O homem que viveu, reinou e voltou para as estrelas

Pelo título não é difícil achar que o texto a seguir trata-se de Jesus Cristo ou até mesmo de algo relacionado a  ficção-científica, mas não é este o  caso. Assim como o filho de Deus muitos homens vieram para este mundo para deixar sua marca e então após cumprido o seu legado partirem de volta para “casa” se imortalizando entre nós. Homens e mulheres tiveram seu propósito, seu destino traçado, e com garra cumpriram sua meta, enfrentando os pedrejantes caminhos dos anos e por fim se tornaram constelações.

Se tomo a liberdade de chamar a seguir o mais novo conjunto de estrelas dos céus pelo seu primeiro nome digo que o fato se dá pela grande estima de um humilde fã deveras encantado com as performances deste mago para tantos considerado imortal.

Foi no dia 26 de janeiro de 2011 que uma das maiores constelações deste país subiu para o céu para sempre brilhar sobre nós. Com 81 anos faleceu o ator John Herbert, um dos maiores ícones dos teatros e da teledramaturgia brasileira.

Apesar de ter se livrado do venenoso vício do cigarro cerca de 20 anos atrás e ter mergulhado de cabeça no mundo dos esportes e de uma vida saudável John sofria com o mal da enfisema pulmonar que foi no dia de ontem o seu algoz e carrasco.

Nascido John Herbert Buckup em São Paulo no dia 17 de maio de 1929 descendente de alemães tanto por parte materna quanto paterna John não foi somente ator, mas também diretor e produtor onde atuou em 30 novelas e dezenas de filmes e peças de teatro.

Para satifazer os pais John estudou direito no Largo São Francisco e formou-se advogado, mas após um ano de curso já ingressava o corpo de alunos do Centro de Estudos Cinematográficos de Ruggero Jaccobi.

O homem que nunca deixou de amar São Paulo ficou conhecido nas décadasde 1950 e 1960 pela telenovela “Alô Doçura!” onde contracenou com aquela que viria a se tornar sua primeira esposa e também uma das gigantes da tevê, Eva Wilma, de 1955 até 1976. Depois casou-se pela segunda vez com Claudia Librah com quem viveu durante 30 anos. Um dos maiores bens do ator que sem dúvida era o que ele mais prezava era sua família, os entes que ajudaram o moldar a estrela de John Herbert, estrela essa que no dia de ontem não se apagou, mas sim passou a brilhar mais intensamenmte. John deixou quatro filhos e seus cinco netos além das duas mulheres que amou.

John Herbert e Eva Wilma em “Alô Docura!”


Além de sucessos como “Que rei sou eu?”, “Sinhá Moça” e “Plumas e Paetês” o ator estrelou, produziu e dirigiu inúmeros filmes e peças de teatro, entre elas “Black out” que produziu em 1967 e que tinha com protagonista a então iniciante Regina Duarte. No ano de 1980 John dirigiu seu primeiro longa-metragem com uma jovem Christiane Torloni.

John Herbert foi cremado na tarde de hoje em São Paulo em uma cerimônia que durou cerca de 15 minutos no crematório da Vila Alpina, Zona Leste da cidade após ter ficado internado desde o dia 5 deste mês no Hospital do Coração.

Às 14h10, 40 minutos após a chegada do esquife o adeus a John Herbert foi conduzido pela voz de outra grande estrela, Frank Sinatra, com as músicas “New York New York”, “My Way” e uma versão de “Garota de Ipanema”.

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Publicado em 27 de janeiro de 2011, em FILMES e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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