CRÍTICA: James Bond 007: Blood Stone

O espião mais famoso do mundo voltou mais elegante e letal do que nunca em mais uma aventura repleta de perigos, locações exóticas e vilões megalomaníacos. James Bond 007: Blood Stone foi aguardado ansiosamente pelos fãs de 007 e foi lançado no mesmo dia que a nova versão de GoldenEye 007 para Wii. Blood Stone chega mostrando que é grande, mas será que grande o suficiente para concorrer consigo mesmo?

Na hístória, depois de uma explosiva abertura em Atenas, Bond recebe sua missão: Descobrir o paradeiro de um cientista britânico que desapareceu, não sabendo se este foi sequestrado, se desertou ou mesmo se está morto e impedir que sua pesquisa envolvendo armas biológicas caia em mãos erradas. A trama parece ser mais um clichê dos video-games, mas é pincelada com minúcia e admirável maestria por Bruce Feirstein, roteirista veterano dos filmes do próprio Bond que o jogador se vê em uma história original onde nunca é possível se prever de onde virá a próxima ação inimiga e quem é realmente o verdadeiro vilão da história.

Idealizado como um  filme, o game contou com um cenógrafo e um figurinista para deixar o universo do game tão classudo quanto as películas do espião no cinema. O realismo dos cenários que fogem completamente aos vistos na maioria dos games que existem por aí deixam o jogador boquiaberto com o grande número de detalhes e texturas de Atenas, Istambul, o principado de Mônaco, Sibéria e Bangkok, lugares por onde se passa a história. Um novo sistema de combate corpo-a-corpo, realmente simples de se usar também foi desenvolvido para deixar o novo Bond mais fiel à representação de Daniel Craig nas telas, mais brutal e atlético.

Como não podia deixar de ser cenas de pilotagem também existem no game onde o jogador tem o prazer de guiar uma lancha(algo que ainda é raro nos video-games), o clássico Aston Martin DB5 que apareceu pela primeira vez em 007 contra Goldfinge(1964) e se estabeleceu como referência e o atual Aston Martin DBS também estão no game.

Um ponto que vale ser ressaltado quanto ao realismo e o nível de detalhes são os fatores climáticos que contribuem para que o jogador se sinta imerso no universo de Blood Stone. Há passagens onde gotas de água respingam na tela como acontece por exemplo durante a sequencia com a perseguição de lancha e nas partres onde se está chovendo. Fogo embaça a visão do jogador e a neve escorre pela tela durante a missão na Sibéria.

Daniel Craig contribuiu para o game com sua voz e aparência como Bond, assim como Judi Dench para M e a atriz e cantora de Soul e Blues Joss Stone que encarna a Bond Girl Nicole Hunter e interpreta a canção tema “I’ll Take It All” composta por ela e por David A. Stewart do grupo Eurythmics. Richard Jacques serviu de compositor musical para o game, substituindo David Arnold, compositor oficial dos filmes que trabalhava em GoldenEye 007. Ben Cooke, dublê de Craig como Bond realizou os movimentos espetaculares que 007 desempenha no game. Blood Stone foi desenvolvido pela Activision, detentora dos direitos do espião em parceiria com a expecialista em games de corrida Bizarre Creations, responsável pelo game The Club.

Ao todo Blood Stone merece ser jogado não só por quem é fã de James Bond mas por todos aqueles que gostam de uma boa intriga, joguinhos de gato-e-rato e muita ação desenfreada.

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Publicado em 3 de dezembro de 2010, em CRÍTICA - GAMES e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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