 da American Airlines levava Ella Carmichael mais 91 pessoas contando a tripulação para São Francisco. O aviso para afivelar os cintos havia se apagado e Ella Carmichael de 43 anos se sentia aliviada. Pediu uma água tônica a comissária de bordo e relaxou em sua poltrona.

Quando eram 8h 16h tudo virou de cabeça para baixo. Cinco homens de complexão corporal forte, feições severas e faces queimadas de sol tomaram conta do vôo 11 e mataram membros da tripulação à facadas.

Mohamed Atta, um homem de cabelos cerrados, rosto quadrado de maxilar saliente e olhos inexpressivos fez as vezes de piloto e mudou o curso do avião para Nova York onde ele e seus companheiros tinham um  único objetivo, manchar a história americana com sangue e terror.

Aterrorizados pelos desalmados agentes da morte, passageiros e o que restara da tripulaçao tinham a triste certeza de um futuro incerto. Materializando-se ao longe, chapado no céu azul daquela quarta-feira, Ella juntamente com todos os outros que estavam no Boing viram as hipnóticas linhas horizantais e verticais, impecáveis em sua concepção se cruzarem com simetria assustadora. Aquela era a Torre Norte do World Trade Center. Às 8h 46min as linhas dos destinos das almas que havia no vôo 11 se cruzaram, mas muito mais firmes e perpétuas do que jamais estivera as linhas do WTC. Uma imensa massa de fogo alimentado pelo medo se formou ao impacto engolindo centenas de vidas e toneladas de metal. O vôo da American Airlines se chocou diretamente contra a Torre Norte do World Trade Center entre os andares 93 e 99. Às 9h 03min um segundo avião sequestrado atingiu a Torre Sul.

Com a perda das 2.996 vidas do dia 11 de setembro de 2001 encerrou-se uma era e uma nova teve início, a era da guerra ao terror.

 

Torre Norte do WTC após impacto com o vôo 11

 

Colisão do segundo avião contra a Torre Sul

 

Mohamed Atta

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Publicado em 19 de setembro de 2011, em QUALQUER ASSUNTO e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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